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Sim, nós temos informação. Vasta, clara, abrangente e que dá a exata medida de para aonde caminhamos como espécie humana. Já sabemos que 15% das emissões de gás do efeito estufa vêm de desmatamento, que o cerrado brasileiro está ameaçado pela agropecuária, que as queimadas em Portugal originadas pelas fabricantes de papel e celulose podem causar desequilíbrios no mundo todo. Mas até que ponto o setor produtivo está realmente comprometido em construir uma agenda prática que reverta gradual e sustentavelmente a atividade, permanecendo lucrativa mas que possibilite a vida humana em 2050? A resposta pode ser óbvia: o ponto de inflexão está no risco ao negócio e na perda da lucratividade. E já estamos nesta etapa.

O relatório “Do risco para a receita: a oportunidade de investimento para enfrentar o desmatamento corporativo”, divulgado nesta terça-feira (21) pela plataforma de divulgação ambiental global sem fins lucrativos, CDP, aponta crescimento do prejuízo das empresas listadas em bolsa que perderam US$ 941 bilhões em volume de negócios neste ano ante perda de US$ 906 bilhões no ano passado (alta de 3,8%). Os quase US$ 1 trilhão em volumes de negócios foram perdidos por empresas de capital aberto de 2016 para 2017 que tinham suas operações vinculadas às commodities que mais alimentam o desmatamento no mundo – pecuária, soja, madeira e óleo de palma.

Neste cenário, o Brasil ganha importância negativa, pois é o segundo maior produtor de pecuária e de soja no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Caso essas empresas e seus stakeholders ainda não estejam se movimentando para modificar o caminho que fazem e a forma que atuam, esses dados desenham um futuro próximo no qual a longevidade delas fica comprometida. Em resumo, o ponto da virada chegou no Brasil e no mundo todo.

Dados do relatório mostram que a região na qual as empresas têm o maior percentual de riscos diretos nos negócios ligados às commodities é a América Latina, com 67% das empresas com amplos riscos diretos na cadeia de operações. A região é seguida pelo grupo Europa, Oriente Médio e África (57%), Ásia/Pacífico (33%) e América do Norte (26%). De acordo com os dados do CDP, as empresas dependem das florestas e reconhecem que os impactos ambientais e sociais do desmatamento ameaçam reduzir lucros e aumentar os riscos. Ao afetar as avaliações da empresa e a capacidade delas de reembolsar a dívida, esses riscos são suportados pelos investidores, ao mesmo tempo que os afasta.

CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos, formada por grandes investidores interessados na avaliação do desempenho das empresas em função dos desafios ambientais de mudanças climáticas, recursos hídricos e florestas. Atualmente é formada por 827 investidores que administram um total de US$ 100 trilhões em ativos. A organização tem ainda em sua base de respondentes mais de 570 cidades no mundo todo reportando seus dados em 2017. A partir desses dados, são produzidos materiais que reportam regularmente a evolução no uso de recursos hídricos e ambientais pelas empresas e cidades signatárias, como este sobre desmatamento.

No relatório de hoje sobre desmatamento, 87% das empresas que responderam ao questionamento reconhecem pelo menos um risco – e 32% já experimentaram impactos – associados à produção ou ao consumo de commodities de risco florestal.

As decisões que estão sendo tomadas hoje determinarão se seremos capazes de fazer uma transição para uma economia próspera, que trabalhe para as pessoas e para o planeta a longo prazo. Acreditando na possível e urgente mudança de cenário, o CDP Latin America realiza no dia 30 de novembro, em São Paulo, o Conexão CDP, evento que vai promover um diálogo com essa ótica entre investidores, empresas, cidades e governo, oferecendo protótipos de ideias e soluções para materializar a mudança que desejamos ver no mundo.

Além disso, neste ano será apresentado um infográfico inédito – que apresenta indicadores e dados de empresas e cidades na América Latina sobre como se preparam, monitoram e gerenciam seus recursos. Por meio dessa ferramenta será possível visualizar quais são as empresas que lideram em sustentabilidade na região e que tipo de estratégias elas utilizam ou estão desenhando para embarcar no único futuro possível, o da economia de baixo carbono.

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A humanidade terá consumido nesta quarta-feira, dia 2 de agosto, o total dos recursos que o planeta pode renovar em um ano, e viverá de crédito até 31 de dezembro, calcula a Global Footprint Network.

A ONG destaca que esse momento chega cada vez mais cedo todos os anos.

Esta quarta-feira é o “Dia de Sobrecarga da Terra” (“overshoot day”, em inglês): “A partir dessa data, a humanidade terá consumido o conjunto dos recursos que o planeta pode renovar em um ano”, escreveram a Global Footprint e o WWF (World Wildlife Fund) em um comunicado conjunto.

Para seus cálculos, a Global Footprint leva em conta em particular a pegada de carbono, os recursos consumidos pela pesca, a pecuária, os cultivos, a construção e a utilização de água.

Em 2016, o “Dia de Sobrecarga da Terra” ocorreu em 3 de agosto. Embora o ritmo de progressão tenha reduzido um pouco nos últimos seis anos, esta data simbólica “continua avançando de maneira inexorável: este dia passou do final de setembro em 1997 a 2 de agosto neste ano”, destacam as ONGs.

“Para satisfazer nossas necessidades, hoje deveríamos contar com o equivalente a 1,7 planeta”, detalham.

“O custo deste consumo excessivo já é visível: escassez de água, desertificação, erosão dos solos, queda da produtividade agrícola e das reservas de peixes, desmatamento, desaparecimento de espécies. Viver de crédito só pode ser algo provisório porque a natureza não conta com uma jazida para nos prover indefinidamente”, ressaltam o WWF e a Global Footprint.

As emissões de gases de efeito estufa “representam apenas 60% da nossa pegada ecológica mundial”, lembram.

Segundo as duas organizações, “sinais animadores” indicam, no entanto, que “é possível inverter esta tendência”.

Apesar do crescimento da economia mundial, “as emissões de CO2 vinculadas à energia não aumentaram em 2016, pelo terceiro ano consecutivo”, ressaltam. “Isto pode ser explicado pelo grande desenvolvimento das energias renováveis para produzir eletricidade”.

A comunidade internacional se comprometeu na Conferência de Paris sobre o clima (COP21), em dezembro de 2015, a reduzir as emissões de gases de efeito estufa com o objetivo de limitar o aquecimento global.

Levando em conta os dados científicos mais recentes, a Global Footprint recalcula a cada ano a data do “Dia de Sobrecarga” para os anos passados, desde que este “déficit ecológico” começou a se aprofundar, no início dos anos 1970.

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As empresas interessadas em se candidatar para participar do “Mecanismo de Apoio ao Desenvolvimento, Melhoria e Demonstração de Tecnologias Sustentáveis de Produção e Uso de Carvão Vegetal na Indústria Siderúrgica”, podem se inscrever até 24 de agosto na chamada pública. O objetivo do processo é garantir a sustentabilidade na siderurgia do País.

edital vai selecionar instituições, públicas ou privadas, que prestem serviços para os setores de ferro-gusa, aço, ferroligas, de produção de carvão vegetal, ou que trabalhem com inovações produtivas e sustentabilidade e que, por meio de arranjos tecnológicos, possibilitem a produção sustentável do carvão vegetal e de seus coprodutos, bem como o estímulo ao uso desse termorredutor na indústria.

A inciativa é do Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por meio do Projeto Siderurgia Sustentável. Os trabalhos buscam reduzir a emissão de gases de efeito estufa e ampliar a capacidade produtiva do carvão vegetal  com o uso de tecnologias e/ou processos sustentáveis.

No dia 31 de julho, às 14h30, será realizada uma audiência pública, em Belo Horizonte, para esclarecimentos.

Clique aqui para ter acesso ao edital.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente.

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Os solos estão contaminados por conta das atividades dos homens, que descartam uma grande quantidade de produtos químicos nas áreas utilizadas para produzir alimentos. O alerta é da Organização das nações unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Há no solo excesso de nitrogênio e metais pesados, como arsênico, cadmio, chumbo e mercúrio, segundo a FAO. “Quando esses compostos entram na cadeia alimentar representam riscos para a segurança alimentar, para os recursos hídricos, para a subsistência das populações rurais e para a saúde das pessoas”, assinalou um relatório da FAO divulgado dia 23 de junho. E destaca ainda que o combate à contaminação dos solos e a busca por uma gestão sustentável dos recursos agrícolas é essencial para fazer frente às mudanças climáticas e à insegurança alimentar que se acerca.

A poluição dos solos é um problema cada vez mais importante e que acontece de muitas maneiras. A única forma da combate-la é aumentar a disponibilidade de informações a respeito e promover a gestão sustentável da terra. “É preciso intensificar a colaboração global na busca de provas científicas confiáveis para que se mude a forma de plantar e o uso dos agrotóxicos”, disse Ronald Vargas, secretário geral da Aliança Mundial pelo Solo.


Maria Helena Semedo, diretora geral adjunta da FAO

A assembleia da Aliança Mundial pelo Solo é uma plataforma neutra e multipartite para discutir os temas globais em relação aos solos e busca agrupar conhecimentos sobre boas práticas de manejo, “além de estimular medidas para manter os solos saudáveis para que sigam garantindo os serviços ambientais que garantem alimentos para todos”, disse Maria Helena Semedo, diretora geral adjunta da FAO.

A Assembleia realizada no final de junho aprovou novas iniciativas para facilitar a troca de informações sobre solo, a criação da Rede Global de Laboratórios de Solos, que deverá coordenar e criar modelos de medição para uso entre todos os países, a Rede Internacional e Solos Negros, que pretende melhorar o conhecimento sobre os solos agrícolas mais férteis, que também são conhecidos por seu alto conteúdo de carbono.

Cerca de um terço dos solos do mundo estão contaminados, devido principalmente a práticas insustentáveis de gestão. Além disso bilhões de toneladas de terra se perdem a cada ano na agricultura e uma das causas principais é a poluição por agrotóxicos e pelo manejo ineficiente do solo. Em alguns países cerca de um quito de todas as terras cultiváveis estão comprometidas com contaminações diversas.

Contaminação do solo significa a presença na terra de substâncias químicas que estão fora de lugar ou em concentrações superiores às normais, por ação de mineração, atividades industriais ou má gestão das águas.

A FAO alerta que em alguns casos as contaminações se estendem por grandes áreas por conta das chuvas e dos ventos. Os insumos agrícolas, como os fertilizantes, os herbicidas e os pesticidas, incluindo os antibióticos que são encontrados nos estercos dos animais, são importantes contaminantes que provocam problemas também por conta de suas fórmulas que são constantemente alteradas.

“A contaminação dos solos é um risco traiçoeiro porque é mais difícil de ser observada do que outros processos de degradação, como a erosão. Os perigos estão, também, em como os contaminantes reagem com os elementos já presentes no solo e a velocidade com que esses contaminantes penetram nos ecossistemas”, alerta o documento da FAO. Segundo a organização, a diversidade de contaminantes e tipos de solos, assim como as formas que agem, fazem com que os estudos para determinar os riscos sejam especialmente difíceis e caros.

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A nova rede internacional de solos negros define como negros aqueles que contém ao menos 25 centímetros de húmus e com uma taxa de carbono orgânico superior a dois por cento. Segundo essa definição estão em um território de 916 milhões de hectares e cobrem 7% da superfície do planeta.

Cerca de 25% dos solos negros são do tipo clássico, co um metro de húmus, e se encontram em regiões de plantios de cereais da Europa Oriental e Ásia Central, além de antigas pradarias da América do Norte, disse o informe da FAO. São considerados solos de extrema importância para a segurança alimentar da humanidade. A Rede Internacional de Solos Negros tem como missão a conservação da produtividade a longo prazo desses solos através da colaboração técnica e intercâmbio de conhecimentos.

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A evolução da clientela tem feito muitos empreendedores repensar e mudar o modo de oferecer os serviços. Um dos mais importantes princípios buscados atualmente pelo consumidor consciente é a sustentabilidade: além da análise custo-benefício de um produto ou serviço, é cada vez mais relevante a preocupação com o processo produtivo, a responsabilidade social e ambiental da empresa, entre muitos outros fatores.

Seguindo a tendência da sustentabilidade aplicada aos negócios, uma nova modalidade de salões de beleza começa a tomar forma e ganhar espaço no mercado: são os salões sustentáveis ou “salões verdes”. É o que destaca o relatório de Sustentabilidade do Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae, que aborda esse novo conceito, assim como outros pontos que envolvem o cuidado estético e a sustentabilidade, orientando o micro e pequeno empreendedor para as oportunidades no setor.

Sete mil salões de beleza são abertos por mês no Brasil – a maioria está enquadrada em microempreendedores individuais (MEI). Para buscar uma diferenciação em meio à grande concorrência, confira algumas práticas adotadas pelos “salões verdes” e verifique a viabilidade de aplicá-las em seu empreendimento:

· Trabalhe apenas com produtos ecológicos, que permitam ser reciclados ao final e opte por marcas que ofereçam a opção de refil, para não descartar a embalagem quando acabar;
· Utilize produtos que não são testados em animais;
· Procure aproveitar a iluminação natural e lâmpadas de baixo consumo energético; outra possibilidade é a utilização de painéis solares para captação de energia.
· Utilize tintas de cabelo orgânicas, sem presença de amônia e outros aditivos químicos em sua composição;
· Incentive os clientes a devolver/trazer frascos usados de cosméticos para o salão, e implemente a coleta seletiva desses rejeitos, agregando valor ambiental e renda a associação de catadores locais;

Um exemplo de sustentabilidade vem de Natal (RN): Fabiana Gondim é proprietária do salão de beleza Chic Coiffeur e criou um método inovador, chamado HairSIZE, que mede a quantidade de produto a ser utilizado nos cabelos de clientes, analisando o comprimentos dos fios. O método evita excessos de produto no cabelo e diminui o desperdício. Em um mês já é possível reduzir de 60% a 70% o consumo de produtos e água – uma medida econômica e ecologicamente correta.

Se você se interessou por esta tendência e quer implementá-la em seu negócio, confira as dicas do Sebrae:

· Para alcançar o status de sustentável é necessário conscientizar todos os colaboradores para a adoção das práticas propostas, portanto, invista em treinamentos para conscientização
· Acompanhe informações e tendências de sustentabilidade no Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), referência nacional no Sistema Sebrae. O CSS possui uma cartilha com dicas sustentáveis para salões de beleza, confira e pratique!
· O Sebrae pode ajudar a implementar essas iniciativas. Agende seu atendimento pelo telefone 0800 570 0800 ou procure a unidade mais próxima clicando aqui.

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O Brasil se desenvolveu com uma visão predatória com relação ao Meio Ambiente. Quando os portugueses chegaram ao continente americano, há cinco séculos, seu propósito era edificar uma colônia que abastecesse seus navios mercantes e assegurasse luxo e riqueza para sua família imperial. Pouco se lhes importava se havia aqui uma civilização milenar, assim como no resto do continente. Esse era o pensamento imperialista da época.

Todo o processo de exploração da “Terra Brasilis” visava, tão somente, enriquecer o reino português na Europa. Porém, tudo mudou quando Dom João VI teve que fugir às pressas, com sua família e seu séquito de nobres, da ira de Napoleão Bonaparte.

Nesse momento, a Colônia se transformou em Império e muito se investiu na capital de então, o Rio de Janeiro, para fazê-la parecer uma cidade Europeia: bancos, escolas, museus… a capital carioca viveu seus momentos de glória e luxúria! E para tornar o Brasil atraente para a nobreza, o Rei distribuiu terras, como soía acontecer entre os privilegiados das cortes. Pela primeira vez, o Brasil foi loteado, dando início a uma prática que se prolonga até os dias atuais. Em essência, somos uma colônia agrícola!

Muita água rolou por debaixo das pontes dessa amável colônia até que os portugueses voltaram para sua terrinha, aqui deixando seu filho, Dom Pedro, com o propósito de assegurar a fidelidade da já não tão nova terra ao Reino Imperial Português.

Mal sabia seu pai que o bom filho à casa não tornaria… e ainda por cima, declararia a independência, sublevando-se contra Portugal. Por certo, fidelidade era um conceito efêmero para os antigos… e assim continua a ser!

E assim foram se sucedendo as traições e os malfeitos até que a República se instaurou, derrubando o herdeiro do jovem Império, depois de fazer um mártir e acabar com a escravidão. Mas… e os indígenas, os silvícolas, as populações originárias dessa terra “abençoada por Deus”?

Aqueles morreram aos milhões, em um dos mais cruéis genocídios da história do homem sobre a Terra, mas poucos se importaram, e menos ainda notaram sua ausência! Os povos indígenas foram quase dizimados, sem que houvesse protestos ou lamentações. Simplesmente, deixaram de existir na maior parte do país.

Enquanto isso, o Brasil passava por ditaduras e populismos que marcaram a história com o viés político de oligarquias dominantes, cujo único propósito era o poder, a riqueza fácil e a perpetuação de seus escusos interesses.

#AgroÉpop!

O Brasil nunca teve vocação para o protagonismo no contexto mundial. E desde o Império alimentou o sonho de ser o “celeiro do mundo”, abdicando do direito de se tornar um líder entre as nações mais desenvolvidas. Seu propósito era “alimentar o resto do mundo”! Certamente, um objetivo falso, modesto e perigoso, considerando-se para isso que teria que sacrificar sua maior riqueza: a fantástica biodiversidade que herdou, preservada pelos povos indígenas.

Aos poucos, as florestas deram lugar a imensas áreas devastadas pelo agronegócio que se tornava a opção de desenvolvimento econômico, em detrimento da igualdade e justiça social. Hoje, pouco resta da Mata Atlântica e do Cerrado, e a Amazônia segue pelo mesmo caminho, para a destruição e a morte do maior bioma do planeta. Pouco resta para preservar como legado às próximas gerações.

A influência do latifúndio na cultura nacional é tão grande que uma nova moda surgiu nos anos 80 e tomou conta da juventude: a música brega dos novos cowboys, com sua vestimenta igualmente ridícula e seu gosto duvidoso (para ser discreto na avaliação).

O agro se tornou pop, para tristeza de uma geração de guerreiros que sepultou uma ditadura e construiu uma das mais belas páginas das artes e da música popular brasileira! Essa perda de identidade do povo brasileiro reflete as escolhas equivocadas dessa nova geração. O problema é que o mundo não gira para trás e tudo que se perdeu não tem recuperação… somos responsáveis por nossas escolhas e pelas suas consequências, que, certamente, serão trágicas.

#AgroÉtech

A agricultura familiar e social não faz uso intensivo do solo, nem necessita de altas tecnologias para seu desenvolvimento. A beleza do trabalho no campo está, justamente, no contato com o solo, com as sementes, no acompanhamento da evolução das lavouras e da criação de animais, no uso parcimonioso de fertilizantes e agrotóxicos (preferencialmente sem eles). A agricultura tradicional não danifica a terra, não acaba com as fontes de água, nem devasta as florestas. É, por assim dizer, uma troca permanente entre os recursos naturais e a produção.

O agronegócio, pelo contrário, é fundamentado na destruição da Natureza e em sua substituição por terrenos empobrecidos pelo uso excessivo de agrotóxicos, com o único propósito de estimular a superprodução de gigantescas monoculturas e criação extensiva de gado. Hoje temos quase 250 milhões de cabeças de gado…

A mão de obra foi substituída por máquinas e veículos sem Alma! O Ser Humano deixou de ter importância nesses meganegócios de latifundiários, que privilegia a poucos. Só o que importa é o lucro desmesurado, mesmo que às custas da miséria para muitos. Agronegócio pode ser tech, mas não tem valor para a Humanidade…

#AgroÉtudo

Nesses descaminhos, o Ser Humano se perdeu… esqueceu o valor da amizade, da ética, da justiça e do bem comum. Agro pode ser tudo para uns poucos, mas é nada para a grande maioria das pessoas, que trabalham honestamente e lutam por sobreviver, para criar seus filhos, para ter uma vida digna e correta, e para deixar seu legado do bem e da paz.

Para a Humanidade, AGRO NÃO É NADA!

 

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faz um tempo que os cuidados pessoais deixaram de ser considerados algo supérfluo. Recentemente, uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontou que 65,7% dos brasileiros concordam com a ideia de que se importar com a aparência é uma questão de necessidade, e não luxo. Sem contar que, seis em cada dez entrevistados (62,7%) disseram ser pessoas vaidosas. Isso nos mostra que, cada vez mais, as pessoas estão preocupadas em cuidar da beleza e do bem-estar.

No entanto, quando falamos em cosméticos, não podemos deixar de destacar uma tendência que ganha força: o mercado de produtos feitos com matérias-primas naturais e orgânicas. De acordo com a pesquisa Barômetro da Biodiversidade, 89% dos brasileiros estão preocupados com as empresas que adotam boas práticas de acesso e uso dos insumos naturais, além de demonstraram interesse em ser informados sobre essas práticas – o levantamento foi realizado pela União para o BioComércio Ético (UEBT) e entrevistou 47 mil consumidores em 17 países, entre os anos de 2009 e 2015.

Todos esses números nos mostram que estamos falando de um mercado que passa por um grande processo de transformação, pois, mais do que eficiência, o consumidor de hoje está interessado também na rastreabilidade do produto. Ou seja, ele busca informações sobre a cadeia produtiva. Isso porque, quando falamos de insumos naturais, em grande parte das vezes, a matéria-prima está ligada ao trabalho de pequenos agricultores orgânicos, que, em vez de desmatar, preservam os recursos da natureza e comercializam seus frutos e sementes às indústrias de beleza e cuidados pessoais.

Esse tipo de iniciativa tem como objetivo estimular o desenvolvimento socioeconômico, preservar o respeito à biodiversidade e garantir os investimentos na utilização consciente dos recursos da natureza. O resultado desse trabalho são opções naturais de conservantes, emulsificantes, emolientes, antioxidantes e clareadores, que, por serem livres de compostos químicos, não oferecem riscos à saúde.

Um exemplo é o óleo de pequi, famoso “ouro do cerrado”, que pode ser aplicado em produtos para os cuidados com os cabelos, como xampu, condicionador e leave-on. O fruto é rico em ácidos graxos oleicos, palmíticos e em provitamina A, propriedades capazes de garantir o controle dos cachos e a redução do frizz.

Já o óleo de pracaxi, originário da região amazônica, merece destaque por sua capacidade de auxiliar na redução da síntese de melanina, o que garante a diminuição da aparência de manchas, uniformiza a tonalidade e restaura a luminosidade original da pele.

Esses são apenas alguns exemplos de como o mercado de cosméticos evoluiu para acompanhar o comportamento do consumidor, que está cada vez mais exigente e preocupado com os produtos que utilizam. Diante desse cenário, a tendência é que as opções naturais e orgânicas ganhem mais espaço, o que garantirá produtos seguros e da mais alta performance. Afinal, a beleza, a saúde e o bem-estar devem caminhar juntos.

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A paisagem de araucárias inspirou Pedro Reis, dono da cervejaria Insana, do Paraná, a criar uma cerveja que leva pinhão na receita.

Com a inovação, o empresário fortaleceu uma iniciativa de valorização do pinhão orgânico produzido em áreas de preservação da mata de araucárias.

Batizado de Araucária+, o projeto da Fundação Certi, ligada à Universidade Federal de Santa Catarina, incentiva cadeias de negócios sustentáveis baseados em dois produtos típicos dessa floresta: pinhão e erva-mate.

A cerveja de pinhão, sazonal, foi um sucesso. O primeiro lote, lançado em 2015, teve 15 mil unidades vendidas. O bom resultado levou a Insana a triplicar a produção neste ano.

Uma tonelada de pinhão, comprada diretamente de quatro produtores, foi utilizada na fabricação da cerveja -o que permitiu a preservação de 70 hectares de mata nativa em Santa Catarina.

“A cerveja de pinhão surgiu como um projeto ambiental, mas acabou se tornando um produto rentável”, diz Reis. A cervejaria fixou metas para aumentar a compra do pinhão orgânico para dez toneladas até 2018.

Os produtores inscritos no programa Araucária+ se comprometem a utilizar técnicas extrativistas responsáveis e recebem até 30% a mais em relação ao pinhão comercializado na região.

“As cadeias produtivas do pinhão e da erva-mate têm baixo valor agregado. Queremos trazer a lógica dos ecossistemas de inovação para esses negócios”, diz Marcos Da-Ré, diretor do Centro de Economia Verde da Fundação Certi.

O programa, que reúne 20 empresas e start-ups, 83 produtores e 33 instituições, ajuda a preservar, por meio de novos negócios, 500 hectares de matas de araucária. A meta é chegar a 5.000 hectares até 2020.

EXPORTAÇÃO

Em São Paulo, o GVCes (Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas) prepara pequenas empresas com produtos sustentáveis para o mercado externo.

O programa ICV Global (Inovação e Sustentabilidade nas Cadeias de Valor Globais) foi criado em parceria com a Apex-Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) para diversificar as exportações brasileiras e incluir os pequenos.

“A pauta brasileira de exportações está centrada 70% em commodities e em 200 grandes empresas. É preciso aumentar a participação das pequenas”, diz Paulo Durval Branco, coordenador do ICV Global. O programa não aporta recursos nas empresas, mas oferece consultoria e capacitação.

Uma das participantes é a Atina, de Pouso Alegre (MG), que produz óleos e ingredientes para a indústria de cosméticos. É a única produtora, no Brasil, do bisabolol natural (fármaco anti-inflamatório e cicatrizante), a partir da extração certificada da candeia, árvore nativa da Mata Atlântica.

A participação no ICV Global ajudou a empresa, antes dependente das vendas internas, a reverter esse cenário. Participou de duas feiras importantes do setor, em Nova York e Paris, e hoje exporta 67% da produção
Agora, o desafio da Atina é atrair novos clientes internacionais para o ativo de origem sustentável. “Grande parte do bisabolol usado na indústria ou é de origem sintética ou é extraído sem controle. Queremos mudar esse cenário”, diz Eduardo Roxo, fundador da empresa.

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Um desmonte de quase 80 mil quilômetros quadrados – equivalente ao território de Portugal – em áreas protegidas federais no Pará, Amazonas e Santa Catarina é o que está prestes a acontecer no Brasil.

São parques nacionais, reservas biológicas e florestas nacionais que deveriam estar sob o mais rigoroso cuidado devido à sua importância mundial, mas que sofrem neste momento um ataque sem precedentes promovido com o apoio de setores do governo e do Congresso Nacional e de interesses contrários ao meio ambiente.

O conflito não é novo. A novidade é a abrangência e a estratégia de desmanche da investida.

De um lado estão produtores rurais que ocupam irregularmente ou gostariam de ocupar essas áreas protegidas, empresas de mineração ou grileiros de terras públicas.

De outro, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), que colocou o Brasil ao final da década passada na posição de líder mundial em extensão de áreas protegidas.

Na medida em que um dos lados ganha mais força, o impacto nas áreas protegidas pode resultar em mais desmatamento da Amazônia, com prejuízo às metas brasileiras para a redução das emissões de gases de efeito estufa na Convenção do Clima das Nações Unidas, além de implicar o desmonte do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) e ameaçar os compromissos assumidos pelo país na Convenção da Diversidade Biológica (CDB).

O alerta está em um dossiê lançado hoje pelo WWF-Brasil: Acesse o documento.

Segundo o documento, o potencial do estrago é enorme. Basta dizer que um dos projetos em tramitação no Congresso Nacional, o PL 3751, torna caducos todos os atos de criação de unidades de conservação cujos proprietários privados não foram indenizados no período de cinco anos.

Para se ter uma ideia do impacto dessa proposta, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) calculou em 56 mil quilômetros quadrados a extensão de terras privadas ainda não indenizadas no interior de UCs federais, mas o número poderia chegar a 100 mil quilômetros quadrados, segundo o próprio instituto.

Caso aprovada, a proposta representaria o desaparecimento de aproximadamente dez por cento das áreas protegidas em UCs federais no país, que somavam, em agosto passado, 788 mil quilômetros quadrados.  Isto é dez por cento do total do território protegido das UCs federais.

A proposta apresentada pelo deputado Toninho Pinheiro (PP-MG) em 2015 também impede a criação de novas UCs sem “prévia e justa” indenização em dinheiro e é apenas um dos projetos que tramitam no Congresso, exemplares do fenômeno que a literatura acadêmica trata como PADDD, do inglês Protected Area Downgrading, Downsizing and Degazettement (redução, recategorização e desafetação de áreas protegidas).

Alto impacto

A ofensiva contra as UCs vem ganhando fôlego desde dezembro do ano passado, a partir da publicação de medidas provisórias pelo presidente Temer, destaca o dossiê do WWF-Brasil. O alvo principal era a Floresta Nacional do Jamanxin, criada para conter o desmatamento na região da BR-163, no Pará.

A exposição de motivos assinada pelo ministro do Meio Ambiente, José Sarney, chamava a atenção para a alta taxa de desmatamento ilegal na Flona Jamanxim, problema atribuído aos conflitos fundiários remanescentes e à atividade garimpeira ilegal na região de grande potencial aurífero na Bacia do Tapajós.

Outra medida provisória editada no mesmo dia tinha como justificativa a passagem de uma ferrovia para transporte de grãos. A Flona Jamanxim perdia ali 57% de seu território, que deixavam de ser protegidos ou passavam a ser menos protegidos, com a liberação de atividade econômica. Mas o estrago ficaria bem maior no Congresso.

O texto do dossiê lembra que, antes, no início de fevereiro, um grupo de parlamentares da bancada do Amazonas recebeu aceno favorável do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) de que o Planalto encamparia proposta de mudança em UCs no Estado, que compromete mais um milhão de hectares atualmente protegidos.

O lobby tem como alvo a extinção ou redução de cinco unidades de conservação criadas em 2016, em áreas previamente regularizadas do ponto de vista fundiário: a Reserva Biológica Manicoré, o Parque Nacional de Acari, a Floresta Nacional de Aripuanã, a Floresta Nacional de Urupadi e a Área de Proteção Ambiental Campos de Manicoré.

Em abril, comissões especiais do Congresso Nacional alteraram as medidas provisórias editadas por Temer em dezembro, ampliando o tamanho do dano ambiental, para mais de um milhão de hectares que deixam de ser protegidos. O avanço contra as UCs no Pará foi comemorado no plenário pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), uma espécie de ícone da luta contra as UCs no Congresso. Segundo o senador, o resultado das votações, a ser confirmado pelo plenário antes de ir à sanção presidencial, “oferece oportunidade aos produtores rurais de regularizarem suas áreas e atividades produtivas”.

Documentos a que o WWF-Brasil teve acesso mostram que o ataque às áreas protegidas já havia ganho aliados dentro do próprio governo. Em nota técnica, o Ministério de Minas e Energia endossa interesses dos mineradores de ouro que atuam na região do Tapajós e sobretudo da empresa Brazauro Recursos Minerais, subsidiária da Eldorado Gold, com sede no Canadá.

A nota alega que a empresa havia investido US$ 76 milhões no projeto “Tocantizinho”, no qual planeja investir mais de meio bilhão de dólares. O MME contabilizou ainda dezenas de autorizações de pesquisa e permissões de lavra garimpeira, que teriam de ser ressarcidos por conta da alteração de limites das UCs proposta pelo governo, além de mais de 250 requerimentos de lavra garimpeira na região.

Santa Catarina

Além de a ampliação do Parque Nacional do Rio Novo (uma medida compensatória as reduções propostas) ter sido barrada pelo Congresso, o ICMBio calcula que a Floresta Nacional do Jamanxim perca quase 815 mil hectares de seu território com base nas propostas aprovadas nas comissões. A perda para a biodiversidade também é grande na alteração dos limites da Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo, que protegem nascentes de rios que formam as bacias do Xingu e do Tapajós.

“Temos de lembrar dos compromissos assumidos no Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), que apoia a gestão de UCs na Amazônia, com aportes de recursos externos. Os financiadores deverão cobrar explicações sobre o que está ocorrendo no Brasil”, adverte Maurício Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil.

O avanço contra as UCs nas votações de abril extrapolou os limites da Amazônia e alcançou até o Parque Nacional de São Joaquim em Santa Catarina, que teve seus limites alterados, por pressão de produtores rurais instalados na região. Trata-se de uma área de remanescentes de mata de araucária, importante na recarga de aquíferos, segundo o ICMBio. Na votação da Medida Provisória 756, o Parque perdeu 20% de seu território.

Mato Grosso

Também em abril, em outro expediente apressado, a Assembleia Legislativa do Mato Grosso aprovou em primeira votação projeto que extingue o Parque Estadual Serra Ricardo Franco, uma área de proteção integral de mais de 158 mil hectares, criado há 20 anos.

O pretexto apresentado pelos deputados foi o fato de a região estar bastante desmatada, não justificando a manutenção do status de área protegida. O Parque abriga fazendas do chefe da Casa Civil de Temer, Eliseu Padilha, que teve os bens bloqueados no final do ano passado pela Justiça do Mato Grosso por degradação ambiental. Sinal que de que a ofensiva às UCs não se limita às áreas federais.

 

petroleo

Londres – Em um depósito de lixo a cerca de 130 quilômetros a oeste de Londres, Adrian Griffiths está testando uma invenção que, acredita ele, salvará os oceanos do mundo, sufocados pelos resíduos plásticos. E também renderá alguns milhões a ele.

A máquina, que tem aproximadamente o tamanho de uma quadra de tênis, processa todos os tipos de produtos à base de petróleo — plástico filme, roupas de poliéster, carpetes, eletrônicos –, transformando-os novamente em petróleo.

O processo leva menos de um segundo e o combustível resultante, chamado Plaxx, pode ser usado para produzir plástico novamente ou para alimentar motores de navios.

“Queremos mudar a história do plástico no mundo”, disse Griffiths, CEO da Recycling Technologies em Swindon, cidade na região sudoeste da Inglaterra onde 2,4 toneladas de resíduos plásticos podem ser transformados dessa forma diariamente como parte de um projeto piloto.

Para os apoiadores financeiros, entre eles o governo do Reino Unido e mais de 100 investidores privados, a tecnologia marcaria uma inovação em relação à forma como o plástico é gerenciado globalmente.

A máquina utiliza uma técnica de reciclagem de matéria-prima desenvolvida na Universidade de Warwick para processar resíduos plásticos sem a necessidade de classificação, um grande obstáculo que tem impedido uma reciclagem economicamente viável em grande escala.

O projeto de Griffiths é único porque não está voltado a um tipo específico de plástico e, em vez disso, busca encontrar uma solução para a chamada “sopa plástica” que inunda os oceanos do mundo. Em 2050, haverá mais plástico que peixes nos oceanos, segundo um estudo apresentado no Fórum Econômico Mundial neste ano pela Ellen MacArthur Foundation.

“Esta tecnologia pode ser um verdadeiro divisor de águas”, disse Patricia Vangheluwe, diretora de relações com o consumidor e o meio ambiente da PlasticsEurope, associação que representa mais de 100 produtoras de polímero, incluindo BASF e Dow Chemical.

“Esta é uma excelente maneira de levar plásticos que você não conseguiria reciclar com a tecnologia atual, nem fazê-lo de forma econômica, de volta à economia circular.”

No momento, apenas 10 por cento do plástico é reprocessado porque é mais barato extrair mais petróleo para conseguir matéria-prima petroquímica, especialmente após o colapso dos preços do petróleo bruto nos últimos anos.

O restante é incinerado, disposto em aterros ou descartado nos oceanos, liberando elementos químicos tóxicos que afetam os recifes de corais e sendo engolido pela vida marinha que alimenta os seres humanos.

Muitos projetos fracassam porque não oferecem uma margem grande o bastante para que sejam viáveis, segundo Nick Cliffe, diretor de inovação encarregado do setor de eficiência de recursos da Innovate U.K., uma das duas agências do governo que forneceram 2,6 milhões de libras (US$ 3,4 milhões) em subvenções à Recycling Technologies.

Embora sejam movidos pelo desejo de proteger os oceanos, Griffiths e sua equipe de 22 pessoas reconhecem que, com a projeção de que o consumo de plástico vá duplicar nos próximos 20 anos, a reciclagem precisa ser lucrativa para fazer a diferença. A próxima meta de Griffiths é construir uma unidade de fabricação.

“Não sou de abraçar árvores”, disse ele. “Não acho que seja possível mudar realmente a situação, do ponto de vista ambiental, sem gerar lucro.”