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Uma boa notícia para os beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida pode estar prestes a ser anunciada. De acordo com a posição do ministro das cidades Bruno Araújo, uma equipe estaria trabalhando para implementar uma portaria que determinasse que imóveis do programa ganhem painéis de geração de energia solar. A novidade teria sido anunciada pelo ministro durante um evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), segundo informações da Agência Brasil.

A novidade surge após a divulgação de um estudo realizado em parceria com a Fiesp e com Furnas sobre a implementação de energia fotovoltaica nas unidades do programa habitacional. De acordo com o veículo, o ministro assegurou que novas informações sobre a decisão deverão ser anunciadas ainda nesta semana. A expectativa é que os imóveis construídos a partir de 2018 já estejam gerando energia solar.

O estudo aponta ainda que o custo das moradias não deverá sofrer alterações com a implantação dos painéis de geração de energia fotovoltaica, que serão adicionados ao telhado das construções. Apesar disso, a energia solar não deverá substituir completamente a energia tradicional nos imóveis do programa, mas servir como um complemento, gerando parte da energia utilizada no imóvel e reduzindo o valor da conta.

Desde a segunda fase do Minha Casa, Minha Vida, todas as residências do programa para famílias com renda de até três salários mínimos localizadas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste já precisavam vir obrigatoriamente equipadas com sistemas de captação de energia solar. O uso desta energia era destinado ao aquecimento da água do chuveiro.

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A região Noroeste do Estado de Minas Gerais ganhou a sua primeira fazenda de energia solar por assinatura. Idealizada pela Empresa Brasileira de Energia Solar (Ebes), o diferencial do empreendimento é a comercialização de cotas, como se fosse uma assinatura, para o consumidor comercial.

A fazenda funciona como se o consumidor comercial alugasse uma parte da usina. A energia é conduzida normalmente pela distribuidora, que no caso é a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), e entregue aos contratantes do modelo.
A primeira usina de 1 megawatt (MW) já foi finalizada e aguarda autorização da Cemig, o que deve acontecer no próximo mês. Ela ocupa uma área de 2,5 hectares e tem capacidade para produzir 2.100 megawatts/hora (MWh) de energia por ano, atendendo de cem a 150 clientes comerciais, de pequeno e médio portes.O investimento feito pelos acionistas foi de R$ 5,5 milhões.

A Ebes tem como objetivo viabilizar cem usinas de 5 MW, num prazo de três anos, com investimentos de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões. Como serão usinas maiores, a previsão é de que elas possam atender de 500 a 750 comerciantes.

 

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Instalado pelo secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, o Fórum tem por objetivo avaliar, passados dois anos, o avanço dos países em seis Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O foco principal é o objetivo número 1, erradicação da pobreza. Quarenta e quatro países, entre os quais o Brasil, apresentarão relatórios sobre o andamento desses objetivos.

Na reunião deste domingo na Missão Brasileira da ONU, entre o governo e a sociedade civil, houve críticas ao relatório do país. O documento foi feito unilateralmente pelo governo, sem a participação da sociedade civil.

Ao apresentar o relatório do governo brasileiro, na segunda-feira, o embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho destacou a relação entre o Plano Plurianual (PPA) e os ODSs. Segundo ele, o relatório também contém ações da sociedade civil e empresas, “já que a agenda é responsabilidade de muitos atores”. E citou nominalmente o Programa Cidades Sustentáveis como importante plataforma para a incorporação da Agenda 2030 nos municípios.


Jorge Abrahão

Jorge Abrahão, coordenador geral do Programa Cidades Sustentáveis, está em Nova Iorque acompanhando todo o Fórum. Em sua opinião, o documento do governo brasileiro é bastante genérico e deixa evidente a falta do que dizer sobre as efetivas ações realizadas nestes dois últimos anos. “O Brasil está atrasado dois anos na agenda. O único avanço que podemos destacar é o lançamento, no último dia 29 de junho, da Comissão Nacional do Desenvolvimento Sustentável, responsável pela governança da Agenda 2030 no Brasil, e apresentou o relatório nacional sobre o avanço dos ODS no País”, avaliou.

Abrahão criticou o fato de a elaboração do relatório nacional não ter contado com a participação da sociedade civil. Também destacou que as reais ações do governo brasileiro vão no sentido contrário do compromisso com os ODS, como a PEC do teto de gastos e a Reforma Trabalhista.

O coordenador geral do Programa Cidades Sustentáveis relatou, ainda, que algumas propostas foram apresentadas durante o Fórum, como uma reunião com a delegação brasileira no sentido de construir caminhos para ampliar a participação. Além disso, contou que o Ministro-chefe da Secretaria de Governo do Brasil, Antônio Imbassahy, e o Itamaraty se comprometeram a defender que as políticas públicas no país estejam condicionadas aos ODS. “É importante ressaltar que é uma agenda de Estado, de longo prazo, e não de governos”, concluiu Abrahão, destacando que “o reconhecimento do Programa Cidades Sustentáveis nos coloca como interlocutores de uma agenda de vanguarda”.

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financiamento externo para ônibus elétricos

Secretário Gilberto Natalini fala ao repórter Adamo Bazani sobre os planos da prefeitura para ampliar frota de veículos elétricos.

Primeira rodada com investidores deve ocorrer nesta terça-feira. Marcha de veículos elétricos mostrou soluções tecnológicas e debateu capacidade da indústria e necessidades de mais investimentos e regulamentação mais apropriada. ABVE diz que Brasil poderia produzir hoje por ano dois mil ônibus elétricos, número que subiria para até cinco mil veículos de transporte coletivo em quatro anos

ADAMO BAZANI

Diante da licitação dos transportes coletivos, que deve remodelar o sistema de ônibus da capital paulista, e do não cumprimento da Lei de Mudanças Climáticas, que determinava frota total de coletivos municipais com baixas emissões a partir de 2018, a Prefeitura de São Paulo vai buscar financiamentos externos e parcerias para ampliar o total de ônibus que lancem no ar menos poluentes, inclusive para a implantação de modelos elétricos.

A afirmação é do Secretário do Verde e Meio Ambiente, Gilberto Natalini, em entrevista ao Diário do Transporte/Canal Mova-Se, durante o Dia da Mobilidade Elétrica, uma carreata de veículos elétricos e híbridos que ocorreu neste último sábado, 27 de maio de 2017, e foi promovida pela Associação Brasileira de Veículos Elétricos, que reúne os fabricantes.

“Dia 30, vamos fazer um seminário fechado, técnico, inclusive com uma mesa só com financiadores, para ver o que é possível conversar no sentido de buscar recursos externos internacionais, como do Fundo de Clima e dos governos da Comissão Europeia, e também recursos daqui: Caixa Econômica Federal, BNDES, quer dizer, buscar dinheiro para livrar São Paulo da poluição do ar e dos gases do efeito estufa” – disse o secretário.

Gilberto Natalini disse também ao Diário do Transporte/Canal Mova-Se,  que hoje a Prefeitura de São Paulo não tem condições de proporcionar a viabilidade econômica de ônibus e carros elétricos.

“Estamos discutindo dentro do governo formas de participar, de incentivar e de fazer com que aconteça a introdução passo a passo dos carros bicicletas, ônibus e caminhões elétricos na cidade, com as formas mais variadas possíveis: com esforços da prefeitura e também buscando parcerias com Governo do Estado, Governo Federal e financiadores, inclusive internacionais, que possam ajudar, além de contatos com as montadoras dos carros. E isso tem de ser uma costura. A prefeitura não tem poder para fechar a equação econômica” – afirmou o secretário.

Gilberto Natalini adiantou ao Diário do Transporte/Canal Mova-Se,  que a licitação dos ônibus de São Paulo deverá propor metas de redução de poluição, mas disse que não será nem no prazo ideal e nem na velocidade desejada e necessária. O secretário citou o não cumprimento da Lei de Mudanças Climáticas, assinada em 2009, e que desde então determinava o aumento de 10% do total de ônibus não poluentes até que em 2018, nenhum dos cerca de 15 mil ônibus da capital paulista dependesse exclusivamente de óleo diesel. O fato de a lei não ter sido cumprida, segundo Natalini, atrasa agora a implantação desses veículos e impede que metas mais ousadas e próximas de países desenvolvidos sejam exigidas dos empresários de ônibus.

Também presente ao evento, o Secretário de Mobilidade e Transportes da gestão João Doria, Sérgio Avelleda, apesar de acreditar que a eletricidade é o futuro da mobilidade, só vislumbra um número significativo de ônibus elétricos em São Paulo em médio e longo prazos e diz que nesse momento, as alterações precisam ser feitas gradativamente, respeitando as condições técnicas e econômicas do sistema.

“É preciso observar o comportamento dos ônibus elétricos ao longo do tempo, como é que as baterias vão funcionar, como as garagens vão se adequar. Nada poderá ser feito num sistema tão grande como o de São Paulo rapidamente. Nós precisamos alcançar reduções de emissões rapidamente, mas a soluções tecnológicas precisam vir no tempo em que possam ser realizadas” disse Avelleda.

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Carreata do Dia da Mobilidade reuniu veículos leves e pesados

A ABVE propôs ao poder municipal um novo cronograma de implantação de ônibus com tecnologias menos poluentes, pelo qual no primeiro e no segundo anos seriam colocados 20% do total de renovação de frota com veículos de tração alternativa ao diesel (não somente elétricos). Esse percentual aumentaria 10% a partir do terceiro ano até que em 2037 todos os ônibus novos em São Paulo seriam menos poluentes.

A vice-presidente da ABVE e gerente comercial da Eletra (empresa que produz sistemas de ônibus elétricos à bateria, trólebus e híbridos), Ieda Alves Oliveira, explica que hoje os ônibus deste tipo de tecnologia são mais caros que os modelos a diesel, mas que ao longo do tempo, com aumento de demanda e aperfeiçoamentos na produção, o preço vai cair. A ABVE, segundo Ieda, calcula que se hoje fossem trocados todos os ônibus por modelos entre híbridos, elétricos à bateria e trólebus, haveria um impacto de 10% no custo do sistema. Já de acordo com o cronograma proposto pela associação, esse impacto seria de 0,04% nos dois primeiros anos, sendo que, ainda explica, o peso nos custos do sistema paulistano seriam menores ao longo dos anos.

“Nós comparamos o ônibus a diesel com tecnologias trólebus, elétrico, híbrido. O híbrido está muito próximo [dos custos] do ônibus a diesel e o elétrico nós teríamos pouco impacto, mesmo a longo prazo, se nós não considerarmos créditos carbono, evolução do diesel, que as baterias vem caindo de preço gradativamente (a ideia é que caiam mais); se nós congelarmos o ponto atual, mesmo assim vai ter um impacto financeiro no sistema de menos de 10%. Para ter a frota de São Paulo, cerca de 15 mil ônibus, totalmente elétricos, considerando todo o custo de investimentos, que hoje é maior, em infraestrutura, baterias e custos atuais, seria um impacto de 10%. Só que nossa proposta é que isso seja feito gradualmente” – pondera Ieda.

A vice-presidente da ABVE calcula também que os impactos financeiros coma troca de ônibus diesel por menos poluentes seriam mínimos pelo cronograma proposto pela associação.

“Embora a gente saiba que nossa capacidade produtiva é muito maior dos que a quantidade de ônibus na proposta apresentada, estamos pensando exatamente neste momento [de restrições financeiras para a cidade e empresários de ônibus]. Para você ter uma ideia, no primeiro ano, 300 ônibus elétricos representariam apenas 0,04% do custo de todo o sistema de ônibus em São Paulo” – disse Ieda.

A gerente da Eletra e vice-presidente da ABVE também disse ao Diário do Transporte que hoje a indústria instalada no Brasil teria capacidade de produzir 2.000 ônibus elétricos por ano, sendo que este número poderia chegar até 5.000 unidades nos próximos 4 anos.

No Brasil, produzem ônibus elétricos três empesas: a Eletra, de São Bernardo do Campo, atuando há mais de 30 anos no país fabricando trólebus, ônibus elétricos à bateria e ônibus diesel; a Volvo desde com ônibus híbridos, e a BYD instalada desde 2015 em Campinas e podendo produzir ônibus elétricos a bateria com maior nível de nacionalização a partir deste ano.

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Van elétrica da BYD para os Correios

O diretor de marketing, novos negócios e sustentabilidade da BYD, Adalberto Maluf, também participou do evento e disse ao Diário do Transporte/Canal Mova-Se,  que hoje um dos grandes problemas do Brasil é a falta de regulamentação sobre as emissões de poluentes em acordo com que a OMS – Organização Mundial da Saúde recomenda.

“O Brasil não avançou muito em relação à poluição. Hoje a OMS – Organização Mundial da Saúde colocou 20 partículas por milhão como média de particulados lançados no ar e 10 partícula por milhão como média anual. A União Europeia também regula em 20 partículas por milhão, mas sem a regulamentação por ano. Os Estados Unidos, em 25 partículas por milhão. E o Brasil não tem regulamentação. Então como não se criou uma regulamentação para poluição associada em especial ao diesel, o mercado não se mexeu. E esse é o problema. Quando teve a regulamentação no Estado de São Paulo, feita pela CETESB, regulamentaram com 60 partículas por milhão, três vezes mais que a regulamentação orientada pela OMS. Eu fico muito preocupado com a falta de liderança da CETESB sobre o tema” – disse Adalberto Maluf.

O executivo também disse ao Diário do Transporte que esta situação pode custar 256 mil vidas perdidas por causa da poluição e mais de US$ 1,6 bilhão até 2030.

“Se pegar um estudo do professor Paulo Saldiva [do Instituto de poluição da USP], com a projeção de crescimento de emissões de particulados de 2015 até 2030 em 5%, a gente está falando de 256 mil mortes relacionadas à poluição na cidade de São Paulo, com o impacto de R$ 1,6 bilhão à saúde pública. E até quando a saúde pública vai pagar a conta sem conversar com os transportes, sem exigir que as montadoras e que as distribuidoras de combustível melhorem a qualidade? Eu acho que uma hora a gente vai quebrar porque os custos só aumentam” – completou Adalberto Maluf.

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Caminhão de coleta de lixo elétrico da BYD.

Já o presidente da ABVE, Ricardo Guggisberg, disse ao Diário do Transporte /Canal Mova-Se, que, além da regulamentação, é importante o incentivo à produção de veículos não poluentes e defende que na Agenda 2030, que será elaborada entre produtores de automóveis e o governo federal, com as diretrizes para a indústria nos próximos 13 anos, os impostos sejam de acordo com a eficiência energética dos carros, ônibus e caminhões.

“Nós conseguimos alguns incentivos para que a gente coloque mais veículos elétricos no mercado, só que são muito poucos. Ainda precisamos de mais incentivos como a regulação do IPI para que o imposto seja equiparado ao incidente sobre veículos de alta eficiência energética. Precisamos que a Rota 2030 defina o custo do Imposto pela eficiência energética que os veículos promovem, assim a gente estaria equiparando a concorrência das tecnologias” disse Ricardo Guggisberg.

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DESFILE E GARAGEM ABERTA:

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O Dia da Mobilidade Elétrica teve sua segunda edição neste último sábado.  O evento foi maior do que na primeira vez, tanto em veículos expostos, como em número de autoridades presentes, o que pode indicar uma tendência e maior interesse sobre o assunto.

Diversos modelos de produtos, equipamentos soluções e veículos foram apresentados.

A carreata saiu da Rua Treze de Maio, na região central, percorreu vias importantes, como Avenida Paulista, até o estádio do Pacaembu, na zona oeste. Foram skates, bicicletas, carros de passeio, vans, caminhão de coleta de lixo e ônibus elétricos ou híbridos.

A programação contou também com um evento paralelo ao Dia da Mobilidade Elétrica, que foi o “Garagem Aberta da Metra”, empresa operadora do Corredor ABD e que hoje reúne uma das maiores frotas de ônibus elétricos, híbridos e trólebus do país, com 95 unidades.

A empresa, que é da mesma família controladora da Eletra, completou 20 anos e abriu as portas da garagem para a comunidade em geral, imprensa e busólogos (admiradores de ônibus).

Da garagem, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, saíram três veículos que participaram da carreata: o primeiro ônibus elétrico híbrido do país, modelo articulado de 18 metros feito em 1999 e que ainda está em operação comercial;  um híbrido de 12 metros e o DualBus, que reúne tecnologias diferentes num mesmo veículo e possui 23 metros de comprimento.

Entre os modelos destacados pela assessoria da ABVE estão:

A Eletra apresentou o Dual Bus, ônibus elétrico de conceito inédito, que entrou em testes na Linha 376 (Diadema/Brooklin) no Corredor ABD de São Paulo, operado pela Metra, na semana de realização da carreata. Desenvolvido pioneiramente no Brasil pela Eletra, sua grande novidade tecnológica está no sistema padronizado de tração, que pode ser alimentado por várias fontes de energia. O modelo que desfilou reúne as tecnologias híbrida (com um motor a diesel e outro elétrico) e trólebus (com a rede elétrica aérea) Uma das vantagens é a flexibilidade de um ônibus diesel com as emissões reduzidas ou até mesmo zero dos modelos elétricos e híbridos. É possível alternar a tecnologia dependendo do trecho do trajeto, inclusive criando áreas de emissão zero.  O modelo apresentado tem 23 metros de comprimento e capacidade para 153 passageiros.

A BYD, que neste ano inaugurou sua planta de ônibus elétricos em Campinas, no Interior de São Paulo, apresentou três modelos que circularam em testes em diversas cidades brasileiras. O K 10A, ônibus urbano de três eixos e 15 metros de comprimento, e o K 11, articulado de 18,6 metros para demandas maiores.  A empresa também apresentou um caminhão de coleta de lixo 100% elétricos, vans de entregas, indicadas especialmente para o tráfego  urbano, táxis e carros de passeio.

A Ford desfilou com o Fusion Hybrid Titanium – o primeiro carro híbrido a ser vendido no País e líder de vendas no segmento desde o seu lançamento, em 2010.  Além de ter o maior tamanho e potência da categoria, o Ford Fusion Hybrid é referência em segurança, autonomia e eficiência, com um consumo de 16,8 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada. Isso sem falar nas tecnologias de ponta: o modelo conta com assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestres, sistema operado por radar e sensores que ajuda a evitar atropelamentos e colisões, piloto automático adaptativo com “stop and go”, alerta de colisão com assistência de frenagem autônoma, estacionamento automático de segunda geração e transmissão automática de seis marchas, comandada pelo novo seletor rotativo E-shifter, que substitui a alavanca de câmbio no console.

A Elektra Motors apresentou um Tesla no evento, grande conhecida do mercado por sua expertise em veículos elétricos no Brasil, levou ao trajeto a Tesla Model S, modelo bivolt que tem autonomia para rodar até 440km e que possui uma aceleração de 4,3 segundo (de 0 a 100km/h) e tração nas quatro rodas. Além disso conta com a função piloto automático, que ajuda o carro a permanecer na pista, mudança de faixa, se adapta ao tráfego reduz e acelera, e encontra vagas de estacionamento sozinho.

A Toyota desfilou com o Prius, primeiro veículo híbrido a ser produzido em escala no mundo, em 1997. O modelo, que detém o título de híbrido mais vendido globalmente, já atingiu a marca de seis milhões de unidades comercializadas em mais de 150 países. No Brasil, o Prius iniciou suas vendas em janeiro de 2013 e obteve, desde então, 1.600 unidades emplacadas.

Outra atração ligada ao advento da tecnologia híbrida presente no evento fio o Lexus CT 200h, o primeiro hatchback híbrido de luxo do mundo, produzido pela Lexus, marca de luxo da Toyota. O hatch premium iniciou suas vendas em meados de 2012 no Brasil e, até aqui, chegou à marca de quase 200 veículos comercializados. A Toyota tem posicionado as tecnologias híbridas também como peça fundamental para o século XXI, pois englobam todos os componentes tecnológicos necessários para o desenvolvimento de carros ecologicamente amigáveis.

A Volvo também desfilou novidades e exibiu seu XC90 T8, um SUV de luxo que chega ao Brasil apontando o futuro dos veículos da marca, que conta com versões totalmente elétrica, híbrida, com autonomia de até 35km. Já no segmento de pesados, a marca exibiu ônibus híbridos, cuja grande vantagem é que ele não precisa de carga externa: a bateria do motor elétrico é carregada com a energia gerada durante as frenagens. Além disso, o modelo conta com produção em escala na fábrica da empresa instalada em Curitiba.

A Mercedes-Benz também marcou presença com o seu smart fortwo electric drive, veículo compacto, totalmente elétrico, e com velocidade máxima estimada em 125 km/h, acompanhada da Renault, que traz o utilitário Kangoo, e os compactos Zoe e Twizy, e da Nissan, com o modelo Leaf, veículo 100% elétrico e bancos feitos de garrafas recicladas.

Da marca Porsche, o evento contou com o Porsche Cayenne S E Hybrid, que chegou ao Brasil ao final de 2016, durante a última edição do Salão do Automóvel e ganhou o selo CONPET, pelo Inmetro, por ser o veículo mais eficiente em sua categoria.

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Existe um tipo de poluição do ar muito perigosa e que passa despercebida para muita gente, porque, ao contrário da fumaça, é invisível.

Trata-se das partículas microscópicas conhecidas como PM2,5, emitidas pelos escapamentos e pneus dos carros.

Cada partícula tem menos de um micrômetro de diâmetro, 20 vezes menor do que um grão de areia.

Elas são tão pequenas que podem chegar aos pulmões, entrar na corrente sanguínea e causar doenças respiratórias e cardíacas.

Além disso, atingem o cérebro por meio dos nervos que ligam o órgão ao nariz.

Há indícios ainda não comprovados de que, uma vez no tecido cerebral, as PM2,5 sejam capazes de interromper a conexão entre os neurônios e levar à demência.

A maioria das pessoas está exposta a esse tipo de poluição no mundo. Só uma em cada dez vive em locais em que se respeita os limites da Organização Mundial da Saúde para a qualidade do ar.

A recomendação é uma média anual de 10 microgramas de PM2,5 por metro cúbico de ar.

Em regiões de São Paulo e de outras capitais da América Latina, por exemplo, as médias ultrapassam 20 microgramas.

Este texto faz parte da série da BBC #SoICanBreathe, dedicada a problemas causados pela poluição.

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É possível afirmar que o sol é brasileiro. Apesar de suas variações de tempo, em alguns estados do país intertropical, localizado no Hemisfério Sul e abaixo da Linha do Equador, o astro rei brilha o ano inteiro. E é por isso, que o Brasil tem potencial e já está em tempo de se transformar em uma das maiores nações que produz e consome energia solar fotovoltaica do mundo.

“O brasileiro precisa entender que é possível, simples e barato transformar o consumo de energia dentro de casa, que essa realidade não precisa ser somente europeia”, explica Pedro Pintão, engenheiro e sócio-diretor da NeoSolar Energia, empresa paulista especializada em soluções para energia solar. “Mais que compreender, é preciso agir”, completa.

E é agindo que o policial militar ambiental Luiz Alberto Vilalva, de 41 anos, colabora para a transformação brasileira. Casado e pai de família, já tem em sua residência de 220 m² em Campo Grande, MS, energia solar térmica há anos e há alguns poucos meses, trocou a energia elétrica pela solar fotovoltaica. “Por que não usar essa energia renovável na casa toda?”, questiona. “A luz que não se apaga, se paga. Aprendi com minha mãe, Dona Edna, a amar e respeitar o meio ambiente e essa lição já foi passada aos meus quatro filhos desde muito cedo”, conscientiza-se ainda. O projeto conta com 15 painéis o que corresponde a 3,9 kw o que dá retorno energético mensal de 480 kwh mês. “É tudo descomplicado e rápido: a necessidade é avaliada, o projeto elaborado e executado”, fala.

Ainda de acordo com Luiz Vilalva, que não suporta o desperdício, é preciso desmistificar o uso da natureza bem como o processo de instalação e geração da energia solar. “O mecanismo é bem mais simples do que noticiam e não me sinto nada culpado em desfrutar com conforto e qualidade a iluminação dentro de casa”, relata.

Entre as várias vantagens de se utilizar a energia solar totalmente renovável e infinita estão: benefícios ambientais, fácil instalação e manutenção, não poluição,pode ser usada em áreas remotas onde não existe energia e mexe diretamente no orçamento da casa, uma economia de até 85% ao mês.

De classe média e totalmente preocupado com as futuras gerações, Luiz defende e atua na causa de que a energia deve ser usufruída com inteligência. “Apague a luz”, conclui.

Tome Nota:

Desde 2012, a Resolução Normativa 482 da ANEEL entrou em vigor e regulamenta que qualquer residência ou indústria poderá instalar um sistema de micro ou mini geração distribuída para o auto consumo.

Sobre a Neosolar Energia

A Neosolar Energia atua há mais de cinco anos no mercado energético, oferecendo consultoria, comercialização e instalação de produtos que viabilizem a produção e o consumo de energia solar fotovoltaica. Saiba mais sobre a NeoSolar Energia em: www.neosolar.com.br

* Com informações da Neosolar.

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Pessoas do mundo todo já podem participar, por meio da internet, do 8º Fórum Mundial da Água, cujo tema será “Compartilhando Água”, e contribuir para preparar o evento, agendado para 18 a 23 de março de 2018, em Brasília. Iniciativa inédita do Comitê Diretivo Internacional do Fórum, a plataforma Sua Voz foi criada para favorecer o amplo debate sobre os temas centrais do evento.

A ferramenta permite que cidadãos compartilhem ideias, experiências e soluções e façam sugestões que poderão ser incluídas no encontro mundial. Os diálogos ocorrerão em salas de discussões com seis diferentes temas: clima, desenvolvimento, ecossistemas, finanças, pessoas e urbano. O tema de clima conta com a moderação do pesquisador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-Eaesp (GVces) Alexandre Gross.

A primeira etapa da consulta pública, iniciada em 13 de fevereiro, será encerrada em abril. Em seguida, haverá uma votação mundial para identificar as questões mais relevantes a respeito da água. As discussões online são coordenadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) em articulação com o Secretariado e demais instâncias de organização do Fórum.

Cada sala temática contará com três ou quatro moderadores, sendo ao menos um brasileiro. Na temática do clima, serão abordadas segurança hídrica e mudanças climáticas. No tema pessoas, as discussões serão em torno de saneamento e saúde. A água no contexto do desenvolvimento sustentável estará em pauta na sala sobre desenvolvimento. No tema urbano, a gestão integrada da água e dos resíduos urbanos conduzirá os debates. Na sala sobre ecossistemas, os fios condutores serão a qualidade da água e a subsistência e biodiversidade dos ecossistemas. Também haverá uma sala dedicada a discutir mecanismos de financiamento para o setor.

A plataforma Sua Voz está disponível em português e inglês e contará também com tradução para mais 90 idiomas de modo a facilitar a participação de pessoas da maioria dos países do mundo. O objetivo é fazer do 8º Fórum Mundial da Água um evento plural e democrático, em alinhamento com o tema da próxima edição: “Compartilhando Água”.

Tradicionalmente, o Fórum conta com a participação dos principais especialistas, gestores e organizações envolvidas com a questão da água no planeta. Com a plataforma Sua Voz, o Comitê Diretivo Internacional do Fórum pretende trazer para o evento as contribuições de toda a sociedade, inclusive das vozes não ouvidas usualmente.

O Fórum Mundial da Água ocorre a cada três anos com o objetivo de aumentar a importância da água na agenda política dos governos e promover o aprofundamento das discussões, troca de experiências e formulação de propostas concretas para os desafios relacionados aos recursos hídricos. Será a primeira vez que o maior encontro mundial sobre água vai acontecer no Hemisfério Sul.

O 8° Fórum é realizado e organizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, Governo do Distrito Federal e Conselho Mundial da Água, com apoio da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa). As edições anteriores do Fórum Mundial da Água s deram em Marrakesh, Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Kyoto, Shiga e Osaka, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); Marselha, França (2012); e Daegu e Gyeongbuk, Coreia do Sul (2015).

Mais sobre o o Fórum no Facebook (fb.me/WorldWaterForum8) e no Twitter (twitter.com/WaterForum8).

* Publicado originalmente no site da Página 22.

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“As mulheres querem as coisas em lugares diferentes dos homens”, afirmou Sissy Larrea, para enfatizar que gênero também é uma questão importante em matéria de energia na América Latina. As mulheres são as mais afetadas por carências energéticas no trabalho doméstico, majoritariamente sob sua responsabilidade, e atividades como comércio e produção alimentar, mas são marginalizadas nas decisões do setor.

Por se tratar – como se pensa – de “uma área técnica, não social, os homens assumem a direção e cabem às mulheres serviços de administração”, destacou Larrea, assessora para Igualdade de Gênero da Organização Latino-Americana de Energia (Olade), com sede na capital do Equador. Com a sua contratação dessa antropóloga com duas décadas de experiência em temas de gênero, a Olade intensificou, desde 2012, a capacitação e a sensibilização de governos e instituições para adoção de políticas e ferramentas para a igualdade entre homens e mulheres nos órgãos de decisão.

Unidades ou comissões de gênero foram criadas ou fortalecidas em ministérios e empresas de muitos países como Haiti, México e Uruguai, com mecanismos para superar iniquidades. A capacitação, por meio de cursos variados e assistência técnica, é o principal instrumento da Olade para cumprir a missão para a qual foi criada em 1973, de contribuir para a integração e segurança energética regional, para o desenvolvimento sustentável e a cooperação entre seus 27 países membros da América Latina e do Caribe.

“A matéria-prima da Olade é o conhecimento”, definiu para a IPS o brasileiro Fernando Ferreira, secretário executivo da organização entre 2014 e 2016. Somando os chamados diplomados, cursos presenciais intensivos de seis semanas, à capacitação virtual de dez horas, um total de 7.200 especialistas ampliaram seus conhecimentos em temas como planejamento, energias renováveis, inclusão social e eficiência energética. A quantidade cresceu muito desde 2006, quando houve 263 participantes.

O salto ocorreu com as novas ferramentas adotadas nos cursos virtuais a partir de 2012, explicou Paola Carrera, coordenadora de Gestão da Informação e Capacitação. Em 2016, o curso sobre Perdas Elétricas, por exemplo, teve mais de 800 participantes. Além da sede em Quito, sub-sedes em Honduras e Jamaica contribuem para a expansão, atendendo interessados do Caribe e da América Central.

Com a vista de Quito ao fundo, Sissy Larrea, assessora para Igualdade de Gênero da Olade, autora do manual Estratégia de Igualdade de Gênero da Olade, em 2013, dissemina a questão de gênero nas decisões e atividades energéticas da região. Foto: Mario Osava/IPS

 

“Os cursos, interdisciplinares e plurinacionais, são enriquecedores. Vi que a situação energética da América Central é muito diferente da existente na América do Sul”, contou Gloriana Alvarado, do estatal Instituto Costa-Riquenho de Eletricidade, recordando sua participação no diplomado de 2013, em Quito. Ela se interessou pela gestão energética sul-americana, com os conflitos devidos ao uso de hidrocarbonos na geração elétrica, em contraste com a Costa Rica, onde “são gerados mais de 95% com fontes renováveis”, principalmente hídrica, eólica e geotérmica, destacou.

“A média é de 20 cursos por ano, mas promovemos outras formas de compartilhar conhecimento, como o Programa de Cooperação Sul-Sul”, explicou Ferreira, economista e doutor em engenharia que trabalhou em uma estatal e em vários órgãos de regulação e planejamento energético do Brasil. Um exemplo “é o intercâmbio entre países com grande potencial em geotermia mas sem experiência”, como os andinos, e os que já desenvolveram essa fonte, como México e centro-americanos.

Sistemas de informação energética e publicações especializadas da organização também ajudam a melhorar a gestão do setor nos diferentes países. A Olade nasceu em 2 de novembro de 1973 como organização intergovernamental, em resposta à chamada primeira crise internacional do petróleo, pela explosão de seus preços, que desnudou a necessidade de se impulsionar políticas energéticas e a cooperação na América Latina, onde a maioria dos países é importadora de hidrocarbonos.

Fernando Ferreira, economista brasileiro que foi secretário executivo da Olade no último triênio, pouco antes de deixar o cargo. “A matéria-prima da Olade é o conhecimento”, afirma. Foto: Mario Osava/IPS

 

A integração energética regional, um objetivo original, se revelou complexa e não avançou no ritmo do desejo declarado pelos ministros de Energia que se reúnem anualmente na organização. “Para a Olade, a integração não acaba, está sempre em construção”, pontuou Ferreira, citando, como “bom exemplo regional”, o Sistema de Interligação Elétrica dos Países da América Central, que já conta com linhas de transmissão nos seis países centro-americanos desde 2014.

Na América do Sul, há acordos bilaterais que resultaram em hidrelétricas binacionais, como Itaipu e Yaciretá, na fronteira do Paraguai com o Brasil e a Argentina, respectivamente. Mas a “Olade perdeu espaço para outras instituições políticas”, reconheceu Ferreira.

Nas últimas décadas surgiram vários organismos de integração e concertação regional ou sub-regional, como o Mercado Comum do Sul (Mercosul), a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que concentram as decisões políticas, limitando a Olade a funções técnicas. E é como “assessoria técnica” que desenhou para a Celac, em 2015, um “mapa do caminho” de integração e sustentabilidade energética regional.

Também fez para a Unasul um estudo de prioridade nos projetos energéticos da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana, aprovada em uma cúpula presidencial da sub-região em 2000, com 531 projetos. “Necessitamos de um segundo Convênio de Lima”, opinou Ferreira, se referindo ao acordo que criou a Olade em 1973, e que precisa de atualização.

No contexto atual, o desafio da integração tem que contemplar a mudança climática e a sustentabilidade ambiental como um eixo adicional, observou o ex-secretário da Olade. Por isso ganham importância as novas fontes renováveis de energia. A Olade decidiu estimular a energia solar. Em outubro, instalou uma pequena planta de três quilowatts em sua sede, para ensinar estudantes e interessados em sua operação, medindo a geração, seu valor e o volume evitado de gases-estufa.

A unidade de demonstração também é um laboratório da eficácia solar nas condições de Quito, a poucos quilômetros da linha equatorial. “A Olade é um local privilegiado, com o sol forte e quase perpendicular”, mas a altitude superior a 2.800 metros impede o calor excessivo que reduziria a produtividade fotovoltaica, detalhou Ferreira. “Os países pequenos são mais receptivos” a energias renováveis e eficiência energética, comprovou Jorge Asturias, diretor de Estudos e Projetos da Olade. “Os grandes, com capacidade de financiar seus próprios estudos, cooperam mais com agências internacionais”, não regionais, lamentou.

O futuro da Olade está ligado a novos mercados energéticos, acrescentou Ferreira. A partir de 2023, o Paraguai terá total liberdade para usar a eletricidade produzida por Itaipu à qual tem direito, metade dos 14 mil megawatts gerados pela central, atualmente utilizadas quase totalmente pelo Brasil. Assim, haverá novos negócios no Cone Sul.

Uma dificuldade que a Olade enfrenta são os atrasos na contribuição dos países membros, segundo Helena Cantizano, chefe da Assessoria de Relações Internacionais do Ministério de Minas e Energia do Brasil, que desde 2005 participa das ações da organização.

“O Brasil esteve insolvente por um longo período, sendo um dos países que mais contribuem, junto com Argentina, México e Venezuela”, recordou Cantizano, destacando que Brasília aporta pouco mais de US$ 240 mil ao ano, bem menos do que destina a outras organizações multilaterais. Mesmo assim, a Olade “aperfeiçoou seu processo de seleção de pessoal, na contratação de bens e serviços, e elevou a qualidade de seus produtos”, ressaltou. Envolverde/IPS

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Londres (16 de janeiro de 2017) — Mais de 35 CEOs e líderes da sociedade civil da Business & Sustainable Development Commission (Comissão de Desenvolvimento Sustentável e Empresarial) revelaram hoje que os modelos de negócios sustentáveis poderiam abrir oportunidades econômicas no valor de pelo menos US$ 12 trilhões e gerar até 380 milhões de empregos por ano até 2030. Colocar as Metas de Desenvolvimento Sustentável, ou Metas Globais, no centro da estratégia econômica mundial, poderia desencadear uma mudança radical no crescimento e na produtividade, com um boom de investimento em infraestrutura sustentável como um fator crítico. No entanto, isso não acontecerá sem uma mudança significativa na comunidade empresarial e de investimento. É necessária uma verdadeira liderança para que o setor privado se torne um parceiro confiável no trabalho com governos e com a sociedade civil para consertar a economia.

Em seu principal relatório, Better Business, Better World, a comissão reconhece que, embora nas últimas décadas centenas de milhões de pessoas tenham sido retiradas da pobreza, houve também um crescimento desigual, mais insegurança no campo do emprego e um endividamento cada vez maior. Esses fatores alimentaram uma reação antiglobalização em muitos países, com interesses empresariais e financeiros considerados centrais para o problema, minando o crescimento econômico de longo prazo que o mundo precisa. A Comissão passou o último ano analisando uma questão central: “O que será necessário para que as empresas sejam fundamentais para criar uma economia de mercado sustentável, que possa ajudar a atingir os Objetivos Globais?”. O Better Business, Better World, programado para ser lançado junto o Fórum Econômico Mundial, em Davos, e a posse presidencial nos Estados Unidos, mostra como.

“Este relatório é um apelo à ação para líderes empresariais. Nós estamos no limite e não mudar resultará em mais oposição política e em uma economia que simplesmente não funciona para um número suficiente de pessoas. Temos que mudar para um modelo de negócio que funcione para um novo tipo de crescimento inclusivo”, afirma Mark Malloch-Brown, presidente da Business & Sustainable Development Commission. “O Better Business, Better World mostra que existe um incentivo convincente para que o mundo não seja apenas bom para o meio ambiente e para a sociedade, mas que ele faça sentido em termos de negócios também”, complementa.

No centro da discussão da Comissão estão os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ou Objetivos Globais) – 17 objetivos para eliminar a pobreza, melhorar educação e saúde, criar melhores empregos e enfrentar os principais desafios ambientais até 2030. A Comissão acredita que os Objetivos Globais oferecem ao setor privado uma nova estratégia de crescimento que abre oportunidades de mercado valiosas ao criar um mundo que seja sustentável e inclusivo. E as possíveis recompensas para fazer isso são significativas.

O relatório revela que 60 grandes oportunidades em mercados sustentáveis e inclusivos em apenas quatro áreas econômicas importantes poderiam gerar pelo menos US$ 12 trilhões, valor acima de 10% do PIB atual. A discriminação das quatro áreas e seus valores potenciais são: energia, com US$ 4,3 trilhões; cidades: com US$ 3,7 trilhões; alimentos e agricultura, com US$ 2,3 trilhões; e saúde e bem-estar, com US$ 1,8 trilhão.

Essas grandes oportunidades dos Objetivos Globais identificadas no relatório têm o potencial de crescer 2 a 3 vezes mais rapidamente do que o PIB médio nos próximos 10 a 15 anos. Além dos US$ 12 trilhões estimados diretamente, a análise conservadora mostra potencial para mais US$ 8 trilhões de criação de valor em toda a economia se as empresas incorporarem os Objetivos Globais a suas estratégias. O relatório também mostra que, se o custo das externalidades (impactos negativos das atividades de negócios, como emissões de carbono ou poluição) for levado em conta, o valor global das oportunidades aumenta em quase 40%.

“Em um momento em que nosso modelo econômico está desafiando os limites de nossas fronteiras planetárias e condenando muitos a um futuro sem esperança, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos oferecem uma saída”, diz Paul Polman, CEO da Unilever, e membro da comissão. “Muitos estão agora percebendo as enormes oportunidades que existem para empresas esclarecidas e dispostas a enfrentar estes desafios urgentes. Mas cada dia que passa é mais uma oportunidade perdida para a ação. Devemos reagir de forma rápida, decisiva e coletiva para garantir um mundo mais justo e próspero para todos”, afirma Polman.

Embora as oportunidades sejam convincentes, a Business & Sustainable Development Commission deixa claro que duas condições críticas devem ser atendidas para criar esses novos mercados. Primeiro, será necessário um financiamento inovador de fontes públicas e privadas para liberar os US$ 2,4 trilhões necessários anualmente para alcançar os Objetivos Globais.

“Como gestores de capital de longo prazo, a indústria de investimentos e seus clientes podem apoiar a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, criando métricas de sustentabilidade simples e padronizadas, integrantes do processo de investimento”, explica Hendrik du Toit, CEO da Investec Asset Management e membro da Comissão. “Também precisamos de novas parcerias otimizadas com governos e comunidades que possam reduzir os riscos para todos e trazer mais investimento privado a um custo mais baixo para o desenvolvimento de infraestrutura sustentável”, complementa o CEO.

Ao mesmo tempo, a Comissão acredita que um “novo contrato social” entre empresas, governo e sociedade é essencial para definir o papel das empresas em uma nova economia mais justa. O Edelman Trust Barometer 2017, recentemente lançado, reforça esta ideia. Ele mostra que, embora a credibilidade do CEO esteja em forte queda, 75% dos entrevistados da população em geral concordam que “uma empresa pode adotar ações específicas que aumentam os lucros e melhoram as condições econômicas e sociais na comunidade onde ela opera”. Elas podem fazer isso de formas que se alinham com as recomendações e ações descritas no Better Business, Better World: reconquistar a confiança criando empregos dignos, recompensando os trabalhadores de forma justa, investindo na comunidade local e pagando uma parcela justa de impostos.

“A promessa dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e do Acordo Climático de Paris é um mundo livre de carbono e com pobreza zero. Para alcançar esses Objetivos Globais, precisamos recuperar confiança. Um novo contrato social para as empresas onde as pessoas, seu meio ambiente e desenvolvimento econômico sejam reequilibrados pode garantir que todos os filhos e filhas sejam respeitados com liberdade, salário mínimo adequado, acordos coletivos e trabalho seguro garantido. Somente um novo modelo de negócios baseado em antigos princípios de direitos humanos e justiça social irá apoiar um futuro sustentável”, explica Sharan Burrow, Secretária-Geral da International Trade Union Confederation e também integrante da Comissão.

Ao longo de 2017, a Comissão focará seus esforços em trabalhar com as empresas para reforçar o alinhamento delas com os Objetivos Globais, incluindo: orientar a próxima geração de líderes de desenvolvimento sustentável; criar roteiros setoriais e tabelas que classifiquem o desempenho corporativo em relação aos Objetivos Globais; e apoiar medidas para a liberação de financiamentos que viabilizem investimentos em infraestruturas sustentáveis. “Precisamos mostrar que essas ideias funcionam não apenas em um relatório, mas na linha de frente dos negócios”, ressalta a Dra. Amy Jadesimi, CEO da LADOL, uma empresa nigeriana de desenvolvimento de infraestrutura e logística, e membra da Comissão.

“Os Objetivos Globais fornecem um modelo de crescimento sustentável e lucrativo para as empresas e têm o potencial de desencadear uma nova ‘corrida competitiva para o topo’. Quanto mais rápido os CEOs e conselhos fizerem dos Objetivos Globais seus objetivos de negócios, melhor será para o mundo e suas empresas”, finaliza Jeremy Oppenheim, diretor de Programa da Comissão. (#Envolverde)

Sobre a Business & Sustainable Development Commission

A Business & Sustainable Development Commission (Comissão de Desenvolvimento Sustentável e Empresarial) foi lançada no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em janeiro de 2016. A iniciativa reúne líderes de empresas, finanças, sociedade civil, organizações trabalhistas e internacionais com o duplo objetivo de identificar o retorno econômico que poderia estar disponível para as empresas se os Objetivos Globais forem atingidos, e descrever como elas podem contribuir para alcançá-los. Para acessar o relatório, visite report.businesscommission.org. Os eventos de lançamento do Better Business, Better World serão realizados durante a semana de 16 de janeiro, primeiro no Philanthropreneurship Forum em Viena, depois no Fórum Econômico Mundial, em Davos. Eventos regionais também estão programados. Para saber mais, visite www.businesscommission.org.

Para ler o relatório completo visite report.businesscommission.org. Twitter: twitter.com/BizCommission

* Com informações da Business & Sustainable Development Commission.

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Londres, Reino Unido – Um novo estudo internacional encomendado pela Unilever e realizado pela Europanel revela que, atualmente, 33% dos consumidores preferem marcas que impactem positivamente a sociedade ou o meio ambiente. O estudo também mostra que essa tendência é mais forte em economias emergentes do que em mercados desenvolvidos. Enquanto 53% de consumidores no Reino Unido e 78% nos EUA afirmam se sentir melhor quando compram produtos fabricados de maneira sustentável, essa porcentagem aumenta para 88% na Índia e para 85% no Brasil e na Turquia.  Foram entrevistadas 20 mil pessoas em cinco países – Brasil, Índia, Reino Unido, EUA e Turquia.

Além de confirmar a expectativa do público em relação à necessidade das empresas provocarem um impacto social e ambiental positivo, o estudo revela ainda uma oportunidade de negócio para as companhias que investirem nessa tendência: 21% dos entrevistados disseram que escolheriam marcas que comuniquem melhor suas credenciais de sustentabilidade em embalagens e campanhas de marketing. Isso representa uma oportunidade potencial inexplorada de €966 bilhões em relação a um mercado total de bens sustentáveis, estimado em €2,5 trilhões.[1]

A escala dessa oportunidade é confirmada pelo desempenho das marcas sustentáveis da Unilever – aquelas que tem um propósito social e/ou ambiental. Marcas como Dove, OMO, Hellmann’s, Lifebuoy, VIM e Ben & Jerry’s crescem, juntas, 30% mais rápido que o restante do negócio e entregaram quase metade do crescimento global da companhia em 2015.

Keith Weed, chefe global de Marketing e Comunicações da Unilever, diz: “A pesquisa confirma que a sustentabilidade é, de fato, um incremento desejável para os negócios. Para obter êxito global, especialmente em economias emergentes, as marcas precisam ir além das áreas de foco tradicionais como desempenho de produto e acessibilidade. Ao invés disso, precisam agir depressa para demonstrar suas credenciais sociais e ambientais e mostrar aos consumidores que, além de bem geridas, são confiáveis no que tange ao futuro do planeta e das comunidades”.

O estudo identifica dois motivos prováveis pelo maior engajamento do consumidor em economias emergentes: a exposição direta ao impacto negativo de práticas empresariais insustentáveis – como falta de água e energia, escassez de alimentos e qualidade de ar inferior -; e o poder de influência de familiares, amigos e filhos para a compra de produtos mais verdes e socialmente responsáveis.

Nota

  • Foram coletados dados sobre as crenças gerais dos respondentes em relação à sustentabilidade, crenças relacionadas à sustentabilidade de categorias e seus comportamentos sustentáveis, tais como lavar roupas a temperaturas mais baixas e reciclagem em casa.
  • A pesquisa foi conduzida em conjunto com Europanel e Flamingo.
  • A emergência de compras baseadas em credenciais de sustentabilidade é apoiada ainda mais pelo estudo From marketing to mattering conduzido pela Accenture e Havas Media Group. Revelou que consumidores em economias emergentes estão mais engajados em sustentabilidade e esperam se beneficiar diretamente dos esforços de bons propósitos das empresas.[2]

Marcas “Vida Sustentável”

Uma marca “vida sustentável” é uma marca que não só integrou a sustentabilidade a seu propósito – em outras palavras sua plataforma de marketing – mas também a seus produtos.

Isso significa:

  • Definir um propósito relevante para a marca e para a sociedade e ter iniciativas relacionadas a este propósito que farão com que o mundo seja um lugar melhor;
  • Oferecer produtos que contribuam para os objetivos do Plano de Sustentabilidade da Unilever, seja melhorando a saúde, bem-estar ou nutrição, reduzindo impactos ambientais ou utilizando ingredientes de fontes sustentáveis.

A sustentabilidade está criando valor para nosso negócio

A Unilever definiu quatro pilares para ajudar a capturar as formas pelas quais a sustentabilidade contribui com o êxito dos nossos negócios.

  • Mais crescimento – A sustentabilidade está impulsionando o crescimento ao aumentar o valor das marcas, ao abrir novos mercados, tais como o de água potável segura, e ao inspirar a inovação. Nossas marcas “vida sustentável” demonstram isso.
  • Custos menores – Ao reduzir resíduos e diminuir o uso de energia, matérias primas e recursos naturais, criamos eficiência e cortamos custos. Em última instância, economizar e cortar custos nos ajuda a melhorar nossas margens. Desde 2008, conseguimos uma economia cumulativa de custos superior a €600 milhões, graças à eco-eficiência. Nosso programa voltado aos resíduos contribuiu com uma economia de custos de cerca de €250 milhões e gerou centenas de empregos.
  • Menos risco – Formas sustentáveis de fazer negócios nos ajudam a mitigar riscos em nossas operações. As operações sustentáveis nos ajudam a blindar nossa cadeia de fornecimento em relação aos riscos associados à mudança climática e ao suprimento de longo prazo de matérias primas, reduzindo nossa exposição à volatilidade dos preços dos recursos.
  • Mais confiança – A sustentabilidade no coração de nosso modelo de negócio fortalece nossas relações com as partes interessadas e nos ajuda a prosperar como empresa. Isso nos ajuda a preservar nosso valor e relevância para os consumidores, ao mesmo tempo em que inspiramos os atuais e futuros funcionários da Unilever. Em 2015, mantivemos nosso status de Empregadora de Preferência para Universitários Graduados no setor de bens de consumo em 34 países. Atualmente, somos a empresa de bens de consumo #1 na Lista LinkedIn Global de Empregadoras Mais Atraentes e a 8a empresa mais procurada para trabalhar #8 na Lista LinkedIn Global de Empregadoras Mais Atraentes em 2016.

SOBRE A UNILEVER

A Unilever é uma das líderes mundiais na comercialização de produtos alimentícios, de limpeza doméstica e de cuidados pessoais, com vendas em mais de 190 países, alcançando 2 bilhões de consumidores por dia que consomem as mais de 400 marcas disponíveis em seu portfólio de produtos. No mundo, a companhia tem 169 mil funcionários e gerou vendas de €53.3 bilhões no ano de 2015.

A companhia tem um propósito simples – tornar a sustentabilidade parte do dia a dia de todos. Por isso, em 2010, anunciou o Plano de Sustentabilidade da Unilever, que tem como visão gerar crescimento para o negócio enquanto reduz o impacto ambiental e aumenta o impacto positivo na sociedade.

A Unilever foi a primeira empresa no ranking de seu setor no Índice Dow Jones de Sustentabilidade 2015. No FTSE4Good Index, obteve a pontuação ambiental máxima de 5. Liderou a relação de Líderes Globais em Sustentabilidade Corporativa na pesquisa anual GlobeScan/SustainAbility 2016 pelo sexto ano consecutivo, e foi eleita a empresa de bebidas e alimentos mais sustentável no Behind the Brands Scorecard , da Oxfam, em 2016, pelo segundo ano.

No Brasil há 87 anos, os produtos da Unilever são encontrados em 100% dos lares brasileiros, e, ao longo de um ano, atingem, mensalmente, 46 milhões de domicílios. São mais de oito décadas de sucesso, conquistas, convívio e relacionamento com o consumidor, antecipando desejos, atendendo necessidades e construindo marcas consagradas como Arisco, Axe, Becel, Brilhante, Cif, Close-Up, Comfort, Dove, Fofo, Hellmann’s, Kibon, Knorr, Lifebuoy, Lux, Maizena, OMO, Rexona, Seda, TRESemmé, VIM, entre outras.

Para obter informações adicionais sobre a Unilever e suas marcas, acesse www.unilever.com.br Para obter informações adicionais sobre o Plano de Sustentabilidade da Unilever acesse:https://www.unilever.com.br/sustainable-living/estrategia-de-sustentabilidade/.

* Com informações da Unilever.