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Belo Horizonte vai se transformar, durante o meses de setembro e outubro, na Capital Mundial da Água. BH foi a única cidade selecionada para ser a anfitriã do evento preparatório para o 8º Fórum Mundial da Água, que acontece em março de 2018, em Brasília, pela primeira vez no Brasil. A primeira ação acontece amanhã (1º) e vai iluminar de azul monumentos públicos como a Praça da Bandeira, Praça da Estação, Pirulito da Praça Sete e Praça da Liberdade para celebrar a Capital Mundial da Água.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, a ação é um evento preparatório para o Fórum Mundial da Água. “Teremos a oportunidade de levar nossa cidade para a discussão em âmbito mundial sobre a água. Somos um Estado riquíssimo em recursos hídricos e teremos a oportunidade de compartilhar com a comunidade internacional tudo isso”, disse o secretário.

Atividades em outubro

O Fórum Mundial da Água está na sua 8ª edição e tem como objetivo promover o diálogo para influenciar o processo decisório sobre água no nível global, visando aproveitamento racional, e sustentável deste recurso.  A Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com a Fiemg e Governo de Minas, realizam, durante os dias 6 e 7 de outubro, uma série de atividades e discussões com o tema água.

No dia 6 de outubro, a sede da Fiemg recebe a abertura do evento com participação de autoridades municipais. Durante a tarde um seminário sobre a água será feito, com desdobramentos na área da mineração, energia, cidade e  do desenvolvimento sustentável na Bacia do Rio Doce, além  abordagem da água como recurso hídrico.  No sábado, dia 7, a programação será na Praça da Liberdade: apresentações culturais, lúdicas e informativas junto com crianças da rede municipal de educação e também com o público fazem parte da programação.
8º Fórum Mundial da Água

Brasília receberá, nos dias 18 a 23 de março de 2018, o 8º Fórum Mundial da Água, com o tema a água sob a perspectiva da sustentabilidade. O evento acontece pela primeira vez no Hemisfério Sul e reúnirá mais de 300 organizações e 50 países. Criado em 1996, o Fórum, evento mais importante com a temática água, é organizado pelo Conselho Mundial da Água a cada três ano.

Com Prefeitura de Belo Horizonte

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Pessoas do mundo inteiro já podem responder, na plataforma Sua Voz, perguntas sobre temas abordados na oitava edição do Fórum Mundial da Água. O evento, considerado o maior do mundo que trata sobre recursos hídricos, está previsto para ocorrer em Brasília (DF), de 18 a 23 de março de 2018.

As questões ficam disponíveis na plataforma até 7 de agosto e abordam três temas transversais (Capacidades, Compartilhamento e Governança) e sustentabilidade, que serão discutidos nas seis salas temáticas (Clima, Desenvolvimento, Ecossistemas, Financiamento, Pessoas e Urbano) do fórum.

De acordo com informações da Agência Nacional de Águas (ANA), cada grupo de questões ficará disponível por duas semanas. As discussões na plataforma serão utilizadas como subsídios para a organização dos debates e definição das sessões temáticas do evento.

Participação social

Esta é a segunda rodada de discussões promovida para subsidiar o 8º Fórum Mundial da Água. A primeira ocorreu entre 13 de fevereiro e 23 de abril deste ano. Neswe período, a plataforma Sua Voz recebeu sugestões de temas a serem debatidos. Cerca de 20 mil visitantes contribuíram. Em sua maioria, eles acessaram a plataforma do Brasil, Estados Unidos, França, México e Índia.

Assim, foram identificados os dez tópicos mais comentados sobre os seguintes temas: Capacidades, Clima, Compartilhamento, Desenvolvimento, Ecossistemas, Financiamento, Pessoas, Sustentabilidade e Urbano. Esses tópicos receberam 36,2 mil votos de aproximadamente 1,2 mil pessoas.

8º Fórum Mundial da Água

O tema da oitava edição do Fórum Mundial da Água, em 2018, será Compartilhando Água. A organização do 8º Fórum é realizada pelo governo federal, pelo Governo de Brasília e pelo Conselho Mundial da Água.

O fórum ocorre a cada três anos desde 1997. O objetivo é aumentar a importância da água na agenda política dos governos, aprofundar discussões, trocar experiências para os atuais desafios e formular propostas concretas para o setor.

As edições anteriores aconteceram em Marraquexe, Marrocos (1997); Haia, Holanda (2000); Quioto, Shiga e Osaka, Japão (2003); Cidade do México, México (2006); Istambul, Turquia (2009); Marselha, França (2012); e Daegu e Gyeongbuk, Coreia do Sul (2015).

Fonte: Portal Brasil, com informações da ANA

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No Brasil, 36,4% da água são desperdiçados e apenas 40,8% do esgoto são tratados, segundo o diretor do Departamento de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Sérgio Antônio Gonçalves. Ele participou hoje (24) de seminário promovido pela pasta para fortalecer o intercâmbio de informações sobre a gestão de recursos hídricos e subsidiar ações e políticas públicas no setor.

De acordo com informações do ministério, esse desperdício se refere às perdas no próprio mecanismo de disponibilização de água para o abastecimento público, como ao uso de encanamentos velhos, por exemplo. Essas perdas acontecem antes mesmo de a água chegar às casas das pessoas.

Dessa forma, segundo Gonçalves, o desenvolvimento de políticas públicas no setor é fundamental para que o Brasil consiga avançar no uso sustentável dos recursos naturais e na melhoria da disponibilidade de água em qualidade e quantidade para os diversos usos.

“As águas não têm nação ou território único. A maioria transcende os limites de municípios, estados, nações. Temos essa responsabilidade [de cuidar dos recursos hídricos] porque moramos neste planeta”, afirmou Sérgio Gonçalves.

Uma iniciativa de preservação da água é a consulta pública sobre o Plano Nacional de Recursos Hídricos para 2016-2020 (PNRH). O documento trará as diretrizes e prioridades para os próximos quatro anos. Qualquer cidadão interessado em contribuir pode participar da consulta pública  até o dia 1° de maio.

Durante o seminário, realizado na semana do Dia Mundial da Água (22 de março), o superintendente adjunto da Agência Nacional de Águas (ANA), Flávio Tröger, afirmou que o portal http://www3.snirh.gov.br/portal/snirh oferece à população informações importantes sobre qualidade, quantidade e uso da água, entre outros. No portal, há um encarte especial sobre a Bacia do Rio Doce, atingida pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco, em novembro do ano passado.

“Os usuários [do portal sobre recursos hídricos] podem encontrar mapas interativos, podem baixar metadados, além de dados necessários para estudos. Dessa maneira, a sociedade, de uma forma geral, poderá dispor dessas informações para os mais diferentes fins”, disse Tröger.

A diretora de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Letícia Carvalho, destacou a preocupação em identificar uma possível contaminação da Bacia do Rio Doce por substâncias químicas resultantes do rompimento da barragem. Ela afirmou ainda que é fundamental que se faça uma gestão ambientalmente adequada de metais pesados, por exemplo, para evitar riscos de contaminação do ar e das águas. Segundo Letícia Carvalho, o Brasil ainda não dispõe de uma legislação ampla sobre gestão de substâncias químicas.

A importância do acesso à água para todos foi ressaltada por Renato Saraiva Ferreira, do Departamento de Revitalização de Bacias. Ele falou sobre o Programa Água Doce, desenvolvido pelo ministério em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e sociedade a civil. Uma das ações de destaque é a dessalinização de água no Semiárido brasileiro. Segundo Ferreira, já são mais de 480 mil pessoas beneficiadas.

Edição: Juliana Andrade