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Ainda é muito comum empresas de grande, médio e pequeno porte a falta de compreensão d a importância do trabalho em Sustentabilidade. Para auxiliar neste entendimento, costumo indicar 7 benefícios estratégicos essenciais para organizações de todos os tamanhos. Abaixo detalho com mais profundidade cada um deles:

1 – Gerar economia e reduzir custos: Considerando não apenas o cenário atual, mas prospectando o futuro, infelizmente os recursos naturais tendem a escassear e tornarem-se cada vez mais caros. Temos visto isso acontecendo nos últimos anos com a água e com a energia, por exemplo, que vêm aumentando de preço gradativamente e causando um grande impacto nos negócios. Para muitas empresas, como a indústria de alimentos e bebidas – para citar apenas uma delas, que depende grandemente destes recursos no seu processo produtivo – desenvolver projetos de ecoeficiência torna-se essencial para a sua sobrevivência. No entanto, o foco aqui é mais amplo, e quando menciono a possibilidade de reduzir custos considero a importância de tornar mais eficiente o uso de matérias primas, otimizar o transporte e a logística dos produtos, fazer a gestão inteligente do uso dos espaços, entre diversas outras ações que geram economia efetivas para organizações de todos os tamanhos.

2 – Fortalecer a reputação e reduzir riscos: A reputação é um dos ativos mais importantes de qualquer empresa e vários casos ao longo da história demonstram como um ferimento reputacional pode ser fatal para entidades de qualquer natureza. Para citar apenas alguns exemplos, crises corporativas causaram impactos significativos e a redução do valor de mercado de empresas como a Enron, Parmalat, Camargo Correa, Odebrecht, Petrobrás, Daslu e tantas outras. O trabalho com Sustentabilidade, além de fortalecer a reputação da empresa – que é uma necessidade urgente principalmente considerando o item que será detalhado à seguir – quando bem realizado, contribui para mapear, gerir e reduzir riscos da organização. Para tanto, ferramentas como o processo de Materialidade e o diálogo com stakeholders são essenciais.

3 – Alinhar-se com Geração Y, Millennials e próximas gerações de consumidores: Observa-se uma tendência das novas gerações se preocuparem cada vez mais com a reputação das empresas e sua atuação perante a sociedade e o meio ambiente preferindo as marcas que promovem valores alinhados à sustentabilidade. Neste sentido, a pesquisa “Dossiê Universo Jovem 4” realizada com jovens brasileiros divulgada em 2008 pela MTV aponta algumas das ações que este público espera das empresas, são elas: Investimentos em projetos que façam a diferença para a comunidade; que convidem a comunidade para participar de suas ações, ensinando a população a agir; investimento em processos de produção e produtos com responsabilidade socioambiental; que primeiro façam as ações e só depois as divulguem, utilizando uma linguagem mais simples na sua comunicação (fonte: Instituto Akatu). Assim, uma atuação neste sentido é crucial tanto para atender os interesses dos novos públicos consumidores, como para não perder posição em um mercado cada vez mais competitivo.

4 – Atrair e reter talentos: E por falar em próximas gerações, esta mesma garotada que está aí (ou não tão “garotada” assim, já que eu mesma pertenço à chamada Geração Y, rs), deseja trabalhar em empresas alinhadas com os seus valores de contribuição para a sociedade, sustentabilidade e compromisso com a ética. Desta forma, um programa sólido de Sustentabilidade, que traga benefícios reais tanto para a organização quanto para a sociedade em que ela está inserida, traz como efeito colateral a retenção de talentos destas gerações. Além disso, mesmo para as gerações mais velhas, qual colaborador não prefere trabalhar em uma empresa na qual se orgulha, independente do seu porte?

5 – Gerar diferencial competitivo: É um fato. Marcas de referência na área de Sustentabilidade como Natura, Ben&Jerrys, Patagonia, Tesla, North Face e tantas outras são destaque em suas respectivas áreas porque inovaram, ousaram, fizeram diferente. Fazer muito bem o básico não vai destacar a sua organização, também não a tornará mais sustentável. Aqui, quando falamos de vantagem competitiva estamos tratando tanto do recurso tangível, como no exemplo da redução de custos, mas também de recursos intangíveis relacionados principalmente à reputação da empresa, sendo estes mais dificilmente imitados pelos concorrentes, o que permite diferenciar a sua organização do restante do mercado e agregar mais valor ao seu produto ou serviço.

6 – Desenvolver novos negócios: Ao longo da minha carreira tive a oportunidade de vivenciar diversas iniciativas de lançamento de novos produtos ou serviços mais sustentáveis que trouxeram um grande impacto positivo para os resultados dos negócios. Desde produtos concentrados – como amaciantes – que utilizam menos água no seu processo produtivo e reduzem os custos com embalagens, armazenamento e transporte, passando por tintas à base água, que trouxeram um benefício real de conforto olfativo para o consumidor e redução do impacto ambiental e hoje compõe a maior parte do mercado de tintas, até o desenvolvimento de setores inteiros como a indústria de carros elétricos e de energias renováveis. Isso sem falar nos inúmeros novos serviços desenvolvidos nos últimos anos como consultorias que auxiliam as empresas a detectarem e atuarem na redução do consumo e custos com água e energia, instituições certificadoras de edificações sustentáveis, empresas que prestam serviço de engenharia e logística reversa, recicladores de resíduos da construção civil e de produtos eletrônicos, organizações que oferecem serviços de neutralização de carbono, entre muitas outras iniciativas que a cada dia ganham mais mercado. Não importa o ramo de atuação da sua empresa, sempre é possível desenvolver um produto ou serviço mais sustentável que traga um retorno positivo para a sua organização, seja na forma de redução de custos, no fortalecimento reputacional, seja por meio da abertura de novos mercados consumidores.

7 – Gerar valor compartilhado: O conceito de Valor Compartilhado pressupõe a geração de valor econômico de forma a garantir também a geração de valor para a sociedade, por meio do desenvolvimento de negócios que propiciem o enfrentamento de suas necessidades e desafios. É uma nova forma de obter sucesso econômico que reconecta o sucesso da empresa ao progresso social. Neste sentido, no conhecido artigo de Michael Porter e Mark Kramer para a Harvard Business Review Valor Compartilhado “não é algo na periferia daquilo que a empresa faz, mas no centro”, ou seja, deve estar no seu core business. Este universo está mais próximo do que imaginamos quando vemos os esforços das “Empresas B”, organizações que, para dizer sucintamente, recebem uma certificação por, entre outros quesitos, resolverem “problemas sociais e ambientais a partir dos produtos e serviços oferecidos pelas próprias empresas”. São entidades como Natura, Ben & Jerrys e tantas outras organizações menores que, como eu costumo dizer, estão no chamado “setor 2 e meio”, ou seja, um híbrido entre uma empresa do segundo e do terceiro setores, organização privada com fins lucrativos, mas também com fins sociais. Neste sentido, as megatendências mundiais descritas brilhantemente por John Naisbitt, especialista na previsão de tendências globais, nos ajudam a apontar caminhos de novos mercados que estão ou muito em breve estarão em grande processo de expansão para o atendimento das questões da humanidade mais urgentes. Vale lembrar que as megatendências mais recentes que moldarão comportamentos, estilos de vida e consumo, são: Eficiência Energética, Mudanças Climáticas, Mobilidade Urbana, Mobilidade, Conectividade, Ascensão Social, Construções verdes, Inclusão Tecnológica, Mudanças demográficas, Economias interligadas, Escassez de recursos e Urbanização. As organizações que estiverem atentas à estes movimentos largarão na frente e terão mais tempo para se adaptar e prosperar neste novo cenário.

Em resumo, compreendendo que o trabalho de Sustentabilidade Corporativa é o alinhamento entre as necessidades do negócio, com as necessidades ambientais e da sociedade, fica mais claro o valor que ele traz justamente por atender e estar alinhado com estas demandas. Trata-se de um olhar mais amplo, sistêmico, inovador, que vai além do ambiente interno da organização, mas identifica e atua nos seus riscos, potenciais e oportunidades de gerar valor.

*Juliana Zellauy Feres é executiva da área de sustentabilidade, com passagens por diversas organizações e empresas 

Aliança

A aliança busca construir parcerias em regiões onde a baixa oferta de água de qualidade compromete a saúde e o desenvolvimento local

 Pelos rios da Amazônia corre cerca de 13% de toda água doce do planeta. No entanto, é nessa região que a população mais sofre com a falta de água potável e com as doenças provocadas pelo consumo de água contaminada. As distâncias e a precariedade dos transportes são os principais obstáculos que o poder público enfrenta para chegar principalmente às populações ribeirinhas e comunidades mais distantes dos centros urbanos. Nessas áreas, é fundamental o apoio de alianças entre governos, iniciativa privada e sociedade civil. É o caso do programa Água+ Acesso, lançado pelo Instituto Coca-Cola Brasil, que procura construir parcerias com organizações sociais para levar saúde e qualidade de vida a milhares de pessoas. O foco é em ações que fortalecem o empoderamento das comunidades na solução de suas carências em água e saneamento básico.

A aliança Água+Acesso foi lançada em março de 2017, com suporte do Instituto Coca-Cola Brasil, em parceria com Banco do Nordeste, Fundación Avina, Instituto Trata Brasil, WTT (World-Transforming Technologies) e algumas das principais organizações que atuam com o tema água no Brasil, como SISAR Ceará, Projeto Saúde e Alegria e Fundação Amazonas Sustentável. Juntas, essas entidades trabalham em mais de duas mil comunidades.

Além do piloto já instalado em Caucaia (Ceará), que atende a 150 famílias e 500 pessoas, este ano o programa investir mais R$ 600 mil e beneficiará diretamente mais de 800 famílias e 3.200 pessoas. “Nossa proposta é fortalecer as iniciativas consolidadas na região e que já têm resultados para mostrar”, explica Rodrigo Brito, gerente de operações do Instituto Coca-Cola Brasil.


Rodrigo Brito, gerente de operações do Instituto Coca-Cola Brasil

O ponto de partida para esse grande processo colaborativo com organizações sociais é a percepção de que a água, principal insumo dos produtos da Coca-Cola Brasil, é também o principal fator para o desenvolvimento humano. “Queremos ampliar a colaboração e potencializar os modelos autossustentáveis em todo o Brasil”, diz Rodrigo, que define os pilares sobre os quais o projeto Água+ Acesso se assenta: integrar, inovar, impulsionar (que significa ampliar o impacto) e influenciar (governos, políticas públicas, comunidades).

Uma dessas organizações parceiras, que atua há mais de 20 anos na região do Rio Tapajós, com sua base em Santarém (Pará) é o Projeto Saúde & Alegria, que tem entre seus fundadores o médico Eugênio Scanavino. “Eu vim para a Amazônia pensando em cuidar da saúde das pessoas, trabalhar como médico”, explica. Mas a vida mostrou que os caminhos para cuidar da saúde na Amazônia não levam sempre aos ambulatórios. Para ele a experiência dos atendimentos nos postos de saúde era frustrante. “Todos os dias passava pela fila de pacientes perguntando quem tinha diarreia, e era quase todo mundo”. Esse choque de realidade levou à busca de caminhos alternativos, pois a constatação de que a falta de água de qualidade era o principal motivo de doenças na região e, principalmente, de morte de crianças, precisava de uma ação.

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Nos últimos dias, o debate sobre o decreto do Governo Federal que permitia que mineradoras privadas explorassem áreas de reserva na Amazônia aflorou e foi além das fronteiras brasileiras.

Ambientalistas, celebridades e políticos manifestaram-se contra o documento que extinguia os mais de 47.000 quilômetros quadrados da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca).

O governo recuou suspendendo o decreto, mas a mobilização social abriu espaço para reflexões e questionamentos que envolvem os hábitos de consumo da população – que está se conscientizando cada dia mais.

Conscientização: o novo comportamento do consumidor

Desde o manuseio da água até os alimentos que estão disponíveis nas prateleiras dos mercados: todas essas escolhas têm peso no que se refere à proteção ambiental e o futuro do planeta.

Reduzir o consumo de carnes, processados e industrializados são atitudes cada vez mais recorrentes, que proporcionam benefícios para a saúde e para o meio ambiente.

Nesse sentido, os consumidores estão exigindo selos de qualidade e dando preferência para produtos livres de conservantes e empresas que pensem além do lucro e tenham, de fato, responsabilidade social e ambiental.

Devido à crescente demanda por serviços e produtos saudáveis e sustentáveis, o mercado de produtos orgânicos tem se expandido por todo o mundo. Inclusive, essa conscientização dos consumidores tem ido além dos alimentos e alcançado a indústria química – eles querem saber a origem e a composição dos produtos de pele e dos cosméticos, por exemplo.

A indústria de Cosméticos se adapta

Os derivados de matérias-primas orgânicas ganharam impulso na indústria da beleza, com os cosméticos de base natural ou integralmente naturais. No Brasil, por exemplo, empresas do ramo estão investindo nesses nichos incorporando a tendência internacional de uso dos óleos essenciais.

Mas, vale ressaltar que, um produto de base natural é diferente de um natural. No caso dos cosméticos, por exemplo, é diferente um sabonete com óleo essencial de amêndoas de um que tem todo o seu processo de produção – passando pela obtenção de matéria-prima, pelo processamento até a embalagem – dentro das normas de certificação de produtos orgânicos.

A cadeia de produção desse tipo de produto é regida por normas específicas, o que não acontece com os produtos comuns que têm um ou outro ingrediente natural em sua fórmula.

Com isso, os consumidores têm a garantia e a segurança de que os mesmos são confeccionados com plantas isentas de agrotóxicos, corantes, conservantes ou aromas artificiais. Esse cuidado também estende-se as embalagens, com a utilização de materiais recicláveis de rápida decomposição no meio ambiente ou, através dos refis, que estimulam o uso da mesma embalagem.

A tecnologia como aliada

Além de agradar e conquistar cada vez mais consumidores, essa também é a oportunidade de contribuir com a preservação do planeta. Os empresários do segmento já perceberam todas essas mudanças comportamentais e estão se adequando cada vez mais.

A Teknisa oferece diversas soluções adaptadas para atender aos princípios da agência fiscalizadora, integrando vendas, expedição e controle de produção, possibilitando a otimização e a segurança na produção farmacoquímica.

As ferramentas permitem o controle gerencial para a manufatura laboratorial, desde a aquisição da matéria-prima até a liberação do produto final para os clientes, passando pela garantia de qualidade.

Com aplicações tecnológicas sofisticadas é possível obter um modelo operacional moderno e flexível voltado ao planejamento e controle completo do seu sistema produtivo e, ainda, garantir a matéria- prima ideal para a cadeia produtiva, possibilitando preços competitivos, minimizando perdas e maximizando a qualidade dos produtos.

Além dos processos que precedem a produção e as vendas, também é importante proporcionar a melhor experiência ao cliente. Para viabilizar isso, muitas empresas vêm revendo seus processos internos e investindo na automação comercial, com a implantação de sistemas modernos na frente de caixa e aplicativos, por exemplo.

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Já faz tempo que o campo virou paradigma de avanço tecnológico no País. Foi com ele que o agronegócio passou a ostentar grandes cifras e bater recordes de produtividade ano a ano.

Na fronteira dessa inovação se encontra uma safra de jovens empreendedores, de 20, 30 e poucos anos, que usam big data, internet das coisas e até o conceito de economia compartilhada para revolucionar a maneira como o produtor cuida da lavoura e do seu negócio.

De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), nos últimos dois anos, quase quadruplicou a quantidade de startups ligadas à agricultura – as chamadas agritechs, ou agtechs.

Hoje, estima-se que haja cerca de 200 no País. Essas empresas, muitas incubadas em universidades, desenvolvem soluções em agricultura de precisão, monitoramento de lavoura e automação de equipamentos.Essas tecnologias não só reduzem custos como otimizam recursos.

Agrosmart, por exemplo, promete economia de até 60% da água utilizada para a irrigação das lavouras.

Com sensores espalhados pela plantação, o sistema mede indicadores como umidade e temperatura do solo, direção do vento e radiação solar para informar a quantidade que cada parte da plantação necessita, bem como o horário mais econômico para a irrigação. “Rodamos algoritmos para saber a quantidade exata que o produtor deve usar”, explica o sócio Raphael Pizzi. “Temos um outro produto que é o de controle, pelo qual o produtor consegue ligar o sistema de irrigação remotamente, pelo smartphone.”

A ideia do negócio veio da sócia-fundadora Mariana Vasconcelos, filha de produtores de milho em Itajubá (MG), durante seca que castigou a região Sudeste em 2014. Com dois amigos de infância e dinheiro do bolso, foram lançados os primeiros protótipos – testados na lavoura do pai de Mariana.

A trajetória foi ascendente: em 2015, foram premiados pela Nasa e tiveram acesso a um programa de transferência tecnológica. Depois, a startup foi acelerada pelo Google, o que lhes rendeu US$ 80 mil em investimento e uma temporada de três meses no Vale do Silício, nos EUA.

No mês passado, a empresa deu seu pontapé no exterior: com um parceiro local, inaugurou uma filial nos Estados Unidos.”Agora, estamos captando uma segunda rodada de investimentos e queremos, no primeiro semestre do ano que vem, focar na expansão Latam: Colômbia, Chile e Argentina”, diz Pizzi. Este ano, o faturamento previsto da empresa é de R$ 10 milhões.

Da sala de aula aos negócios. As agritechs têm uma relação forte com a academia, uma vez que várias dessas startups são incubadas em universidades, como a EsalqTec, da USP, em Piracicaba (SP) – além do apoio de instituições como a Embrapa. Segundo o Censo Agritech Startups Brasil, de dezembro de 2016, 53% dessas empresas têm membros com algum tipo de pós-graduação.”Em relação a fintechs, por exemplo, ainda estamos muito atrasados em relação a outros países. Agora, no agronegócio… o que está saindo das universidades não deixa nada a desejar”, afirma Francisco Jardim, sócio-fundador da SP Ventures, fundo de investimento de capital de risco focado no agronegócio.

Apesar do avanço de fundos de investimento e programas de aceleração, ainda faltam recursos. De acordo com a pesquisa, 80% encontraram dificuldades para captar investimentos – e 42% financiaram o negócio do próprio bolso. “Precisamos de novas linhas de crédito para esse mercado, além de visão de negócio – muitos empreendedores que saem da academia pensam como cientistas, e não como empresários”, observa Mateus Mondin, professor da Esalq-USP e um dos responsáveis pela pesquisa.

Para ele, apesar de ainda haver muita desconfiança, a tendência é que haja uma adoção gradativa e crescente das novas tecnologias. “Há soluções para todos os portes e bolsos, do grande produtor à agricultura familiar. Essas empresas estão fazendo uma verdadeira revolução na agricultura.”

Maikon Schiessl, diretor do comitê de agritech da ABStartups, concorda. “O agricultor do passado ficou para trás, ele hoje é conectado: 67% dos produtores usam o Facebook e 96% o WhatsApp, inclusive para os negócios. Eles precisam de soluções novas, digitais – e essas empresas estão entregando.”

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O mercado nacional de certificação de energia renovável cresceu significativamente desde o seu lançamento, em 2014. Em 2017, de janeiro até o agosto, o número transacionado de Certificados de Energia Renovável, os chamados RECs Brazil, superou as expectativas, totalizando 126.905, avanço de 18% sobre todo o ano anterior.

Quando começou, há três anos, foram negociados 350 REcs. Cada certificado equivale a 1 MWh de eletricidade produzida a partir de fontes renováveis. Com o crescente interesse voluntário das empresas por uso de energia renovável, a oferta do insumo também está se expandindo.

Há no País 19 parques de energia renovável capazes de gerar RECs, informa o Instituto Totum, responsável pelo gerencialmente do Programa de Certificação de Energia Renovável brasileiro, junto com as várias entidades do setor.

Desses 19 parques, 15 já possuem o registro na plataforma internacional IREC, reconhecida mundialmente. O ritmo de crescimento e a demanda por compra de energia renovável tem surpreendido o Instituto Totum.

“Toda semana recebemos pelo menos um contato de empresa interessada em registrar suas usinas renováveis na plataforma mundial, inclusive em breve teremos a primeira usina de biomassaregistrada”, afirma Fernando Lopes, diretor do Instituto.

A aquisição de RECs sinaliza ao mercado que as empresas preferem consumir energia renovável e, ao mesmo tempo, mostra o compromisso com a mudança de comportamento energético.

 

O que é a certificação de energia renovável?

 

A possibilidade de registro dos empreendimentos de energia renovável brasileiros na plataforma mundial IREC contribuiu para o crescimento desse mercado. “Com a implantação do IREC no Brasil, no ano passado, conseguimos atender a demanda de empresas multinacionais que possuem políticas internas que exigiam a compra de certificados reconhecidos mundialmente. Porém, mesmo no País, a procura de empresas por RECs vem aumentando muito”, afirma Fernando Giachini Lopes, diretor do Instituto Totum.

A certificação I-REC é o método mais prático e confiável para um consumidor escolher a origem de sua energia. “O certificado traz transparência e opções para aqueles que apoiam o desenvolvimento de energia renovável”, diz Hans Vander Velpen,  analista ambiental  da Voltalia, empresa com foco em pequenas e médias unidades de geração de energia, com sede na França, e que recentemente certificou um parque na plataforma internacional I-REC, aumentando ainda mais a oferta de RECs no Brasil.

 

Entenda como funciona esse mercado

 

Nem todas as empresas têm condições de investir em uma usina para gerar sua própria energia renovável. A saída então é receber a energia da forma tradicional e adquirir o volume de energia equivalente ao consumo por meio de Certificados de Energia Renovável.

Ao comprar RECs as empresas são abastecidas com a energia da rede local, que geralmente é um “mix” de fontes renováveis (hídrica, eólica, solar) e não renováveis (térmicas à óleo, gás ou nucleares). Em troca, elas estão investindo na geração da mesma quantidade consumida em energia limpa, ou seja, elas se apropriam somente da parte limpa que é colocada no sistema.

Com os RECs as empresas podem garantir 100% de energia renovável para seu uso sem ter de investir, elas próprias, em geração

O passo a passo para certificar um empreendimento no Brasil

 

No caso do registro IREC, os passos são os seguintes:

* Assinar contrato, tornando-se um registrante;

* Escolher o empreendimento a ser registrado;

* Pagar a taxa relativa ao empreendimento;

* Enviar a documentação que demonstra o atendimento aos requisitos do IREC e aguardar a auditoria documental pelo Instituto Totum.

Prazo aproximado de 10 dias para conclusão.

 

Com a documentação OK, empreendimento é registrado na plataforma mundial do I-REC e empresa recebe login e senha para acesso, que possibilita a emissão imediata dos RECs.

No caso do IREC com chancela de sustentabilidade REC Brazil, além dos passos acima, é necessário:

* Assinar contrato do REC Brazil

* Contratar auditoria in loco para verificação dos requisitos adicionais de sustentabilidade;

* Aguardar deliberação final do processo e Comissão de Certificação

Prazo aproximado de 30 dias para conclusão

Para conhecer as taxas relativas ao processo de registro e certificação, entre no site: http://www.recbrazil.com.br

Closeup shot of a man pouring a glass of fresh water from a kitchen faucet

Ao longo de dez meses a Orb Media realizou uma investigação sobre o plástico em água de torneiras em diversos lugares do mundo. Os resultados foram surpreendentes pois 83 por cento das amostras coletadas continham fibras de plástico, também chamadas de microplásticos. Segundo os autores do estudo, estamos vivendo na ‘Era Plástica’ e a contaminação provavelmente não está limitada somente à nossa água.

Segundo a Orb Media este foi o primeiro estudo científico público do tipo e contou com a parceria de um pesquisador da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, nos EUA. Os autores da pesquisa testaram a água da torneira nos Estados Unidos, Europa, Indonésia, Índia, Líbano, Uganda, Equador e Brasil.

Segundo os pesquisadores, os microplásticos que contaminam nossas águas vêm de uma variedade de fontes, entre elas estão as roupas sintéticas, as poeiras de pneus e até mesmo plásticos encontrados em produtos de higiene e beleza, como pastas de dente e cosméticos. “Foram produzidos mais plástico nos últimos dez anos do que em todo o século passado”, alerta o relatório.

Microplástico presente em produtos esfoliantes | Foto: iStock by Getty Images

No estudo os Estados Unidos foram os recordistas com 94% de amostras com plástico na água da torneira. Os pesquisadores detectaram as fibras plásticas até mesmo na sede da Agência de Proteção Ambiental norte-americana, edifícios do Congresso e na Trump Tower em Nova York. Já o Líbano e a Índia apresentaram as maiores quantidades de contaminação. A Europa tinha o mínimo, porém, os plásticos foram encontrados em 72% das amostras lá.

No Brasil

Em parceria com a Orbi Media, o jornal à Folha também participou do estudo enviando 10 amostras de água da cidades de São Paulo. Segundo matéria publicada no site do jornal, 9 entre 10 amostras continham fragmentos de plástico com números semelhantes aos encontrados ao redor do mundo.

O texto enfatiza que apesar dos brasileiros não possuírem o hábito de beber água diretamente da torneira, ainda a utilizamos para cozinhar. Além disso, os pesquisadores alertam que os plásticos provavelmente já estão presentes em nossa comida.

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Caso nada seja feito para melhorar as políticas de gestão da água, algumas regiões do mundo poderão ver as suas taxas de crescimento cair até 6% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas por um país – até 2050.

Esse alerta está em um relatório do Banco Mundial, intitulado High and Dry: Climate Change, Water and the Economy. Nele, o banco escreve que as alterações climáticas terão impacto, em primeiro lugar, no ciclo da água, com consequências na alimentação, energia, sistemas urbanos e ambientais.

O crescimento das populações, com maiores rendimentos e em cidades cada vez maiores, irá resultar num aumento exponencial das necessidades de água, mas a água disponível será mais errática e incerta, antecipa o relatório.

A redução da água doce disponível e a competição por parte de setores como a energia ou a agricultura poderão deixar as cidades em 2050 com até menos dois terços da água que tinham em 2015.

Segundo o Banco Mundial, se as políticas de gestão da água se mantiverem como estão e se os modelos climáticos se confirmarem, a escassez de água irá se estender a regiões onde atualmente não existe, como a África central e a Ásia oriental – e piorar gravemente onde já é uma realidade, como o Oriente Médio e o Sahel, na África.

Crescimento ameaçado

Estas regiões, prevê o relatório agora divulgado, poderão ver as suas taxas de crescimento econômico cairem em até 6% do Produto Interno Bruto até 2050, devido aos efeitos da escassez de água na agricultura, na saúde e nos rendimentos.

A boa notícia, revela o Banco Mundial, é que embora as más políticas possam exacerbar o impacto econômico negativo das alterações climáticas, as boas políticas podem ajudar a neutralizá-lo.

Algumas regiões poderão ver as suas taxas de crescimento aumentar até 6% com melhores práticas de gestão dos recursos aquáticos. Os autores do relatório recordam que os impactos da má gestão da água são particularmente sentidos pelos mais pobres, que têm maior probabilidade de depender da agricultura alimentada pela chuva e de viver em zonas mais suscetíveis a inundações, estando também mais vulneráveis ao risco de águas contaminadas e saneamento desadequado.

As mudanças na disponibilidade da água podem também induzir as migrações e incendiar conflitos civis, devido ao impacto que têm nos preços dos alimentos e no crescimento econômico, diz o estudo.

“É por isso que a gestão da água será crucial para o mundo alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as aspirações a uma redução da pobreza e a uma maior prosperidade partilhada”, ressalta o relatório.

“A água é a moeda comum que liga quase todos os ODS”, acrescenta o documento, numa referência aos objetivos definidos em 2015 pela comunidade internacional.

Otimizar a utilização da água através de melhor planejamento e incentivos, expandir a quantidade e disponibilidade de água, sempre que possível e reduzir o impacto dos extremos, da variabilidade e incerteza são as propostas do Banco Mundial para melhor gerir a água no futuro.

fonte: Agência Brasil

parque municipal

Belo Horizonte vai se transformar, durante o meses de setembro e outubro, na Capital Mundial da Água. BH foi a única cidade selecionada para ser a anfitriã do evento preparatório para o 8º Fórum Mundial da Água, que acontece em março de 2018, em Brasília, pela primeira vez no Brasil. A primeira ação acontece amanhã (1º) e vai iluminar de azul monumentos públicos como a Praça da Bandeira, Praça da Estação, Pirulito da Praça Sete e Praça da Liberdade para celebrar a Capital Mundial da Água.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, a ação é um evento preparatório para o Fórum Mundial da Água. “Teremos a oportunidade de levar nossa cidade para a discussão em âmbito mundial sobre a água. Somos um Estado riquíssimo em recursos hídricos e teremos a oportunidade de compartilhar com a comunidade internacional tudo isso”, disse o secretário.

Atividades em outubro

O Fórum Mundial da Água está na sua 8ª edição e tem como objetivo promover o diálogo para influenciar o processo decisório sobre água no nível global, visando aproveitamento racional, e sustentável deste recurso.  A Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com a Fiemg e Governo de Minas, realizam, durante os dias 6 e 7 de outubro, uma série de atividades e discussões com o tema água.

No dia 6 de outubro, a sede da Fiemg recebe a abertura do evento com participação de autoridades municipais. Durante a tarde um seminário sobre a água será feito, com desdobramentos na área da mineração, energia, cidade e  do desenvolvimento sustentável na Bacia do Rio Doce, além  abordagem da água como recurso hídrico.  No sábado, dia 7, a programação será na Praça da Liberdade: apresentações culturais, lúdicas e informativas junto com crianças da rede municipal de educação e também com o público fazem parte da programação.
8º Fórum Mundial da Água

Brasília receberá, nos dias 18 a 23 de março de 2018, o 8º Fórum Mundial da Água, com o tema a água sob a perspectiva da sustentabilidade. O evento acontece pela primeira vez no Hemisfério Sul e reúnirá mais de 300 organizações e 50 países. Criado em 1996, o Fórum, evento mais importante com a temática água, é organizado pelo Conselho Mundial da Água a cada três ano.

Com Prefeitura de Belo Horizonte

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Uma empresa do interior gaúcho está crescendo a partir de uma ação nacional sustentável e reconhecida. A Biotechnos, de Santa Rosa, ganhou o Prêmio Nacional da Inovação na Categoria Inovação e Marketing e se prepara para continuar evoluindo, de forma sustentada e com o desenvolvimento de novas soluções. A empresária Marcia Werle fundou a Biotechnos – Projetos Autossustentáveis em 2007. A ideia surgiu a partir da proposta de conscientizar as comunidades e as escolas sobre como armazenar corretamente o óleo de cozinha. Naquele momento, o principal produto da empresa eram as usinas de biodiesel voltadas para a agricultura familiar e cooperativas.

Segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente, um litro residual do produto é suficiente para contaminar 12 mil litros de água. Todos os anos, 50 milhões de residências e estabelecimentos comerciais descartam inadequadamente, no Brasil, 1,5 bilhão de litros de óleo. “A parceria com a comunidade é essencial para manter a sustentabilidade dos projetos da nossa empresa. Isso porque desde sempre trabalhamos com o foco na transformação de produtos e criamos um sistema para vender aos clientes que beneficie o meio ambiente”, comenta Marcia.

Hoje, são mais de 20 usinas montadas no Brasil que compraram da Biotechnos o jeito de transformar óleo e gordura em biodiesel. Em breve, os equipamentos serão exportados para Argentina, Chile e Nova Zelândia. Apesar de fundamental, a tecnologia não é a única ferramenta necessária para desencadear uma transformação. A partir da assessoria da Biotechnos, foram realizadas parcerias com escolas para que as crianças conhecessem todo o processo de produção do biodiesel. “Nosso lema é produzir biocombustíveis gerando o mínimo de emissões de poluentes e com produtos locais”, revela a empresária.

O coco que quebra a máquina

Contudo, a grande novidade da Biotechnos está no novo maquinário, produzido a partir da incubação no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), instituição mantida pela Universidade de São Paulo (USP) e pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Em 2008, Marcia estava em curso em São Paulo e conheceu o babaçu, um coco com enorme potencial econômico, mas mal aproveitado por conta das dificuldades de extração.

“Dizem que o coco do babaçu é capaz de quebrar uma máquina, mas não existe máquina que quebre o coco. Se não existe a gente inventa, certo?”, questionou a empresária. Foram necessárias três versões até que fosse possível entrar na fase de testes. O equipamento será utilizado em Arranjos Produtivos Locais (APLs) com a participação das mulheres que extraem o coco, as quebradeiras, viabilizando seu uso na produção de energia e em indústrias de alimentos e cosméticos, entre outras.

“Em geral, apenas as amêndoas (que representam cerca de 8,7% do peso do fruto) são aproveitadas. Cada fruto pode ter de uma a oito amêndoas, mas a média é de três ou quatro por fruto. Uma quebradeira de babaçu consegue, em média, de oito a dez quilos de amêndoas por dia”, revela. Nas associações ou cooperativas as amêndoas são comercializadas ou esmagadas para extração do óleo, que depois é vendido para as indústrias dos setores de higiene e limpeza. As quebradeiras utilizam, também, uma parte do óleo para a produção artesanal de sabão em barra. “Com esse maquinário, queremos melhorar o processo de extração e diminuir os acidentes. Já conseguimos uma eficiência de 94% e pretendemos melhorar ainda mais”, comemora Marcia.

Parceria com o SEBRAE/RS

A empresária conta que a entidade faz parte da história da Biotechnos. “Sempre buscamos conhecimento na área de gestão para não deixar de crescer. Participamos de feiras e consultorias e, em 2016, nos aproximamos ainda mais com a inscrição em prêmios como o Prêmio Nacional de Inovação, que ganhamos na categoria Inovação em Marketing”, destaca Marcia.

O gerente da regional Noroeste do SEBRAE/RS, Armando Pettinelli, define a empresa como um negócio voltado para empreender com sustentabilidade. “A empresa que surgiu com o propósito de trazer soluções inovadoras e sustentáveis para a região e logo ganhou o mundo, pautada não só pela competência na geração e concepção das soluções, mas também pela capacidade de gerenciamento de seus projetos”, conclui.

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Diante da repercussão negativa do decreto assinado na semana passada que extinguiu a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), os ministros Sarney Filho (Meio Ambiente) e Fernando Coelho Filho (Minas Energia) anunciaram nesta segunda-feira, 28, em coletiva no Palácio do Planalto, que o presidente Michel Temer decidiu revogar o decreto e assinar um novo texto para “clarificar” a questão.

“O decreto sai hoje”, disse Sarney. “Esse novo decreto revoga decreto anterior ao mesmo tempo que clarifica as questões.”

Coelho Filho, que na última sexta-feira concedeu uma coletiva e gravou vídeos para negar que haveria desmatamento na Amazônia, admitiu que o novo decreto é “fruto do desdobramento que teve a repercussão” do decreto anterior. O ministro disse ainda que a ideia é desmistificar também notícias de que investidores internacionais já tinham conhecimento prévio do tema e afirmou que o assunto era público aqui no Brasil desde novembro de 2016.

Sarney Filho, por sua vez, disse que, embora o MMA não tenha participado das discussões inicialmente, a repercussão negativa do decreto trouxe a ideia de que o governo poderia estar permitindo o desmatamento da Amazônia. “Houve muita confusão da compreensão do que era uma reserva de mineração”, destacou. “A interpretação que se deu ao fim dessa reserva era que a Amazônia estava liberada. Um equívoco”, completou, ressaltando que o governo não quer dar a ideia de que estão “afrouxando a regra contra o desmatamento da Amazônia”.

O ministro do Meio Ambiente disse ainda que, durante sua gestão, alguns institutos que medem o desmatamento da Amazônia atestaram que a curva de desmatamento registrou queda “depois de 5 anos”. Sarney Filho disse ainda que a Amazônia não é o pulmão do mundo e sim “o ar condicionado num mundo aquecido”.

Sarney Filho explicou que o decreto mantém extinção da Renca, mas o novo texto prevê restrição a pesquisa ou lavra em áreas de preservação.