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Ainda é muito comum empresas de grande, médio e pequeno porte a falta de compreensão d a importância do trabalho em Sustentabilidade. Para auxiliar neste entendimento, costumo indicar 7 benefícios estratégicos essenciais para organizações de todos os tamanhos. Abaixo detalho com mais profundidade cada um deles:

1 – Gerar economia e reduzir custos: Considerando não apenas o cenário atual, mas prospectando o futuro, infelizmente os recursos naturais tendem a escassear e tornarem-se cada vez mais caros. Temos visto isso acontecendo nos últimos anos com a água e com a energia, por exemplo, que vêm aumentando de preço gradativamente e causando um grande impacto nos negócios. Para muitas empresas, como a indústria de alimentos e bebidas – para citar apenas uma delas, que depende grandemente destes recursos no seu processo produtivo – desenvolver projetos de ecoeficiência torna-se essencial para a sua sobrevivência. No entanto, o foco aqui é mais amplo, e quando menciono a possibilidade de reduzir custos considero a importância de tornar mais eficiente o uso de matérias primas, otimizar o transporte e a logística dos produtos, fazer a gestão inteligente do uso dos espaços, entre diversas outras ações que geram economia efetivas para organizações de todos os tamanhos.

2 – Fortalecer a reputação e reduzir riscos: A reputação é um dos ativos mais importantes de qualquer empresa e vários casos ao longo da história demonstram como um ferimento reputacional pode ser fatal para entidades de qualquer natureza. Para citar apenas alguns exemplos, crises corporativas causaram impactos significativos e a redução do valor de mercado de empresas como a Enron, Parmalat, Camargo Correa, Odebrecht, Petrobrás, Daslu e tantas outras. O trabalho com Sustentabilidade, além de fortalecer a reputação da empresa – que é uma necessidade urgente principalmente considerando o item que será detalhado à seguir – quando bem realizado, contribui para mapear, gerir e reduzir riscos da organização. Para tanto, ferramentas como o processo de Materialidade e o diálogo com stakeholders são essenciais.

3 – Alinhar-se com Geração Y, Millennials e próximas gerações de consumidores: Observa-se uma tendência das novas gerações se preocuparem cada vez mais com a reputação das empresas e sua atuação perante a sociedade e o meio ambiente preferindo as marcas que promovem valores alinhados à sustentabilidade. Neste sentido, a pesquisa “Dossiê Universo Jovem 4” realizada com jovens brasileiros divulgada em 2008 pela MTV aponta algumas das ações que este público espera das empresas, são elas: Investimentos em projetos que façam a diferença para a comunidade; que convidem a comunidade para participar de suas ações, ensinando a população a agir; investimento em processos de produção e produtos com responsabilidade socioambiental; que primeiro façam as ações e só depois as divulguem, utilizando uma linguagem mais simples na sua comunicação (fonte: Instituto Akatu). Assim, uma atuação neste sentido é crucial tanto para atender os interesses dos novos públicos consumidores, como para não perder posição em um mercado cada vez mais competitivo.

4 – Atrair e reter talentos: E por falar em próximas gerações, esta mesma garotada que está aí (ou não tão “garotada” assim, já que eu mesma pertenço à chamada Geração Y, rs), deseja trabalhar em empresas alinhadas com os seus valores de contribuição para a sociedade, sustentabilidade e compromisso com a ética. Desta forma, um programa sólido de Sustentabilidade, que traga benefícios reais tanto para a organização quanto para a sociedade em que ela está inserida, traz como efeito colateral a retenção de talentos destas gerações. Além disso, mesmo para as gerações mais velhas, qual colaborador não prefere trabalhar em uma empresa na qual se orgulha, independente do seu porte?

5 – Gerar diferencial competitivo: É um fato. Marcas de referência na área de Sustentabilidade como Natura, Ben&Jerrys, Patagonia, Tesla, North Face e tantas outras são destaque em suas respectivas áreas porque inovaram, ousaram, fizeram diferente. Fazer muito bem o básico não vai destacar a sua organização, também não a tornará mais sustentável. Aqui, quando falamos de vantagem competitiva estamos tratando tanto do recurso tangível, como no exemplo da redução de custos, mas também de recursos intangíveis relacionados principalmente à reputação da empresa, sendo estes mais dificilmente imitados pelos concorrentes, o que permite diferenciar a sua organização do restante do mercado e agregar mais valor ao seu produto ou serviço.

6 – Desenvolver novos negócios: Ao longo da minha carreira tive a oportunidade de vivenciar diversas iniciativas de lançamento de novos produtos ou serviços mais sustentáveis que trouxeram um grande impacto positivo para os resultados dos negócios. Desde produtos concentrados – como amaciantes – que utilizam menos água no seu processo produtivo e reduzem os custos com embalagens, armazenamento e transporte, passando por tintas à base água, que trouxeram um benefício real de conforto olfativo para o consumidor e redução do impacto ambiental e hoje compõe a maior parte do mercado de tintas, até o desenvolvimento de setores inteiros como a indústria de carros elétricos e de energias renováveis. Isso sem falar nos inúmeros novos serviços desenvolvidos nos últimos anos como consultorias que auxiliam as empresas a detectarem e atuarem na redução do consumo e custos com água e energia, instituições certificadoras de edificações sustentáveis, empresas que prestam serviço de engenharia e logística reversa, recicladores de resíduos da construção civil e de produtos eletrônicos, organizações que oferecem serviços de neutralização de carbono, entre muitas outras iniciativas que a cada dia ganham mais mercado. Não importa o ramo de atuação da sua empresa, sempre é possível desenvolver um produto ou serviço mais sustentável que traga um retorno positivo para a sua organização, seja na forma de redução de custos, no fortalecimento reputacional, seja por meio da abertura de novos mercados consumidores.

7 – Gerar valor compartilhado: O conceito de Valor Compartilhado pressupõe a geração de valor econômico de forma a garantir também a geração de valor para a sociedade, por meio do desenvolvimento de negócios que propiciem o enfrentamento de suas necessidades e desafios. É uma nova forma de obter sucesso econômico que reconecta o sucesso da empresa ao progresso social. Neste sentido, no conhecido artigo de Michael Porter e Mark Kramer para a Harvard Business Review Valor Compartilhado “não é algo na periferia daquilo que a empresa faz, mas no centro”, ou seja, deve estar no seu core business. Este universo está mais próximo do que imaginamos quando vemos os esforços das “Empresas B”, organizações que, para dizer sucintamente, recebem uma certificação por, entre outros quesitos, resolverem “problemas sociais e ambientais a partir dos produtos e serviços oferecidos pelas próprias empresas”. São entidades como Natura, Ben & Jerrys e tantas outras organizações menores que, como eu costumo dizer, estão no chamado “setor 2 e meio”, ou seja, um híbrido entre uma empresa do segundo e do terceiro setores, organização privada com fins lucrativos, mas também com fins sociais. Neste sentido, as megatendências mundiais descritas brilhantemente por John Naisbitt, especialista na previsão de tendências globais, nos ajudam a apontar caminhos de novos mercados que estão ou muito em breve estarão em grande processo de expansão para o atendimento das questões da humanidade mais urgentes. Vale lembrar que as megatendências mais recentes que moldarão comportamentos, estilos de vida e consumo, são: Eficiência Energética, Mudanças Climáticas, Mobilidade Urbana, Mobilidade, Conectividade, Ascensão Social, Construções verdes, Inclusão Tecnológica, Mudanças demográficas, Economias interligadas, Escassez de recursos e Urbanização. As organizações que estiverem atentas à estes movimentos largarão na frente e terão mais tempo para se adaptar e prosperar neste novo cenário.

Em resumo, compreendendo que o trabalho de Sustentabilidade Corporativa é o alinhamento entre as necessidades do negócio, com as necessidades ambientais e da sociedade, fica mais claro o valor que ele traz justamente por atender e estar alinhado com estas demandas. Trata-se de um olhar mais amplo, sistêmico, inovador, que vai além do ambiente interno da organização, mas identifica e atua nos seus riscos, potenciais e oportunidades de gerar valor.

*Juliana Zellauy Feres é executiva da área de sustentabilidade, com passagens por diversas organizações e empresas 

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As organizações que demonstram compromisso com a responsabilidade social obtêm vantagens competitivas, ganhando a confiança do mercado, de clientes, investidores, consumidores e da comunidade local. Esse tipo de ação desencadeia uma onda de responsabilidade social corporativa que empresas espalhadas pelo mundo, de todos os tamanhos e setores, estão adotando e promovendo.

Compreender essa mudança é vital, pois o mercado está cada vez mais transparente e competitivo. É uma oportunidade para que as empresas programem práticas sustentáveis de gerenciamento não apenas para atender às exigências legais, mas também para melhor se colocar diante dos consumidores e concorrentes. É um erro entender que a sustentabilidade seja apenas restrita a aspectos de meio ambiente; da mesma forma, não se deve assumir que responsabilidade social se limite a ações em projetos sociais.

O administrador que pretenda que seu negócio seja perene deverá gerar valor nas dimensões econômicas, ambientais e sociais. As empresas são cobradas por uma atitude correspondente ao conceito da “cidadania corporativa global” que envolve sustentabilidade e responsabilidade social, dois conceitos que caminham juntos.

As organizações tornaram-se agentes transformadores que exercem uma grande influência sobre os recursos humanos, a sociedade e o meio ambiente em que estão inseridas. Os empresários tornam-se mais aptos a compreender e a participar das mudanças estruturais na relação de forças nas áreas ambiental, econômica e social.

Dois exemplos ilustram o assunto: o mercado parou de aceitar o descaso no tratamento dos recursos naturais e os consumidores estão interessados em produtos “limpos”; da mesma forma, a sociedade está muito mais atenta à inclusão de portadores de necessidades especiais no mercado de trabalho. O resultado é óbvio: a legislação tornou-se mais rígida, obrigando as empresas a encarar com mais seriedade a questão ambiental e a responsabilidade social em sua estratégia operacional.

Com essa nova postura vem a necessidade de adaptação e consequente direcionamento para novos caminhos. As empresas devem mudar seus paradigmas mudando sua visão empresarial, objetivos, estratégias de investimentos e de marketing, tudo voltado para o aprimoramento de seu produto. Companhias socialmente responsáveis e preocupadas com sustentabilidade conquistam resultados melhores e geram valor aos que estão próximos. A responsabilidade social e sustentabilidade deixaram de ser uma opção politicamente correta: é uma questão de visão estratégica e, muitas vezes, de sobrevivência.

A empresa é socialmente responsável e sustentável quando vai além da obrigação legal de pagar impostos e observar as condições adequadas de segurança e saúde para os trabalhadores ou preservar o meio ambiente. É preciso adotar nova postura: a organização que não adequar suas atividades a esses novos conceitos está destinada a perder competitividade em médio prazo.

É cada vez mais relevante para as empresas pensar em processo sucessório, sejam elas familiares ou não, portanto, é fundamental que o atual gestor invista, o quanto antes, em reflexões nesse sentido, para que assim, comece a preparar o caminho para seu sucessor.

 

 

Por Sérgio Lucchesi, sócio da Moore Stephens Auditores e Consultores

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Unindo sustentabilidade e tecnologia, BH recebe sua primeira árvore fotovoltaica. Funcionando a partir de energia solar, o dispositivo inovador é capaz de recarregar até seis celulares simultaneamente. A árvore, que fica no bairro Buritis, também disponibiliza sinal de Wi-Fi gratuito para os belo-horizontinos.

O projeto investe na utilização de energia renovável na capital. Construída com a tecnologia inovadora de filmes fotovoltaicos orgânicos da empresa mineira Sunew, a árvore, que possui um formato de palmeira, funciona com energia solar captada por um painel que não depende do ângulo de incidência do sol. Por isso, funciona com potência total por mais tempo.

Considerada uma tecnologia mais democrática e sustentável, a árvore fotovoltaica poderá ser utilizada pela população do Buritis para a recarga de celulares e como um ponto de acesso gratuito de Wi-Fi.

Quem quiser conhecer a árvore, pode passar pela sede da MRV (Av. Mário Werneck, 621 – Buritis) e conferir a novidade.

A ação é uma entre a MRV Engenharia e a Alsol.

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Belo Horizonte vai se transformar, durante o meses de setembro e outubro, na Capital Mundial da Água. BH foi a única cidade selecionada para ser a anfitriã do evento preparatório para o 8º Fórum Mundial da Água, que acontece em março de 2018, em Brasília, pela primeira vez no Brasil. A primeira ação acontece amanhã (1º) e vai iluminar de azul monumentos públicos como a Praça da Bandeira, Praça da Estação, Pirulito da Praça Sete e Praça da Liberdade para celebrar a Capital Mundial da Água.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, a ação é um evento preparatório para o Fórum Mundial da Água. “Teremos a oportunidade de levar nossa cidade para a discussão em âmbito mundial sobre a água. Somos um Estado riquíssimo em recursos hídricos e teremos a oportunidade de compartilhar com a comunidade internacional tudo isso”, disse o secretário.

Atividades em outubro

O Fórum Mundial da Água está na sua 8ª edição e tem como objetivo promover o diálogo para influenciar o processo decisório sobre água no nível global, visando aproveitamento racional, e sustentável deste recurso.  A Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com a Fiemg e Governo de Minas, realizam, durante os dias 6 e 7 de outubro, uma série de atividades e discussões com o tema água.

No dia 6 de outubro, a sede da Fiemg recebe a abertura do evento com participação de autoridades municipais. Durante a tarde um seminário sobre a água será feito, com desdobramentos na área da mineração, energia, cidade e  do desenvolvimento sustentável na Bacia do Rio Doce, além  abordagem da água como recurso hídrico.  No sábado, dia 7, a programação será na Praça da Liberdade: apresentações culturais, lúdicas e informativas junto com crianças da rede municipal de educação e também com o público fazem parte da programação.
8º Fórum Mundial da Água

Brasília receberá, nos dias 18 a 23 de março de 2018, o 8º Fórum Mundial da Água, com o tema a água sob a perspectiva da sustentabilidade. O evento acontece pela primeira vez no Hemisfério Sul e reúnirá mais de 300 organizações e 50 países. Criado em 1996, o Fórum, evento mais importante com a temática água, é organizado pelo Conselho Mundial da Água a cada três ano.

Com Prefeitura de Belo Horizonte

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Uma boa notícia para os beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida pode estar prestes a ser anunciada. De acordo com a posição do ministro das cidades Bruno Araújo, uma equipe estaria trabalhando para implementar uma portaria que determinasse que imóveis do programa ganhem painéis de geração de energia solar. A novidade teria sido anunciada pelo ministro durante um evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), segundo informações da Agência Brasil.

A novidade surge após a divulgação de um estudo realizado em parceria com a Fiesp e com Furnas sobre a implementação de energia fotovoltaica nas unidades do programa habitacional. De acordo com o veículo, o ministro assegurou que novas informações sobre a decisão deverão ser anunciadas ainda nesta semana. A expectativa é que os imóveis construídos a partir de 2018 já estejam gerando energia solar.

O estudo aponta ainda que o custo das moradias não deverá sofrer alterações com a implantação dos painéis de geração de energia fotovoltaica, que serão adicionados ao telhado das construções. Apesar disso, a energia solar não deverá substituir completamente a energia tradicional nos imóveis do programa, mas servir como um complemento, gerando parte da energia utilizada no imóvel e reduzindo o valor da conta.

Desde a segunda fase do Minha Casa, Minha Vida, todas as residências do programa para famílias com renda de até três salários mínimos localizadas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste já precisavam vir obrigatoriamente equipadas com sistemas de captação de energia solar. O uso desta energia era destinado ao aquecimento da água do chuveiro.

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A região Noroeste do Estado de Minas Gerais ganhou a sua primeira fazenda de energia solar por assinatura. Idealizada pela Empresa Brasileira de Energia Solar (Ebes), o diferencial do empreendimento é a comercialização de cotas, como se fosse uma assinatura, para o consumidor comercial.

A fazenda funciona como se o consumidor comercial alugasse uma parte da usina. A energia é conduzida normalmente pela distribuidora, que no caso é a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), e entregue aos contratantes do modelo.
A primeira usina de 1 megawatt (MW) já foi finalizada e aguarda autorização da Cemig, o que deve acontecer no próximo mês. Ela ocupa uma área de 2,5 hectares e tem capacidade para produzir 2.100 megawatts/hora (MWh) de energia por ano, atendendo de cem a 150 clientes comerciais, de pequeno e médio portes.O investimento feito pelos acionistas foi de R$ 5,5 milhões.

A Ebes tem como objetivo viabilizar cem usinas de 5 MW, num prazo de três anos, com investimentos de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões. Como serão usinas maiores, a previsão é de que elas possam atender de 500 a 750 comerciantes.

 

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Instalado pelo secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, o Fórum tem por objetivo avaliar, passados dois anos, o avanço dos países em seis Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O foco principal é o objetivo número 1, erradicação da pobreza. Quarenta e quatro países, entre os quais o Brasil, apresentarão relatórios sobre o andamento desses objetivos.

Na reunião deste domingo na Missão Brasileira da ONU, entre o governo e a sociedade civil, houve críticas ao relatório do país. O documento foi feito unilateralmente pelo governo, sem a participação da sociedade civil.

Ao apresentar o relatório do governo brasileiro, na segunda-feira, o embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho destacou a relação entre o Plano Plurianual (PPA) e os ODSs. Segundo ele, o relatório também contém ações da sociedade civil e empresas, “já que a agenda é responsabilidade de muitos atores”. E citou nominalmente o Programa Cidades Sustentáveis como importante plataforma para a incorporação da Agenda 2030 nos municípios.


Jorge Abrahão

Jorge Abrahão, coordenador geral do Programa Cidades Sustentáveis, está em Nova Iorque acompanhando todo o Fórum. Em sua opinião, o documento do governo brasileiro é bastante genérico e deixa evidente a falta do que dizer sobre as efetivas ações realizadas nestes dois últimos anos. “O Brasil está atrasado dois anos na agenda. O único avanço que podemos destacar é o lançamento, no último dia 29 de junho, da Comissão Nacional do Desenvolvimento Sustentável, responsável pela governança da Agenda 2030 no Brasil, e apresentou o relatório nacional sobre o avanço dos ODS no País”, avaliou.

Abrahão criticou o fato de a elaboração do relatório nacional não ter contado com a participação da sociedade civil. Também destacou que as reais ações do governo brasileiro vão no sentido contrário do compromisso com os ODS, como a PEC do teto de gastos e a Reforma Trabalhista.

O coordenador geral do Programa Cidades Sustentáveis relatou, ainda, que algumas propostas foram apresentadas durante o Fórum, como uma reunião com a delegação brasileira no sentido de construir caminhos para ampliar a participação. Além disso, contou que o Ministro-chefe da Secretaria de Governo do Brasil, Antônio Imbassahy, e o Itamaraty se comprometeram a defender que as políticas públicas no país estejam condicionadas aos ODS. “É importante ressaltar que é uma agenda de Estado, de longo prazo, e não de governos”, concluiu Abrahão, destacando que “o reconhecimento do Programa Cidades Sustentáveis nos coloca como interlocutores de uma agenda de vanguarda”.

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financiamento externo para ônibus elétricos

Secretário Gilberto Natalini fala ao repórter Adamo Bazani sobre os planos da prefeitura para ampliar frota de veículos elétricos.

Primeira rodada com investidores deve ocorrer nesta terça-feira. Marcha de veículos elétricos mostrou soluções tecnológicas e debateu capacidade da indústria e necessidades de mais investimentos e regulamentação mais apropriada. ABVE diz que Brasil poderia produzir hoje por ano dois mil ônibus elétricos, número que subiria para até cinco mil veículos de transporte coletivo em quatro anos

ADAMO BAZANI

Diante da licitação dos transportes coletivos, que deve remodelar o sistema de ônibus da capital paulista, e do não cumprimento da Lei de Mudanças Climáticas, que determinava frota total de coletivos municipais com baixas emissões a partir de 2018, a Prefeitura de São Paulo vai buscar financiamentos externos e parcerias para ampliar o total de ônibus que lancem no ar menos poluentes, inclusive para a implantação de modelos elétricos.

A afirmação é do Secretário do Verde e Meio Ambiente, Gilberto Natalini, em entrevista ao Diário do Transporte/Canal Mova-Se, durante o Dia da Mobilidade Elétrica, uma carreata de veículos elétricos e híbridos que ocorreu neste último sábado, 27 de maio de 2017, e foi promovida pela Associação Brasileira de Veículos Elétricos, que reúne os fabricantes.

“Dia 30, vamos fazer um seminário fechado, técnico, inclusive com uma mesa só com financiadores, para ver o que é possível conversar no sentido de buscar recursos externos internacionais, como do Fundo de Clima e dos governos da Comissão Europeia, e também recursos daqui: Caixa Econômica Federal, BNDES, quer dizer, buscar dinheiro para livrar São Paulo da poluição do ar e dos gases do efeito estufa” – disse o secretário.

Gilberto Natalini disse também ao Diário do Transporte/Canal Mova-Se,  que hoje a Prefeitura de São Paulo não tem condições de proporcionar a viabilidade econômica de ônibus e carros elétricos.

“Estamos discutindo dentro do governo formas de participar, de incentivar e de fazer com que aconteça a introdução passo a passo dos carros bicicletas, ônibus e caminhões elétricos na cidade, com as formas mais variadas possíveis: com esforços da prefeitura e também buscando parcerias com Governo do Estado, Governo Federal e financiadores, inclusive internacionais, que possam ajudar, além de contatos com as montadoras dos carros. E isso tem de ser uma costura. A prefeitura não tem poder para fechar a equação econômica” – afirmou o secretário.

Gilberto Natalini adiantou ao Diário do Transporte/Canal Mova-Se,  que a licitação dos ônibus de São Paulo deverá propor metas de redução de poluição, mas disse que não será nem no prazo ideal e nem na velocidade desejada e necessária. O secretário citou o não cumprimento da Lei de Mudanças Climáticas, assinada em 2009, e que desde então determinava o aumento de 10% do total de ônibus não poluentes até que em 2018, nenhum dos cerca de 15 mil ônibus da capital paulista dependesse exclusivamente de óleo diesel. O fato de a lei não ter sido cumprida, segundo Natalini, atrasa agora a implantação desses veículos e impede que metas mais ousadas e próximas de países desenvolvidos sejam exigidas dos empresários de ônibus.

Também presente ao evento, o Secretário de Mobilidade e Transportes da gestão João Doria, Sérgio Avelleda, apesar de acreditar que a eletricidade é o futuro da mobilidade, só vislumbra um número significativo de ônibus elétricos em São Paulo em médio e longo prazos e diz que nesse momento, as alterações precisam ser feitas gradativamente, respeitando as condições técnicas e econômicas do sistema.

“É preciso observar o comportamento dos ônibus elétricos ao longo do tempo, como é que as baterias vão funcionar, como as garagens vão se adequar. Nada poderá ser feito num sistema tão grande como o de São Paulo rapidamente. Nós precisamos alcançar reduções de emissões rapidamente, mas a soluções tecnológicas precisam vir no tempo em que possam ser realizadas” disse Avelleda.

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Carreata do Dia da Mobilidade reuniu veículos leves e pesados

A ABVE propôs ao poder municipal um novo cronograma de implantação de ônibus com tecnologias menos poluentes, pelo qual no primeiro e no segundo anos seriam colocados 20% do total de renovação de frota com veículos de tração alternativa ao diesel (não somente elétricos). Esse percentual aumentaria 10% a partir do terceiro ano até que em 2037 todos os ônibus novos em São Paulo seriam menos poluentes.

A vice-presidente da ABVE e gerente comercial da Eletra (empresa que produz sistemas de ônibus elétricos à bateria, trólebus e híbridos), Ieda Alves Oliveira, explica que hoje os ônibus deste tipo de tecnologia são mais caros que os modelos a diesel, mas que ao longo do tempo, com aumento de demanda e aperfeiçoamentos na produção, o preço vai cair. A ABVE, segundo Ieda, calcula que se hoje fossem trocados todos os ônibus por modelos entre híbridos, elétricos à bateria e trólebus, haveria um impacto de 10% no custo do sistema. Já de acordo com o cronograma proposto pela associação, esse impacto seria de 0,04% nos dois primeiros anos, sendo que, ainda explica, o peso nos custos do sistema paulistano seriam menores ao longo dos anos.

“Nós comparamos o ônibus a diesel com tecnologias trólebus, elétrico, híbrido. O híbrido está muito próximo [dos custos] do ônibus a diesel e o elétrico nós teríamos pouco impacto, mesmo a longo prazo, se nós não considerarmos créditos carbono, evolução do diesel, que as baterias vem caindo de preço gradativamente (a ideia é que caiam mais); se nós congelarmos o ponto atual, mesmo assim vai ter um impacto financeiro no sistema de menos de 10%. Para ter a frota de São Paulo, cerca de 15 mil ônibus, totalmente elétricos, considerando todo o custo de investimentos, que hoje é maior, em infraestrutura, baterias e custos atuais, seria um impacto de 10%. Só que nossa proposta é que isso seja feito gradualmente” – pondera Ieda.

A vice-presidente da ABVE calcula também que os impactos financeiros coma troca de ônibus diesel por menos poluentes seriam mínimos pelo cronograma proposto pela associação.

“Embora a gente saiba que nossa capacidade produtiva é muito maior dos que a quantidade de ônibus na proposta apresentada, estamos pensando exatamente neste momento [de restrições financeiras para a cidade e empresários de ônibus]. Para você ter uma ideia, no primeiro ano, 300 ônibus elétricos representariam apenas 0,04% do custo de todo o sistema de ônibus em São Paulo” – disse Ieda.

A gerente da Eletra e vice-presidente da ABVE também disse ao Diário do Transporte que hoje a indústria instalada no Brasil teria capacidade de produzir 2.000 ônibus elétricos por ano, sendo que este número poderia chegar até 5.000 unidades nos próximos 4 anos.

No Brasil, produzem ônibus elétricos três empesas: a Eletra, de São Bernardo do Campo, atuando há mais de 30 anos no país fabricando trólebus, ônibus elétricos à bateria e ônibus diesel; a Volvo desde com ônibus híbridos, e a BYD instalada desde 2015 em Campinas e podendo produzir ônibus elétricos a bateria com maior nível de nacionalização a partir deste ano.

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Van elétrica da BYD para os Correios

O diretor de marketing, novos negócios e sustentabilidade da BYD, Adalberto Maluf, também participou do evento e disse ao Diário do Transporte/Canal Mova-Se,  que hoje um dos grandes problemas do Brasil é a falta de regulamentação sobre as emissões de poluentes em acordo com que a OMS – Organização Mundial da Saúde recomenda.

“O Brasil não avançou muito em relação à poluição. Hoje a OMS – Organização Mundial da Saúde colocou 20 partículas por milhão como média de particulados lançados no ar e 10 partícula por milhão como média anual. A União Europeia também regula em 20 partículas por milhão, mas sem a regulamentação por ano. Os Estados Unidos, em 25 partículas por milhão. E o Brasil não tem regulamentação. Então como não se criou uma regulamentação para poluição associada em especial ao diesel, o mercado não se mexeu. E esse é o problema. Quando teve a regulamentação no Estado de São Paulo, feita pela CETESB, regulamentaram com 60 partículas por milhão, três vezes mais que a regulamentação orientada pela OMS. Eu fico muito preocupado com a falta de liderança da CETESB sobre o tema” – disse Adalberto Maluf.

O executivo também disse ao Diário do Transporte que esta situação pode custar 256 mil vidas perdidas por causa da poluição e mais de US$ 1,6 bilhão até 2030.

“Se pegar um estudo do professor Paulo Saldiva [do Instituto de poluição da USP], com a projeção de crescimento de emissões de particulados de 2015 até 2030 em 5%, a gente está falando de 256 mil mortes relacionadas à poluição na cidade de São Paulo, com o impacto de R$ 1,6 bilhão à saúde pública. E até quando a saúde pública vai pagar a conta sem conversar com os transportes, sem exigir que as montadoras e que as distribuidoras de combustível melhorem a qualidade? Eu acho que uma hora a gente vai quebrar porque os custos só aumentam” – completou Adalberto Maluf.

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Caminhão de coleta de lixo elétrico da BYD.

Já o presidente da ABVE, Ricardo Guggisberg, disse ao Diário do Transporte /Canal Mova-Se, que, além da regulamentação, é importante o incentivo à produção de veículos não poluentes e defende que na Agenda 2030, que será elaborada entre produtores de automóveis e o governo federal, com as diretrizes para a indústria nos próximos 13 anos, os impostos sejam de acordo com a eficiência energética dos carros, ônibus e caminhões.

“Nós conseguimos alguns incentivos para que a gente coloque mais veículos elétricos no mercado, só que são muito poucos. Ainda precisamos de mais incentivos como a regulação do IPI para que o imposto seja equiparado ao incidente sobre veículos de alta eficiência energética. Precisamos que a Rota 2030 defina o custo do Imposto pela eficiência energética que os veículos promovem, assim a gente estaria equiparando a concorrência das tecnologias” disse Ricardo Guggisberg.

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DESFILE E GARAGEM ABERTA:

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O Dia da Mobilidade Elétrica teve sua segunda edição neste último sábado.  O evento foi maior do que na primeira vez, tanto em veículos expostos, como em número de autoridades presentes, o que pode indicar uma tendência e maior interesse sobre o assunto.

Diversos modelos de produtos, equipamentos soluções e veículos foram apresentados.

A carreata saiu da Rua Treze de Maio, na região central, percorreu vias importantes, como Avenida Paulista, até o estádio do Pacaembu, na zona oeste. Foram skates, bicicletas, carros de passeio, vans, caminhão de coleta de lixo e ônibus elétricos ou híbridos.

A programação contou também com um evento paralelo ao Dia da Mobilidade Elétrica, que foi o “Garagem Aberta da Metra”, empresa operadora do Corredor ABD e que hoje reúne uma das maiores frotas de ônibus elétricos, híbridos e trólebus do país, com 95 unidades.

A empresa, que é da mesma família controladora da Eletra, completou 20 anos e abriu as portas da garagem para a comunidade em geral, imprensa e busólogos (admiradores de ônibus).

Da garagem, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, saíram três veículos que participaram da carreata: o primeiro ônibus elétrico híbrido do país, modelo articulado de 18 metros feito em 1999 e que ainda está em operação comercial;  um híbrido de 12 metros e o DualBus, que reúne tecnologias diferentes num mesmo veículo e possui 23 metros de comprimento.

Entre os modelos destacados pela assessoria da ABVE estão:

A Eletra apresentou o Dual Bus, ônibus elétrico de conceito inédito, que entrou em testes na Linha 376 (Diadema/Brooklin) no Corredor ABD de São Paulo, operado pela Metra, na semana de realização da carreata. Desenvolvido pioneiramente no Brasil pela Eletra, sua grande novidade tecnológica está no sistema padronizado de tração, que pode ser alimentado por várias fontes de energia. O modelo que desfilou reúne as tecnologias híbrida (com um motor a diesel e outro elétrico) e trólebus (com a rede elétrica aérea) Uma das vantagens é a flexibilidade de um ônibus diesel com as emissões reduzidas ou até mesmo zero dos modelos elétricos e híbridos. É possível alternar a tecnologia dependendo do trecho do trajeto, inclusive criando áreas de emissão zero.  O modelo apresentado tem 23 metros de comprimento e capacidade para 153 passageiros.

A BYD, que neste ano inaugurou sua planta de ônibus elétricos em Campinas, no Interior de São Paulo, apresentou três modelos que circularam em testes em diversas cidades brasileiras. O K 10A, ônibus urbano de três eixos e 15 metros de comprimento, e o K 11, articulado de 18,6 metros para demandas maiores.  A empresa também apresentou um caminhão de coleta de lixo 100% elétricos, vans de entregas, indicadas especialmente para o tráfego  urbano, táxis e carros de passeio.

A Ford desfilou com o Fusion Hybrid Titanium – o primeiro carro híbrido a ser vendido no País e líder de vendas no segmento desde o seu lançamento, em 2010.  Além de ter o maior tamanho e potência da categoria, o Ford Fusion Hybrid é referência em segurança, autonomia e eficiência, com um consumo de 16,8 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada. Isso sem falar nas tecnologias de ponta: o modelo conta com assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestres, sistema operado por radar e sensores que ajuda a evitar atropelamentos e colisões, piloto automático adaptativo com “stop and go”, alerta de colisão com assistência de frenagem autônoma, estacionamento automático de segunda geração e transmissão automática de seis marchas, comandada pelo novo seletor rotativo E-shifter, que substitui a alavanca de câmbio no console.

A Elektra Motors apresentou um Tesla no evento, grande conhecida do mercado por sua expertise em veículos elétricos no Brasil, levou ao trajeto a Tesla Model S, modelo bivolt que tem autonomia para rodar até 440km e que possui uma aceleração de 4,3 segundo (de 0 a 100km/h) e tração nas quatro rodas. Além disso conta com a função piloto automático, que ajuda o carro a permanecer na pista, mudança de faixa, se adapta ao tráfego reduz e acelera, e encontra vagas de estacionamento sozinho.

A Toyota desfilou com o Prius, primeiro veículo híbrido a ser produzido em escala no mundo, em 1997. O modelo, que detém o título de híbrido mais vendido globalmente, já atingiu a marca de seis milhões de unidades comercializadas em mais de 150 países. No Brasil, o Prius iniciou suas vendas em janeiro de 2013 e obteve, desde então, 1.600 unidades emplacadas.

Outra atração ligada ao advento da tecnologia híbrida presente no evento fio o Lexus CT 200h, o primeiro hatchback híbrido de luxo do mundo, produzido pela Lexus, marca de luxo da Toyota. O hatch premium iniciou suas vendas em meados de 2012 no Brasil e, até aqui, chegou à marca de quase 200 veículos comercializados. A Toyota tem posicionado as tecnologias híbridas também como peça fundamental para o século XXI, pois englobam todos os componentes tecnológicos necessários para o desenvolvimento de carros ecologicamente amigáveis.

A Volvo também desfilou novidades e exibiu seu XC90 T8, um SUV de luxo que chega ao Brasil apontando o futuro dos veículos da marca, que conta com versões totalmente elétrica, híbrida, com autonomia de até 35km. Já no segmento de pesados, a marca exibiu ônibus híbridos, cuja grande vantagem é que ele não precisa de carga externa: a bateria do motor elétrico é carregada com a energia gerada durante as frenagens. Além disso, o modelo conta com produção em escala na fábrica da empresa instalada em Curitiba.

A Mercedes-Benz também marcou presença com o seu smart fortwo electric drive, veículo compacto, totalmente elétrico, e com velocidade máxima estimada em 125 km/h, acompanhada da Renault, que traz o utilitário Kangoo, e os compactos Zoe e Twizy, e da Nissan, com o modelo Leaf, veículo 100% elétrico e bancos feitos de garrafas recicladas.

Da marca Porsche, o evento contou com o Porsche Cayenne S E Hybrid, que chegou ao Brasil ao final de 2016, durante a última edição do Salão do Automóvel e ganhou o selo CONPET, pelo Inmetro, por ser o veículo mais eficiente em sua categoria.

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Existe um tipo de poluição do ar muito perigosa e que passa despercebida para muita gente, porque, ao contrário da fumaça, é invisível.

Trata-se das partículas microscópicas conhecidas como PM2,5, emitidas pelos escapamentos e pneus dos carros.

Cada partícula tem menos de um micrômetro de diâmetro, 20 vezes menor do que um grão de areia.

Elas são tão pequenas que podem chegar aos pulmões, entrar na corrente sanguínea e causar doenças respiratórias e cardíacas.

Além disso, atingem o cérebro por meio dos nervos que ligam o órgão ao nariz.

Há indícios ainda não comprovados de que, uma vez no tecido cerebral, as PM2,5 sejam capazes de interromper a conexão entre os neurônios e levar à demência.

A maioria das pessoas está exposta a esse tipo de poluição no mundo. Só uma em cada dez vive em locais em que se respeita os limites da Organização Mundial da Saúde para a qualidade do ar.

A recomendação é uma média anual de 10 microgramas de PM2,5 por metro cúbico de ar.

Em regiões de São Paulo e de outras capitais da América Latina, por exemplo, as médias ultrapassam 20 microgramas.

Este texto faz parte da série da BBC #SoICanBreathe, dedicada a problemas causados pela poluição.

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É possível afirmar que o sol é brasileiro. Apesar de suas variações de tempo, em alguns estados do país intertropical, localizado no Hemisfério Sul e abaixo da Linha do Equador, o astro rei brilha o ano inteiro. E é por isso, que o Brasil tem potencial e já está em tempo de se transformar em uma das maiores nações que produz e consome energia solar fotovoltaica do mundo.

“O brasileiro precisa entender que é possível, simples e barato transformar o consumo de energia dentro de casa, que essa realidade não precisa ser somente europeia”, explica Pedro Pintão, engenheiro e sócio-diretor da NeoSolar Energia, empresa paulista especializada em soluções para energia solar. “Mais que compreender, é preciso agir”, completa.

E é agindo que o policial militar ambiental Luiz Alberto Vilalva, de 41 anos, colabora para a transformação brasileira. Casado e pai de família, já tem em sua residência de 220 m² em Campo Grande, MS, energia solar térmica há anos e há alguns poucos meses, trocou a energia elétrica pela solar fotovoltaica. “Por que não usar essa energia renovável na casa toda?”, questiona. “A luz que não se apaga, se paga. Aprendi com minha mãe, Dona Edna, a amar e respeitar o meio ambiente e essa lição já foi passada aos meus quatro filhos desde muito cedo”, conscientiza-se ainda. O projeto conta com 15 painéis o que corresponde a 3,9 kw o que dá retorno energético mensal de 480 kwh mês. “É tudo descomplicado e rápido: a necessidade é avaliada, o projeto elaborado e executado”, fala.

Ainda de acordo com Luiz Vilalva, que não suporta o desperdício, é preciso desmistificar o uso da natureza bem como o processo de instalação e geração da energia solar. “O mecanismo é bem mais simples do que noticiam e não me sinto nada culpado em desfrutar com conforto e qualidade a iluminação dentro de casa”, relata.

Entre as várias vantagens de se utilizar a energia solar totalmente renovável e infinita estão: benefícios ambientais, fácil instalação e manutenção, não poluição,pode ser usada em áreas remotas onde não existe energia e mexe diretamente no orçamento da casa, uma economia de até 85% ao mês.

De classe média e totalmente preocupado com as futuras gerações, Luiz defende e atua na causa de que a energia deve ser usufruída com inteligência. “Apague a luz”, conclui.

Tome Nota:

Desde 2012, a Resolução Normativa 482 da ANEEL entrou em vigor e regulamenta que qualquer residência ou indústria poderá instalar um sistema de micro ou mini geração distribuída para o auto consumo.

Sobre a Neosolar Energia

A Neosolar Energia atua há mais de cinco anos no mercado energético, oferecendo consultoria, comercialização e instalação de produtos que viabilizem a produção e o consumo de energia solar fotovoltaica. Saiba mais sobre a NeoSolar Energia em: www.neosolar.com.br

* Com informações da Neosolar.