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O Brasil deve sofrer reprimendas de outros países e pode até passar por constrangimentos na próxima Conferência do Clima da ONU (COP23), que ocorre em novembro na Alemanha, em meio ao que ambientalistas descrevem como um pacote de retrocessos na política ambiental do governo.

aumento do desmatamento na Amazônia, a possível redução do nível de proteção de áreas florestais e o foco excessivo da política energética nos combustíveis fósseis são fatores que farão o país chegar com uma imagem ruim à conferência deste ano. Presidida por Fiji, a próxima edição da COP, que ocorre anualmente, será realizada em Bonn, na Alemanha.

Embora o Brasil tenha feito até agora um bom trabalho em seus esforços diplomáticos na conferência, estes não têm sido acompanhado por avanços na implementação de medidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e cumprir o Acordo de Paris, diz o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl.

“Seis ou sete anos atrás, o Brasil chegava às COPs, um dos diplomatas fazia o anúncio da taxa de desmatamento e isso era seguido de uma salva de palmas porque significava que o Brasil estava enfrentando odesafio de reduzir o desmatamento e, com isso, diminuindo muito suas emissões. Agora não existe mais ambiente para aplausos”, afirma Rittl. “Pelo contrário, o presidente Michel Temer ter criado um ambiente onde as questões socioambientais são moeda de troca para conseguir votos no Congresso é constrangedor por si só.”

 

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Uma boa notícia para os beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida pode estar prestes a ser anunciada. De acordo com a posição do ministro das cidades Bruno Araújo, uma equipe estaria trabalhando para implementar uma portaria que determinasse que imóveis do programa ganhem painéis de geração de energia solar. A novidade teria sido anunciada pelo ministro durante um evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), segundo informações da Agência Brasil.

A novidade surge após a divulgação de um estudo realizado em parceria com a Fiesp e com Furnas sobre a implementação de energia fotovoltaica nas unidades do programa habitacional. De acordo com o veículo, o ministro assegurou que novas informações sobre a decisão deverão ser anunciadas ainda nesta semana. A expectativa é que os imóveis construídos a partir de 2018 já estejam gerando energia solar.

O estudo aponta ainda que o custo das moradias não deverá sofrer alterações com a implantação dos painéis de geração de energia fotovoltaica, que serão adicionados ao telhado das construções. Apesar disso, a energia solar não deverá substituir completamente a energia tradicional nos imóveis do programa, mas servir como um complemento, gerando parte da energia utilizada no imóvel e reduzindo o valor da conta.

Desde a segunda fase do Minha Casa, Minha Vida, todas as residências do programa para famílias com renda de até três salários mínimos localizadas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste já precisavam vir obrigatoriamente equipadas com sistemas de captação de energia solar. O uso desta energia era destinado ao aquecimento da água do chuveiro.

Desmatamento

O grupo acusado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e pelo Ministério Público Federal (MPF) por ações de desmatamento de extensões quilométricas na Amazônia agiu durante muito tempo com ampla facilidade pois, além de tecnologia de ponta, recebia informação privilegiada de um integrante do próprio Ibama, o ex-gerente da autarquia em Sinop (MT), Waldivino Gomes Silva.

As informações foram divulgadas no site da Procuradoria da República em Mato Grosso, que denunciou Waldivino e outros envolvidos no esquema de desmatamento descoberto pela Operação Rios Voadores, missão integrada da Polícia Federal, da Procuradoria e do Ibama.

Segundo a Procuradoria, o ex-gerente alertava o grupo de Antônio José Junqueira Vilela Filho, o “AJ Vilela” ou “Jotinha”, sobre as operações de fiscalização ambiental que seriam realizadas pelo Ibama. Se os desmatadores tivessem bens apreendidos, Waldivino liberava esse patrimônio “por meio de fraudes”, denunciou o Ministério Público Federal.

A denúncia por desmatamento e corrupção envolve Waldivino, “AJ Vilela” —apontado como “mandante e financiador do esquema” —, dois executores dos crimes, além da mulher do ex-gerente do Ibama, Obalúcia Alves de Sousa. Segundo a Procuradoria, Obalúcia “recebia os recursos obtidos com o desmatamento e atuava para dificultar o rastreamento desse dinheiro”. Ao todo, o Ministério Público Federal ingressou com uma série de oito ações judiciais contra o grupo.

Na região de Sinop, ainda segundo a Procuradoria, o grupo desmatou três quilômetros quadrados de floresta. Em Altamira (PA), a devastação provocada por “AJ Vilela” e seus liderados chegou a 330 quilômetros quadrados de mata nativa.

Comprovantes

A participação de Waldivino Silva e da mulher foi descoberta pela força-tarefa da Operação Rios Voadores durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em uma empresa de máquinas em Sinop. No local foi apreendido comprovante de depósito bancário em nome de Obalúcia, que tem empresa cadastrada na Receita Federal cujo endereço de correio eletrônico está em nome do marido. Por meio de interceptações telefônicas, a equipe de investigação comprovou que o grupo de “AJ Vilela” recebia informação privilegiada sobre as fiscalizações, “e atuava de acordo com esses alertas”.

“Certamente, esse tipo de informação só poderia vir de alguém do próprio órgão ambiental que possuísse cargo de chefia”, destaca a denúncia do Ministério Público Federal.

Fraudes

O ex-gerente do Ibama também ajudava o grupo criminoso cometendo ilegalidades na condução de procedimentos administrativos do órgão ambiental, assinala a denúncia. Tratores, correntões e combustível apreendidos em ações de fiscalização, por exemplo, foram devolvidos ao grupo de “AJ Vilela” com base em decisão de Waldivino não inserida no procedimento administrativo e não comunicada ao núcleo de instrução processual da autarquia, o que levou a Procuradoria a denunciá-lo formalmente também por sonegação de documento.

Somadas às ações ajuizadas após a Operação Rios Voadores, de junho deste ano, o Ministério Público Federal encaminhou à Justiça Federal em Altamira cinco denúncias criminais, duas ações civis públicas ambientais — uma delas com bloqueio de bens já decretado no valor de R$ 420 milhões — e uma ação civil pública por improbidade administrativa.

Segundo a Procuradoria e o Ibama, o grupo é responsável pelo desmate, entre 2012 e 2015, de 330 quilômetros quadrados de florestas em Altamira. A área é equivalente ao território de municípios como Fortaleza, Belo Horizonte ou Recife. O esquema movimentou pelo menos R$ 1,9 bilhão.

Com um total de 24 acusados, as ações tratam de crimes de submissão de trabalhadores a condições semelhantes às de escravos, frustração de direitos trabalhistas, falsidade ideológica, invasão e desmate ilegal de terras públicas, provocação de incêndios, impedimento da regeneração de florestas, corrupção ativa e passiva, sonegação de documentos, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de improbidade administrativa e responsabilização por danos ambientais.

Os acusados estão sujeitos a penas de até 238 anos de prisão, multas, pagamento de R$ 503 milhões em prejuízos ambientais, recuperação da área ilegalmente desmatada, demolição de edificações construídas em áreas irregulares, e proibição, por até dez anos, de acessar linhas de financiamento ou benefícios fiscais oferecidos pelo poder público. A reportagem tentou contato com os defensores do ex-gerente do Ibama em Sinop e de “AJ Vilela”, mas eles não foram localizados.

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“As mudanças climáticas não têm solução em curto prazo”. A opinião é de Carlos Afonso Nobre, membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e um dos cientistas agraciados com o Prêmio Nobel da Paz (2007), por ter colaborado na produção do relatório do IPCC (Painel da ONU sobre Mudanças Climáticas) que alertava o mundo, de forma mais contundente, os riscos provocados pelo aquecimento global.

Nobre foi uma das principais atrações do Congresso Internacional de Sustentabilidade para Pequenos Negócios (Ciclos), cuja abertura foi realizada na quinta-feira, 6 de julho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

Para o cientista, o planeta já entrou em uma nova era geológica, o Antropoceno, graças à interferência humana na Terra. “Nós estamos modificando profundamente a composição da atmosfera lançando os gases de efeito estufa com uma velocidade sem precedentes”, observou. O pesquisador lembra que, a partir da década de 1950, houve aumento do número da população vivendo em cidades, o que contribuiu para esse cenário.

“Não há dúvida de que o planeta está aquecendo. Só para se ter ideia, a temperatura média no Brasil aumentou mais de 1,5ºC entre 1901 e 2012. As emissões de gases do efeito estufa seguem trajetórias de aumento entre 3,2ºC e 5,4ºC acima dos valores da época pré-industrial. É preciso mitigação intensa e contínua para não ultrapassar o limite de 2ºC”, defendeu Nobre.

Semideserto
De acordo com o pesquisador, se o mundo deixar de conter o aquecimento global, o ciclo hidrológico no Brasil se agravará muito mais. “Nos últimos 6 anos tivemos chuvas abaixo da média. O Nordeste, em especial a região do semiárido, pode vir a se tornar praticamente um semideserto. Principalmente devido ao aquecimento global, os desastres naturais no Brasil estão cada vez mais recorrentes”, alertou.

Nobre citou que a América do Sul é o continente com maior risco de extinção de espécies (23%) atribuível às mudanças climáticas. “Isso em um cenário de aumento médio de 4ºC na temperatura global. A biodiversidade dos biomas estaria extremamente ameaçada”.

Acordo de Paris
Uma das formas de evitar que o pior aconteça, na visão do cientista, é pôr em prática as diretrizes do Acordo de Paris, tratado estabelecido em dezembro de 2015, na capital francesa, durante a 21ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP21). Na ocasião, líderes de mais de 190 países concordaram em reduzir as emissões de gases do efeito estufa, o que evitaria, segundo estudos do IPCC (Painel da ONU sobre Mudanças Climáticas), que a temperatura média do planeta subisse mais de 2ºC nas próximas décadas, o que traria graves consequências, como escassez de água, alimentos e migrações forçadas.

“Nós não temos opção, a não ser o Acordo de Paris, que tem metas muito ambiciosas de não deixar o planeta aquecer ainda mais. Temos que reduzir drasticamente as emissões. O desafio é gigantesco, mas não podemos nos furtar a cumpri-lo”, enfatizou Nobre.

Imprevisível Trump
O cientista tirou risos do público presente, cerca de 400 pessoas, quando recordou do filme “De Volta Para o Futuro (1989)” e do desenho animado “Os Simpsons”, que “previram” a eleição do presidente dos EUA, Donald Trump, a quem definiu como “muito imprevisível”.

Recentemente, o polêmico chefe da Casa Branca anunciou que os Estados Unidos deixariam o Acordo de Paris. O governo Obama havia se comprometido com redução de emissões entre 25 e 28% até 2025. Mas sou otimista. Acredito que não vão querer perder a corrida pelas tecnologias limpas para a China. A irresponsável cegueira do presidente Trump na questão climática poderá ter um impacto grande para o planeta”, criticou.

Caminhos 
Ao comentar sobre o que o Brasil pode fazer a respeito das mudanças climáticas, o cientista observou que o país estava indo bem na redução do desmatamento da Amazônia e do Cerrado até os últimos três anos, mas agora ocorre o contrário”.

Ele sugeriu três caminhos para a sustentabilidade no Brasil:

  1. reduzir o desmatamento da Amazônia;
  2. promover uma agricultura livre da emissão de carbono;
  3. mais investimentos em energia limpa.

“Não estamos dando a atenção devida à adaptação às mudanças climáticas. Há grandes oportunidades para os micro e pequenos empresários em adaptação, até mais do que em inovação, pois é uma área que recebe pouca atenção. A chave está nas soluções locais. Nós aqui fomos muito mais na direção da mitigação. Países desenvolvidos têm inúmeros esforços em adaptação. O Porto de Roterdã (Holanda) é um exemplo, pois se planejou há cerca de 20 anos para um possível cenário de elevação de nível do mar. Aqui no Brasil construímos rodovias que serão alagadas nas próximas décadas, com um tipo de asfalto que não vai resistir”, projetou Nobre.

Energia limpa
De acordo com o cientista, o Brasil não está avançando na velocidade desejada em eficiência energética, “que deverá ser 100% limpa e renovável até 2050”, a fim de evitar um aumento de 1,5ºC na temperatura”.

“A tendência para energias renováveis (principalmente eólica e solar) está na microgeração, capitaneada pelas pequenas empresas. China e Índia são um bom exemplo disso”, concluiu Carlos Nobre.

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O Programa Brasileiro de Eliminação dos Hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), substâncias que afetam a camada de ozônio, já possibilitou a retirada de 34% do consumo brasileiro desses elementos, cuja meta é de 35% para o ano de 2020, conforme o estabelecido pelo Protocolo de Montreal.

O HCFC é importado para a fabricação de geladeiras, aparelhos de ar-condicionado e expansão de espuma para móveis como sofás e colchões.

A segunda etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs, o PBH, tem o compromisso de retirar das cadeias produtivas 51,6% dessas substâncias a partir de janeiro de 2021. A substância deve ser banida em 2040.

Em alguns dias será concluída a minuta da Instrução Normativa apresentada em reunião do Grupo de Trabalho coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) que ocorreu na última semana. O documento foi bem recebido pelas associações que representam os setores produtivos e deverá ser submetido à apreciação em consulta pública até o fim do ano.

A coordenadora-geral de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, Magna Luduvice, explica que a evolução tecnológica já garante uma transição sem grandes impactos para a indústria. “Há várias opções de substituição que podem ser adaptadas a cada setor”, destaca.

Protocolo de Montreal

O protocolo sobre substâncias que destroem a camada de ozônio é um tratado internacional que entrou em vigor em 1989. O documento assinado pelos países impôs obrigações específicas, em especial a progressiva redução da produção e do consumo das substâncias nocivas, até sua total eliminação. É o único acordo ambiental multilateral cuja adoção é universal: 197 estados assumiram o compromisso.

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A região Noroeste do Estado de Minas Gerais ganhou a sua primeira fazenda de energia solar por assinatura. Idealizada pela Empresa Brasileira de Energia Solar (Ebes), o diferencial do empreendimento é a comercialização de cotas, como se fosse uma assinatura, para o consumidor comercial.

A fazenda funciona como se o consumidor comercial alugasse uma parte da usina. A energia é conduzida normalmente pela distribuidora, que no caso é a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), e entregue aos contratantes do modelo.
A primeira usina de 1 megawatt (MW) já foi finalizada e aguarda autorização da Cemig, o que deve acontecer no próximo mês. Ela ocupa uma área de 2,5 hectares e tem capacidade para produzir 2.100 megawatts/hora (MWh) de energia por ano, atendendo de cem a 150 clientes comerciais, de pequeno e médio portes.O investimento feito pelos acionistas foi de R$ 5,5 milhões.

A Ebes tem como objetivo viabilizar cem usinas de 5 MW, num prazo de três anos, com investimentos de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões. Como serão usinas maiores, a previsão é de que elas possam atender de 500 a 750 comerciantes.

 

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As empresas interessadas em se candidatar para participar do “Mecanismo de Apoio ao Desenvolvimento, Melhoria e Demonstração de Tecnologias Sustentáveis de Produção e Uso de Carvão Vegetal na Indústria Siderúrgica”, podem se inscrever até 24 de agosto na chamada pública. O objetivo do processo é garantir a sustentabilidade na siderurgia do País.

edital vai selecionar instituições, públicas ou privadas, que prestem serviços para os setores de ferro-gusa, aço, ferroligas, de produção de carvão vegetal, ou que trabalhem com inovações produtivas e sustentabilidade e que, por meio de arranjos tecnológicos, possibilitem a produção sustentável do carvão vegetal e de seus coprodutos, bem como o estímulo ao uso desse termorredutor na indústria.

A inciativa é do Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por meio do Projeto Siderurgia Sustentável. Os trabalhos buscam reduzir a emissão de gases de efeito estufa e ampliar a capacidade produtiva do carvão vegetal  com o uso de tecnologias e/ou processos sustentáveis.

No dia 31 de julho, às 14h30, será realizada uma audiência pública, em Belo Horizonte, para esclarecimentos.

Clique aqui para ter acesso ao edital.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente.

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O Ministério do Turismo, em parceria com a Associação Brasileira de Operadoras de Turismo, abre as inscrições para o Prêmio Braztoa de Sustentabilidade. O objetivo é reconhecer as práticas ecologicamente corretas na atividade turística. O prazo vai até 1º de setembro.

Quem quiser se inscrever vai precisar apresentar propostas que tornem a atividade turística mais responsável, preocupada com os aspectos sociais, econômicos e ambientais. Desde 2012, o prêmio, que mobiliza instituições em todo o País, já reuniu mais de 200 iniciativas, sendo 56 delas premiadas.

Na categoria Agências de Viagem, disputam o prêmio as empresas que comercializam produtos e serviços turísticos diretamente para o cliente final. Os meios de hospedagem podem concorrer em duas categorias: Hotéis, Pousadas e demais serviços de Hospedagem; e Resorts, que terão avaliação exclusiva nesta edição.

Também podem se candidatar ao prêmio grupos parceiros do turismo, como operadoras de turismo que não são associadas à Braztoa, companhias aéreas, locadoras de veículos, fundações, associações, organizações governamentais e do terceiro setor. Entram ainda na disputa, na categoria Projetos Inovadores, as iniciativas submetidas por grupos de alunos do ensino técnico e superior.

O vencedor

A premiação de cada categoria inclui ampla divulgação, troféu e inserção no Mapa de Iniciativas Sustentáveis. Além disso, a proposta que, entre todas as categorias, for a mais pontuada receberá o troféu Prêmio Top Sustentabilidade e uma pós-graduação a distância.

Os vencedores são escolhidos por um júri especializado formado pelas principais instituições relacionadas ao turismo sustentável, como Organização Mundial do Turismo (OMT), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e Ministério do Turismo.

Confira o Mapa do Turismo Sustentável, com todas as iniciativas premiadas.

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A evolução da clientela tem feito muitos empreendedores repensar e mudar o modo de oferecer os serviços. Um dos mais importantes princípios buscados atualmente pelo consumidor consciente é a sustentabilidade: além da análise custo-benefício de um produto ou serviço, é cada vez mais relevante a preocupação com o processo produtivo, a responsabilidade social e ambiental da empresa, entre muitos outros fatores.

Seguindo a tendência da sustentabilidade aplicada aos negócios, uma nova modalidade de salões de beleza começa a tomar forma e ganhar espaço no mercado: são os salões sustentáveis ou “salões verdes”. É o que destaca o relatório de Sustentabilidade do Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae, que aborda esse novo conceito, assim como outros pontos que envolvem o cuidado estético e a sustentabilidade, orientando o micro e pequeno empreendedor para as oportunidades no setor.

Sete mil salões de beleza são abertos por mês no Brasil – a maioria está enquadrada em microempreendedores individuais (MEI). Para buscar uma diferenciação em meio à grande concorrência, confira algumas práticas adotadas pelos “salões verdes” e verifique a viabilidade de aplicá-las em seu empreendimento:

· Trabalhe apenas com produtos ecológicos, que permitam ser reciclados ao final e opte por marcas que ofereçam a opção de refil, para não descartar a embalagem quando acabar;
· Utilize produtos que não são testados em animais;
· Procure aproveitar a iluminação natural e lâmpadas de baixo consumo energético; outra possibilidade é a utilização de painéis solares para captação de energia.
· Utilize tintas de cabelo orgânicas, sem presença de amônia e outros aditivos químicos em sua composição;
· Incentive os clientes a devolver/trazer frascos usados de cosméticos para o salão, e implemente a coleta seletiva desses rejeitos, agregando valor ambiental e renda a associação de catadores locais;

Um exemplo de sustentabilidade vem de Natal (RN): Fabiana Gondim é proprietária do salão de beleza Chic Coiffeur e criou um método inovador, chamado HairSIZE, que mede a quantidade de produto a ser utilizado nos cabelos de clientes, analisando o comprimentos dos fios. O método evita excessos de produto no cabelo e diminui o desperdício. Em um mês já é possível reduzir de 60% a 70% o consumo de produtos e água – uma medida econômica e ecologicamente correta.

Se você se interessou por esta tendência e quer implementá-la em seu negócio, confira as dicas do Sebrae:

· Para alcançar o status de sustentável é necessário conscientizar todos os colaboradores para a adoção das práticas propostas, portanto, invista em treinamentos para conscientização
· Acompanhe informações e tendências de sustentabilidade no Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), referência nacional no Sistema Sebrae. O CSS possui uma cartilha com dicas sustentáveis para salões de beleza, confira e pratique!
· O Sebrae pode ajudar a implementar essas iniciativas. Agende seu atendimento pelo telefone 0800 570 0800 ou procure a unidade mais próxima clicando aqui.

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O Brasil se desenvolveu com uma visão predatória com relação ao Meio Ambiente. Quando os portugueses chegaram ao continente americano, há cinco séculos, seu propósito era edificar uma colônia que abastecesse seus navios mercantes e assegurasse luxo e riqueza para sua família imperial. Pouco se lhes importava se havia aqui uma civilização milenar, assim como no resto do continente. Esse era o pensamento imperialista da época.

Todo o processo de exploração da “Terra Brasilis” visava, tão somente, enriquecer o reino português na Europa. Porém, tudo mudou quando Dom João VI teve que fugir às pressas, com sua família e seu séquito de nobres, da ira de Napoleão Bonaparte.

Nesse momento, a Colônia se transformou em Império e muito se investiu na capital de então, o Rio de Janeiro, para fazê-la parecer uma cidade Europeia: bancos, escolas, museus… a capital carioca viveu seus momentos de glória e luxúria! E para tornar o Brasil atraente para a nobreza, o Rei distribuiu terras, como soía acontecer entre os privilegiados das cortes. Pela primeira vez, o Brasil foi loteado, dando início a uma prática que se prolonga até os dias atuais. Em essência, somos uma colônia agrícola!

Muita água rolou por debaixo das pontes dessa amável colônia até que os portugueses voltaram para sua terrinha, aqui deixando seu filho, Dom Pedro, com o propósito de assegurar a fidelidade da já não tão nova terra ao Reino Imperial Português.

Mal sabia seu pai que o bom filho à casa não tornaria… e ainda por cima, declararia a independência, sublevando-se contra Portugal. Por certo, fidelidade era um conceito efêmero para os antigos… e assim continua a ser!

E assim foram se sucedendo as traições e os malfeitos até que a República se instaurou, derrubando o herdeiro do jovem Império, depois de fazer um mártir e acabar com a escravidão. Mas… e os indígenas, os silvícolas, as populações originárias dessa terra “abençoada por Deus”?

Aqueles morreram aos milhões, em um dos mais cruéis genocídios da história do homem sobre a Terra, mas poucos se importaram, e menos ainda notaram sua ausência! Os povos indígenas foram quase dizimados, sem que houvesse protestos ou lamentações. Simplesmente, deixaram de existir na maior parte do país.

Enquanto isso, o Brasil passava por ditaduras e populismos que marcaram a história com o viés político de oligarquias dominantes, cujo único propósito era o poder, a riqueza fácil e a perpetuação de seus escusos interesses.

#AgroÉpop!

O Brasil nunca teve vocação para o protagonismo no contexto mundial. E desde o Império alimentou o sonho de ser o “celeiro do mundo”, abdicando do direito de se tornar um líder entre as nações mais desenvolvidas. Seu propósito era “alimentar o resto do mundo”! Certamente, um objetivo falso, modesto e perigoso, considerando-se para isso que teria que sacrificar sua maior riqueza: a fantástica biodiversidade que herdou, preservada pelos povos indígenas.

Aos poucos, as florestas deram lugar a imensas áreas devastadas pelo agronegócio que se tornava a opção de desenvolvimento econômico, em detrimento da igualdade e justiça social. Hoje, pouco resta da Mata Atlântica e do Cerrado, e a Amazônia segue pelo mesmo caminho, para a destruição e a morte do maior bioma do planeta. Pouco resta para preservar como legado às próximas gerações.

A influência do latifúndio na cultura nacional é tão grande que uma nova moda surgiu nos anos 80 e tomou conta da juventude: a música brega dos novos cowboys, com sua vestimenta igualmente ridícula e seu gosto duvidoso (para ser discreto na avaliação).

O agro se tornou pop, para tristeza de uma geração de guerreiros que sepultou uma ditadura e construiu uma das mais belas páginas das artes e da música popular brasileira! Essa perda de identidade do povo brasileiro reflete as escolhas equivocadas dessa nova geração. O problema é que o mundo não gira para trás e tudo que se perdeu não tem recuperação… somos responsáveis por nossas escolhas e pelas suas consequências, que, certamente, serão trágicas.

#AgroÉtech

A agricultura familiar e social não faz uso intensivo do solo, nem necessita de altas tecnologias para seu desenvolvimento. A beleza do trabalho no campo está, justamente, no contato com o solo, com as sementes, no acompanhamento da evolução das lavouras e da criação de animais, no uso parcimonioso de fertilizantes e agrotóxicos (preferencialmente sem eles). A agricultura tradicional não danifica a terra, não acaba com as fontes de água, nem devasta as florestas. É, por assim dizer, uma troca permanente entre os recursos naturais e a produção.

O agronegócio, pelo contrário, é fundamentado na destruição da Natureza e em sua substituição por terrenos empobrecidos pelo uso excessivo de agrotóxicos, com o único propósito de estimular a superprodução de gigantescas monoculturas e criação extensiva de gado. Hoje temos quase 250 milhões de cabeças de gado…

A mão de obra foi substituída por máquinas e veículos sem Alma! O Ser Humano deixou de ter importância nesses meganegócios de latifundiários, que privilegia a poucos. Só o que importa é o lucro desmesurado, mesmo que às custas da miséria para muitos. Agronegócio pode ser tech, mas não tem valor para a Humanidade…

#AgroÉtudo

Nesses descaminhos, o Ser Humano se perdeu… esqueceu o valor da amizade, da ética, da justiça e do bem comum. Agro pode ser tudo para uns poucos, mas é nada para a grande maioria das pessoas, que trabalham honestamente e lutam por sobreviver, para criar seus filhos, para ter uma vida digna e correta, e para deixar seu legado do bem e da paz.

Para a Humanidade, AGRO NÃO É NADA!