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Compostos químicos altamente poluentes ou com microplásticos, excesso de embalagens, matéria-prima extraída de maneira irresponsável ou através de trabalho escravo. Esse é o lado ‘feio’ da indústria cosmética, contraditório ao seu propósito de oferecer beleza e bem-estar aos consumidores. Uma das indústrias mais poderosas do mundo, que cresceu cerca de 5% em 2016, segundo o Euromonitor International, enfrenta desafios grandes na migração para um modo de ser e produzir de maneira mais sustentável.

A boa notícia é que o crescimento de marcas verdes nesse segmento mostra a tendência forte de mudança. Além do menor impacto ambiental, consumidores buscam produtos mais saudáveis para a pele e cabelos. A preferência por ingredientes naturais, vegetais e embalagens de refil são algumas oportunidades na indústria, segundo Keyvan Macedo, gerente de Sustentabilidade da Natura. Internacionalmente reconhecida por seu modelo de negócios, inclusive no Índice Dow Jones de Sustentabilidade, a empresa enxerga nichos de soluções que se complementam e ajudam nessa construção.

Os fatores chave, segundo Macedo, são os esforços em tornar processos mais verdes, com menos emissão de gases do efeito estufa, geração de resíduo, redução e reutilização de água. Alguns exemplos são, por exemplo, trabalhar a reformulação de produtos pós-banho. Um creme de pentear que tem uma ação mais rápida, com menor tempo de aplicação, pode ajudar a reduzir o consumo de água no chuveiro. Trocar máquinas e caldeiras por modelos mais eficientes, a fabricação de processos a frio, fórmulas com menos ingredientes e uso de plástico, plástico verde e vidro reciclado para embalagens. Diversas linhas também trabalham com o refil, o que diminui a necessidade de fabricação de novas embalagens.

Há também o desafio de engajar a parcela de consumidores que ainda não tem tanto contato com o universo verde. “Sabemos que ele anda é muito focado em preço, mas quando você entrega um pacote de soluções de produtos eficientes e com diferencial de sustentabilidade, a proposta de valor acaba sendo bem aceita”, pontua.

Coloração para cabelo à base de plantas

Nesse mercado, não há espaço apenas para grandes marcas. Um exemplo disso é Laces and Hair, salão de beleza de São Paulo. Após cinco anos de investimento, o empreendimento lançou o primeiro produto de coloração de cabelo 100% natural no país. O produto é fruto de uma combinação de ervas, caules, raízes e flores da Índia, que são processados na França e chegam ao salão para colorir, preservar e regenerar os fios danificados. A inspiração foi a própria natureza, como relata Cris Dios, proprietária da empresa. Observando a coloração natural das flores, ela perguntou-se se era possível usar parte dessas propriedades no cabelo.

“A coloração tradicional pode até ter um componente natural, mas em uma porcentagem bem pequena, geralmente é feita com pigmentos sintéticos, amônia ou algum outro dilatador químico que faz a reação de oxidação do cabelo para transformá-lo. Na coloração vegetal, apesar do resultado que a cliente busca também ser a cor, o principal foco também é devolver saúde [aos fios]”, detalha Dios. Por sua composição, o produto é biodegradável e, portanto, não polui a água – ao contrário das tintas tradicionais, que tem uma grande variedade de produtos químicos sintéticos nocivos.

O processo de coloração também é diferente. Não é necessário usar água oxigenada, o que o torna mais lento. Após a aplicação da tinta, misturada com água, o cabelo é lavado e pelas próximas 48h não é permitido lavar os cabelos. É nesse período que a pigmentação vai aparecendo e se fixando. “A reação do cabelo com o oxigênio do ar que vai revelar o pigmento escolhido: uma reação como acontece na natureza, relacionada ao tempo e ao ar. Esse tempo é a pausa necessária para o oxigênio interagir”, relata Dios. A tinta foi reconhecida como um case de sucesso e recebeu o Prêmio Eco de sustentabilidade em 2017.

Itamar Cechetto, CEO da Laces, enxerga que o produto tem relação com a filosofia do salão de beleza gradual e com conexão. E o momento é propício para isso: ele lembra que a oferta de fornecedores com matérias-primas orgânicas e mais naturais é muito maior do que há alguns anos. Ele lembra ainda que a concessão de hábito do consumidor é essencial para a transição da beleza mais verde. “Existem alternativas e soluções. O grande aliado é que recentemente virou tendência apresentar o consumo consciente no seu estilo de vida. E é o papel da marca investir nisso, aumentar recursos que trazem esse pacote de sustentabilidade”, relata. Processos alternativos, como a reutilização de aplicadores de tinta ou mesmo do reuso de água de chuva nas lavagens são outras ações que o salão busca implementar.

Atenção ao green washing

Um último alerta de Cechetto é o cuidado com o green washing – ou seja, marcas que propagam ideais de sustentabilidade, mas que vendem um produto que não cumpre o que é anunciado. “O risco em cosmético é que pode ter um rótulo que vende uma ideia e a composição não ser bem aquilo. Por mais que a Anvisa busque trabalhar arduamente para que isso não aconteça, isso ainda existe. Se alguém fala que tem uma composição verde e está oferendo a um preço extremamente baixo, desconfie”, alerta. Dios aposta que, quando mais consciência no momento de compra, a tendência é que os preços caiam e haja ainda mais acesso a esse mercado: “No futuro, temos uma propensão a cosméticos mais sérios e funcionais, alimentos para a pele e cabelo e nutrição de verdade. A pessoa vai realmente consumir algo que ela vai usar para solucionar um problema. Isso será uma mudança de paradigma de uma beleza que vai de vazia para mais conteúdo”.

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Sob protesto dos moradores, iniciou-se o processo de construção de novo hospital que será erguido aos pés da Serra do Curral, no Mangabeiras, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Com ajuda favorável à concessão de licenciamento ambiental do empreendimento, durante sessão do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam). Para quem vive no bairro, a ampliação do imóvel, construído em área de conservação, é, além de agressão à natureza, uma ameaça às características do lugar e à visibilidade de um dos cartões-postais da capital.
“Não somos contra nada, pedimos apenas que se faça o certo, para não se arrepender depois. O projeto é complexo e o empreendimento, de grande porte. Esta não é área adequada”, afirma o presidente da Associação de Moradores do Mangabeiras, Alberto Dávila. “O ideal é que esse empreendimento seja negado, pois se trata de uma região de preservação ambiental, que atinge toda a cidade, não só o Mangabeiras. Vamos seguir a lei. Depende agora de 11 conselheiros”, completou.

O grupo Oncomed, que arrematou o prédio em 2009, pretende ampliar a área construída de 22,9 mil metros quadrados, chegando a 39 mil metros quadrados. Os moradores do bairro estão apreensivos com a possibilidade de uma mudança no aspecto visual do patrimônio, tombado desde 1960, e de sérios impactos à região, a começar pelo trânsito.

PENDÊNCIAS O assessor e consultor jurídico do Movimento das Associações de Moradores de Belo Horizonte (MAMBH), Wilson Campos, questionou como o Comam pode dar parecer favorável a um projeto que tem pendências legais – um dos argumentos de Homero Brasil é que, até o momento, não há qualquer decisão da Justiça que impeça o licenciamento ambiental. “A questão está sub judice. O local é inadequado para um empreendimento desse porte. Os moradores do Mangabeiras não são contra hospitais, desde que instalados em lugar apropriado”, disse.

O advogado se referia à ação movida pela associação de moradores e a outra do Ministério Público Estadual (MPE). Em abril, a promotoria enviou ofício à Secretaria Municipal de Meio Ambiente informando sobre a ação civil pública para suspender o processo de licenciamento, por considerar que o empreendedor quebrou as cláusulas previstas para a cessão do terreno ao Hilton Rocha. No parecer do MPE, por ser um local protegido pelo patrimônio e área residencial, não pode ter hospital como destinação, como previsto há décadas. Em 1976, a então Companhia Urbanizadora Serra do Curral, empresa pública e vendedora, fez constar na escritura de venda dos lotes ao oftalmologista Hilton Rocha que no local só poderia funcionar um centro oftalmológico e um centro de pesquisa e assistência oftalmológica, sob pena de devolução ao estado.

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Nos últimos anos, a sustentabilidade se transformou em um dos temas mais discutidos no setor empresarial. Isso é fruto, principalmente, da conscientização social. O ser humano está cada vez mais certo de que os recursos naturais que estamos utilizando são finitos. Dessa maneira, se não nos preocuparmos com o planeta, as próximas gerações estarão ameaçadas. O tripé reduzir, reutilizar e reciclar é uma tendência cada vez mais presente em nossa sociedade.

Seguindo essa forte tendência, o conceito de Logística Reversa também passou a ser muito difundindo no universo corporativo, se transformando em uma ferramenta fundamental para a sustentabilidade no setor empresarial. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Logística Reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

Com leis relacionadas às questões ambientais muito mais rígidas, as empresas e indústrias se viram na obrigação de desenvolver projetos voltados a logística reversa. A Lei 12.305/2010, obriga os fabricantes e distribuidores a recolherem as embalagens usadas. Hoje em dia já não basta reaproveitar e remover os refugos do processo de produção. O fabricante é responsável por todas as etapas até o final da vida útil do produto. Por isso, a Logística Reversa está cada vez mais presente nas operações das empresas, desta forma, o investimento para desenvolvimento de embalagens mais sustentáveis, retornáveis ou descartáveis, vem promovendo não só a redução do peso dos recipientes, que já colaboram para redução do impacto ambiental, mas também a diminuição dos custos de industrialização por serem mais leves. Além disso, outro ponto favorável fica por conta do crédito perante a opinião pública, já que as empresas demonstram que estão preocupadas, também, com o meio ambiente.

Há muito desperdício tanto nos processos industriais como nos processos de coleta seletiva e a Logística Reversa possibilita a reutilização desse material ou, se não for possível o reuso, ela promove o descarte correto do mesmo. Dessa maneira, as empresas têm se esforçado para reintegrar os resíduos nos processos produtivos originais, minimizando as substâncias descartadas na natureza e reduzindo o uso de recursos naturais. Fabricantes de bebidas, por exemplo, têm gerenciado o retorno das garrafas desde os pontos de venda até os centros de distribuição.

Em uma pesquisa feita com a cadeia de suprimentos de cervejas e refrigerantes, onde os integrantes terceirizaram o processo de coleta e retorno de embalagens usadas para reciclagem, foi obtida uma economia anual de mais de U$ 11 milhões. Ambos lados se beneficiam com a logística reversa. O consumidor acaba cumprindo com sua consciência ecológica, recuperando parte do valor do produto, enquanto a empresa produzirá novos produtos com menos custos e insumos. Quem está no meio dessa cadeia também se beneficia, já que novas oportunidades de negócio são geradas e há uma maior inserção no mercado de trabalho para a parcela marginalizada da sociedade.

Para completar, fica evidente que a Logística Reversa é uma maneira eficiente de recuperar os produtos e materiais das empresas que foram descartados, tornando-se peça fundamental para as empresas que querem ser sustentáveis. Atualmente, as empresas modernas já entenderam que além de lucratividade, é necessário atender aos interesses sociais, ambientais e governamentais, para assim atingir a sustentabilidade. É preciso satisfazer os stakeholders, que inclui governo, comunidade, acionista, clientes, funcionários e fornecedores, que avaliam a empresa de diferentes ângulos. A logística reversa ainda está em difusão no Brasil, já que é aplicada somente por empresas de grande e médio porte. Porém o potencial de crescimento nos próximos anos é muito promissor.

Nilo Cini Junior — Empresário e presidente do Instituto de Logística Reversa (ILOG)

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“Desde 1960, quando se começou a falar em sustentabilidade, passamos por dois momentos de transição e agora estamos vivendo o terceiro, que é justamente a passagem de iniciativas pontuais e desarticuladas para uma visão holística e que integra todos os pilares.” A explicação de Mariana Nicolletti, pesquisadora do Centro de Estudos em Sustentabilidade, GVCes, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e define o momento atual, em que pequenas e médias empresas integram criatividade, trabalho autoral e a procura pela sustentabilidade em toda a cadeia de produção.
Ao mesmo tempo, é um mercado com espaço para crescer. “O trabalho artesanal e sustentável vem como um resgate cultural em contraponto à globalização. E isso tem ligação direta com o consumo consciente, pois queremos saber a origem do que compramos e como foi feito”, afirma a consultora do Sebrae Dòrli Terezinha Martins. “Hoje nós temos indicadores de que 5% dos consumidores pagam até 15% a mais pelo produto quando percebem a responsabilidade socioambiental da empresa.”
Além do óbvio pilar ambiental, em que é preciso não gerar ou reduzir impacto e ainda manter o equilíbrio dos ecossistemas, mais dois pontos integram o conceito de sustentabilidade: o social e o econômico.
O eixo social abrange desde práticas que não ferem a legislação trabalhista até o fortalecimento da produção local, apoiando comunidades. “É a responsabilidade para com todos os grupos que serão direta ou indiretamente impactados com a atividade empresarial”, diz Mariana.” O aspecto econômico passa pelo conceito de valor compartilhado.”
Joias. A designer de produto Lie Manuela Martuscello atuou na grande indústria desenhando carros, geladeiras e fogões por cinco anos. A inquietação para fazer um trabalho autoral e que também não fosse descartado a encaminhou para o universo das joias personalizadas. “Eu queria trabalhar com algum produto que não virasse lixo. Porque uma geladeira depois de dez anos vira sucata. E a joia é um produto sustentável, você nunca vai descartá-la.”
Especializada em anéis de noivado e alianças, mas também com uma coleção própria de outras peças, Lie demora, em média, 30 dias para fazer uma joia, desde a encomenda até a entrega. Com apenas mais uma pessoa na equipe e um ourives parceiro, a designer faz cerca de 20 peças ao mês.
Lie também preza pela cadeia de fornecedores e conta com a ajuda de seu ourives para encontrar as melhores matérias-primas com boa procedência. “O perfil do meu cliente tem essa consciência e valoriza a produção autoral e local.”
Chocolate. Um casal de agrônomos decidiu aliar o conhecimento a um “ideal de vida”, como define Cesar Frizzo, criador da marca Raros Fazedores de Chocolate. Há três anos, Frizzo e a mulher, Vanessa Rizzi, aliaram o conhecimento adquirido pelo mestrado dele em agricultura orgânica e o doutorado dela em diversidade genética e se dedicam a fazer chocolate artesanal e sustentável, composto apenas por cacau e açúcar orgânico.
“Conhecemos todos os nossos fornecedores pessoalmente. Por sermos agrônomos, temos facilidade de acessar os produtores. E não tem cabimento pensar em um cacau bom, sem agrotóxico, mas que carrega um lado social péssimo. Nosso cliente exige isso. Das perguntas que recebemos no SAC, 20% são relacionadas à questão ambiental e 80% sobre às condições de trabalho do fornecedor de cacau”, conta Frizzo.
A Raros produz cerca de 25 a 30 quilos de chocolate por semana, com aumento significativo em datas especiais como Páscoa, Dia dos Namorados e Natal. Da torra da amêndoa de cacau até a barra de chocolate são em torno de três dias e meio de trabalho. Muitas barras não são vendidas em seguida, passando por um processo de maturação que pode levar dias ou meses.
“Aceitamos a sazonalidade do cacau e as mudanças impostas pela natureza. Ficamos por um ano sem chocolate da Bahia, porque o Estado passou por uma seca muito severa. Entendemos que desastres naturais acontecem”, diz Frizzo.
Os criadores da marca ainda prezam pela cadeia curta de transporte na hora da venda, tendo o e-commerce e as feiras de produtores como as principais formas de vender.

Márcia. ‘Os sabonetes são embalados em celofane biodegradável e papel reciclável’. Foto: Amanda Perobelli / Estadão

Beleza. Em 2016, Marcia Sonohara Tomasini fundou a Manacá Natural, empresa de cosméticos naturais, que utiliza como matéria-prima óleos e extratos de plantas. Antes de fundar a empresa, Marcia trabalhava como designer gráfica no segmento de encadernação e papelaria.
“Existem fornecedores de confiança dentro do universo dos cosméticos naturais. Eu me preocupo com a embalagem também. Os sabonetes são embalados em celofane biodegradável e papel reciclável. Os xampus e condicionadores em barra facilitam a não se usar plástico como embalagem. Como produzo de forma artesanal, não consigo comprar embalagens sustentáveis de determinados fornecedores, que vendem em grande escala.”
As propriedades dos extratos naturais são o que conferem funções hidratantes ou mesmo produtos que combatem a oleosidade de cabelos, por exemplo.

As feiras temáticas que reúnem pequenos empresários são grandes aliadas no fomento e na disseminação do consumo consciente. Em um mesmo espaço, produtores e clientes trocam experiências e tiram dúvidas, explicando e conhecendo todas as etapas do processo, fornecedores e demais envolvidos na cadeia de produção.
Inicialmente como uma iniciativa para reunir atrações culturais gratuitas em espaços abertos na capital paulista, o projeto Jardim Secreto adicionou o “fair” ao nome em 2014 e hoje é uma das feiras mais movimentadas da cidade. Criada pela designer gráfico Claudia Kievel e pela estilista Gladys Tchoport, a Jardim Secreto Fair reúne de seis a oito mil pessoas em um único dia, dependendo do espaço em que é realizada. O mesmo ocorre com o número de expositores, que chega a 200.
“Crescemos muito rápido. Começamos com 15 expositores em um quintal e hoje estamos na praça Dom Orione, no Bexiga. Agora também fazemos a Feira Orgânica junto à Jardim Secreto”, conta Claudia.
O Mercado Manual também faz parte das opções de feiras de São Paulo. Geralmente realizada no Museu da Casa Brasileira, a primeira edição ocorreu no fim de 2015. Mas também já foi realizada em outros espaços, como o Shopping Morumbi.
“Isso foi importante, porque atingimos um público diferente e tiramos a temática de um nicho, expandindo os conceitos de consumo consciente e explicando sobre a cadeia produtiva e sobre o ciclo de vida do produto”, diz Patricia Toledo, uma das organizadoras da feira.
Ricardo Barini, fundou a Barini Design há quatro anos. Formado em design de interiores, cria luminárias, cabideiros e outros tipos de mobiliários a partir da coleta que faz nos arredores do sítio da família, onde fica seu ateliê. “O formato do que eu coleto é o que me diz o que aquilo vai se tornar. É um garimpo.”
A principal plataforma de venda de Ricardo são as feiras. “O trabalho é bem mais visto pessoalmente, porque ele tem um impacto na mão, o toque é essencial quando falamos de madeira”, afirma. O designer ainda ressalta que “é o consumidor que nos diz o que funciona e o que não funciona e aceitação de preço, por exemplo”.

In loco. Ex-modelo visita comunidades que produzem peças, como os índias da etnia wai wai. Crédito: Campos Photografy / Ecoera

Plataforma. O portal ECOERA surgiu do movimento e prêmio de mesmo nome criado pela ex-modelo Chiara Gadaleta. Ele acredita que a moda pode ser um “retrato fiel do tempo”. Com 25 aos de atuação no mercado, a inquietação da modelo teve início em 2008. “Comecei a questionar a mão de obra, o uso de material, o descarte têxtil. Pensei: minha plataforma não me representa mais”, conta.
Para criar uma nova maneira de se conectar com o mercado da moda, Chiara estudou e foi a campo. Passou dois anos visitando pequenas comunidades que produziam peças e artesanato. O resultado é o portal ECOERA, lançado em novembro do ano passado e que reúne marcas de produtos e serviços especificados de acordo com nove selos: orgânico, produção local, projeto social, artesanal, empresa consciente, reúso, vegano, reciclado e verde, relacionado diretamente ao impacto ambiental.
“Somos um hub de consumo consciente e não um market place”, ressalta Chiara. O ECOERA recebe comissão de 20% sobre as vendas e atualmente tem 185 empresas cadastradas.

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Aguarda votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) o projeto de lei do Senado (PLS) que obriga as pessoas jurídicas de direito privado a prestarem contas à sociedade sobre planos e medidas concretas em prol do meio ambiente e de adaptação às mudanças climáticas.

De autoria do ex-senador Marcelo Crivella, atual prefeito da cidade do Rio de Janeiro, o PLS 94/2008 dispõe que essa prestação de contas se dará por meio da elaboração e publicação de protocolos de intenções “sobre a adoção de medidas, no respectivo âmbito de atuação, para preservação e recuperação do meio ambiente, mitigação das emissões de gases de efeito estufa e adaptação às mudanças climáticas”.

De acordo com o Código Civil, as pessoas jurídicas de direito privado são as associações, sociedades, fundações, organizações religiosas, partidos políticos e empresas individuais de responsabilidade limitada. Elas terão prazo de 12 meses após a publicação da lei para adaptação e cumprimento efetivo da norma.

O descumprimento dessa obrigação será considerado infração administrativa, conforme a Lei 9.605/1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Essas sanções podem ser advertência e multa simples ou diária, suspensão de venda e fabricação do produto, embargo de obra ou atividade, demolição de obra, suspensão parcial ou total de atividades e restritiva de direitos.

O autor afirma na justificação que o objetivo de seu projeto é que esteja disponível “informação de qualidade a todos os brasileiros sobre o que será feito para preservar nosso meio ambiente, bem como dar ao comando constitucional a respeito maior poder de coerção”.

“A sociedade tem o direito de fiscalizar, a fim de preservar as condições de vida no planeta” afirma Crivella na justificativa.

Ele cita como influência de sua proposta a própria Constituição, que em seu art. 225 diz que um meio ambiente ecologicamente equilibrado é um bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, “impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

Crivella registra ainda como inspiração o Relatório Brundtland, de 1987, elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela ONU. Esse documento, segundo o autor do projeto, reafirma “uma visão crítica do modelo de desenvolvimento adotado pelos países industrializados e reproduzido pelas nações em desenvolvimento”, além de ressaltar os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade dos ecossistemas.

Ou seja, resume o autor, o relatório mostra a incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo vigentes. Informa também que o Relatório Brundtland foi adotado pela Declaração do Rio de Janeiro, fruto da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio92.

O texto que será votado é o do relator do projeto na CCJ, senador Jorge Viana (PT-AC), que apresentou voto favorável, mas com duas emendas. Ele retirou do texto original a obrigação também para órgãos da administração pública, por entender que a Lei de Acesso à Informação já obriga esses órgãos a fornecer qualquer tipo de informação ao cidadão, menos as sigilosas.

O PLS tem como objetivo central, segundo o relator, “assegurar o acesso dos cidadãos a informações qualificadas e atualizadas referentes à preservação, proteção e defesa do meio ambiente que lhes assegure participação efetiva no processo de tomada de decisão relacionado às atividades que possuam impacto ambiental”.

Jorge Viana acrescenta que “a recente tragédia de Mariana – maior desastre ambiental do Brasil – bem demonstra quão nefastas podem ser as consequências da inexistência de controle efetivo do estado e da sociedade sobre as atividades com repercussão no meio ambiente”.

Após passar pela CCJ, o PLS 94/2008 será votado em decisão terminativa pela Comissão de Meio Ambiente (CMA).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Copenhagen, Dinamarca – Uma empresa de biotecnologia dinamarquesa está tentando combater as mudanças climáticas a cada lavagem de roupas. Sua arma secreta: cogumelos de uma floresta adormecida perto de Copenhagen.

Na busca por um sabão mais ecológico, dois cientistas da empresa Novozymes atravessam regulamente a lama, buscando cogumelos-ostras que aparecem em troncos caídos e fungos que se alimentam das fibras resistentes de plantas. Eles estão estudando as enzimas desses cogumelos, que aceleram reações químicas ou processos naturais como o apodrecimento.

“Aqui acontece muita coisa, se você souber o que procurar”, explica Mikako Sasa, um dos cientistas da Novozymes.

Seu trabalho está ajudando a companhia a desenvolver enzimas para lavar roupas e detergentes de máquinas de lavar-louças que usam menos água ou que sejam efetivos também em temperaturas mais baixas. A economia de energia pode ser significativa. As máquinas de lavar, por exemplo, representam mais de seis por cento do uso de eletricidade doméstica na União Europeia.

Encontrar enzimas que combatam a sujeira não é uma estratégia nova. Por milhares de anos, os cogumelos e seus primos fungos se desenvolveram como mestres da nutrição em árvores moribundas, galhos caídos e outros. Eles digerem esses materiais difíceis secretando enzimas em seus hospedeiros. Mesmo antes que qualquer um soubesse o que eram as enzimas, elas foram usadas na fabricação de cervejas e de queijos, entre outras atividades.

Em 1833, cientistas franceses isolaram uma enzima pela primeira vez. Conhecida como diástase, transformava amido em açúcares. No início do século XX, um químico alemão comercializou a tecnologia, vendendo um sabão que incluía enzimas extraídas de tripas de vacas.

Ao longo dos anos, a Novozymes e seus rivais desenvolveram um catálogo de enzimas, fornecendo-as a produtores gigantes de bens de consumo, como a Unilever e a Procter & Gamble.

Na pequena sede estilo anos 1960 da empresa, cientistas em aventais de laboratório brancos usam máquinas de lavar em miniatura para testar novas combinações de enzimas em roupas de bonecas. Para avaliar o poder de combater as manchas de um produto, eles importam amostras de sujeira de todo o mundo, como colarinhos engordurados e escurecidos e manchas amareladas na região das axilas.

Detergentes modernos contêm até oito enzimas diferentes. Em 2016, a Novozymes gerou cerca de US$2,2 bilhões de receita e forneceu enzimas para sabões como Tide, Ariel e Seventh Generation.

A quantidade de enzimas necessárias em um sabão é relativamente pequena se comparada com as alternativas químicas, uma qualidade que atrai clientes que procuram ingredientes mais naturais. Um décimo de colher de chá de enzimas em uma carga de máquina típica na Europa corta pela metade a quantidade de sabão feito com substâncias químicas do petróleo ou de óleo de palma.

As enzimas também ajudam a diminuir o consumo de energia. Como são encontradas com frequência em ambientes relativamente frios, como florestas e oceanos, não precisam do calor e da pressão usados em geral em máquinas e outros processos para lavar roupas.

Desse modo, os consumidores podem reduzir a temperatura de suas máquinas de lavar e, ao mesmo tempo, garantir que suas camisas ficarão bem brancas. Diminuir a temperatura do ciclo de lavagem da máquina de 40 graus Celsius para água fria corta o consumo de energia pelo menos pela metade, segundo a Associação Internacional de Sabões, Detergentes e Produtos de Manutenção, um grupo da indústria.

“Acreditamos que existe uma grande variedade de processos naturais que são extremamente eficientes em recursos. Na natureza, praticamente não há desperdício. Todos os materiais são reutilizados”, afirma Gerard Bos, diretor de negócios globais e do programa de biodiversidade da União Internacional para a Conservação da Natureza da Suíça.

Em 2009, cientistas da Novozymes se juntaram aos da Procter & Gamble para desenvolver uma enzima que poderia ser usada em sabões líquidos para lavagens em água fria. Os pesquisadores começaram com uma enzima de bactérias do solo da Turquia e a modificaram por meio de engenharia genética para fazer com que se parecesse mais com uma substância encontrada em algas de mares frios. Quando descobriram a fórmula certa, deram o nome de enzima Everest, uma referência à escala da tarefa realizada.

“Sabíamos que isso seria algo que os consumidores iriam querer. Acho que é uma maneira muito tangível e prática de as pessoas fazerem a diferença em suas vidas diárias”, afirma Phil Souter, diretor associado da unidade de pesquisa e desenvolvimento da Procter & Gamble em Newcastle, na Inglaterra.

Em seguida, eles descobriram uma maneira de produzir a enzima em massa. A Novozymes implantou o DNA do novo produto desenvolvido em um lote de hospedeiros microbianos usados para cultivar volumes grandes de enzimas rapidamente e com custos baixos. As enzimas foram produzidas em grandes tanques controlados.

O resultado: um ingrediente crucial em sabões como o Tide Cold Water.

“Isso é biotecnologia em uma escala muito grande”, explica Jes Bo Tobiassen, gerente de uma fábrica da Novozymes em Kalundborg, pequena cidade na costa da Dinamarca.

Ao pesquisar novas enzimas, a Novozymes está tentando alcançar consumidores em economias que estão crescendo rapidamente, como a China.

Em boa parte do mundo desenvolvido, os hábitos de lavanderia estão bastante enraizados. Os europeus tendem a usar máquinas de carregamento frontal, muito mais eficientes no uso de água e energia do que as de carregamento superior preferidas nos Estados Unidos.

Mas na China, membros da crescente classe média, como Shen Hang, estão comprando máquinas novas e sabões mais caros e de maior qualidade. Os consumidores chineses estão entre os mais frequentes e exigentes do mundo, segundo os pesquisadores da Novozymes, mas ainda estão ajustando seus caminhos na hora de lavar roupas.

Recentemente, Shen comprou uma lavadora-secadora de carregamento frontal. Mas tem encontrado dificuldades para descobrir um sabão que possa limpar suas camisas manchadas de suor.

“Estou cansado”, diz ele sobre as afirmações exageradas dos fabricantes.

Shen usa dois tipos de alvejantes, um para roupas brancas e outro para as coloridas. Se não funcionam, esfrega as manchas com as mãos. Ele repete esse ciclo três vezes por semana.

Percebendo a oportunidade, as equipes comerciais da Novozymes pediram aos cientistas da empresa que criassem enzimas que apresentassem um desempenho melhor nas lavagens cheias de alvejantes dos chineses.

A companhia fez alguns progressos. Uma enzima recém-desenvolvida, chamada Progress Uno, está sendo adicionada aos sabões produzidos pela fabricante chinesa Liby.

Hoje, a maioria dos clientes chineses lava roupas em baixas temperaturas. Mas Peder Holk Nielsen, executivo-chefe da Novozymes, preocupa-se com o fato de que isso possa mudar à medida que a riqueza aumenta na China. Os consumidores fizeram a mesma coisa no Ocidente nas décadas posteriores à Segunda Guerra, diz ele.

Se, no entanto, graças ao desenvolvimento das enzimas, essa transição puder ser evitada, ele afirma que isso seria uma história fenomenal de sustentabilidade. “Vai economizar muita água e energia.”

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Começar e terminar uma obra pode parecer simples, mas além de pensar em todos os produtos a serem utilizados, a preocupação com a sustentabilidade do processo não deve ser deixada de lado. Um dos problemas enfrentados nas construções é o descarte dos materiais, em especial do concreto, que deve ser dispensado de forma consciente, para não causar impacto ambiental.

Em média, entre 2% e 3% de tudo que uma concreteira produz acaba retornando para as plantas e é descartado como resíduo. Essa devolução do material não utilizado no canteiro ocorre de duas formas distintas. A primeira é o lastro, material que fica impregnado no interior da betoneira após o descarregamento total do concreto. Já a sobra envolve qualquer volume residual não descarregado na obra e devolvido à concreteira.

Segundo Luiz de Brito Prada Vieira, consultor e especialista em Pesquisa e Desenvolvimento da Votorantim Cimentos, praticamente todos os tipos de concreto podem ser reciclados, como o endurecido e o fresco. As exceções são os especiais, como o pigmentando, que ao ser aproveitado resultará no concreto colorido. O mesmo vale para o que recebe adições de fibras.

Concreto endurecido

Para reciclagem do concreto endurecido é utilizado um britador especialmente desenvolvido para essa finalidade. O agregado que é produzido na britagem das sobras de concreto endurecido é conhecido como agregado reciclado.

Concreto fresco

Há duas maneiras de se reciclar o concreto fresco. A primeira é por meio de um aditivo estabilizador que reduz a velocidade de hidratação do concreto, prolongando o tempo o material em estado fresco. A segunda envolve o uso de equipamentos mecânicos – os recicladores – e a lavagem forçada do material, com água sob pressão, que separa o cimento dos agregados. O agregado obtido deste processo de reciclagem é conhecido como agregado recuperado.

Benefícios da reciclagem

“O principal ganho na reciclagem é o ambiental. Porém, é importante avaliar o balanço ambiental caso a caso, considerando quesitos como método de reciclagem, equipamentos, demanda de energia do processo e qualidade do produto resultante”, observa o especialista da Votorantim Cimentos.

Além dos ganhos ambientais, há também o benefício econômico para as concreteiras e construtoras. Vale destacar as reduções nos custos de produção decorrentes da economia de matéria-prima de retirada e disposição de resíduos.

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O empreendedor mineiro tem agora mais um motivo para apostar em um novo projeto. Foi sancionada pelo governador Fernando Pimentel a Lei 22.862, de 2018, que contém a Política de Incentivo ao Empreendedorismo e ao Desenvolvimento Industrial no Estado.

A nova norma, além propiciar o desenvolvimento, abre espaço para a qualificação de jovens empreendedores e prevê o incentivo à industrialização de forma sustentável, com o uso da energia solar, por exemplo.

Outra lei sancionada e publicada no Diário Oficial Minas Gerais, nesta terça-feira (9), diz respeito ao uso dessa forma de energia limpa. É a lei 22.866, de 2018, que altera a legislação do Fundo de Fomento e Desenvolvimento Socioeconômico do Estado de Minas Gerais (Fundese) para permitir que ele financie a implantação de sistemas de microgeração e minigeração distribuída de energia solar em cooperativas e empresas de pequeno porte.

Esses sistemas consistem na produção de energia elétrica por consumidores a partir de pequenas centrais, por meio de fontes renováveis de energia elétrica, como painéis fotovoltaicos e microturbinas eólicas. A proposta busca estimular também a implantação, em Minas, de indústrias de equipamentos para esses sistemas.

Datas Comemorativas

Ainda nesta terça, foi publicada no Diário Oficial Minas Gerais a lei que define critérios para a instituição de datas comemorativas no Estado. O texto estabelece que a instituição de datas comemorativas estaduais obedecerá ao critério da alta significação para os diferentes segmentos profissionais, políticos, culturais e étnicos.

Vetos 

Três projetos aprovados na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) foram vetados integralmente pelo governador Fernando Pimentel. Os vetos também foram publicados no Diário Oficial Minas Gerais.

O primeiro veto é referente à proposição que trata da propaganda de bebidas alcoólicas promovida por órgão público ou entidade sob controle direto ou indireto do Estado. O texto aprovado em plenário propõe veiculação também de mensagens de prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas. O governador alegou vício de constitucionalidade, uma vez que a matéria seria de competência privativa do Poder Executivo.

Outro veto total é quanto à norma que trata do atendimento bancário. A proposta torna obrigatória a instalação de bebedouros e sanitários nos locais de atendimento ao público em estabelecimentos bancários. Também prevê assentos individuais adaptados às necessidades da pessoa com deficiência. O governador justificou, porém, que a matéria já está devidamente regulamentada pela Lei Federal 10.098, de 2000, e pela Lei 11.666, de 1994.

O último veto integral é referente à lei que permiter ao aposentado da Polícia Civil exercer, em caráter eventual, a função de auxiliar ou membro de banca examinadora do Detran-MG, com percepção de honorários. Para o chefe do Executivo, em que pese a qualificação e a experiência adquiridas pelo policial aposentado, durante o período de atividade, há restrições na legislação ao pagamento de honorários, enquanto modalidade de vantagem pecuniária.

O governador cita entendimento da Advocacia-Geral do Estado (AGE) de que honorários são vantagens outorgadas aos servidores públicos, mediante lei.

Após serem recebidos pelo Plenário da ALMG, os vetos serão distribuídos a comissões especiais, que terão 20 dias para emitirem parecer. O Plenário tem um prazo total de 30 dias para apreciar cada veto, contados da data do recebimento da comunicação.

Fonte: ALMG

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O Smart City Business America Congress & Expo reunirá gestores públicos, empresário e especialistas em soluções tecnológicas para ampliar os debates sobre o desenvolvimento de metrópoles inteligentes e com qualidade de vida

A cidade de São Paulo é um dos municípios mais inteligentes do Brasil, em mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança.

Esse destaque por si só credenciam São Paulo a sediar o Smart City Business America Congress & Expo (SCBAC&E), o único evento oficial sobre cidades inteligentes da América Latina, que será realizado entre os dias 16 e 18 de abril. O evento reunirá os principais líderes dos setores público e privado, além de especialistas em soluções tecnológicas, planejamento, gestão pública, segurança, mobilidade, conectividade e sustentabilidade, criando um ambiente propositivo de negócios e de diálogo sobre o desenvolvimento das metrópoles.

O SCBAC&E 2018 terá um espaço de 6000m2 para exposição e 200m2 na praça da tecnologia, além das áreas dos eventos paralelos. Mais de 70 empresas vão apresentar soluções tecnológicas para atender às demandas das smart cities com qualidade e segurança.

Também contará com um congresso com mais de 50 painéis, nos quais profissionais, pesquisadores, empresários e representantes do poder público, nacionais e internacionais, vão apresentar suas ideias e discutir os principais pontos em torno das cidades inteligentes, de modo a criar o mercado de Smart Cities.

A evolução digital, a conectividade, inteligência artificial e a segurança da informação serão abordados nos painéis. O planejamento e a gestão das cidades inteligentes, a partir do Marco Regulatório para Smart Cities é outro ponto essencial. O tema abrange a eficiência logística com a integração dos modais de transporte e a conectividade da informação entre a população, o prestador de serviços de transporte e o poder público; também engloba a sustentabilidade, em discussões sobre uso racional de recursos, destinação de resíduos, eficiência energética, alternativas ao transporte à combustão, arquitetura inteligente e construção sustentável, entre ouros. Porém, tudo do ponto de vista da proposição, com uma visão centrada na realização de negócios.

As possibilidades de desenvolvimento econômico e social das cidades inteligentes e modelos como o Cooperativismo, a Economia Circular, a Economia Criativa, entre outros, estarão em pauta, assim como o desenvolvimento das pessoas, que será analisado do ponto de vista da educação e da capacitação tecnológica da população.

Por fim, a longevidade será outro destaque. O evento vai abordar a qualidade de vida e a saúde (os avanços da tecnologia para o setor e a gestão da saúde pública) e, mais do que isso, vai mostrar cases de cidades que são exemplos na melhoria da vida das pessoas, sejam elas mais jovens ou da melhor idade.

O SCBAC&E 2018 contará, também com fóruns temáticos e ilhas de reuniões estratégicas, além da 6ª edição do Prêmio InovaCidade, no qual serão reconhecidos os projetos e iniciativas que tenham causado impactos positivos, mensuráveis e reconhecidos pela sociedade, realizados pela administração pública, iniciativa privada ou pela sociedade.

O Smart City Business America Congress & Expo é um evento do Instituto Smart City Business America (SCBA), entidade sem fins lucrativos que promove o avanço das discussões relacionadas às cidades inteligentes no continente americano. Segundo Leopoldo Albuquerque, presidente do Instituto, o evento é um catalisador de novas tecnologias e discussões sobre os avanços que já são vistos em cases de sucesso de smart cities. “Atuamos para reunir os principais players de gestão de cidades, fornecedores de soluções, pesquisadores e especialistas, no intuito de apontar caminhos para o desenvolvimento integrado das metrópoles”, afirma o executivo.

O evento é realizado pela Informa Group, empresa que há 35 anos atua em 188 países nos cinco continentes, na difusão de informações ao mercado empresarial, disseminadas por meio de publicações especializadas, newsletters, relatórios setoriais, conferências, congressos, seminários e feiras. Em sua última edição, o SCBAC&E reuniu mais de 3 mil visitantes, 250 congressistas e 60 expositores e patrocinadores. “Para a edição de 2018, a expectativa é de ampliar em 50% a visitação qualificada do que nas edições anteriores”, afirma Hermano Júnior, diretor da SCBAC&E na Informa Group.

Serviço: Smart City Business America Congress & Expo

Data: 16 a 18 de abril de 2018

Local: Expo Center Norte – Pavilhão Amarelo

(Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – 02055-000 – São Paulo – SP)

Informações e credenciamento pelo site:

www.smartcitybusiness.com.br/2018