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O curta-metragem infantil em animação 3D full HD Amigos Biomar é a mais nova ferramenta de orientação da Rede Biomar, que reúne projetos de proteção da vida marinha com apoio da Petrobras. O filme alerta pessoas para ficarem atentas à importância da preservação do meio ambiente.
Na história, Jubarte, uma baleia macho que passeia cantarolando por algum arquipélago na costa do Brasil, ensaia o canto e aprecia o comportamento dos animais na natureza. Até que o personagem Barquinho Trapalhão interfere na cantoria e ameaça a harmonia do local.
Final feliz
Jubarte, então, arrisca-se além dos próprios limites, fazendo de tudo para proteger os amigos dos perigos que se sucedem. Ao final, o Barquinho Trapalhão se conscientiza e muda. A animação é baseada nos animais protegidos por projetos de conservação, como Baleia Jubarte, Albatroz, Recife de Coral, Golfinho Rotador e Tartaruga Marinha.
O curta-metragem aborda de forma divertida as principais ameaças à conservação da naturesza marinha, ao som de uma trilha sonora especialmente produzida para o filme. De acordo com Enrico Marcovaldi, coordenador de comunicação do Instituto Baleia Jubarte, já é possível observar as baleias, além da região de Praia do Forte, em outras localidades onde existe observação.
“Há observação na região de Morro de São Paulo, Barra Grande e Itacaré”, conta o ambientalista.
Confira o curta:

Entrada de prédio da Samarco em Mariana, Minas Gerais.   11/11/2015   REUTERS/Ricardo Moraes

RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais (Semad) está trabalhando em um projeto de lei, a ser aprovado ainda neste ano, que deverá banir método de construção utilizado pela mineradora Samarco na estrutura que se rompeu em Mariana no ano passado.
A afirmação é do novo subsecretário de Regularização Ambiental do Estado, Anderson Silva de Aguilar, no cargo há cerca de um mês e meio, que defende a proibição do método de alteamento a montante para barragens, por considerar que ele não garante a segurança de empreendimentos.

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Produtores de flores estão empenhados em aplicar as boas condutas que envolvem o uso de defensivos, fertilizantes, energia, água, reciclagem e ações sociais. Destacam-se àqueles que possuem certificações, por viverem na prática a utilização consciente dos recursos naturais

Tão embora estejamos falando de empresas que diariamente dão vida a novas naturezas, não significa que os métodos de produção empregados por elas sejam os mais ambientalmente corretos. Sabe-se que diversos agentes influenciam na cadeia produtiva das flores e, nem sempre, um produtor é capaz de fazer uso dos recursos recomendados.

Porém, o mercado está cada vez mais ágil, atento e exigente. Os consumidores de flores e plantas têm criado simpatia e fidelidade por empresas que tem como mandamento básico a preservação do meio ambiente, a preocupação social e qualidade dos produtos. Assim como nas indústrias, o produtor rural também possui certificações, que por sua vez, estão cada vez mais reconhecidas e solicitadas por uma população que clama por mudanças ambientais. Mas quem orienta e fiscaliza para que isso aconteça?

O MPS – Produção Sustentável (More Profitable Sustainability) – é uma organização internacional de certificação, que avalia o empenho de seus participantes nos pontos que se refere a meio ambiente, qualidades e aspectos sociais. É altamente confiável, uma vez que vários certificados (MPS – ABC, MPS – GAP e ISSO 9001:2000) receberam o aval pelo Conselho de Acreditação Holandês (RvA).

Com mais de 3.500 produtores certificados no mundo inteiro – 16 no Brasil -, para possuir certificação MPS, o participante, obrigatoriamente, tem que registrar uma vez por mês, alguns dados exigidos no sistema da organização, e, depois de um ano é realizada uma auditoria para verificar tais informações. Durante o primeiro ano, o produtor recebe a qualificação de participante e, depois da auditoria, a qualificação MPS com nota A, B ou C (que é renovada quatro vezes por ano). A ideia é obter um processo de melhoramento contínuo comparando o uso de insumos nos diversos níveis para o cultivo específico.

A Rosas Reijers possui essa certificação desde 2011, com nota 98,8 – a maior entre todos os participantes. Segundo a engenheira agrônoma da empresa, Camila Reijers, após uma série de mudanças com relação às estratégias na produção de rosas e demais flores, e visando um método sustentável, reduziu-se drasticamente o consumo de defensivos químicos e passou-se a adotar caminhos biológicos e manejos mais integrados de controle. “Foi um trabalho que trouxe muitos resultados positivos no campo e à nossa equipe. Feito isso, precisávamos ser avaliados por alguém imparcial e que tivesse autoridade para nos auditar e nos certificar”, explicou Camila.

De acordo com ela, o primeiro benefício com o MPS foi interno, pois existem processos e padrões a serem respeitados no dia a dia da empresa. “O MPS tem comparativos com produtores do mundo todo, portanto, nos nivelamos a um padrão internacional. Também destacamos as melhorias no ambiente de trabalho e da qualidade dos produtos. Ganhamos em sustentabilidade, em qualidade e nos aperfeiçoamos sempre para nos manter dentro desses padrões”, salientou Camila.

Internacionalmente, o MPS é pré-requisito obrigatório, principalmente, para as empresas de varejo quando buscam seus fornecedores. No Brasil, a nova geração chamada de Millenials está cada vez mais crítica sobre a origem do produto, a qualidade e se o mesmo é produzido de maneira sustentável. “Como o Brasil é um País em desenvolvimento, esse grupo ainda não é tão representativo (como em países de primeiro mundo), mas existe e está cada vez maior. Com relação aos clientes, há um olhar mais crítico quanto ao uso de defensivos e a certificação tem um papel importante em estabelecer regras diante desses produtos. O MPS trabalha para aperfeiçoar a certificação como um processo que garante e gera credibilidade aos nossos participantes”, concluiu o coordenador Brasil do MPS, Thiago Guedes Penha Mena.

Vantagens das certificações:

Para o produtor: garante a qualidade do produto, assegurada por uma entidade independente. Aumenta o nível, pois faz constantes testes e controles de qualidades, evitando acidente e impactos ambientais. O processo para adquirir melhorias é contínuo. Contribui para a aceleração da competitividade da empresa.

Para o consumidor: permite obter informação imparcial do produto, melhora o critério de escolha e facilita a decisão de compra. Assegura a conformidade dos produtos a padrões da qualidade estabelecidos para normas e outros documentos normativos.

Sobre a Rosas Reijers

Com duas fazendas em atividade (Itapeva, MG, e São Benedito, CE), a Rosas Reijers é considerada a maior produtora de rosas do País. São mais de 30 anos de atuação, com mais de 50 tipos de rosas – em diversas cores, formas, perfumes, tamanhos etc. Ainda são produzidas alstroemerias, gipsofilas, lírios, gérberas, lisianthus, boca de leão, plantas em vasos variados, buques, arranjos, etc.

A Rosas Reijers é certificada pela MPS – Método de Produção Sustentável -, com 98,8 pontos – a maior nota entre 4.100 produtores inscritos em todo o mundo (50 países).

Chief Arnaldo Kaba Munduruku and Ademir Kaba Munduruku, Indigenous People from the Tapajos Basin in the Amazon rainforest, have come to Siemens UK’s headquarters in Surrey to demand a meeting with their senior management. 
Siemens has been a key player in the last four megadams built in the Brazilian Amazon, and is one of just a handful of companies that can supply turbines for large-scale hydroelectric projects.
The Munduruku delegation, General Chief Arnaldo Kaba Munduruku and his senior advisor Ademir Kaba Munduruku, have travelled all the way from the Tapajos Valley deep in the heart of the Amazon Rainforest to ask Siemens to publically state that they will not participate in plans to build new dams on their ancestral lands.

Duas lideranças do povo indígena Munduruku participaram, junto com ativistas do Greenpeace, de um protesto na frente do escritório da Siemens no Reino Unido, nesta quinta-feira, 11 de agosto. O cacique-geral Arnaldo Kaba Munduruku viajou, acompanhado de Ademir Kaba Munduruku, desde o rio Tapajós até a Inglaterra para pedir que a empresa não se envolva na construção de hidrelétricas que ameaçam a maior floresta tropical do mundo.

A Siemens já cometeu esse erro antes. Esteve envolvida com a construção das últimas quatro grandes hidrelétricas na Amazônia brasileira. Após o protesto, os Munduruku foram recebidos por executivos do grupo e mostraram imagens da devastação causada por Belo Monte, no rio Xingu, que teve a participação da empresa. Os Munduruku também convidaram os executivos a visitar sua terra ancestral, às margens do Rio Tapajós, com o objetivo de verem com os próprios olhos o que está sendo posto em risco por esses grandes projetos.

“O Tapajós é o nosso supermercado, nossa igreja, nosso escritório, nossa escola, nossa casa, nossa vida. Há muitos anos estamos lutando para protegê-lo e não vamos desistir. Mas não é apenas a nossa casa que está sob ameaça. Muitas árvores, animais e peixes serão exterminados se o rio for barrado e a floresta inundada”, disse Arnaldo Kaba Munduruku, cacique-geral do povo.

Na semana passada, o projeto de São Luiz do Tapajós, a maior de um complexo formado por cinco hidrelétricas, foi cancelado devido aos impactos ambientais e sociais. A barragem alagaria parte das terras Munduruku e devastaria mais de 2 mil quilômetros de floresta Amazônica, colocando em risco a cultura e o modo de vida desse povo. Outras usinas, no entanto, estão sendo planejadas. Só na bacia do Tapajós, um dos grandes focos de biodiversidade da Amazônia, onde novas espécies estão sendo descobertas até hoje, seriam 42 barragens.

Na reunião, executivos da Siemens concordaram em marcar uma reunião entre os Munduruku, o Greenpeace e o CEO da empresa para o Reino Unido, Juergen Maier. “As lideranças Munduruku viajaram por cinco dias para vir a Londres. É uma vergonha que o CEO da Siemens tenha enviado executivos em seu lugar para recebê-los. A empresa ouviu em primeira mão sobre a destruição causada pelas barragens na Amazônia. Agora, tem de tomar uma decisão sobre se quer continuar a fazer parte do problema ou tornar-se parte da solução. A Siemens é líder em energia renovável e tem capacidade de ajudar o Brasil a aumentar sua matriz energética sem destruir a floresta amazônica. Ela deve estar pronta para um compromisso claro na próxima reunião”, disse Sara Ayech, do Greenpeace Reino Unido.

Mais de 1 milhão de pessoas ao redor do mundo apoiam a luta contra a construção de barragens no rio Tapajós. Ontem, 48 celebridades europeias, como o cantor Paul McCartney, se somaram a essa luta, divulgando uma carta em solidariedade ao povo Munduruku.

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Belo Horizonte se mantém na primeira posição do ranking do Connected Smart Cities, na categoria Meio Ambiente. O estudo avaliou 700 municípios brasileiros. Esta é a segunda edição da pesquisa, que foi divulgada esta semana pelas empresas Urban Systems e Sator, no evento Connected Smart Cities 2016, que acontece no Rio de Janeiro (RJ). Foram analisados 11 setores estratégicos das cidades: mobilidade e acessibilidade, urbanismo, meio ambiente, tecnologia e inovação, saúde, educação, empreendedorismo, governança, economia, segurança e energia. De acordo com os coordenadores do estudo, a cidade é considerada inteligente quando consegue aliar os mais diferentes setores em prol do desenvolvimento.

A capital paulista ficou com a primeira posição geral do ranking, considerada a cidade brasileira com maior potencial de desenvolvimento em 2016. Belo Horizonte aparece na quinta colocação. Os dados ainda estão sendo disponibilizados, mas os indicadores de Meio Ambiente que destacam a capital mineira pelo segundo ano consecutivo se referem à mobilidade e energia, além de outras iniciativas que trazem impactos ambientais positivos.

*Ranking das cidades mais inteligentes do Brasil

1º – São Paulo
2º – Rio de Janeiro
3º – Curitiba
4º – Brasília
5º – Belo Horizonte
6º – Vitória
7º – Florianópolis
8º – Barueri
9º – Recife
10º – Campinas

*Fonte: Agência Brasil

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Oceanos saudáveis são críticos para a vida na Terra, uma vez que regulam o clima e fornecem recursos naturais, alimentos saudáveis e empregos que beneficiam bilhões de pessoas. A opinião é do secretário-feral da ONU, Ban Ki-moon, e foi divulgada nesta quarta-feira, 8 de junho, para marcar o Dia Mundial dos Oceanos.

O chefe da ONU lembra ser preciso entender os impactos nos oceanos causados pelas atividades humanas e mudança climática. Esses efeitos já estão sendo sentidos em Moçambique. Quem conta é Manuel Guiamba, pescador há 40 anos, que explicou a situação em Maputo, em entrevista à Rádio ONU.

“Temos o problema da poluição. Na nossa costa nós não conseguimos tirar o lixo que nós temos aqui. Todo o pescado saía bem mesmo. Tínhamos magumba, tainha, camarão. Agora já não sai todo esse peixe. Reduziu a quantidade. A poluição também faz parte. Temos o problema do mangue, onde o camarão se reproduzia. Já não temos.”

Pressão
Em dezembro, a Assembleia Geral da ONU aprovou a primeira avaliação científica global sobre o estado dos oceanos. O secretário-geral pede que sejam tomadas ações com urgência, em larga escala, para aliviar a pressão nos oceanos.

Segundo Ban, oceanos saudáveis terão papel essencial na redução dos efeitos da mudança climática. No Dia Mundial, ele faz um apelo a todos para que protejam os oceanos e usem seus recursos de forma pacífica, igualitária e sustentável.

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Entidades entregam agenda de ações imediatas ao Ministério do Meio Ambiente para evitar novos retrocessos na área ambiental

Um conjunto de ONGs que atuam na área ambiental se reuniu hoje (8) com o novo ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, para entregar uma carta com demandas sobre questões socioambientais do país e a agenda de enfrentamento da crise climática global.

 No documento estão presentes pontos como a reordenação da discussão em torno das mudanças propostas na legislação de Licenciamento Ambiental e o debate sobre as metas do Brasil para o clima. Neste último ponto, destaque para a necessidade de revisão da vergonhosa meta apresentada pelo país no combate à destruição florestal: permitir o desmatamento ilegal da Amazônia por mais 15 anos. Outro destaque do documento é sobre a não aprovação do licenciamento da usina Hidrelétrica do Tapajós, no estado do Pará.

Os assuntos tratados com o ministro, num total de cinco eixos, não resumem o conjunto de demandas socioambientais do país, mas revela algumas das agendas prioritárias do setor que necessitam de ação urgente e decisiva do Ministério do Meio Ambiente.

O encontro também é uma importante demonstração de retomada do diálogo entre o Ministério e a sociedade civil.

Leia aqui a carta na íntegra

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O Brasil é um dos primeiros países a confirmar a participação no Acordo de Paris, um esforço mundial para conter as mudanças climáticas concluído no ano passado. O Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (11), o projeto que valida a adesão brasileira ao pacto, já apreciado, em julho, pela Câmara dos Deputados.

Com isso, o País está autorizado a confirmar o pacto perante as Nações Unidas. Em abril deste ano, foi aberto o período de assinaturas oficiais do pacto, no qual o Brasil e mais de 170 países já confirmaram sua participação.

A meta brasileira de redução de emissões de gases de efeito estufa prevê mudanças em todos os setores da economia e, por isso, é considerada internacionalmente como uma das mais ambiciosas. O objetivo é cortar as emissões de carbono em 37% até 2025, com o indicativo de redução de 43% até 2030 – ambos em comparação aos níveis de 2005.

Defendida pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, a rapidez na tramitação do texto reforça o comprometimento brasileiro com a questão climática. “A ratificação pelo Congresso significa a confirmação dos ambiciosos compromissos do Brasil assumidos em Paris”, declarou. “Agora, depois dessa aprovação, o País assume, como um todo, a agenda de baixo carbono tão necessária para combater o aquecimento global.”

Liderança

A rapidez na validação do pacto reafirma, também, a liderança brasileira na agenda climática. Isso porque, para entrar em vigor, o Acordo de Paris precisa da ratificação nacional de pelo menos 55 países responsáveis por 55% das emissões globais de gases de efeito estufa. Nesse contexto, o Brasil responde por 2,48% das emissões a nível mundial e, após a ratificação, contribuirá, em números expressivos, para o início do período de vigência do pacto.

Acordo de Paris

O Acordo de Paris foi estabelecido no fim do ano passado na 21ª Conferência das Partes (COP 21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês).

O Acordo de Paris foi aprovado pelos 195 países Parte da UNFCCC para reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE) no contexto do desenvolvimento sustentável. O compromisso ocorre no sentido de manter o aumento da temperatura média global em bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais e de envidar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente

Conhecidas por adotarem práticas que aliam a qualidade de vida da população, o desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente, as chamadas cidades sustentáveis reduzem os impactos ambientais relacionados ao consumo de matéria e energia e à geração de resíduos sólidos, líquidos e gasosos.

Embora não exista uma cidade que seja 100% sustentável, várias delas já praticam ações sustentáveis em diversas áreas.

Planejamento ambiental urbano

O planejamento ambiental urbano é importante não só para a nossa qualidade de vida, mas principalmente para o futuro das próximas gerações.

A partir da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, conhecida como ECO-92 ou Rio-92, ficou estabelecido que os Estados devem adotar instrumentos econômicos como iniciativa de proteção à integridade do sistema ambiental global.

Atualmente, é realizado o pagamento por serviços ambientais urbanos que atuariam na remuneração pela produção de impactos positivos ou minimização de impactos negativos ambientalmente. Entre eles, podem-se citar: manutenção de áreas verdes urbanas; melhoria na rede de transporte coletivo; disposição correta e reciclagem de resíduos sólidos urbanos; e tratamento de esgoto sanitário.

A Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA) oferece o curso de Capacitação em Sustentabilidade Ambiental Urbana, na modalidade de Ensino e Aprendizado a Distância (EAD), com o objetivo de preparar servidores públicos municipais em relação à política e gestão ambientais urbanas.

Construções Sustentáveis

O Conselho Internacional da Construção (CIB) aponta a indústria da construção como o setor de atividades humanas que mais consome recursos naturais e utiliza energia de forma intensiva, gerando consideráveis impactos negativos ao meio ambiente. Buscando mudar esse cenário, surge o conceito de construção sustentável.

Em síntese, ele envolve a redução e otimização do consumo de materiais e energia, a redução dos resíduos gerados, a preservação do ambiente natural e a melhoria da qualidade do ambiente construído.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Agência Nacional de Águas (ANA) realizaram em outubro passado o seminário “Construções Sustentáveis – Materiais e Técnicas”.

O objetivo era divulgar e valorizar práticas construtivas que equilibrem o que é socialmente desejável, economicamente viável e ecologicamente sustentável nas Unidades de Conservação (UCs).

Saiba mais sobre o Seminário

No ICMBio há a preocupação de que as obras possam servir de referência para a sociedade. “Nosso exemplo é muito importante. A preocupação com a sustentabilidade tem de estar presente desde a concepção dos projetos, que precisam contemplar tecnologias inovadoras, uso racional da água, eficiência energética, gestão adequada de resíduos e redução do desperdício”, explica o coordenador geral de Uso Público e Negócios do ICMBio (CGEUP/ICMBio), Fábio de Jesus.

Qualidade do ar

A poluição atmosférica traz prejuízos à qualidade de vida das pessoas, e consequentemente ao estado, tendo em vista os gastos que são realizados com recursos hospitalares por causa de doenças respiratórias.

Além disso, a poluição de ar pode afetar ainda qualidade dos materiais (corrosão), do solo e das águas (chuvas ácidas), além de afetar a visibilidade.

Em uma cidade sustentável é necessário que seja estabelecida uma gestão da qualidade do ar.

Os processos industriais e de geração de energia, os veículos automotores e as queimadas são as atividades humanas que mais causam a introdução de substâncias poluentes na atmosfera. Portanto, é fundamental implementar ações de prevenção, combate e redução das emissões de poluentes e dos efeitos da degradação do ambiente atmosférico.

Áreas Verdes Urbanas

As áreas verdes urbanas contribuem para o bem-estar da sociedade e para a conservação da natureza. Essas áreas possibilitam a valorização da paisagem e do patrimônio natural.

Exercem funções sociais e educativas relacionadas com a oferta de campos esportivos, áreas de lazer e recreação, oportunidades de encontro, contato com os elementos da natureza e educação ambiental (voltada para a sua conservação).

Os Parques urbanos desempenham a função ecológica, estética e de lazer, no entanto, com uma extensão maior que as praças e jardins públicos.

Resíduos Sólidos

Resíduos sólidos são os tipos de lixos produzidos pelo homem, como garrafas, sacos plásticos, embalagens, baterias, pilhas e até restos de comida.

Além de causarem a poluição visual e mal cheiro, esses resíduos poluem a água, o solo e colocam os animais em risco, já que eles podem se ferir em materiais cortantes ou mesmo ingerir os materiais descartados de forma indevida.

A aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, marcou o início de uma forte articulação institucional envolvendo União, Estados e Municípios, o setor produtivo e a sociedade na busca de soluções para os problemas na gestão de resíduos sólidos que comprometem a qualidade de vida da população.

É preciso buscar soluções para o problema em relação a esse tipo de material. Se manejados adequadamente, os resíduos sólidos adquirem valor comercial e podem ser utilizados em forma de novas matérias-primas ou novos insumos.

A implantação de um Plano de Gestão trará reflexos positivos no âmbito social, ambiental e econômico: proporciona a abertura de novos mercados, gera trabalho, emprego e renda, conduz à inclusão social e diminui os impactos ambientais provocados pela disposição inadequada dos resíduos.

Boas Práticas

Na capital federal, Brasília (DF), o incentivo de uso bicicleta e a ampliação das ciclovias contribuem para redução dos poluentes emitidos por automóveis, além de trazer maior mobilidade, menos poluição e congestionamento e melhor qualidade de vida.

Outra cidade brasileira que é referência em práticas sustentáveis é João Pessoa (PB). A prefeitura da capital promoveu, nos dois últimos anos, a preservação de áreas verdes, a arborização urbana e a recuperação de áreas degradadas, utilizando as mudas de árvores nativas produzidas no Viveiro Municipal.

Em Santana do Parnaíba (SP), organização formada por ex-catadores de materiais recicláveis, a Avemare, criou o Programa Lixo da Gente – Reciclando Cidadania, que promove a coleta seletiva por meio de conscientização da população sobre a importância da reciclagem para a preservação ambiental, assim como a inclusão e o desenvolvimento social.

Fonte:
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade