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O Programa Brasileiro de Eliminação dos Hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), substâncias que afetam a camada de ozônio, já possibilitou a retirada de 34% do consumo brasileiro desses elementos, cuja meta é de 35% para o ano de 2020, conforme o estabelecido pelo Protocolo de Montreal.

O HCFC é importado para a fabricação de geladeiras, aparelhos de ar-condicionado e expansão de espuma para móveis como sofás e colchões.

A segunda etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs, o PBH, tem o compromisso de retirar das cadeias produtivas 51,6% dessas substâncias a partir de janeiro de 2021. A substância deve ser banida em 2040.

Em alguns dias será concluída a minuta da Instrução Normativa apresentada em reunião do Grupo de Trabalho coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) que ocorreu na última semana. O documento foi bem recebido pelas associações que representam os setores produtivos e deverá ser submetido à apreciação em consulta pública até o fim do ano.

A coordenadora-geral de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, Magna Luduvice, explica que a evolução tecnológica já garante uma transição sem grandes impactos para a indústria. “Há várias opções de substituição que podem ser adaptadas a cada setor”, destaca.

Protocolo de Montreal

O protocolo sobre substâncias que destroem a camada de ozônio é um tratado internacional que entrou em vigor em 1989. O documento assinado pelos países impôs obrigações específicas, em especial a progressiva redução da produção e do consumo das substâncias nocivas, até sua total eliminação. É o único acordo ambiental multilateral cuja adoção é universal: 197 estados assumiram o compromisso.

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o Google, através de sua nova plataforma Google Earth, lançou 11 histórias interativas, que trazem uma experiência detalhada, contemplando desafios e ameaças ao ecossistema da Amazônia. Algumas delas foram produzidas por Fernando Meirelles, um dos maiores diretores de cinema do Brasil.

“O Google Earth é uma ferramenta que permite que você explore, aprenda e descubra histórias e informações e adquira conhecimento sobre nosso precioso planeta e sobre todos os que vivem nele”, disse ao CicloVivo a diretora do Google Earth, Rebecca Moore, durante o evento de abertura. “Vivemos em um momento no mundo onde as pessoas estão cada vez mais polarizadas. Precisamos encontrar maneiras de construir pontes de comunicações entre pessoas de diferentes crenças, com histórias que toquem seus corações”, acrescentou Rebecca.

Como tudo começou

O interesse do Google em contar as histórias dos povos da Amazônia surgiu há dez anos atrás, quando o Chefe Almir Suruí, pertencente a tribo Paiter Suruí, bateu à porta do escritório Google Brasil, em São Paulo, vestindo seu cocar, e pedindo para ser atendido. Chefe Almir pediu ajuda para frear o desmatamento na Amazônia.

O líder indígena se incomodava bastante ao olhar o mapa da Amazônia no Google e não ver nada por lá, como se fosse uma página em branco, como se eles não existissem. A realidade é que 25 milhões de pessoas de uma vasta diversidade cultural vivem ali, e estas pessoas também querem ser vistas. Assim, depois de muita conversa e do envolvimento de diversos outros parceiros os resultados começaram a surgir. Eles mapearam toda a reserva e diversas referencias, tanto de localização como culturais, foram inseridas no mapa.

Após este feito, a tribo conseguiu documentar e certificar suas terras para a venda de crédito de carbono, que acabou gerando uma renda extra e sustentável para a tribo. Com o sucesso do Chefe Almir, outras tribos e comunidades o procuraram se interessando pelo modelo, que se espalhou por toda a Amazônia e resultou na demarcação via Google Earth de quase todos os territórios indígenas e quilombolas da Amazônia.

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Google Earth: Eu Sou Amazônia

Cada história do projeto Eu sou Amazônia captura a complexidade da floresta que produz 20% do oxigênio do planeta e abriga uma em cada 10 espécies de animais. É possível conhecer a cadeia de produção de iguarias da floresta, como a castanha-do-pará e o açaí, ou descobrir como comunidades, que antes dependiam da extração ilegal, agora se reestruturaram com esforços sustentáveis.

A nova experiência mostra o cotidiano dos Quilombolas, conta como a educação e a cultura reergueram diferentes povos e o papel da tecnologia na Amazônia, ampliando essas vozes para o mundo todo e abrindo a possibilidade para que qualquer pessoa, de qualquer lugar, possa se informar e aprender mais sobre a maior floresta tropical.

Na seção Viajante, os povos da Amazônia compartilham suas vivências em um formato rico e interativo. É uma jornada profunda contada por meio de vídeos, mapas, áudios e realidade virtual em 360°.

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O Brasil se desenvolveu com uma visão predatória com relação ao Meio Ambiente. Quando os portugueses chegaram ao continente americano, há cinco séculos, seu propósito era edificar uma colônia que abastecesse seus navios mercantes e assegurasse luxo e riqueza para sua família imperial. Pouco se lhes importava se havia aqui uma civilização milenar, assim como no resto do continente. Esse era o pensamento imperialista da época.

Todo o processo de exploração da “Terra Brasilis” visava, tão somente, enriquecer o reino português na Europa. Porém, tudo mudou quando Dom João VI teve que fugir às pressas, com sua família e seu séquito de nobres, da ira de Napoleão Bonaparte.

Nesse momento, a Colônia se transformou em Império e muito se investiu na capital de então, o Rio de Janeiro, para fazê-la parecer uma cidade Europeia: bancos, escolas, museus… a capital carioca viveu seus momentos de glória e luxúria! E para tornar o Brasil atraente para a nobreza, o Rei distribuiu terras, como soía acontecer entre os privilegiados das cortes. Pela primeira vez, o Brasil foi loteado, dando início a uma prática que se prolonga até os dias atuais. Em essência, somos uma colônia agrícola!

Muita água rolou por debaixo das pontes dessa amável colônia até que os portugueses voltaram para sua terrinha, aqui deixando seu filho, Dom Pedro, com o propósito de assegurar a fidelidade da já não tão nova terra ao Reino Imperial Português.

Mal sabia seu pai que o bom filho à casa não tornaria… e ainda por cima, declararia a independência, sublevando-se contra Portugal. Por certo, fidelidade era um conceito efêmero para os antigos… e assim continua a ser!

E assim foram se sucedendo as traições e os malfeitos até que a República se instaurou, derrubando o herdeiro do jovem Império, depois de fazer um mártir e acabar com a escravidão. Mas… e os indígenas, os silvícolas, as populações originárias dessa terra “abençoada por Deus”?

Aqueles morreram aos milhões, em um dos mais cruéis genocídios da história do homem sobre a Terra, mas poucos se importaram, e menos ainda notaram sua ausência! Os povos indígenas foram quase dizimados, sem que houvesse protestos ou lamentações. Simplesmente, deixaram de existir na maior parte do país.

Enquanto isso, o Brasil passava por ditaduras e populismos que marcaram a história com o viés político de oligarquias dominantes, cujo único propósito era o poder, a riqueza fácil e a perpetuação de seus escusos interesses.

#AgroÉpop!

O Brasil nunca teve vocação para o protagonismo no contexto mundial. E desde o Império alimentou o sonho de ser o “celeiro do mundo”, abdicando do direito de se tornar um líder entre as nações mais desenvolvidas. Seu propósito era “alimentar o resto do mundo”! Certamente, um objetivo falso, modesto e perigoso, considerando-se para isso que teria que sacrificar sua maior riqueza: a fantástica biodiversidade que herdou, preservada pelos povos indígenas.

Aos poucos, as florestas deram lugar a imensas áreas devastadas pelo agronegócio que se tornava a opção de desenvolvimento econômico, em detrimento da igualdade e justiça social. Hoje, pouco resta da Mata Atlântica e do Cerrado, e a Amazônia segue pelo mesmo caminho, para a destruição e a morte do maior bioma do planeta. Pouco resta para preservar como legado às próximas gerações.

A influência do latifúndio na cultura nacional é tão grande que uma nova moda surgiu nos anos 80 e tomou conta da juventude: a música brega dos novos cowboys, com sua vestimenta igualmente ridícula e seu gosto duvidoso (para ser discreto na avaliação).

O agro se tornou pop, para tristeza de uma geração de guerreiros que sepultou uma ditadura e construiu uma das mais belas páginas das artes e da música popular brasileira! Essa perda de identidade do povo brasileiro reflete as escolhas equivocadas dessa nova geração. O problema é que o mundo não gira para trás e tudo que se perdeu não tem recuperação… somos responsáveis por nossas escolhas e pelas suas consequências, que, certamente, serão trágicas.

#AgroÉtech

A agricultura familiar e social não faz uso intensivo do solo, nem necessita de altas tecnologias para seu desenvolvimento. A beleza do trabalho no campo está, justamente, no contato com o solo, com as sementes, no acompanhamento da evolução das lavouras e da criação de animais, no uso parcimonioso de fertilizantes e agrotóxicos (preferencialmente sem eles). A agricultura tradicional não danifica a terra, não acaba com as fontes de água, nem devasta as florestas. É, por assim dizer, uma troca permanente entre os recursos naturais e a produção.

O agronegócio, pelo contrário, é fundamentado na destruição da Natureza e em sua substituição por terrenos empobrecidos pelo uso excessivo de agrotóxicos, com o único propósito de estimular a superprodução de gigantescas monoculturas e criação extensiva de gado. Hoje temos quase 250 milhões de cabeças de gado…

A mão de obra foi substituída por máquinas e veículos sem Alma! O Ser Humano deixou de ter importância nesses meganegócios de latifundiários, que privilegia a poucos. Só o que importa é o lucro desmesurado, mesmo que às custas da miséria para muitos. Agronegócio pode ser tech, mas não tem valor para a Humanidade…

#AgroÉtudo

Nesses descaminhos, o Ser Humano se perdeu… esqueceu o valor da amizade, da ética, da justiça e do bem comum. Agro pode ser tudo para uns poucos, mas é nada para a grande maioria das pessoas, que trabalham honestamente e lutam por sobreviver, para criar seus filhos, para ter uma vida digna e correta, e para deixar seu legado do bem e da paz.

Para a Humanidade, AGRO NÃO É NADA!

 

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O Sustainable Brands 2017, evento que reúne pessoas e empresas preocupadas com a incorporação da sustentabilidade em seus projetos de negócios, lança a quinta edição da conferência internacional no Brasil, que acontecerá entre os dias 18 e 19 de setembro, pela primeira vez na cidade de São Paulo.

Este ano, o Sustainable Brands traz o tema “Redefining the Good Life”. A ideia é que os líderes de marcas, inovação e profissionais de sustentabilidade iniciem a criação de uma nova visão coletiva para a desenhar um futuro melhor para toda a sociedade. Este trabalho começa com a redefinição de aspirações sociais globais com intuito de construir um cenário favorável para marcas que inovam ao oferecer produtos e serviços que venham atender a essas novas aspirações. É uma proposta que irá percorrer três anos, com “Redesigning the Good Life” em 2018 e “Delivering the Good Life” em 2019.

“Está na hora de redefinirmos o que é uma vida de qualidade para a nossa coexistência em sociedade. A ambição é grande. Criar uma visão coletiva e ao mesmo tempo relevante localmente sobre o que é uma vida boa em todas as suas dimensões: do individual ao planetário, passando pela família, organizações, comunidades, cidades e países”, destaca Álvaro Almeida, curador e organizador do evento.

A conferência segue com o objetivo de promover o networking entre grandes empresas preocupadas com a sustentabilidade e proporcionar a interação entre as marcas e a sociedade.

“No mundo, atualmente não se dissocia mais sociedade civil, grupos empresariais e políticas públicas, frente ao enorme desafio que temos em construir e garantir nossa perenidade civilizatória”, comenta Bruno Assami, diretor da Unibes Cultural. “Não existe uma ameaça futura. Existe um presente necessário! É disso que Sustainable Brandsfala – de nossa agenda atual para garantir o futuro. Junte-se a nós neste apaixonante e provocativo projeto”, complementa.

O formato inovador contará com diversas arenas com palestras, debates e workshops,que estimularão a discussão e cocriação entre os participantes, a fim de desenvolver uma esfera colaborativa, na qual os insights resultantes das interações servirão como base para auxiliar as empresas a redefinirem seus negócios a partir do conceito de “Good Life”.

Para saber mais sobre o Sustainable Brands São Paulo 2017, acesse:http://www.sustainablebrands.com/events

Sobre Sustainable Brands

Sustainable Brands é uma comunidade global que se propõe a repensar o papel das marcas e sua capacidade de gerar valor, fortalecer tendências e disseminar soluções sustentáveis para a sociedade. Com o propósito de reunir a comunidade de líderes, no Brasil e no mundo, Sustainable Brands, tem como principal ativo o evento que será realizado pela primeira vez em São Paulo, nos dias 18 e 19 de setembro, no Unibes Cultural.

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Pessoas do mundo inteiro já podem responder, na plataforma Sua Voz, perguntas sobre temas abordados na oitava edição do Fórum Mundial da Água. O evento, considerado o maior do mundo que trata sobre recursos hídricos, está previsto para ocorrer em Brasília (DF), de 18 a 23 de março de 2018.

As questões ficam disponíveis na plataforma até 7 de agosto e abordam três temas transversais (Capacidades, Compartilhamento e Governança) e sustentabilidade, que serão discutidos nas seis salas temáticas (Clima, Desenvolvimento, Ecossistemas, Financiamento, Pessoas e Urbano) do fórum.

De acordo com informações da Agência Nacional de Águas (ANA), cada grupo de questões ficará disponível por duas semanas. As discussões na plataforma serão utilizadas como subsídios para a organização dos debates e definição das sessões temáticas do evento.

Participação social

Esta é a segunda rodada de discussões promovida para subsidiar o 8º Fórum Mundial da Água. A primeira ocorreu entre 13 de fevereiro e 23 de abril deste ano. Neswe período, a plataforma Sua Voz recebeu sugestões de temas a serem debatidos. Cerca de 20 mil visitantes contribuíram. Em sua maioria, eles acessaram a plataforma do Brasil, Estados Unidos, França, México e Índia.

Assim, foram identificados os dez tópicos mais comentados sobre os seguintes temas: Capacidades, Clima, Compartilhamento, Desenvolvimento, Ecossistemas, Financiamento, Pessoas, Sustentabilidade e Urbano. Esses tópicos receberam 36,2 mil votos de aproximadamente 1,2 mil pessoas.

8º Fórum Mundial da Água

O tema da oitava edição do Fórum Mundial da Água, em 2018, será Compartilhando Água. A organização do 8º Fórum é realizada pelo governo federal, pelo Governo de Brasília e pelo Conselho Mundial da Água.

O fórum ocorre a cada três anos desde 1997. O objetivo é aumentar a importância da água na agenda política dos governos, aprofundar discussões, trocar experiências para os atuais desafios e formular propostas concretas para o setor.

As edições anteriores aconteceram em Marraquexe, Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Quioto, Shiga e Osaka, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); Marselha, França (2012); e Daegu e Gyeongbuk, Coreia do Sul (2015).

Fonte: Portal Brasil, com informações da ANA

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presidente Michel Temer chega nesta quinta-feira (22) à Noruega para visita de Estado de dois dias, sob um clima de insatisfação do governo norueguês com a condução da política ambiental no Brasil.

A Noruega é o maior doador do Fundo Amazônia, para o qual já destinou cerca de R$ 2,8 bilhões, entre 2009 e 2016, com objetivo de financiar a preservação da floresta.

Nos últimos dias, porém, autoridades norueguesas têm feito críticas ao governo brasileiro e ameaçado suspender o financiamento para proteção ambiental.

O desmatamento, que vinha em uma tendência de queda há alguns anos no Brasil, teve um aumento de 58% em 2016, segundo estudo da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Além disso, ambientalistas têm criticado o fortalecimento de grupos “ruralistas” no governo Temer que têm atuado para aprovar no Congresso a flexibilização das regras de licenciamento ambiental e a redução de áreas de proteção.

“Nosso programa de doação é baseado em resultados: o dinheiro é repassado se o desmatamento é reduzido, e foi o que vimos nos últimos anos. Isso significa que, se o desmatamento está subindo, haverá menos dinheiro”, disse nesta semana o ministro norueguês de Meio Ambiente, Vidar Helgesen, ao serviço brasileiro da Deutsche Welle, ao comentar a política ambiental brasileira.

“Nós mencionamos a nossa preocupação com as autoridades brasileiras em relação a esse debate sobre a legislação (em discussão no Congresso). Mas, no fim, é o Brasil que toma a decisão. Quando vemos a tendência indo na direção errada nos últimos anos, é claro que isso levanta preocupação e perguntas sobre o que o governo está planejando para reverter esse quadro. E deixamos bem claro que nosso financiamento é baseado em resultados”, afirmou também.

Em carta enviada como resposta ao ministro do Meio Ambiente da Noruega, o ministro brasileiro Sarney Filho disse que não há perspectiva de retrocesso na Lei Geral de Licenciamento, reiterou que a alegada redução de área em unidades de conservação florestal foi vetada por Michel Temer e garantiu que o país mantém sue compromisso com a sustentabilidade e o controle do desmatamento.

“Tenho empreendido todos os esforços para manter o rumo da sustentabilidade com determinação e vontade política. (…) Quero assegurar a Vossa Excelência que o compromisso do governo brasileiro com a sustentabilidade, com o controle do desmatamento e com a plena implementação dos compromissos de redução de emissões assumidos sob o Acordo de Paris permanecem inabaláveis”, diz a carta.

O ministro diz ainda que seria “prematuro” concluir que as contribuições ao Fundo Amazônia, tanto da Noruega como de outros países como a Alemanha, tenham impacto limitado no combate ao desmatamento. Sarney Filho escreve que, embora ainda não haja dados oficiais recentes sobre as taxas de desmatamento, “nossas ações já estão dando resultados”. “Dados preliminares, ainda sujeitos a verificação, indicam que podemos ter estancado a curva ascendente do desmatamento que verificamos entre agosto de 2014 e julho de 2016.”

Na segunda-feira, antes de embarcar para a visita de quatro dias à Rússia e Noruega, Temer acabou vetando trechos de medidas provisórias aprovadas recentemente no Congresso que reduziam significativamente reservas florestais no Pará e em Santa Catarina. A expectativa, porém, é que um novo projeto de lei seja encaminhado ao Congresso pelo Planalto com outras alterações.

A organização ambiental Greenpeace soltou um nota acusando Temer de ter vetado a nova legislação apenas como “uma manobra política para acalmar a opinião da sociedade civil e também para poder visitar a Noruega sem ter assinado qualquer redução da floresta no Brasil”.

O comunicado ressalta que, da mesma forma que o Congresso alterou as medidas provisórias enviadas pelo governo, ampliando a redução proposta originalmente da área de proteção ambiental, o mesmo deve ocorrer com um eventual projeto de lei que retome essa discussão.

“A manobra do governo ressuscita a ameaça inicial, com o objetivo de reutilizar todo o texto que foi vetado, trazendo consigo a possibilidade de ainda mais danos”, diz o Greenpeace.

A medida provisória 756, vetada por Temer, por exemplo, alterava os limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, desmembrando parte de sua área para a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Jamanxim.

A proposta havia sido foi enviada ao Congresso pelo Planalto, mas o texto inicial foi modificado pelos parlamentares, aumentando ainda mais a área da Flona Jamanxin que seria transformada em APA. Apesar de também ser uma unidade de conservação, a APA tem critérios de uso mais flexíveis, o que poderia ampliar o desmatamento na região.

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, divulgou um vídeo na última semana defendendo a necessidade de mudanças nesta reserva do Pará, e anunciando um novo Projeto de Lei – segundo ele, com apoio da bancada ruralista – que mantém o teor da proposta original do governo, reduzindo a proteção da Floresta Nacional do Jamanxim para permitir atividade econômica em algumas partes dela.

“Nosso compromisso é dar segurança jurídica. Tenho muita convicção de que essa região, que tem violência, que tem desmatamento enorme, com essas medidas ela será pacificada e começará um novo tempo rumo ao progresso e ao desenvolvimento sustentável”.

Há duas semanas, a embaixadora da Noruega no Brasil, Aud Marit Wiig, também adotou tom crítico pouco usual na diplomacia, ao comentar a questão em entrevista ao jornal Valor Econômico.

“A criação de áreas protegidas foi uma medida muito eficiente para manter a floresta. E quando se enfraquece esse instrumento, tememos que os resultados possam ser negativos”, afirmou.

“Estamos preocupados. O serviço de redução de emissões de CO2 que o Brasil entrega é muito importante, não podemos desistir. O que vai acontecer, provavelmente, é uma redução no dinheiro (repassado ao Brasil)”, disse ainda.

Na mesma entrevista, o embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, também manifestou descontentamento do governo alemão, outro financiador da preservação ambiental no país.

“Vemos como problemáticos os sinais de redução na proteção da floresta. É claro que isso não tem impacto positivo no governo (da chanceler Angela) Merkel e também nos membros do Parlamento, que estão se perguntando o que se está fazendo com esse dinheiro público”, disse Witschel.

Na Noruega, Temer terá encontros com o rei Harald 5º, com a primeira-ministra Erna Solberg e com o presidente do Parlamento, Olemic Thommessen. O país também tem investimentos importantes no Brasil na área de petróleo e gás.

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Representantes do governo federal e do setor ambiental disseram que os compromissos assumidos pelo Brasil para reduzir as emissões de gases de efeito estufa podem servir para que o país se torne mais competitivo internacionalmente. Uma nação que investe em economia limpa, segundo os especialistas, tem a chance de aumentar seu produto interno bruto e reduzir o desemprego.

Nas palavras do presidente da Comissão Mista de Mudanças Climáticas, senador Jorge Viana (PT-AC), a economia de baixo carbono veio para ficar e tem um elemento forte, que são os consumidores que hoje pensam em saúde e em atividades sustentáveis.

O coordenador de Mudanças Climáticas da organização ambiental WWF, André Nahur, afirmou por sua vez que o Brasil tem “a grande oportunidade de criar uma economia ambientalmente justa, socialmente responsável e economicamente próspera”.

Nahur e Viana participaram de um seminário na Câmara dos Deputados que discutiu a implementação do Acordo de Paris sobre a mudança de clima. Assinado no fim de 2015 por quase 200 países, o acordo tem o objetivo de fortalecer a resposta ao aquecimento global, evitando que ele ultrapasse o nível de 2 graus Celsius até o fim deste século com relação aos níveis pré-industriais. O presidente Michel Temer assinou nesta semana o decreto que dá força de lei ao acordo.

O seminário foi promovido por frentes parlamentares ligadas ao tema, com apoio da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e do EcoCâmara, em comemoração à Semana do Meio Ambiente.

Redução até 2030
O compromisso do Brasil é reduzir as emissões de gases em 37% até 2025, com a indicação de chegar a 43% até 2030.

São metas ambiciosas, na opinião do subsecretário-geral de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, José Antônio Marcondes de Carvalho. “O Brasil foi um dos poucos países em desenvolvimento que apresentaram uma meta de ambição, não só no sentido de redução das emissões, mas uma meta restritiva que se aplica ao âmbito geral da economia”, destacou.

Tirar o plano do papel, segundo Carvalho, vai requerer diálogo e a participação de todos. Mas servirá de desafio para gerar empregos, aumentar a produtividade e melhorar a capacidade econômica.

Para o secretário de Mudança do Clima e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Everton Lucero, o desafio brasileiro agora passa por uma reorientação da economia para que ela se alinhe com os objetivos do acordo.

Três setores são prioritários nesse processo: o de energia, responsável por 37% das emissões no País; o de agropecuária, com 33%; e o de florestas e mudanças no uso do solo, com 18%. “Podemos ajustar qual deles poderá contribuir mais e qual menos, de acordo com as especificidades da economia brasileira”, afirmou Lucero.

O secretário também defendeu mais estímulos às energias renováveis e aos biocombustíveis e ainda o combate ao desmatamento. “Temos que restaurar 12 milhões de hectares de cobertura florestal e recuperar 15 milhões de áreas degradadas”, observou.

No que diz respeito ao financiamento da transição para a economia de baixo carbono, Lucero apontou para uma mobilização de recursos de fontes diversas. “Precisamos mostrar ao mundo que o Brasil pode captar esses investimentos. Para isso, precisamos ter ambiente regulatório adequado.”

Medidas provisórias
O desmatamento foi mencionado com preocupação por diversos debatedores, que apontaram retrocesso na aprovação recente pela Câmara de duas medidas provisórias (MPs 756/16 e 758/16) que reduzem áreas de conservação.

No entendimento do presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), as MPs favorecem o desmatamento, “o que é o contrário do que nós nos propusemos a fazer”.

O senador Jorge Viana chamou de “agenda do atraso” a pauta do atual governo. “São medidas que não passariam desse jeito em momentos de normalidade, mas estão passando”, refletiu.

Saída dos EUA
Por outro lado, Viana minimizou o anúncio do presidente americano Donald Trump, na semana passada, de que os Estados Unidos deixariam o acordo de Paris. “Consigo ver algo bom na decisão dele. É tão ameaçadora e tão grave, que reúne diversos contrários a ela. Isso talvez tenha sido o movimento mais interessante até agora para a gente implementar o acordo”, considerou o senador.

Também para André Nahur, a decisão não inviabiliza o acordo sobre clima, porque estados e empresas dos Estados Unidos já estão engajados no processo.

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Crescemos escutando que a água era um recurso inesgotável. Só que hoje, sabemos que não. E o que é pior… descobrimos a duras penas.

 

Usamos a água e outros recursos naturais sem consciência.  Agora, vivemos tempos de racionamento, reflorestamento,  reaproveitamento… E reciclar, replantar, recuperar passaram a ser palavras de ordem. O planeta tem pressa.

 

O meio ambiente passou a ser o centro de várias discussões em todos os cantos. E mesmo sendo um tema tão recorrente nem todo mundo compreende a necessidade de mudar velhos hábitos…

 

Houve tempos de fartura… Casas construídas em cima de árvores… Tábuas e rodinhas que viravam carrinhos de rolimã… Brincadeiras regadas a água… Muita água.

 

Hoje, adeus aos banhos de mangueira da meninada e aos carros lavados nas calçadas. Os jardins e as árvores deram lugar aos prédios.

 

E o asfalto recobriu a terra. E o rio virou deserto… E a selva virou pedra…

 

A preservação dos recursos naturais é assunto recorrente em todos os encontros mundias que debatem a questão. Mas as soluções são lentas… E os recursos naturais ofegam…Alguns não resistem… Falecem.

 

Rios, córregos e lagos morrem todos os dias contaminados, assoreados… Abandonados a própria sorte. Indústrias só preservam os lucros imediatos e não pensam soluções. Sim, estamos vivendo uma das maiores crises hídricas já oficialmente registrada.

 

O lixo eletrônico vem contaminando o solo e o lençóis freáticos. As florestas clandestinamente derrubadas, a biodiversidade pirateada e mal utilizada.

 

O fato é: a Humanidade precisa aprender a viver em harmonia com a natureza. Governantes e população devem se unir para que os impactos negativos acumulados até hoje sejam revertidos.

 

Se nada for feito, o consumo exagerado dos recursos naturais e a perda constante de biodiversidade poderão promover o desaparecimento de várias espécies e podem comprometer, inclusive, nossa sobrevivência.

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A sustentabilidade somente será efetiva se estiver associada ao processo de inovação das empresas. Algumas grandes companhias no mundo já começaram a perceber essa oportunidade e cada vez mais inserem os princípios de sustentabilidade como direcionadores dos seus investimentos de inovação.

Essa abordagem não é uniforme e nem tem a liderança das empresas de tecnologia, como se viu na maior conferência mundial de inovação e sustentabilidade aplicada aos negócios, a Sustainable Brands Detroit, realizada entre 22 e 25 de maio, na cidade que já foi o berço da indústria norte-americana e hoje vive uma busca por reinvenção.

Ainda temos a maior parte das grandes companhias focadas na redução dos impactos negativos da sua atividade. Nesse grupo, não estão apenas aquelas reconhecidas por utilizarem intensamente recursos naturais, como mineração, óleo & gás, agricultura, entre outras. É curioso ver também marcas high tech como Google e Apple começando a apresentar suas iniciativas de gestão socioambiental. Nesse terreno, elas se parecem como todo e qualquer gigante industrial.

A consultoria internacional GlobeScan pesquisa há 20 anos quais são as empresas líderes em sustentabilidade na percepção dos especialistas de todo o mundo. O resultado do Sustainability Leaders 2017, que teve a participação de 1035 especialistas de 79 países foi apresentado em Detroit.

A Unilever segue líder em percepção de sustentabilidade, posição que mantém desde 2011. Em segundo, está a Patagonia, com metade da pontuação da Unilever, mas com o dobro do reconhecimento da terceira colocada, a Interface, que é a única presente entre os líderes desde o início da consulta. Aparecem a seguir empresas como Ikea, Tesla, Natura, Marks & Spencer e Nestlé. Aliás, há apenas uma região no mundo em que a Unilever não lidera, a América Latina, território de dominação da Natura.

O traço comum entre essas empresas, de trajetórias, segmentos e geografias variadas, é que todas inserem os elementos de sustentabilidade como foi condutor dos seus modelos de negócio ou da evolução deles.

Há dez anos, as companhias apontadas pelos especialistas eram Interface, GE, Toyota, BP, Walmart e Novo Nordisk. Foram reconhecidas por inserir o entendimento de sustentabilidade daquela época à gestão, criando mensuração do impacto negativo, programas de mitigação, mas ainda numa visão muito distante da estratégia do negócio.

O tempo mudou e a abordagem dos líderes atuais também. Por que a Interface, lendária empresa de carpetes criada por Ray Anderson, consegue resistir ao tempo? Porque colocou para si uma meta extremamente ambiciosa: não gerar impacto negativo por meio de sua atividade produtiva até 2020 (estratégia Mission Zero).

Isso exige mudança de modelo mental e, sobretudo, muito investimento em novas tecnologias. Afinal, serão elas que transformarão os impactantes processos produtivos atuais. Novamente a pergunta: por que fazer isso? A Interface declaradamente quer revolucionar a indústria. Dar o exemplo de que é possível recolocar a indústria em um patamar de genuína contribuição para o futuro que queremos.

Assim como a Interface, todas essas empresas hoje percebidas como líderes desafiam-se a ter um propósito que provoque transformação positiva no mundo por meio de sua própria atividade produtiva. Não é um processo pronto, é imperfeito e está em evolução. Portanto, vamos encontrar em todas contradições a serem resolvidas ou superadas. Mas é assim que os líderes agem: assumindo riscos e entendendo que devem puxa a fila pelo exemplo.

Na próxima semana, vamos explorar o que faz da Unilever o grande fenômeno de protagonismo em sustentabilidade em todo o planeta

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No mundo em que vivemos, com tantos danos ambientais e sociais, já é ultrapassado pensar na prática da sustentabilidade por si só. O conceito diz que é preciso preservar o que temos hoje com a finalidade de garantir as gerações futuras, porém é preciso ir além: dentro de sua esfera de contribuição, empresas e comunidades – e não somente o poder público – devem desenvolver iniciativas para recuperar o planeta.

 

Para as organizações privadas, é importante que a relação entre a economia, o social e o ambiental esteja afinada. Ou seja, as companhias não podem mais atuar pensando só em gerar lucro e, por meio do uso sustentável de recursos e do desenvolvimento humano, devem estar adequadas a toda cadeia de valor, à preservação da água e à biodiversidade. Em busca de reforçar a importância do envolvimento de todos os setores com a sustentabilidade, a Organização das Nações Unidas implementou, em 2015, 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), cuja finalidade é aplicar universalmente, até 2030, ações que contribuam com o fim da pobreza, da desigualdade e que combatam as alterações climáticas.

 

Em 2016, a ONU reconheceu dez líderes empresariais (Local SDG Pioneers) de todo o mundo para atuarem como agentes fomentadores desses 17 objetivos, com a finalidade de defender a sustentabilidade por meio de seus negócios. Neste seletíssimo time, estão dois brasileiros: Sonia Favaretto, diretora de Imprensa e Sustentabilidade da BM&FBOVESPA, e Ulisses Sabará, presidente do Grupo Sabará e reconhecido por seus esforços alinhados à Vida Terrestre.

 

O tema Vida Terrestre foi definido como o ODS de número 15 e reconheceu um líder empresarial como exemplo mundial do trabalho que as organizações precisam desenvolver para proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, reverter a degradação da terra e deter a perda da biodiversidade. À frente do Grupo Sabará, sobretudo da unidade de negócios Beraca, Ulisses Sabará põe em prática uma gestão alinhada ao serviço de transformação, reunindo o desenvolvimento econômico e a inclusão social de milhares de famílias para garantir a integridade ambiental das regiões em que a empresa atua.

 

Essa transformação não ocorre apenas junto às comunidades que trabalham em parceria com a empresa, mas também com pessoas que precisam de melhores condições no que diz respeito ao saneamento básico. O Grupo Sabará é responsável também pelo projeto “Piauí – Água, Cidadania e Ensino” (Pace), na região de Curimatá, no Piauí. Por conta da seca que aflige a vida das famílias locais, a iniciativa promove o fácil acesso à água potável, visa a restauração de escolas e estimula a geração de renda local.

 

Os benefícios que já impactaram a comunidade são a construção de quatro poços e estações de tratamento, a captação e o tratamento de 11 milhões de litros de água para uso tanto no cultivo como em atividades cotidianas, a renovação de quatro escolas, a construção de um centro comunitário para a realização de atividades culturais e educacionais, e a implementação de um sistema de permacultura. Além disso, em função do cultivo, alguns moradores começaram a vender suas hortaliças em feiras locais e até mesmo em outras cidades.

 

Esses são apenas exemplos de iniciativas que instituições privadas podem colocar em prática na busca por um mundo melhor. Lutar em defesa das questões ambientais e sociais é fundamental para que as companhias sobrevivam, mesmo diante do mercado competitivo em que vivemos

 

*Wellington Rodgério é diretor financeiro do Grupo Sabará, empresa especializada no desenvolvimento de tecnologias, soluções e matérias-primas de alta performance, voltadas aos mercados de tratamento de águas, cosméticos, nutrição e saúde animal e à indústria de alimentos e bebidas.