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Itaipu inaugurou o Centro de Inovação em Mobilidade Elétrica Sustentável (CI-MES). A inauguração do novo espaço aconteceu será dia 22/11,mesma data comemorativa da marca dos 2,5 bilhões de megawatts-hora acumulados.

O Centro de Inovação em Mobilidade Elétrica Sustentável (CI-MES) funcionará em um novo prédio construído próximo ao Galpão 5, onde Itaipu já desenvolvia o Programa Veículo Elétrico.

Espaço

O centro vai melhorar a infraestrutura dedicada às iniciativas desenvolvidas pela Itaipu no campo da mobilidade elétrica sustentável, especialmente no âmbito do Programa Veículo Elétrico.

A inauguração do novo espaço atende às diretrizes institucionais de contribuir para o desenvolvimento e a sustentabilidade do Brasil e do Paraguai. No espaço estará exposta parte da frota de veículos elétricos, de avião a ônibus.

O Programa Veículo Elétrico (VE) começou em Itaipu em 2006. Nesses 11 anos, já registrou vários avanços. Dentro das dependências da empresa foram montados 140 veículos em parceria com a Renault, Fiat e outros parceiros.

Frota de 100 veículos

Veículos com zero emissão: em Itaipu, frota supera uma centena de automóveis.

Na sua própria frota, Itaipu mantém 100 veículos elétricos, que vão desde carros de passeio, miniônibus, até um avião elétrico. Ainda neste ano, a binacional deve receber mais 20 unidades do Zoe – 2ª geração, com bateria Z.E. 40. Esse novo modelo tem o dobro de autonomia, podendo rodar 400 km sem recarga de bateria.

A Itaipu é uma das empresas pioneiras em difundir e investir a tecnologia do veículo elétrico. Inclusive, incentivando a criação de uma cadeia de fornecedores de componentes. Somente a utilização dos elétricos na usina evitou a emissão de 87 toneladas de CO2 nos últimos dez anos, o equivalente ao plantio de 498 árvores.

 

Curiosidades

O Twizy, um dos veículos da frota de Itaipu, foi lançado em 2012 e está presente em 35 países. O modelo ocupa o espaço de um automóvel de duas rodas, mas com a segurança de um carro, além de ser equipado com todas as tecnologias necessárias para veículos de passeio, como cinto de segurança e airbag. A autonomia é de 100 km. Com apenas 450 kg, o Twizy é pelo menos duas vezes mais leve que um carro convencional. Ele tem 2,34 m de comprimento e 1,23 m de largura. Já o Zoe, outro integrante da frota de VEs da binacional, é o mais vendido entre os veículos de passeio elétricos no Velho Continente, com cerca de 22 mil unidades comercializadas em 2016. A segunda geração terá bateria com o dobro de autonomia.

Outra agenda: 2,5 bilhões de MWh

Também no dia 22/11 a usina de Itaipu atingiu os 2,5 bilhões de megawatts-hora (MWh) de energia acumulada desde que a hidrelétrica entrou em operação, em maio de 1984. O Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, participam de um evento protocolar no hall do Edifício da Produção, na usina, às 15h, com toda a Diretoria da Itaipu, para comemorar mais esse feito da usina, que mais gera energia no planeta. Autoridades paraguaias também estarão na celebração.

Fonte: Itaipu

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Nem os questionamentos ambientais e denúncias na área trabalhista tiram o interesse por títulos verdes da dívida, os chamados “green bonds”, emitidos por empresas e instituições financeiras brasileiras. O país lançou até hoje US$ 3,67 bilhões, em um total de nove emissões – a primeira delas feita em 2015 – feitas em um período de baixa atividade econômica e recomendações pouco otimistas por parte das agências de avaliação de risco em relação ao Brasil. Pelo apetite dos investidores estrangeiros, o volume poderia ser ainda maior.

No mundo, esse mercado já chega a US$ 221 bilhões, diz segundo relatório feito pela ONG Climate Bonds Initiative, divulgado recentemente. A estimativa é que, em 2020, o segmento movimente cerca de US$ 1 trilhão, cinco vezes mais do que o valor previsto para este ano.

Os “green bonds” são títulos da dívida emitidos por empresas ou bancos para viabilizar projetos que tenham impacto ambiental positivo. O único objetivo é financiar projetos sustentáveis. É feito um processo de verificação por uma consultoria especial, que avalia se os recursos obtidos com a emissão serão investidos em ações climáticas ou ambientais. No caso brasileiro, eles são direcionados especialmente ao financiamento de projetos de energia renovável.

Para as empresas e instituições financeiras, há uma série de vantagens na emissão de títulos verdes, como o aumento da visibilidade de seus projetos sustentáveis junto ao mercado de capitais, o reforço da estratégia de negócio em direção à pauta ecossustentável e a possibilidade de captar recursos em condições mais favoráveis do que em uma emissão tradicional de títulos da dívida. Na relação de brasileiras que optaram pelos “green bonds” estão BNDES, BRF, Fibria, Suzano, CPFL Energias Renováveis, Rio Energy, Omega Energia e Klabin.

Gustavo Pimentel, diretor da Sitawi Finanças do Bem, diz que os títulos verdes são uma boa opção para as empresas que procuram diminuir seus impactos negativos (na sociedade ou no meio ambiente) e, consequentemente, aumentar os impactos positivos. “Para isso, podem atrair investidores mais atentos a essas questões”, explica.

É o caso do BNDES, que em maio passado captou no exterior US$ 1 bilhão em títulos verdes. A procura foi cinco vezes maior que a oferta de títulos, conta André Carvalhal, chefe do Departamento de Captação de Mercado do banco. “Encontramos uma diversidade grande de perfis entre esses investidores, a maioria ‘verdes’, o que é muito bom, porque atrai o olhar para o banco de um público diferente. Ganha-se um benefício adicional ao abrir as portas do banco para outras possibilidades”, diz. Além dessa vantagem, o executivo conta que foi possível obter com a operação o menor custo adicional (spread) em relação ao tesouro dos últimos 10 anos.

Cerca de 70% do valor captado com os “green bonds” do BNDES já estão empregados em oito projetos de energia eólica no Nordeste. Até o início do ano o banco vai anunciar quais são as empresas contempladas com os recursos. Apesar da primeira operação com os títulos verdes ter sido recente, Carvalhal não descarta a possibilidade de voltar ao mercado ainda no primeiro semestre de 2018. “Existe uma demanda forte do mercado por esses títulos brasileiros. Os ‘green bonds’ sempre estarão no nosso radar para novas emissões”, afirma.

‘No DNA’ 

A Fibria passou um ano estudando como fazer a emissão de títulos verdes. Foram, ao todo, cerca de 300 pessoas envolvidas na operação, de diferentes áreas da companhia. O lançamento – US$ 700 milhões – foi feito em janeiro deste ano e 40% dos investidores eram focados em práticas de sustentabilidade. “Percebemos que havia um crescimento forte e consistente por esse tipo de papel e que fazia todo sentido seguir esse caminho, já que somos uma empresa que tem a sustentabilidade no DNA”, diz David Alegre, responsável pela tesouraria da companhia. O dinheiro captado já começou a ser investido na restauração de florestas nativas, em projetos de uso eficiente da água e de energia renovável.

Assim como no caso do BNDES, a procura foi muito maior que a oferta de títulos da Fibria – cinco vezes maior, segundo o executivo. “Para a empresa também foi uma grande oportunidade de divulgar nossos trabalhos de sustentabilidade e chamar a atenção desses investidores para nosso negócio”, diz.

Outra empresa do setor de papel e celulose que percebeu uma oportunidade nos “green bonds” foi a Suzano Papel e Celulose. Marcelo Bacci, diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores, conta que antes da emissão de R$ 1 bilhão em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) no mercado local, realizada em novembro do ano passado, a Suzano já havia sido pioneira na América Latina na emissão de ‘green bonds’ em dólares, com uma operação de US$ 500 milhões realizada em julho do ano passado. “O resultado das duas operações reforça a nossa percepção de que haverá um número crescente de investidores destinando recursos para esse tipo de títulos”, diz o executivo. “Por isso, temos certeza de que esse caminho será seguido por outras empresas.”

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Sim, nós temos informação. Vasta, clara, abrangente e que dá a exata medida de para aonde caminhamos como espécie humana. Já sabemos que 15% das emissões de gás do efeito estufa vêm de desmatamento, que o cerrado brasileiro está ameaçado pela agropecuária, que as queimadas em Portugal originadas pelas fabricantes de papel e celulose podem causar desequilíbrios no mundo todo. Mas até que ponto o setor produtivo está realmente comprometido em construir uma agenda prática que reverta gradual e sustentavelmente a atividade, permanecendo lucrativa mas que possibilite a vida humana em 2050? A resposta pode ser óbvia: o ponto de inflexão está no risco ao negócio e na perda da lucratividade. E já estamos nesta etapa.

O relatório “Do risco para a receita: a oportunidade de investimento para enfrentar o desmatamento corporativo”, divulgado nesta terça-feira (21) pela plataforma de divulgação ambiental global sem fins lucrativos, CDP, aponta crescimento do prejuízo das empresas listadas em bolsa que perderam US$ 941 bilhões em volume de negócios neste ano ante perda de US$ 906 bilhões no ano passado (alta de 3,8%). Os quase US$ 1 trilhão em volumes de negócios foram perdidos por empresas de capital aberto de 2016 para 2017 que tinham suas operações vinculadas às commodities que mais alimentam o desmatamento no mundo – pecuária, soja, madeira e óleo de palma.

Neste cenário, o Brasil ganha importância negativa, pois é o segundo maior produtor de pecuária e de soja no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Caso essas empresas e seus stakeholders ainda não estejam se movimentando para modificar o caminho que fazem e a forma que atuam, esses dados desenham um futuro próximo no qual a longevidade delas fica comprometida. Em resumo, o ponto da virada chegou no Brasil e no mundo todo.

Dados do relatório mostram que a região na qual as empresas têm o maior percentual de riscos diretos nos negócios ligados às commodities é a América Latina, com 67% das empresas com amplos riscos diretos na cadeia de operações. A região é seguida pelo grupo Europa, Oriente Médio e África (57%), Ásia/Pacífico (33%) e América do Norte (26%). De acordo com os dados do CDP, as empresas dependem das florestas e reconhecem que os impactos ambientais e sociais do desmatamento ameaçam reduzir lucros e aumentar os riscos. Ao afetar as avaliações da empresa e a capacidade delas de reembolsar a dívida, esses riscos são suportados pelos investidores, ao mesmo tempo que os afasta.

CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos, formada por grandes investidores interessados na avaliação do desempenho das empresas em função dos desafios ambientais de mudanças climáticas, recursos hídricos e florestas. Atualmente é formada por 827 investidores que administram um total de US$ 100 trilhões em ativos. A organização tem ainda em sua base de respondentes mais de 570 cidades no mundo todo reportando seus dados em 2017. A partir desses dados, são produzidos materiais que reportam regularmente a evolução no uso de recursos hídricos e ambientais pelas empresas e cidades signatárias, como este sobre desmatamento.

No relatório de hoje sobre desmatamento, 87% das empresas que responderam ao questionamento reconhecem pelo menos um risco – e 32% já experimentaram impactos – associados à produção ou ao consumo de commodities de risco florestal.

As decisões que estão sendo tomadas hoje determinarão se seremos capazes de fazer uma transição para uma economia próspera, que trabalhe para as pessoas e para o planeta a longo prazo. Acreditando na possível e urgente mudança de cenário, o CDP Latin America realiza no dia 30 de novembro, em São Paulo, o Conexão CDP, evento que vai promover um diálogo com essa ótica entre investidores, empresas, cidades e governo, oferecendo protótipos de ideias e soluções para materializar a mudança que desejamos ver no mundo.

Além disso, neste ano será apresentado um infográfico inédito – que apresenta indicadores e dados de empresas e cidades na América Latina sobre como se preparam, monitoram e gerenciam seus recursos. Por meio dessa ferramenta será possível visualizar quais são as empresas que lideram em sustentabilidade na região e que tipo de estratégias elas utilizam ou estão desenhando para embarcar no único futuro possível, o da economia de baixo carbono.

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Pensar no Desenvolvimento Sustentável como estratégia – e não mera Responsabilidade Social – exige mais do que intenção ou compromisso com selos verdes, certificados e marcos legais. “É preciso ter ambição para os romper os paradigmas e perceber que vamos acertar, mas vamos errar bastante também”, afirma Cristiana Brito, diretora de relações institucionais e sustentabilidade da BASF na América do Sul. “Não adianta ter técnicos comprometidos com o desenvolvimento sustentável e um CEO alienado ou uma empresa com um CEO engajado, mas com um operador de máquina que não evita desperdícios”. A executiva participou de evento realizado na Câmara Brasil-Alemanha, que discutiu a implementação dos objetivos de desenvolvimento sustentáveis (ODS) definidos pela ONU para empresas.

Os objetivos surgiram em 2015 a partir de uma percepção da Organização das Nações Unidas de que os objetivos do milênio (ODM) já eram insuficientes para dar conta de demandas pontuais que surgiam naquele momento. Foi também um modo da ONU convocar as empresas a participar ativamente de mudanças globais, em diferentes áreas. Com as ODS, definem-se 169 metas para 17 temáticas, entre elas clima, energia, água, representação feminina e até direitos humanos. “Percebeu-se que não ia dar para o governo ou a sociedade resolverem sozinhos os problemas. E ficou claro o peso que as empresas têm – de forma positiva ou negativa – nessas questões”, disse Carlo Pereira, secretário-executivo da Rede Brasil do Pacto Global.  Por meio do Pacto Global, as empresas privadas discutem o cumprimento dos ODS em suas operações. Atualmente, 13 mil instituições e 9 mil empresas fazem parte dele – sendo 740 organizações com atuação no Brasil.

A BASF é uma das signatárias dos ODS e, portanto, conecta sua estratégia empresarial a alguns dos 17 ODS. A companhia definiu os objetivos com maior afinidade com sua atuação na indústria química para então definir metas que “conversavam” com os ODS – e inserindo seus stakeholders nessa estratégia – para finalmente medir resultados. Um dos projetos desenvolvidos inclui um “sistema de produção que é capaz de aproveitar todos os recursos energéticos, naturais e de matéria-prima”. Outro, através de sua fundação, tem como foco auxiliar a cooperativa de café Cooxupé a agregar maior valor à cadeia produtiva, melhorar a sustentabilidade e, assim, oferecer um produto que seja mais aceito – a um preço maior – no mercado europeu.

Mirar o desenvolvimento sustentável sob a perspectiva de criação de valor – e lucro – no negócio é um discurso defendido por Cristiana Brito, assim como por vários executivos de empresas ao redor do mundo. O mais famoso deles talvez seja Paul Polman, CEO da Unilever, um dos mais citados quando se fala em capitalismo consciente. Em sua palestra, Cristiana citou a Business & Sustainable Development Commission (BSDC), comitê do qual Polman faz parte, e que trabalha pelo desenvolvimento global de objetivos sustentáveis como oportunidade de negócio. Estimativa da BSDC aponta que o desenvolvimento sustentável pode gerar US$ 12 trilhões em negócios e oferecer 380 milhões de novas posições de trabalho até 2030. Só na América Latina, esse potencial seria de US$ 1 trilhão e criação de 24 milhões de vagas de trabalho.

Pequenas e Médias Empresas 
A opinião de especialistas é de que as grandes empresas já têm consciência, de forma geral, sobre a necessidade de se desenvolverem de forma sustentável. Muitas delas já integram índices sustentáveis da Bolsa de Valores – como a ISE na B3 (ex-BMF&Bovespa) –, bem como medem e reportam indicadores específicos.

O maior gargalo para o país avançar nesses objetivos está nas pequenas e médias empresas, segundo Grácia Fragalá, diretora do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp. “É preciso fazer um esforço para que as PMEs relatem esses indicadores [sociais e ambientais]”, defende Grácia. Segundo ela, a resistência ocorre por dois motivos. O primeiro tem a ver com a recessão, que coloca as empresas “em um momento de sobrevivência” à crise. “Quando vamos conversar sobre sustentabilidade, eles me dizem: calma, antes eu preciso é salvar o negócio”, diz Grácia. O segundo é um possível temor com relação à divulgação de novas informações. “Eles se assustam com questões de legislação e me dizem: se eu começar a relatar novos indicadores, não vai chamar atenção da Receita para outros fatores da minha empresa?”.

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O objetivo desta COP era iniciar o “livro de regras” para combinar o jogo da implementação do Acordo de Paris, que deverá ser finalizado na próxima conferência, na Polônia. Dada a característica técnica da reunião, era esperado que ela terminasse, sexta-feira 17 de novembro, com um texto pronto para a negociação a partir de 2018. No entanto, essa não é a realidade. Até a maneira como o diálogo entre os países será feito não foi consensuada ainda.

Durante toda a COP, o Governo brasileiro enfrentou fortes críticas sobre sua contradição entre os retrocessos socioambientais domésticos e sua posição nas negociações, especialmente, sobre a proposta de incentivar os subsídios aos combustíveis fósseis até 2040, o que claramente vai na contramão dos esforços para descarbonizar nossa economia e valorizar as energias renováveis, como os biocombustíveis e a biomassa.

Por outro lado, o Brasil mandou um recado forte, ao lado de outros países em desenvolvimento, sobre a necessidade de aumentar a ambição do Acordo de Paris e buscar compromissos pré 2020. Além disso, o ministro Sarney também anunciou duas importantes notícias para a agenda de clima floresta e agricultura, durante a conferência, como o RenovaBio e o Planaveg.

COP25 no Brasil

O Brasil se candidatou para ser o anfitrião da COP 25, em 2019. Essa é uma oportunidade de reafirmar a liderança do Brasil na agenda climática e, para isso, precisamos estar preparados para esse momento, já com a lição feita, mostrando que já estamos alinhados com a economia de baixo carbono e em estágio avançado da implementação da NDC brasileira.

Doações

A COP foi um momento de anúncios importantes para o Brasil. As doações dos governos da Alemanha e do Reino Unido de cerca de 100 milhões de euros para projetos de preservação ambiental a Estados da região amazônica representam os maiores repasses internacionais já recebidos por estados brasileiros para esta finalidade. Essa é uma indicação de que existe interesse e apetite internacional para investir em um Brasil sustentável e de baixo carbono.

RenovaBio

O Programa RenovaBio, encaminha ao Congresso durante a COP 23, é uma oportunidade única para que o Brasil possa reafirmar sua liderança global na produção e uso de energias renováveis, como os biocombustíveis. A partir do controle de emissões, o programa dará ao setor energético previsibilidade, estabilidade de regras e a clareza do que representam o etanol e o biodiesel na matriz energética brasileira. Mas, além disso, é preciso também que o Programa promova a inclusão de novas tecnologias e o estímulo à produção e consumo de novos biocombustíveis.

Planaveg

A assinatura do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) abre caminho para que o Brasil se torne um líder global em restauração tropical, beneficiando sua biodiversidade, economia, população e todo o planeta. A execução de um plano eficiente será fundamental para reduzirmos o custo de adequação ao Código Florestal, bem como darmos acesso aos produtores rurais a investidores e mercados relacionados com a nova economia do carbono. Os oito eixos estratégicos de ação (Sensibilização; Sementes e Mudas; Mercados; Instituições; Mecanismos Financeiros; Extensão Rural; Planejamento Espacial e Monitoramento; e Pesquisa e Desenvolvimento) irão motivar, possibilitar e impulsionar a recuperação da vegetação nativa no país.

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Podemos chegar a 2030 com uma matriz energética 100% renovável. Esta é a opinião de 71% dos especialistas ouvidos em uma pesquisa realizada pela organização REN 21. Os dados são parte do Renewables Global Futures Report e foram assunto do debate do dia 10 na Conferência do Clima da ONU (COP 23), em Bonn, na Alemanha, em uma conversa promovida pela Itaipu Binacional.

A empresa reuniu diferentes atores do setor de geração energética para discutir ações implementadas rumos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS’s) 6 e 7. As metas tratam de água e energia e são parte da lista de 17 objetivos ratificados em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na lista de tarefas estão missões ambiciosas de eficiência energética, cooperação internacional e universalização do acesso a ambos os recursos.

O diretor executivo da Itaipu, Helio Amaral, destacou que, ocupando o posto de maior hidrelétrica do mundo, é natural que a organização coloque no cerne de seus negócios a manutenção de sua principal matéria-prima: a água. O diretor explicou que a empresa desenvolve ações customizadas no Cultivando Água Boa, um amplo programa de cuidados com as microbacias da região. “Fazemos tudo com a participação da comunidade local e promovendo o desenvolvimento regional. Consideramos a segurança da água como parte dos nossos negócios”, disse.

As ações envolvem recuperação de nascentes, capacitação de agricultores, reflorestamento e também a diversificação da matriz energética. A empresa investe em geração de biogás a partir de dejetos dos animais e em breve deve colocar em funcionamento placas de geração de energia solar, porém, ainda em sistema piloto e sem objetivos de comercialização.

Para Cristine Lins, secretária-executiva da REN 21, o caminho é correto. “A energia hidroelétrica tem sido uma pilastra no avanço das renováveis, mas é preciso desenvolver as demais energias para chegarmos em uma matriz equilibrada e 100% renovável”, comentou. Ela destacou que os investidores tem apostado mais em outras fontes, como a solar. “A China, em 2016 ampliou em 34,5 GW capacidade instalada de geração de energia solar, aumentando em 45% seu potencial”, ressaltou.

Este equilíbrio entre as fontes é também o caminho para que investidores abracem de vez o setor. James Close, diretor de mudanças climáticas do World Bank Group, explica que a diversificação pode trazer mais segurança em um cenário de imprevisibilidade da disponibilidade de água. “Os padrões erráticos das chuvas e as secas e enchentes mais frequentes tem impactos severos quando falamos da falta de água. Para financiar projetos precisamos garantir todos estes aspectos. Assim os investidores podem entender os problemas e os riscos também”, comentou.

Richard Taylor, diretor executivo da International Hydropower Association, corroborou com a abordagem. “Não existe uma tecnologia única que seja a solução para a energia limpa. Precisamos de uma sinfonia de renováveis para o futuro”, enfatizou.

Ele destacou ainda o exemplo da Costa Rica, que tem em seu território a maior hidrelétrica da América Central e comercializa seu excedente energético com outros seis países, por meio do Central American Electricity Interconnection System (SIEPAC). “A eletricidade lá é cotidianamente comercializada. Quando existe mais energia o mercado se beneficia disso. Esse sistema fez o custo da energia descer e diminui a necessidade do uso de fontes não renováveis”, explica.

Lembrando os ODS’s, Taylor destaca o valor de parcerias deste tipo. “Não chegaremos a esses objetivos sem uma abordagem sistêmica, sem parcerias. Se você tiver uma interconexão ou uma rede mais ampla que combina várias fontes, você compartilha e compensa reservas Precisamos acelerar e pensar em um futuro com as energias renováveis”.

Para Cristine Lins, este é o futuro que precisa ser desenhado, mas para o processo é ainda lento. “Temos progresso, mas até agora não o suficiente para atingir as metas de Paris (estabelecidas na COP 21). Para chegar ao cenário de 100% de renováveis precisamos de políticas adequadas e não se pode negligenciar o tempo. 2050 parece estar muito longe, mas são só 33 anos e as decisões tomadas hoje é que vão influir neste resultado”, enfatizou, concluindo ainda que “16% da população global vive sem eletricidade. São 1.9 bilhão de pessoas. Isso é inaceitável no século 21. Somos a primeira geração que tem nas mãos a tecnologia para mudar isso e precisamos fazê-lo”.

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Pescar, admirar, fotografar e devolver o peixe à água em perfeitas condições. Esses são princípios básicos na pesca esportiva, prática discutida há pelo menos 25 anos no Brasil como alternativa de sustentabilidade.

No País, há cerca de nove milhões de pescadores regularizados, a grande maioria praticante de pesque e solte.

O turismo associado à pesca esportiva contribui principalmente para a criação de postos de trabalho e demanda, entre outros serviços, estruturas de hospedagem e alimentação.

Pesca esportiva é tema de reportagens do Terra da Gente (Foto: Arquivo TG)

A primeira reserva de pesca esportiva do Brasil foi regulamentada em 2001, no município de Jacareacanga, no Pará, nas margens do rio São Benedito. “A iniciativa nasceu da necessidade de garantir a conservação ambiental da ictiofauna, de manter a fauna e a flora em equilíbrio e promover o desenvolvimento do turismo sustentável”.

O trabalho de preservação na reserva envolve, a fiscalização do local e a proteção da região contra infratores que praticam pesca predatória, caça de animais selvagens e derrubada de árvores de lei.

Devolver o peixe à água é um exemplo de respeito à natureza e uma forma saudável de diversão para os praticantes. “Os turistas sempre se mostram felizes e satisfeitos com a quantidade de peixes encontrados na região. Além de ser uma questão ética e ambiental, trata-se de sobrevivência desse ramo turístico”.

A pesca esportiva ou pesca recreativa está hoje entre as atividades de integração social e lazer mais difundidas no mundo. É uma das vertentes do turismo nacional com maior potencial econômico, pois gera emprego e renda a comunidade envolvida e movimenta todas as camadas sociais onde chega, tais como: rede hoteleira, farmácias, bares, transporte e comunidade ribeirinha.

Diante disso, é preciso criar condições para o desenvolvimento sustentável desta atividade no território nacional, uma vez que, o Brasil, é banhado por uma costa marítima de 8,5 mil quilômetros, possui 12% de toda a água doce do planeta, e ainda 8,2 bilhões de metros cúbicos de água distribuídos em rios, lagos, açudes e represas. Tudo isso faz do nosso país uma das principais plataformas de negócios da pesca esportiva e vitrine mundial para o turismo, lazer e atividades náuticas, visto que este é um negócio que já movimenta bilhões de dólares nos países desenvolvidos e atualmente faz parte da vida de milhões de brasileiros.

Nesse contexto, devemos incentivar e divulgar a pesca esportiva como oportunidade sustentável de negócios para finalmente repensar a fiscalização ambiental pesqueira e com isso montar um plano adequado e efetivo de combate a pesca ilegal no nosso país.

Dessa maneira, se torna imprescindível mostrar os caminhos do desenvolvimento sustentável da pesca, em especial da pesca esportiva, que faz jus ao seu nome e transforma a pesca num esporte que gera emprego, renda e uma condição melhor de vida a inúmeros brasileiros seja por meio do turismo, do lazer ou das inúmeras atividades náuticas e de camping.

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São as principais palavras do vocabulário dos empreendedores da nova economia. São termos e expressões que você precisa saber: seja para conhecer as novas ferramentas que vão impulsionar seus negócios ou para te ajudar a falar a mesma língua de mentores e investidores. O verbete de hoje é…

SUSTENTABILIDADE DIGITAL

 

O que acham que é: Aplicativos para smartphones e tablets sobre Sustentabilidade em geral.

O que realmente é: Sustentabilidade Digital é um conceito que define estudos, planejamentos  e práticas que visam a substituição, por empresas de tecnologia, de energias poluentes (principalmente as que emitem dióxido de carbono) por fontes renováveis como a eólica e a solar.

Não é muito comum pensarmos nisso mas todo tipo de navegação online (redes sociais, Netflix, e-mail etc.), tem algo físico por trás: milhares e milhares de servidores de computadores, responsáveis por armazenar os dados que compõem a internet. O que os alimenta, em sua grande maioria, é a eletricidade proveniente de fontes de combustíveis fósseis como o carvão e o gás natural. Por todo lugar, mesmo na nuvem, deixamos (sujas) pegadas digitais. Mas esta é uma explicação resumida. O jornal inglês The Guardian publicou um texto em 2015 detalhando esse processo, inclusive com gráficos (link em Para saber mais).

O estudo Clicking Clean: Who is Winning the Race to Build a Green Internet, do Greenpeace, publicado este ano, estima que o setor de TI (Tecnologia da Informação) consuma, aproximadamente, 7% da eletricidade global. Na versão de 2014 desse estudo, esse número era 2% que, para se ter uma ideia, é a mesma porcentagem do gasto de eletricidade da indústria aeronáutica (pense na gigantesca quantidade de aviões do tipo Boeing que voam todo dia).

De acordo com Guilherme Pereira, coordenador do curso de MBA em Business Innovation e Head of Corporate Innovation da FIAP, a questão da Sustentabilidade Digital tem dois focos: a parte física, como produtos e logística, por exemplo, e a parte digital, relativa a datacenters, infraestrutura e outros. “Nos últimos anos, com o aumento exponencial da necessidade de infraestrutura para a operação de serviços tecnológicos, as atenções se voltaram aos enormes datacenters com gigantescas demandas por energia.”

Quem inventou: Não existe um inventor mas o Greenpeace é uma das organizações mais empenhadas na questão e tem desafiado grandes empresas de TI a renovarem suas fontes.

Quando foi inventado: Não há uma data específica. O conceito está diretamente relacionado à Exponencialidade (exponential growth, em inglês), termo utilizado para definir a velocidade ultra acelerada com que as tecnologias têm evoluído nas últimas décadas e o efeito que causam na sociedade.

O Greenpeace começou a comparar o desempenho energético do setor de TI em 2009.

Para que serve: Para preservar as energias não renováveis do planeta e minimizar (ou até evitar) o impacto das mudanças climáticas como o aumento da temperatura global.

Fábio Henrique Zanella Moura, professor de Informática da Escola Técnica Estadual (Etec) Antonio Devisate, de Marília, e coordenador do projeto ReciclaEtec, diz que dentre algumas vantagens do uso de energias renováveis estão o fato de causarem menos impacto ambiental, serem inesgotáveis em relação à escala humana e oferecerem menos riscos à saúde dos trabalhadores.”

Quem usa: Facebook, Apple e Google foram os que primeiro assumiram compromissos de transformar 100% de sua fonte de energia em renovável.

Pereira conta que a Apple inseriu no design de seu novo campus uma diretriz de autossuficiência energética. “Todo o telhado do complexo é feito de placas solares e a água da chuva é captada, tornando o complexo 100% movido à energia solar. Isto ajuda na criação de processos de negócio com baixo índice de carbono, um dos indicadores importantes quando falamos de Sustentabilidade Digital.”

O estudo já citado do Greenpeace revela que quase 20 empresas, dentre elas Adobe, Amazon Web Services (AWS), Etsy, Hewlett Packard Enterprise e Microsoft, estão engajadas na substituição de suas fontes energéticas.

Efeitos colaterais: A curto prazo, necessidade de investimento na transformação da infraestrutura. “Mas os custos das energias renováveis têm sido drasticamente reduzidos nos últimos anos, alcançando grau de competitividade frente a outras fontes”, diz Pereira.

Quem é contra: De acordo com Moura, são contra a Sustentabilidade Digital empresas que lucram com o desperdício. “Isso por não se preocuparem com o meio ambiente e estarem focadas somente em vantagens para si mesmas.”

 

Para saber mais

1) Leia, no The Guardian, Can the digital revolution be environmentally sustainable? O texto conta sobre o comprometimento do jornal com a Sustentabilidade Digital, explicando todo o processo em que (e como) isso acontece.

2) Leia, no New York Times, Power, Pollution and the Internet. Escrito em 2012, o texto vai ainda mais para trás e conta as primeiras mudanças feitas por algumas grandes empresas mundiais de TI rumo à Sustentabilidade Digital

3) Leia, no Futurism, It’s Time to Start Thinking About Our Digital Carbon Footprint. O texto explica o tema dentro de um contexto bastante amplo e fala sobre preocupações e soluções para o problema.

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Paul McCartney narra um novo curta-metragem sobre o devastador impacto da pecuária para o aquecimento global, o One Day a Week. O minidocumentário é fruto de uma colaboração da campanha Meat Free Monday, da família McCartney, e da Hope Production, comandada pelo diretor francês Yann Arthus-Bertrand. Ele chega antes da 23ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, que acontece entre 6 e 17 de novembro, em Bonn, na Alemanha.

One Day a Week também conta com a participação dos atores Emma Stone e Woody Harrelson, além das filhas de McCartney, Mary e Stella. O filme é embalado por uma música inédita do ex-Beatle, “Botswana”, além de faixas do clássico Standing Stone (1997).

No clipe, McCartney fala sobre a massiva quantidade de gases produzida pela pecuária e sobre a crescente necessidade de água, terras e energia nessa indústria. “Há um jeito simples mas significante de proteger o planeta e seus habitantes”, diz. “E tudo começa com apenas um dia por semana. Um dia sem comer produtos animais pode ter um enorme impacto na manutenção do delicado balanço que nos sustenta.”

McCartney, Stella e Mary lançaram a Meat Free Monday em 2009, com o objetivo de inspirar pessoas a mudarem suas dietas para combater o aquecimento global. Assista a One Day a Week abaixo.