informe14imagem1

Sabemos que nosso planeta está em risco pelo mau uso dos recursos naturais. Diante desse quadro, é papel de todos adotar ações de sustentabilidade e orientar nossas crianças e jovens.

“Esse é um meio para que possamos ter, no médio e no longo prazo, um planeta em condições adequadas para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana”, afirma Simone do Rocio Mocelin, assessora pedagógica do Colégio Bom Jesus Internacional Aldeia, formada em Ciências Biológicas e pós-graduada em Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Para ela, pensar e agir de forma sustentável contribui para que os recursos naturais necessários para as próximas gerações se mantenham.

“Temos de nos perguntar todos os dias: como podemos incutir nas crianças o apreço e o cuidado com o planeta que habitam?”, completa.

A consciência sobre a sustentabilidade precisa ser iniciada na mais tenra idade, tanto na família quanto na escola. E é do adulto o papel de se tornar exemplo de condutas sustentáveis no dia a dia para que a criança internalize a importância dessas atitudes para a conservação do meio ambiente. Veja 5 dicas sustentáveis e práticas para pais e filhos adotarem em casa.

1.Evite o desperdício de energia elétrica. Alerte as crianças sobre a necessidade de desligar os aparelhos que não estão em uso. É comum ver crianças deixando jogos eletrônicos, computadores e carregadores de celulares ligados desnecessariamente. Explique também a elas que deixar as luzes acesas traz um gasto alto de energia elétrica, sendo prejudicial ao planeta.

2.Ensine as crianças a não desperdiçar água. As crianças geralmente apreciam brincar com ela, não tendo a dimensão dos problemas de desperdício desse recurso natural precioso. Ensine que as torneiras devem estar completamente fechadas, mesmo durante a escovação dos dentes, abrindo somente para o enxágue da boca e da escova dental.

3.Habitue a criança a reciclar. Incentive-a a descartar corretamente os resíduos sólidos, a reaproveitar sacos plásticos, papéis e brinquedos. No momento de ir às compras, questione a criança sobre a real necessidade de ter mais um brinquedo, por exemplo. Além de poupar o meio ambiente, a criança aprenderá a consumir produtos com consciência. Lembre-se de que o termo “jogar fora” não existe.

4.Leia com as crianças informações sobre o meio ambiente e sobre como o estilo de vida da família pode impactar negativa ou positivamente na manutenção de nosso planeta. Ensine a elas o conceito da Terra como Casa Comum, termo utilizado pelo Papa Francisco na Carta Encíclica Laudato Si’, que nos convoca a cuidar de nosso planeta.

5.No website http://www.suapegadaecologica.com.br/ , é possível realizar um teste da Pegada Ecológica, que é o impacto, rastros ou as consequências deixadas pelas atividades humanas (comércio, indústria, agricultura, transportes, consumo) no meio ambiente. Quanto maior a pegada ecológica de uma atividade, mais danos causados ao meio ambiente. Após responder a algumas perguntas, é calculado se o estilo de vida do respondente está abaixo, dentro ou acima da capacidade natural de regeneração de recursos pelo planeta.

Sustentabilidade na escola

Na escola, a sustentabilidade tem um viés interdisciplinar e possibilita ao aluno refletir sobre práticas do seu dia a dia que possam contribuir para a conservação dos recursos naturais que diminuam o impacto dos seres humanos sobre o meio ambiente. As diversas áreas de conhecimento podem apresentar temas específicos por meio de debates, palestras e atividades externas que abordem o problema do consumismo e do desperdício, a poluição e a contaminação da água, o descarte adequado dos resíduos sólidos, a poluição do ar, o aquecimento global, entre outros. Cabe à escola conscientizar os alunos sobre práticas sustentáveis de modo que eles possam levar esses conhecimentos consigo e aplicá-los em vários âmbitos de sua vida.

Sustentabilidade-nas-Empresas

As organizações que demonstram compromisso com a responsabilidade social obtêm vantagens competitivas, ganhando a confiança do mercado, de clientes, investidores, consumidores e da comunidade local. Esse tipo de ação desencadeia uma onda de responsabilidade social corporativa que empresas espalhadas pelo mundo, de todos os tamanhos e setores, estão adotando e promovendo.

Compreender essa mudança é vital, pois o mercado está cada vez mais transparente e competitivo. É uma oportunidade para que as empresas programem práticas sustentáveis de gerenciamento não apenas para atender às exigências legais, mas também para melhor se colocar diante dos consumidores e concorrentes. É um erro entender que a sustentabilidade seja apenas restrita a aspectos de meio ambiente; da mesma forma, não se deve assumir que responsabilidade social se limite a ações em projetos sociais.

O administrador que pretenda que seu negócio seja perene deverá gerar valor nas dimensões econômicas, ambientais e sociais. As empresas são cobradas por uma atitude correspondente ao conceito da “cidadania corporativa global” que envolve sustentabilidade e responsabilidade social, dois conceitos que caminham juntos.

As organizações tornaram-se agentes transformadores que exercem uma grande influência sobre os recursos humanos, a sociedade e o meio ambiente em que estão inseridas. Os empresários tornam-se mais aptos a compreender e a participar das mudanças estruturais na relação de forças nas áreas ambiental, econômica e social.

Dois exemplos ilustram o assunto: o mercado parou de aceitar o descaso no tratamento dos recursos naturais e os consumidores estão interessados em produtos “limpos”; da mesma forma, a sociedade está muito mais atenta à inclusão de portadores de necessidades especiais no mercado de trabalho. O resultado é óbvio: a legislação tornou-se mais rígida, obrigando as empresas a encarar com mais seriedade a questão ambiental e a responsabilidade social em sua estratégia operacional.

Com essa nova postura vem a necessidade de adaptação e consequente direcionamento para novos caminhos. As empresas devem mudar seus paradigmas mudando sua visão empresarial, objetivos, estratégias de investimentos e de marketing, tudo voltado para o aprimoramento de seu produto. Companhias socialmente responsáveis e preocupadas com sustentabilidade conquistam resultados melhores e geram valor aos que estão próximos. A responsabilidade social e sustentabilidade deixaram de ser uma opção politicamente correta: é uma questão de visão estratégica e, muitas vezes, de sobrevivência.

A empresa é socialmente responsável e sustentável quando vai além da obrigação legal de pagar impostos e observar as condições adequadas de segurança e saúde para os trabalhadores ou preservar o meio ambiente. É preciso adotar nova postura: a organização que não adequar suas atividades a esses novos conceitos está destinada a perder competitividade em médio prazo.

É cada vez mais relevante para as empresas pensar em processo sucessório, sejam elas familiares ou não, portanto, é fundamental que o atual gestor invista, o quanto antes, em reflexões nesse sentido, para que assim, comece a preparar o caminho para seu sucessor.

 

 

Por Sérgio Lucchesi, sócio da Moore Stephens Auditores e Consultores

46374d8a-457c-4902-bd7e-1497bbad0772

Nos últimos dias, o debate sobre o decreto do Governo Federal que permitia que mineradoras privadas explorassem áreas de reserva na Amazônia aflorou e foi além das fronteiras brasileiras.

Ambientalistas, celebridades e políticos manifestaram-se contra o documento que extinguia os mais de 47.000 quilômetros quadrados da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca).

O governo recuou suspendendo o decreto, mas a mobilização social abriu espaço para reflexões e questionamentos que envolvem os hábitos de consumo da população – que está se conscientizando cada dia mais.

Conscientização: o novo comportamento do consumidor

Desde o manuseio da água até os alimentos que estão disponíveis nas prateleiras dos mercados: todas essas escolhas têm peso no que se refere à proteção ambiental e o futuro do planeta.

Reduzir o consumo de carnes, processados e industrializados são atitudes cada vez mais recorrentes, que proporcionam benefícios para a saúde e para o meio ambiente.

Nesse sentido, os consumidores estão exigindo selos de qualidade e dando preferência para produtos livres de conservantes e empresas que pensem além do lucro e tenham, de fato, responsabilidade social e ambiental.

Devido à crescente demanda por serviços e produtos saudáveis e sustentáveis, o mercado de produtos orgânicos tem se expandido por todo o mundo. Inclusive, essa conscientização dos consumidores tem ido além dos alimentos e alcançado a indústria química – eles querem saber a origem e a composição dos produtos de pele e dos cosméticos, por exemplo.

A indústria de Cosméticos se adapta

Os derivados de matérias-primas orgânicas ganharam impulso na indústria da beleza, com os cosméticos de base natural ou integralmente naturais. No Brasil, por exemplo, empresas do ramo estão investindo nesses nichos incorporando a tendência internacional de uso dos óleos essenciais.

Mas, vale ressaltar que, um produto de base natural é diferente de um natural. No caso dos cosméticos, por exemplo, é diferente um sabonete com óleo essencial de amêndoas de um que tem todo o seu processo de produção – passando pela obtenção de matéria-prima, pelo processamento até a embalagem – dentro das normas de certificação de produtos orgânicos.

A cadeia de produção desse tipo de produto é regida por normas específicas, o que não acontece com os produtos comuns que têm um ou outro ingrediente natural em sua fórmula.

Com isso, os consumidores têm a garantia e a segurança de que os mesmos são confeccionados com plantas isentas de agrotóxicos, corantes, conservantes ou aromas artificiais. Esse cuidado também estende-se as embalagens, com a utilização de materiais recicláveis de rápida decomposição no meio ambiente ou, através dos refis, que estimulam o uso da mesma embalagem.

A tecnologia como aliada

Além de agradar e conquistar cada vez mais consumidores, essa também é a oportunidade de contribuir com a preservação do planeta. Os empresários do segmento já perceberam todas essas mudanças comportamentais e estão se adequando cada vez mais.

A Teknisa oferece diversas soluções adaptadas para atender aos princípios da agência fiscalizadora, integrando vendas, expedição e controle de produção, possibilitando a otimização e a segurança na produção farmacoquímica.

As ferramentas permitem o controle gerencial para a manufatura laboratorial, desde a aquisição da matéria-prima até a liberação do produto final para os clientes, passando pela garantia de qualidade.

Com aplicações tecnológicas sofisticadas é possível obter um modelo operacional moderno e flexível voltado ao planejamento e controle completo do seu sistema produtivo e, ainda, garantir a matéria- prima ideal para a cadeia produtiva, possibilitando preços competitivos, minimizando perdas e maximizando a qualidade dos produtos.

Além dos processos que precedem a produção e as vendas, também é importante proporcionar a melhor experiência ao cliente. Para viabilizar isso, muitas empresas vêm revendo seus processos internos e investindo na automação comercial, com a implantação de sistemas modernos na frente de caixa e aplicativos, por exemplo.

csm_solar_1_5c2d461bc4

Morador do Rio de Janeiro, o consultor de empresas e economista Simon Salama sofre bastante com as altas temperaturas, que chegam a superar os 40ºC no verão. Até pouco tempo atrás, ele chegava a gastar entre R$ 800 e R$ 1 mil por mês na conta de luz, principalmente em razão do uso dos aparelhos de ar-condicionado.

Essa realidade começou a mudar quando ele decidiu investir em um sistema de energia solar fotovoltaica em sua casa. “Hoje estou pagando a metade da conta. A outra metade o sistema fotovoltaico está proporcionando. Precisamos aprender a pensar em longo prazo”, afirma.

Desde abril de 2012, quando entrou a vigor a Resolução Normativa Aneel nº 482/2012, os brasileiros têm a possibilidade de deixar de ser apenas consumidores de energia, passando também ao status de produtores. A chamada geração distribuída viabiliza, por exemplo, a instalação de placas solares em residências, o que gera economia na conta de luz e benefícios ambientais, pois o sol é uma fonte inesgotável e não poluente.

Em entrevista ao CORREIO Sustentabilidade, Colaferro listou um passo-a-passo sobre o que é preciso para instalar um sistema solar fotovoltaico em casa:

1) Fornecer os dados básicos descritos na conta de luz (endereço, consumo médio, etc) à empresa que vai instalar o sistema. “É na conta de luz que estão as principais informações, como o volume de energia consumido nos últimos meses; o tipo de cliente que ele é; o endereço, que nos ajuda a saber a disponibilidade de sol na região e a análise do telhado via Google Maps”, explica o especialista.

2) Visita técnica da empresa que vai instalar o sistema (quando necessário).

3) Investimento a partir de R$ 12 mil. O sistema mais completo e potente custa cerca de R$ 25 mil (valor estimado para um casal que consome cerca de 5 mil watts por ano, cerca de R$ 430 mensais). “O consumidor decidirá o tipo de financiamento que vai adotar, a forma de pagamento, etc”.

4) Uma vez comprado o sistema, o consumidor procura a concessionária de energia local e preenche um formulário com alguns dados. Algumas empresas instaladoras realizam esse serviço para o cliente.

5) Depois de instalado o sistema é preciso trocar o relógio de consumo. O novo aparelho, instalado pela Coelba (no caso da Bahia) não traz custo adicional para consumidores residenciais e será bidirecional – ele registrará a energia que entra e a que sai. “Você passa a receber créditos energéticos pela energia que gera a mais e paga apenas a diferença em relação ao que consumiu. Caso consiga produzir 100% da energia consumida, pagará somente um custo de disponibilidade, uma taxa em torno de R$ 40”, esclarece o especialista.

Investimento

Segundo Colaferro, embora o consumidor médio de energia no Brasil gaste bem menos, o cliente que costuma aderir à energia solar costuma ter um consumo mais alto, a partir de R$ 400 mensais.

“O sistema que custa cerca de R$ 25 mil atende melhor a esse público, porque é composto por mais placas e gera, proporcionalmente, o dobro de energia em relação ao de R$ 12 mil, o que possibilita uma economia de até 95% na conta”, ressalta Colaferro. A vida útil da tecnologia é de 30 anos.

O especialista defende mais financiamento para que a energia solar possa se popularizar no Brasil. “As instituições financeiras ainda não entenderam que este é um produto que deveria ser financiado a taxas muito mais baixas porque a inadimplência é pequena e ele realmente entrega o que promete, o que confere segurança”, argumenta.

O retorno do investimento em um estado como a Bahia, com alta incidência de sol e tarifa relativamente alta, vem entre quatro e seis anos, estima ele.

Entre os bancos que oferecem financiamento voltado à energia solar estão Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Santander. Todavia, a maioria das linhas são destinadas a empresas, e não a pessoas físicas.

Portaria

Uma medida que pode ajudar a tornar a energia solar mais acessível foi anunciada em agosto deste ano pelo Ministério das Cidades. A pasta prevê a criação de uma portaria que prevê a instalação dessa fonte alternativa nos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida.

Segundo o ministro Bruno Araújo, o projeto vai “impulsionar a indústria nacional, reduzir custos, viabilizar a redução da conta de energia das famílias de baixa renda e ajudar a tirar uma carga dos demais sistemas tradicionais de geração de energia”.

Bahia

A energia solar registra crescimento em solo baiano. Em junho deste ano, o CORREIO informou a entrada em operação do parque solar Lapa, considerado o maior do Brasil, localizado em Bom Jesus da Lapa, no Oeste baiano. O empreendimento é composto por duas usinas, com capacidade instalada total de 158 megawatts. A operação do parque é da Enel Green Power, subsidiária brasileira do grupo italiano Enel.

O Brasil deve chegar até o final de 2017 com cerca de 14 mil consumidores com micro ou minigeração distribuída, segundo a Aneel. A geração de energia solar fotovoltaica responde por 80,7% do total de instalações. O restante é dividido por sistemas de energia eólica, biogás, biomassa, hídrica e cogeração qualificada.

“É pouco, levando-se em conta que o País tem mais de 80 milhões de consumidores. A Alemanha conta com milhões de conexões já instaladas”, compara Colaferro.

A Bahia tem atualmente cerca de 230 sistemas em operação e ocupa a décima colocação no ranking nacional, que é liderado por Minas Gerais (2.263 instalações).

curso-solar-ambiente-energia-300x252

O mercado nacional de certificação de energia renovável cresceu significativamente desde o seu lançamento, em 2014. Em 2017, de janeiro até o agosto, o número transacionado de Certificados de Energia Renovável, os chamados RECs Brazil, superou as expectativas, totalizando 126.905, avanço de 18% sobre todo o ano anterior.

Quando começou, há três anos, foram negociados 350 REcs. Cada certificado equivale a 1 MWh de eletricidade produzida a partir de fontes renováveis. Com o crescente interesse voluntário das empresas por uso de energia renovável, a oferta do insumo também está se expandindo.

Há no País 19 parques de energia renovável capazes de gerar RECs, informa o Instituto Totum, responsável pelo gerencialmente do Programa de Certificação de Energia Renovável brasileiro, junto com as várias entidades do setor.

Desses 19 parques, 15 já possuem o registro na plataforma internacional IREC, reconhecida mundialmente. O ritmo de crescimento e a demanda por compra de energia renovável tem surpreendido o Instituto Totum.

“Toda semana recebemos pelo menos um contato de empresa interessada em registrar suas usinas renováveis na plataforma mundial, inclusive em breve teremos a primeira usina de biomassaregistrada”, afirma Fernando Lopes, diretor do Instituto.

A aquisição de RECs sinaliza ao mercado que as empresas preferem consumir energia renovável e, ao mesmo tempo, mostra o compromisso com a mudança de comportamento energético.

 

O que é a certificação de energia renovável?

 

A possibilidade de registro dos empreendimentos de energia renovável brasileiros na plataforma mundial IREC contribuiu para o crescimento desse mercado. “Com a implantação do IREC no Brasil, no ano passado, conseguimos atender a demanda de empresas multinacionais que possuem políticas internas que exigiam a compra de certificados reconhecidos mundialmente. Porém, mesmo no País, a procura de empresas por RECs vem aumentando muito”, afirma Fernando Giachini Lopes, diretor do Instituto Totum.

A certificação I-REC é o método mais prático e confiável para um consumidor escolher a origem de sua energia. “O certificado traz transparência e opções para aqueles que apoiam o desenvolvimento de energia renovável”, diz Hans Vander Velpen,  analista ambiental  da Voltalia, empresa com foco em pequenas e médias unidades de geração de energia, com sede na França, e que recentemente certificou um parque na plataforma internacional I-REC, aumentando ainda mais a oferta de RECs no Brasil.

 

Entenda como funciona esse mercado

 

Nem todas as empresas têm condições de investir em uma usina para gerar sua própria energia renovável. A saída então é receber a energia da forma tradicional e adquirir o volume de energia equivalente ao consumo por meio de Certificados de Energia Renovável.

Ao comprar RECs as empresas são abastecidas com a energia da rede local, que geralmente é um “mix” de fontes renováveis (hídrica, eólica, solar) e não renováveis (térmicas à óleo, gás ou nucleares). Em troca, elas estão investindo na geração da mesma quantidade consumida em energia limpa, ou seja, elas se apropriam somente da parte limpa que é colocada no sistema.

Com os RECs as empresas podem garantir 100% de energia renovável para seu uso sem ter de investir, elas próprias, em geração

O passo a passo para certificar um empreendimento no Brasil

 

No caso do registro IREC, os passos são os seguintes:

* Assinar contrato, tornando-se um registrante;

* Escolher o empreendimento a ser registrado;

* Pagar a taxa relativa ao empreendimento;

* Enviar a documentação que demonstra o atendimento aos requisitos do IREC e aguardar a auditoria documental pelo Instituto Totum.

Prazo aproximado de 10 dias para conclusão.

 

Com a documentação OK, empreendimento é registrado na plataforma mundial do I-REC e empresa recebe login e senha para acesso, que possibilita a emissão imediata dos RECs.

No caso do IREC com chancela de sustentabilidade REC Brazil, além dos passos acima, é necessário:

* Assinar contrato do REC Brazil

* Contratar auditoria in loco para verificação dos requisitos adicionais de sustentabilidade;

* Aguardar deliberação final do processo e Comissão de Certificação

Prazo aproximado de 30 dias para conclusão

Para conhecer as taxas relativas ao processo de registro e certificação, entre no site: http://www.recbrazil.com.br

Closeup shot of a man pouring a glass of fresh water from a kitchen faucet

Ao longo de dez meses a Orb Media realizou uma investigação sobre o plástico em água de torneiras em diversos lugares do mundo. Os resultados foram surpreendentes pois 83 por cento das amostras coletadas continham fibras de plástico, também chamadas de microplásticos. Segundo os autores do estudo, estamos vivendo na ‘Era Plástica’ e a contaminação provavelmente não está limitada somente à nossa água.

Segundo a Orb Media este foi o primeiro estudo científico público do tipo e contou com a parceria de um pesquisador da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, nos EUA. Os autores da pesquisa testaram a água da torneira nos Estados Unidos, Europa, Indonésia, Índia, Líbano, Uganda, Equador e Brasil.

Segundo os pesquisadores, os microplásticos que contaminam nossas águas vêm de uma variedade de fontes, entre elas estão as roupas sintéticas, as poeiras de pneus e até mesmo plásticos encontrados em produtos de higiene e beleza, como pastas de dente e cosméticos. “Foram produzidos mais plástico nos últimos dez anos do que em todo o século passado”, alerta o relatório.

Microplástico presente em produtos esfoliantes | Foto: iStock by Getty Images

No estudo os Estados Unidos foram os recordistas com 94% de amostras com plástico na água da torneira. Os pesquisadores detectaram as fibras plásticas até mesmo na sede da Agência de Proteção Ambiental norte-americana, edifícios do Congresso e na Trump Tower em Nova York. Já o Líbano e a Índia apresentaram as maiores quantidades de contaminação. A Europa tinha o mínimo, porém, os plásticos foram encontrados em 72% das amostras lá.

No Brasil

Em parceria com a Orbi Media, o jornal à Folha também participou do estudo enviando 10 amostras de água da cidades de São Paulo. Segundo matéria publicada no site do jornal, 9 entre 10 amostras continham fragmentos de plástico com números semelhantes aos encontrados ao redor do mundo.

O texto enfatiza que apesar dos brasileiros não possuírem o hábito de beber água diretamente da torneira, ainda a utilizamos para cozinhar. Além disso, os pesquisadores alertam que os plásticos provavelmente já estão presentes em nossa comida.

virada-4

A Virada Sustentável deste ano, que em sua 7ª edição ocupará diversos pontos da cidade de São Paulo com mais de 500 atividades, traz em sua programação a série ContAí de rodas de conversa no Unibes Cultural, que acontecem na próxima quinta (24) e na sexta-feira (25).

A ideia do ContAí é convidar o público a refletir sobre o futuro comum das pessoas na cidade em bate-papos descontraídos com ativistas e especialistas. No dia 24, estão na pauta temas como ativismo 4.0mobilidade urbanaocupação do espaço públicoperiferia e recursos hídricos, sob a perspectiva da realização do próximo Fórum Mundial da Água. Já no dia 25, a proposta é trocar ideias com o público sobre autoconhecimentoSão Paulo para criançaseducação e áreas verdes urbanas. Todas as rodas acontecem no auditório do Unibes Cultural, na parte da tarde.

A Virada Sustentável, que vem reunindo mais de um milhão de pessoas a cada edição, ocupará de 24 a 27 de agosto pontos importantes como o Parque Ibirapuera, o Unibes Cultural, diversos espaços na região da avenida Paulista como o Conjunto Nacional e os parques Mario Covas e Trianon, unidades do SESC-SP e dezenas de outros locais da capital paulista. Esta edição paulistana é mais uma vez alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), uma agenda que tem como objetivo determinar o curso global de ações da sociedade, indivíduos e governos, para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar geral, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas, até 2030.

Agenda do ContAí

24/8 (quinta-feira)

14h |ContAí – Cidades – Ativismo 4.0 – O mundo andou para trás?

15h | ContAí – Cidades – Mobilidade Urbana – Acelera SP?

16h | ContAí – Cidades  – Ocupação do Espaço Público – Novo Modus Operandi

17h | ContAí – Cidades – Kebrada pra que te Kero

18h | ContAí – Água – Vem aí o Fórum Mundial. O que isso significa?

25/8 (sexta-feira)

14h | ContAí – Autoconhecimento

15h | ContAí – SP para Crianças

16h | ContAí – SP Educadora

17h | ContAí – SP +Verde

Confira a programação completa e detalhada: www.viradasustentavel.org.br

minha1

Uma boa notícia para os beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida pode estar prestes a ser anunciada. De acordo com a posição do ministro das cidades Bruno Araújo, uma equipe estaria trabalhando para implementar uma portaria que determinasse que imóveis do programa ganhem painéis de geração de energia solar. A novidade teria sido anunciada pelo ministro durante um evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), segundo informações da Agência Brasil.

A novidade surge após a divulgação de um estudo realizado em parceria com a Fiesp e com Furnas sobre a implementação de energia fotovoltaica nas unidades do programa habitacional. De acordo com o veículo, o ministro assegurou que novas informações sobre a decisão deverão ser anunciadas ainda nesta semana. A expectativa é que os imóveis construídos a partir de 2018 já estejam gerando energia solar.

O estudo aponta ainda que o custo das moradias não deverá sofrer alterações com a implantação dos painéis de geração de energia fotovoltaica, que serão adicionados ao telhado das construções. Apesar disso, a energia solar não deverá substituir completamente a energia tradicional nos imóveis do programa, mas servir como um complemento, gerando parte da energia utilizada no imóvel e reduzindo o valor da conta.

Desde a segunda fase do Minha Casa, Minha Vida, todas as residências do programa para famílias com renda de até três salários mínimos localizadas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste já precisavam vir obrigatoriamente equipadas com sistemas de captação de energia solar. O uso desta energia era destinado ao aquecimento da água do chuveiro.

carlosnobre-ecod

“As mudanças climáticas não têm solução em curto prazo”. A opinião é de Carlos Afonso Nobre, membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e um dos cientistas agraciados com o Prêmio Nobel da Paz (2007), por ter colaborado na produção do relatório do IPCC (Painel da ONU sobre Mudanças Climáticas) que alertava o mundo, de forma mais contundente, os riscos provocados pelo aquecimento global.

Nobre foi uma das principais atrações do Congresso Internacional de Sustentabilidade para Pequenos Negócios (Ciclos), cuja abertura foi realizada na quinta-feira, 6 de julho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

Para o cientista, o planeta já entrou em uma nova era geológica, o Antropoceno, graças à interferência humana na Terra. “Nós estamos modificando profundamente a composição da atmosfera lançando os gases de efeito estufa com uma velocidade sem precedentes”, observou. O pesquisador lembra que, a partir da década de 1950, houve aumento do número da população vivendo em cidades, o que contribuiu para esse cenário.

“Não há dúvida de que o planeta está aquecendo. Só para se ter ideia, a temperatura média no Brasil aumentou mais de 1,5ºC entre 1901 e 2012. As emissões de gases do efeito estufa seguem trajetórias de aumento entre 3,2ºC e 5,4ºC acima dos valores da época pré-industrial. É preciso mitigação intensa e contínua para não ultrapassar o limite de 2ºC”, defendeu Nobre.

Semideserto
De acordo com o pesquisador, se o mundo deixar de conter o aquecimento global, o ciclo hidrológico no Brasil se agravará muito mais. “Nos últimos 6 anos tivemos chuvas abaixo da média. O Nordeste, em especial a região do semiárido, pode vir a se tornar praticamente um semideserto. Principalmente devido ao aquecimento global, os desastres naturais no Brasil estão cada vez mais recorrentes”, alertou.

Nobre citou que a América do Sul é o continente com maior risco de extinção de espécies (23%) atribuível às mudanças climáticas. “Isso em um cenário de aumento médio de 4ºC na temperatura global. A biodiversidade dos biomas estaria extremamente ameaçada”.

Acordo de Paris
Uma das formas de evitar que o pior aconteça, na visão do cientista, é pôr em prática as diretrizes do Acordo de Paris, tratado estabelecido em dezembro de 2015, na capital francesa, durante a 21ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP21). Na ocasião, líderes de mais de 190 países concordaram em reduzir as emissões de gases do efeito estufa, o que evitaria, segundo estudos do IPCC (Painel da ONU sobre Mudanças Climáticas), que a temperatura média do planeta subisse mais de 2ºC nas próximas décadas, o que traria graves consequências, como escassez de água, alimentos e migrações forçadas.

“Nós não temos opção, a não ser o Acordo de Paris, que tem metas muito ambiciosas de não deixar o planeta aquecer ainda mais. Temos que reduzir drasticamente as emissões. O desafio é gigantesco, mas não podemos nos furtar a cumpri-lo”, enfatizou Nobre.

Imprevisível Trump
O cientista tirou risos do público presente, cerca de 400 pessoas, quando recordou do filme “De Volta Para o Futuro (1989)” e do desenho animado “Os Simpsons”, que “previram” a eleição do presidente dos EUA, Donald Trump, a quem definiu como “muito imprevisível”.

Recentemente, o polêmico chefe da Casa Branca anunciou que os Estados Unidos deixariam o Acordo de Paris. O governo Obama havia se comprometido com redução de emissões entre 25 e 28% até 2025. Mas sou otimista. Acredito que não vão querer perder a corrida pelas tecnologias limpas para a China. A irresponsável cegueira do presidente Trump na questão climática poderá ter um impacto grande para o planeta”, criticou.

Caminhos 
Ao comentar sobre o que o Brasil pode fazer a respeito das mudanças climáticas, o cientista observou que o país estava indo bem na redução do desmatamento da Amazônia e do Cerrado até os últimos três anos, mas agora ocorre o contrário”.

Ele sugeriu três caminhos para a sustentabilidade no Brasil:

  1. reduzir o desmatamento da Amazônia;
  2. promover uma agricultura livre da emissão de carbono;
  3. mais investimentos em energia limpa.

“Não estamos dando a atenção devida à adaptação às mudanças climáticas. Há grandes oportunidades para os micro e pequenos empresários em adaptação, até mais do que em inovação, pois é uma área que recebe pouca atenção. A chave está nas soluções locais. Nós aqui fomos muito mais na direção da mitigação. Países desenvolvidos têm inúmeros esforços em adaptação. O Porto de Roterdã (Holanda) é um exemplo, pois se planejou há cerca de 20 anos para um possível cenário de elevação de nível do mar. Aqui no Brasil construímos rodovias que serão alagadas nas próximas décadas, com um tipo de asfalto que não vai resistir”, projetou Nobre.

Energia limpa
De acordo com o cientista, o Brasil não está avançando na velocidade desejada em eficiência energética, “que deverá ser 100% limpa e renovável até 2050”, a fim de evitar um aumento de 1,5ºC na temperatura”.

“A tendência para energias renováveis (principalmente eólica e solar) está na microgeração, capitaneada pelas pequenas empresas. China e Índia são um bom exemplo disso”, concluiu Carlos Nobre.

20170724113846_660_420

Muita gente ainda tem dificuldades na hora de separar materiais para reciclagem, sem saber se um material pode ou não ser reutilizado e como fazer isso. Para ajudar nessas questões, a AMP Robotics desenvolveu o Clarke, um robô capaz de reconhecer e classificar materiais diversos, que funciona como um braço robótico que separa o lixo em alta velocidade. Ele usa uma câmera para reconhecer, em seu sistema, materiais como caixas de papelão, plástico, papel e itens que não podem ser reciclados.

Como conta o Digital Trends, Clarke é capaz de reconhecer, com precisão de 90%, 60 itens por minuto, mais rápido do que um humano faria, o que significa uma redução de 50% nos custos. “A plataforma principal que criamos foi um sistema para classificar praticamente tudo o que está em um centro de reciclagem hoje em dia”, conta Mantaya Horowitz, que trabalhou no projeto. Como acontece com os sistemas de inteligência artificial, quanto mais trabalha, mais inteligente o robô fica.

Veja como funciona:

A ideia da AMP é ampliar as habilidades de classificação de Clarke. “No momento, ele consegue dizer ‘esse é um plástico de número 1’, mas queremos que ele diga coisas como ‘essa é uma garrafa de Pepsi’, ‘essa é uma garrafa de Gatorade’, oferecendo às empresas de reciclagem mais informações sobre o que passa por elas”, afirma Horowitz.