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Podemos chegar a 2030 com uma matriz energética 100% renovável. Esta é a opinião de 71% dos especialistas ouvidos em uma pesquisa realizada pela organização REN 21. Os dados são parte do Renewables Global Futures Report e foram assunto do debate do dia 10 na Conferência do Clima da ONU (COP 23), em Bonn, na Alemanha, em uma conversa promovida pela Itaipu Binacional.

A empresa reuniu diferentes atores do setor de geração energética para discutir ações implementadas rumos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS’s) 6 e 7. As metas tratam de água e energia e são parte da lista de 17 objetivos ratificados em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na lista de tarefas estão missões ambiciosas de eficiência energética, cooperação internacional e universalização do acesso a ambos os recursos.

O diretor executivo da Itaipu, Helio Amaral, destacou que, ocupando o posto de maior hidrelétrica do mundo, é natural que a organização coloque no cerne de seus negócios a manutenção de sua principal matéria-prima: a água. O diretor explicou que a empresa desenvolve ações customizadas no Cultivando Água Boa, um amplo programa de cuidados com as microbacias da região. “Fazemos tudo com a participação da comunidade local e promovendo o desenvolvimento regional. Consideramos a segurança da água como parte dos nossos negócios”, disse.

As ações envolvem recuperação de nascentes, capacitação de agricultores, reflorestamento e também a diversificação da matriz energética. A empresa investe em geração de biogás a partir de dejetos dos animais e em breve deve colocar em funcionamento placas de geração de energia solar, porém, ainda em sistema piloto e sem objetivos de comercialização.

Para Cristine Lins, secretária-executiva da REN 21, o caminho é correto. “A energia hidroelétrica tem sido uma pilastra no avanço das renováveis, mas é preciso desenvolver as demais energias para chegarmos em uma matriz equilibrada e 100% renovável”, comentou. Ela destacou que os investidores tem apostado mais em outras fontes, como a solar. “A China, em 2016 ampliou em 34,5 GW capacidade instalada de geração de energia solar, aumentando em 45% seu potencial”, ressaltou.

Este equilíbrio entre as fontes é também o caminho para que investidores abracem de vez o setor. James Close, diretor de mudanças climáticas do World Bank Group, explica que a diversificação pode trazer mais segurança em um cenário de imprevisibilidade da disponibilidade de água. “Os padrões erráticos das chuvas e as secas e enchentes mais frequentes tem impactos severos quando falamos da falta de água. Para financiar projetos precisamos garantir todos estes aspectos. Assim os investidores podem entender os problemas e os riscos também”, comentou.

Richard Taylor, diretor executivo da International Hydropower Association, corroborou com a abordagem. “Não existe uma tecnologia única que seja a solução para a energia limpa. Precisamos de uma sinfonia de renováveis para o futuro”, enfatizou.

Ele destacou ainda o exemplo da Costa Rica, que tem em seu território a maior hidrelétrica da América Central e comercializa seu excedente energético com outros seis países, por meio do Central American Electricity Interconnection System (SIEPAC). “A eletricidade lá é cotidianamente comercializada. Quando existe mais energia o mercado se beneficia disso. Esse sistema fez o custo da energia descer e diminui a necessidade do uso de fontes não renováveis”, explica.

Lembrando os ODS’s, Taylor destaca o valor de parcerias deste tipo. “Não chegaremos a esses objetivos sem uma abordagem sistêmica, sem parcerias. Se você tiver uma interconexão ou uma rede mais ampla que combina várias fontes, você compartilha e compensa reservas Precisamos acelerar e pensar em um futuro com as energias renováveis”.

Para Cristine Lins, este é o futuro que precisa ser desenhado, mas para o processo é ainda lento. “Temos progresso, mas até agora não o suficiente para atingir as metas de Paris (estabelecidas na COP 21). Para chegar ao cenário de 100% de renováveis precisamos de políticas adequadas e não se pode negligenciar o tempo. 2050 parece estar muito longe, mas são só 33 anos e as decisões tomadas hoje é que vão influir neste resultado”, enfatizou, concluindo ainda que “16% da população global vive sem eletricidade. São 1.9 bilhão de pessoas. Isso é inaceitável no século 21. Somos a primeira geração que tem nas mãos a tecnologia para mudar isso e precisamos fazê-lo”.

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Pescar, admirar, fotografar e devolver o peixe à água em perfeitas condições. Esses são princípios básicos na pesca esportiva, prática discutida há pelo menos 25 anos no Brasil como alternativa de sustentabilidade.

No País, há cerca de nove milhões de pescadores regularizados, a grande maioria praticante de pesque e solte.

O turismo associado à pesca esportiva contribui principalmente para a criação de postos de trabalho e demanda, entre outros serviços, estruturas de hospedagem e alimentação.

Pesca esportiva é tema de reportagens do Terra da Gente (Foto: Arquivo TG)

A primeira reserva de pesca esportiva do Brasil foi regulamentada em 2001, no município de Jacareacanga, no Pará, nas margens do rio São Benedito. “A iniciativa nasceu da necessidade de garantir a conservação ambiental da ictiofauna, de manter a fauna e a flora em equilíbrio e promover o desenvolvimento do turismo sustentável”.

O trabalho de preservação na reserva envolve, a fiscalização do local e a proteção da região contra infratores que praticam pesca predatória, caça de animais selvagens e derrubada de árvores de lei.

Devolver o peixe à água é um exemplo de respeito à natureza e uma forma saudável de diversão para os praticantes. “Os turistas sempre se mostram felizes e satisfeitos com a quantidade de peixes encontrados na região. Além de ser uma questão ética e ambiental, trata-se de sobrevivência desse ramo turístico”.

A pesca esportiva ou pesca recreativa está hoje entre as atividades de integração social e lazer mais difundidas no mundo. É uma das vertentes do turismo nacional com maior potencial econômico, pois gera emprego e renda a comunidade envolvida e movimenta todas as camadas sociais onde chega, tais como: rede hoteleira, farmácias, bares, transporte e comunidade ribeirinha.

Diante disso, é preciso criar condições para o desenvolvimento sustentável desta atividade no território nacional, uma vez que, o Brasil, é banhado por uma costa marítima de 8,5 mil quilômetros, possui 12% de toda a água doce do planeta, e ainda 8,2 bilhões de metros cúbicos de água distribuídos em rios, lagos, açudes e represas. Tudo isso faz do nosso país uma das principais plataformas de negócios da pesca esportiva e vitrine mundial para o turismo, lazer e atividades náuticas, visto que este é um negócio que já movimenta bilhões de dólares nos países desenvolvidos e atualmente faz parte da vida de milhões de brasileiros.

Nesse contexto, devemos incentivar e divulgar a pesca esportiva como oportunidade sustentável de negócios para finalmente repensar a fiscalização ambiental pesqueira e com isso montar um plano adequado e efetivo de combate a pesca ilegal no nosso país.

Dessa maneira, se torna imprescindível mostrar os caminhos do desenvolvimento sustentável da pesca, em especial da pesca esportiva, que faz jus ao seu nome e transforma a pesca num esporte que gera emprego, renda e uma condição melhor de vida a inúmeros brasileiros seja por meio do turismo, do lazer ou das inúmeras atividades náuticas e de camping.

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São as principais palavras do vocabulário dos empreendedores da nova economia. São termos e expressões que você precisa saber: seja para conhecer as novas ferramentas que vão impulsionar seus negócios ou para te ajudar a falar a mesma língua de mentores e investidores. O verbete de hoje é…

SUSTENTABILIDADE DIGITAL

 

O que acham que é: Aplicativos para smartphones e tablets sobre Sustentabilidade em geral.

O que realmente é: Sustentabilidade Digital é um conceito que define estudos, planejamentos  e práticas que visam a substituição, por empresas de tecnologia, de energias poluentes (principalmente as que emitem dióxido de carbono) por fontes renováveis como a eólica e a solar.

Não é muito comum pensarmos nisso mas todo tipo de navegação online (redes sociais, Netflix, e-mail etc.), tem algo físico por trás: milhares e milhares de servidores de computadores, responsáveis por armazenar os dados que compõem a internet. O que os alimenta, em sua grande maioria, é a eletricidade proveniente de fontes de combustíveis fósseis como o carvão e o gás natural. Por todo lugar, mesmo na nuvem, deixamos (sujas) pegadas digitais. Mas esta é uma explicação resumida. O jornal inglês The Guardian publicou um texto em 2015 detalhando esse processo, inclusive com gráficos (link em Para saber mais).

O estudo Clicking Clean: Who is Winning the Race to Build a Green Internet, do Greenpeace, publicado este ano, estima que o setor de TI (Tecnologia da Informação) consuma, aproximadamente, 7% da eletricidade global. Na versão de 2014 desse estudo, esse número era 2% que, para se ter uma ideia, é a mesma porcentagem do gasto de eletricidade da indústria aeronáutica (pense na gigantesca quantidade de aviões do tipo Boeing que voam todo dia).

De acordo com Guilherme Pereira, coordenador do curso de MBA em Business Innovation e Head of Corporate Innovation da FIAP, a questão da Sustentabilidade Digital tem dois focos: a parte física, como produtos e logística, por exemplo, e a parte digital, relativa a datacenters, infraestrutura e outros. “Nos últimos anos, com o aumento exponencial da necessidade de infraestrutura para a operação de serviços tecnológicos, as atenções se voltaram aos enormes datacenters com gigantescas demandas por energia.”

Quem inventou: Não existe um inventor mas o Greenpeace é uma das organizações mais empenhadas na questão e tem desafiado grandes empresas de TI a renovarem suas fontes.

Quando foi inventado: Não há uma data específica. O conceito está diretamente relacionado à Exponencialidade (exponential growth, em inglês), termo utilizado para definir a velocidade ultra acelerada com que as tecnologias têm evoluído nas últimas décadas e o efeito que causam na sociedade.

O Greenpeace começou a comparar o desempenho energético do setor de TI em 2009.

Para que serve: Para preservar as energias não renováveis do planeta e minimizar (ou até evitar) o impacto das mudanças climáticas como o aumento da temperatura global.

Fábio Henrique Zanella Moura, professor de Informática da Escola Técnica Estadual (Etec) Antonio Devisate, de Marília, e coordenador do projeto ReciclaEtec, diz que dentre algumas vantagens do uso de energias renováveis estão o fato de causarem menos impacto ambiental, serem inesgotáveis em relação à escala humana e oferecerem menos riscos à saúde dos trabalhadores.”

Quem usa: Facebook, Apple e Google foram os que primeiro assumiram compromissos de transformar 100% de sua fonte de energia em renovável.

Pereira conta que a Apple inseriu no design de seu novo campus uma diretriz de autossuficiência energética. “Todo o telhado do complexo é feito de placas solares e a água da chuva é captada, tornando o complexo 100% movido à energia solar. Isto ajuda na criação de processos de negócio com baixo índice de carbono, um dos indicadores importantes quando falamos de Sustentabilidade Digital.”

O estudo já citado do Greenpeace revela que quase 20 empresas, dentre elas Adobe, Amazon Web Services (AWS), Etsy, Hewlett Packard Enterprise e Microsoft, estão engajadas na substituição de suas fontes energéticas.

Efeitos colaterais: A curto prazo, necessidade de investimento na transformação da infraestrutura. “Mas os custos das energias renováveis têm sido drasticamente reduzidos nos últimos anos, alcançando grau de competitividade frente a outras fontes”, diz Pereira.

Quem é contra: De acordo com Moura, são contra a Sustentabilidade Digital empresas que lucram com o desperdício. “Isso por não se preocuparem com o meio ambiente e estarem focadas somente em vantagens para si mesmas.”

 

Para saber mais

1) Leia, no The Guardian, Can the digital revolution be environmentally sustainable? O texto conta sobre o comprometimento do jornal com a Sustentabilidade Digital, explicando todo o processo em que (e como) isso acontece.

2) Leia, no New York Times, Power, Pollution and the Internet. Escrito em 2012, o texto vai ainda mais para trás e conta as primeiras mudanças feitas por algumas grandes empresas mundiais de TI rumo à Sustentabilidade Digital

3) Leia, no Futurism, It’s Time to Start Thinking About Our Digital Carbon Footprint. O texto explica o tema dentro de um contexto bastante amplo e fala sobre preocupações e soluções para o problema.

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Sabemos que nosso planeta está em risco pelo mau uso dos recursos naturais. Diante desse quadro, é papel de todos adotar ações de sustentabilidade e orientar nossas crianças e jovens.

“Esse é um meio para que possamos ter, no médio e no longo prazo, um planeta em condições adequadas para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana”, afirma Simone do Rocio Mocelin, assessora pedagógica do Colégio Bom Jesus Internacional Aldeia, formada em Ciências Biológicas e pós-graduada em Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Para ela, pensar e agir de forma sustentável contribui para que os recursos naturais necessários para as próximas gerações se mantenham.

“Temos de nos perguntar todos os dias: como podemos incutir nas crianças o apreço e o cuidado com o planeta que habitam?”, completa.

A consciência sobre a sustentabilidade precisa ser iniciada na mais tenra idade, tanto na família quanto na escola. E é do adulto o papel de se tornar exemplo de condutas sustentáveis no dia a dia para que a criança internalize a importância dessas atitudes para a conservação do meio ambiente. Veja 5 dicas sustentáveis e práticas para pais e filhos adotarem em casa.

1.Evite o desperdício de energia elétrica. Alerte as crianças sobre a necessidade de desligar os aparelhos que não estão em uso. É comum ver crianças deixando jogos eletrônicos, computadores e carregadores de celulares ligados desnecessariamente. Explique também a elas que deixar as luzes acesas traz um gasto alto de energia elétrica, sendo prejudicial ao planeta.

2.Ensine as crianças a não desperdiçar água. As crianças geralmente apreciam brincar com ela, não tendo a dimensão dos problemas de desperdício desse recurso natural precioso. Ensine que as torneiras devem estar completamente fechadas, mesmo durante a escovação dos dentes, abrindo somente para o enxágue da boca e da escova dental.

3.Habitue a criança a reciclar. Incentive-a a descartar corretamente os resíduos sólidos, a reaproveitar sacos plásticos, papéis e brinquedos. No momento de ir às compras, questione a criança sobre a real necessidade de ter mais um brinquedo, por exemplo. Além de poupar o meio ambiente, a criança aprenderá a consumir produtos com consciência. Lembre-se de que o termo “jogar fora” não existe.

4.Leia com as crianças informações sobre o meio ambiente e sobre como o estilo de vida da família pode impactar negativa ou positivamente na manutenção de nosso planeta. Ensine a elas o conceito da Terra como Casa Comum, termo utilizado pelo Papa Francisco na Carta Encíclica Laudato Si’, que nos convoca a cuidar de nosso planeta.

5.No website http://www.suapegadaecologica.com.br/ , é possível realizar um teste da Pegada Ecológica, que é o impacto, rastros ou as consequências deixadas pelas atividades humanas (comércio, indústria, agricultura, transportes, consumo) no meio ambiente. Quanto maior a pegada ecológica de uma atividade, mais danos causados ao meio ambiente. Após responder a algumas perguntas, é calculado se o estilo de vida do respondente está abaixo, dentro ou acima da capacidade natural de regeneração de recursos pelo planeta.

Sustentabilidade na escola

Na escola, a sustentabilidade tem um viés interdisciplinar e possibilita ao aluno refletir sobre práticas do seu dia a dia que possam contribuir para a conservação dos recursos naturais que diminuam o impacto dos seres humanos sobre o meio ambiente. As diversas áreas de conhecimento podem apresentar temas específicos por meio de debates, palestras e atividades externas que abordem o problema do consumismo e do desperdício, a poluição e a contaminação da água, o descarte adequado dos resíduos sólidos, a poluição do ar, o aquecimento global, entre outros. Cabe à escola conscientizar os alunos sobre práticas sustentáveis de modo que eles possam levar esses conhecimentos consigo e aplicá-los em vários âmbitos de sua vida.

Sustentabilidade-nas-Empresas

As organizações que demonstram compromisso com a responsabilidade social obtêm vantagens competitivas, ganhando a confiança do mercado, de clientes, investidores, consumidores e da comunidade local. Esse tipo de ação desencadeia uma onda de responsabilidade social corporativa que empresas espalhadas pelo mundo, de todos os tamanhos e setores, estão adotando e promovendo.

Compreender essa mudança é vital, pois o mercado está cada vez mais transparente e competitivo. É uma oportunidade para que as empresas programem práticas sustentáveis de gerenciamento não apenas para atender às exigências legais, mas também para melhor se colocar diante dos consumidores e concorrentes. É um erro entender que a sustentabilidade seja apenas restrita a aspectos de meio ambiente; da mesma forma, não se deve assumir que responsabilidade social se limite a ações em projetos sociais.

O administrador que pretenda que seu negócio seja perene deverá gerar valor nas dimensões econômicas, ambientais e sociais. As empresas são cobradas por uma atitude correspondente ao conceito da “cidadania corporativa global” que envolve sustentabilidade e responsabilidade social, dois conceitos que caminham juntos.

As organizações tornaram-se agentes transformadores que exercem uma grande influência sobre os recursos humanos, a sociedade e o meio ambiente em que estão inseridas. Os empresários tornam-se mais aptos a compreender e a participar das mudanças estruturais na relação de forças nas áreas ambiental, econômica e social.

Dois exemplos ilustram o assunto: o mercado parou de aceitar o descaso no tratamento dos recursos naturais e os consumidores estão interessados em produtos “limpos”; da mesma forma, a sociedade está muito mais atenta à inclusão de portadores de necessidades especiais no mercado de trabalho. O resultado é óbvio: a legislação tornou-se mais rígida, obrigando as empresas a encarar com mais seriedade a questão ambiental e a responsabilidade social em sua estratégia operacional.

Com essa nova postura vem a necessidade de adaptação e consequente direcionamento para novos caminhos. As empresas devem mudar seus paradigmas mudando sua visão empresarial, objetivos, estratégias de investimentos e de marketing, tudo voltado para o aprimoramento de seu produto. Companhias socialmente responsáveis e preocupadas com sustentabilidade conquistam resultados melhores e geram valor aos que estão próximos. A responsabilidade social e sustentabilidade deixaram de ser uma opção politicamente correta: é uma questão de visão estratégica e, muitas vezes, de sobrevivência.

A empresa é socialmente responsável e sustentável quando vai além da obrigação legal de pagar impostos e observar as condições adequadas de segurança e saúde para os trabalhadores ou preservar o meio ambiente. É preciso adotar nova postura: a organização que não adequar suas atividades a esses novos conceitos está destinada a perder competitividade em médio prazo.

É cada vez mais relevante para as empresas pensar em processo sucessório, sejam elas familiares ou não, portanto, é fundamental que o atual gestor invista, o quanto antes, em reflexões nesse sentido, para que assim, comece a preparar o caminho para seu sucessor.

 

 

Por Sérgio Lucchesi, sócio da Moore Stephens Auditores e Consultores

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Nos últimos dias, o debate sobre o decreto do Governo Federal que permitia que mineradoras privadas explorassem áreas de reserva na Amazônia aflorou e foi além das fronteiras brasileiras.

Ambientalistas, celebridades e políticos manifestaram-se contra o documento que extinguia os mais de 47.000 quilômetros quadrados da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca).

O governo recuou suspendendo o decreto, mas a mobilização social abriu espaço para reflexões e questionamentos que envolvem os hábitos de consumo da população – que está se conscientizando cada dia mais.

Conscientização: o novo comportamento do consumidor

Desde o manuseio da água até os alimentos que estão disponíveis nas prateleiras dos mercados: todas essas escolhas têm peso no que se refere à proteção ambiental e o futuro do planeta.

Reduzir o consumo de carnes, processados e industrializados são atitudes cada vez mais recorrentes, que proporcionam benefícios para a saúde e para o meio ambiente.

Nesse sentido, os consumidores estão exigindo selos de qualidade e dando preferência para produtos livres de conservantes e empresas que pensem além do lucro e tenham, de fato, responsabilidade social e ambiental.

Devido à crescente demanda por serviços e produtos saudáveis e sustentáveis, o mercado de produtos orgânicos tem se expandido por todo o mundo. Inclusive, essa conscientização dos consumidores tem ido além dos alimentos e alcançado a indústria química – eles querem saber a origem e a composição dos produtos de pele e dos cosméticos, por exemplo.

A indústria de Cosméticos se adapta

Os derivados de matérias-primas orgânicas ganharam impulso na indústria da beleza, com os cosméticos de base natural ou integralmente naturais. No Brasil, por exemplo, empresas do ramo estão investindo nesses nichos incorporando a tendência internacional de uso dos óleos essenciais.

Mas, vale ressaltar que, um produto de base natural é diferente de um natural. No caso dos cosméticos, por exemplo, é diferente um sabonete com óleo essencial de amêndoas de um que tem todo o seu processo de produção – passando pela obtenção de matéria-prima, pelo processamento até a embalagem – dentro das normas de certificação de produtos orgânicos.

A cadeia de produção desse tipo de produto é regida por normas específicas, o que não acontece com os produtos comuns que têm um ou outro ingrediente natural em sua fórmula.

Com isso, os consumidores têm a garantia e a segurança de que os mesmos são confeccionados com plantas isentas de agrotóxicos, corantes, conservantes ou aromas artificiais. Esse cuidado também estende-se as embalagens, com a utilização de materiais recicláveis de rápida decomposição no meio ambiente ou, através dos refis, que estimulam o uso da mesma embalagem.

A tecnologia como aliada

Além de agradar e conquistar cada vez mais consumidores, essa também é a oportunidade de contribuir com a preservação do planeta. Os empresários do segmento já perceberam todas essas mudanças comportamentais e estão se adequando cada vez mais.

A Teknisa oferece diversas soluções adaptadas para atender aos princípios da agência fiscalizadora, integrando vendas, expedição e controle de produção, possibilitando a otimização e a segurança na produção farmacoquímica.

As ferramentas permitem o controle gerencial para a manufatura laboratorial, desde a aquisição da matéria-prima até a liberação do produto final para os clientes, passando pela garantia de qualidade.

Com aplicações tecnológicas sofisticadas é possível obter um modelo operacional moderno e flexível voltado ao planejamento e controle completo do seu sistema produtivo e, ainda, garantir a matéria- prima ideal para a cadeia produtiva, possibilitando preços competitivos, minimizando perdas e maximizando a qualidade dos produtos.

Além dos processos que precedem a produção e as vendas, também é importante proporcionar a melhor experiência ao cliente. Para viabilizar isso, muitas empresas vêm revendo seus processos internos e investindo na automação comercial, com a implantação de sistemas modernos na frente de caixa e aplicativos, por exemplo.

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Morador do Rio de Janeiro, o consultor de empresas e economista Simon Salama sofre bastante com as altas temperaturas, que chegam a superar os 40ºC no verão. Até pouco tempo atrás, ele chegava a gastar entre R$ 800 e R$ 1 mil por mês na conta de luz, principalmente em razão do uso dos aparelhos de ar-condicionado.

Essa realidade começou a mudar quando ele decidiu investir em um sistema de energia solar fotovoltaica em sua casa. “Hoje estou pagando a metade da conta. A outra metade o sistema fotovoltaico está proporcionando. Precisamos aprender a pensar em longo prazo”, afirma.

Desde abril de 2012, quando entrou a vigor a Resolução Normativa Aneel nº 482/2012, os brasileiros têm a possibilidade de deixar de ser apenas consumidores de energia, passando também ao status de produtores. A chamada geração distribuída viabiliza, por exemplo, a instalação de placas solares em residências, o que gera economia na conta de luz e benefícios ambientais, pois o sol é uma fonte inesgotável e não poluente.

Em entrevista ao CORREIO Sustentabilidade, Colaferro listou um passo-a-passo sobre o que é preciso para instalar um sistema solar fotovoltaico em casa:

1) Fornecer os dados básicos descritos na conta de luz (endereço, consumo médio, etc) à empresa que vai instalar o sistema. “É na conta de luz que estão as principais informações, como o volume de energia consumido nos últimos meses; o tipo de cliente que ele é; o endereço, que nos ajuda a saber a disponibilidade de sol na região e a análise do telhado via Google Maps”, explica o especialista.

2) Visita técnica da empresa que vai instalar o sistema (quando necessário).

3) Investimento a partir de R$ 12 mil. O sistema mais completo e potente custa cerca de R$ 25 mil (valor estimado para um casal que consome cerca de 5 mil watts por ano, cerca de R$ 430 mensais). “O consumidor decidirá o tipo de financiamento que vai adotar, a forma de pagamento, etc”.

4) Uma vez comprado o sistema, o consumidor procura a concessionária de energia local e preenche um formulário com alguns dados. Algumas empresas instaladoras realizam esse serviço para o cliente.

5) Depois de instalado o sistema é preciso trocar o relógio de consumo. O novo aparelho, instalado pela Coelba (no caso da Bahia) não traz custo adicional para consumidores residenciais e será bidirecional – ele registrará a energia que entra e a que sai. “Você passa a receber créditos energéticos pela energia que gera a mais e paga apenas a diferença em relação ao que consumiu. Caso consiga produzir 100% da energia consumida, pagará somente um custo de disponibilidade, uma taxa em torno de R$ 40”, esclarece o especialista.

Investimento

Segundo Colaferro, embora o consumidor médio de energia no Brasil gaste bem menos, o cliente que costuma aderir à energia solar costuma ter um consumo mais alto, a partir de R$ 400 mensais.

“O sistema que custa cerca de R$ 25 mil atende melhor a esse público, porque é composto por mais placas e gera, proporcionalmente, o dobro de energia em relação ao de R$ 12 mil, o que possibilita uma economia de até 95% na conta”, ressalta Colaferro. A vida útil da tecnologia é de 30 anos.

O especialista defende mais financiamento para que a energia solar possa se popularizar no Brasil. “As instituições financeiras ainda não entenderam que este é um produto que deveria ser financiado a taxas muito mais baixas porque a inadimplência é pequena e ele realmente entrega o que promete, o que confere segurança”, argumenta.

O retorno do investimento em um estado como a Bahia, com alta incidência de sol e tarifa relativamente alta, vem entre quatro e seis anos, estima ele.

Entre os bancos que oferecem financiamento voltado à energia solar estão Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Santander. Todavia, a maioria das linhas são destinadas a empresas, e não a pessoas físicas.

Portaria

Uma medida que pode ajudar a tornar a energia solar mais acessível foi anunciada em agosto deste ano pelo Ministério das Cidades. A pasta prevê a criação de uma portaria que prevê a instalação dessa fonte alternativa nos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida.

Segundo o ministro Bruno Araújo, o projeto vai “impulsionar a indústria nacional, reduzir custos, viabilizar a redução da conta de energia das famílias de baixa renda e ajudar a tirar uma carga dos demais sistemas tradicionais de geração de energia”.

Bahia

A energia solar registra crescimento em solo baiano. Em junho deste ano, o CORREIO informou a entrada em operação do parque solar Lapa, considerado o maior do Brasil, localizado em Bom Jesus da Lapa, no Oeste baiano. O empreendimento é composto por duas usinas, com capacidade instalada total de 158 megawatts. A operação do parque é da Enel Green Power, subsidiária brasileira do grupo italiano Enel.

O Brasil deve chegar até o final de 2017 com cerca de 14 mil consumidores com micro ou minigeração distribuída, segundo a Aneel. A geração de energia solar fotovoltaica responde por 80,7% do total de instalações. O restante é dividido por sistemas de energia eólica, biogás, biomassa, hídrica e cogeração qualificada.

“É pouco, levando-se em conta que o País tem mais de 80 milhões de consumidores. A Alemanha conta com milhões de conexões já instaladas”, compara Colaferro.

A Bahia tem atualmente cerca de 230 sistemas em operação e ocupa a décima colocação no ranking nacional, que é liderado por Minas Gerais (2.263 instalações).

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O mercado nacional de certificação de energia renovável cresceu significativamente desde o seu lançamento, em 2014. Em 2017, de janeiro até o agosto, o número transacionado de Certificados de Energia Renovável, os chamados RECs Brazil, superou as expectativas, totalizando 126.905, avanço de 18% sobre todo o ano anterior.

Quando começou, há três anos, foram negociados 350 REcs. Cada certificado equivale a 1 MWh de eletricidade produzida a partir de fontes renováveis. Com o crescente interesse voluntário das empresas por uso de energia renovável, a oferta do insumo também está se expandindo.

Há no País 19 parques de energia renovável capazes de gerar RECs, informa o Instituto Totum, responsável pelo gerencialmente do Programa de Certificação de Energia Renovável brasileiro, junto com as várias entidades do setor.

Desses 19 parques, 15 já possuem o registro na plataforma internacional IREC, reconhecida mundialmente. O ritmo de crescimento e a demanda por compra de energia renovável tem surpreendido o Instituto Totum.

“Toda semana recebemos pelo menos um contato de empresa interessada em registrar suas usinas renováveis na plataforma mundial, inclusive em breve teremos a primeira usina de biomassaregistrada”, afirma Fernando Lopes, diretor do Instituto.

A aquisição de RECs sinaliza ao mercado que as empresas preferem consumir energia renovável e, ao mesmo tempo, mostra o compromisso com a mudança de comportamento energético.

 

O que é a certificação de energia renovável?

 

A possibilidade de registro dos empreendimentos de energia renovável brasileiros na plataforma mundial IREC contribuiu para o crescimento desse mercado. “Com a implantação do IREC no Brasil, no ano passado, conseguimos atender a demanda de empresas multinacionais que possuem políticas internas que exigiam a compra de certificados reconhecidos mundialmente. Porém, mesmo no País, a procura de empresas por RECs vem aumentando muito”, afirma Fernando Giachini Lopes, diretor do Instituto Totum.

A certificação I-REC é o método mais prático e confiável para um consumidor escolher a origem de sua energia. “O certificado traz transparência e opções para aqueles que apoiam o desenvolvimento de energia renovável”, diz Hans Vander Velpen,  analista ambiental  da Voltalia, empresa com foco em pequenas e médias unidades de geração de energia, com sede na França, e que recentemente certificou um parque na plataforma internacional I-REC, aumentando ainda mais a oferta de RECs no Brasil.

 

Entenda como funciona esse mercado

 

Nem todas as empresas têm condições de investir em uma usina para gerar sua própria energia renovável. A saída então é receber a energia da forma tradicional e adquirir o volume de energia equivalente ao consumo por meio de Certificados de Energia Renovável.

Ao comprar RECs as empresas são abastecidas com a energia da rede local, que geralmente é um “mix” de fontes renováveis (hídrica, eólica, solar) e não renováveis (térmicas à óleo, gás ou nucleares). Em troca, elas estão investindo na geração da mesma quantidade consumida em energia limpa, ou seja, elas se apropriam somente da parte limpa que é colocada no sistema.

Com os RECs as empresas podem garantir 100% de energia renovável para seu uso sem ter de investir, elas próprias, em geração

O passo a passo para certificar um empreendimento no Brasil

 

No caso do registro IREC, os passos são os seguintes:

* Assinar contrato, tornando-se um registrante;

* Escolher o empreendimento a ser registrado;

* Pagar a taxa relativa ao empreendimento;

* Enviar a documentação que demonstra o atendimento aos requisitos do IREC e aguardar a auditoria documental pelo Instituto Totum.

Prazo aproximado de 10 dias para conclusão.

 

Com a documentação OK, empreendimento é registrado na plataforma mundial do I-REC e empresa recebe login e senha para acesso, que possibilita a emissão imediata dos RECs.

No caso do IREC com chancela de sustentabilidade REC Brazil, além dos passos acima, é necessário:

* Assinar contrato do REC Brazil

* Contratar auditoria in loco para verificação dos requisitos adicionais de sustentabilidade;

* Aguardar deliberação final do processo e Comissão de Certificação

Prazo aproximado de 30 dias para conclusão

Para conhecer as taxas relativas ao processo de registro e certificação, entre no site: http://www.recbrazil.com.br

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Ao longo de dez meses a Orb Media realizou uma investigação sobre o plástico em água de torneiras em diversos lugares do mundo. Os resultados foram surpreendentes pois 83 por cento das amostras coletadas continham fibras de plástico, também chamadas de microplásticos. Segundo os autores do estudo, estamos vivendo na ‘Era Plástica’ e a contaminação provavelmente não está limitada somente à nossa água.

Segundo a Orb Media este foi o primeiro estudo científico público do tipo e contou com a parceria de um pesquisador da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, nos EUA. Os autores da pesquisa testaram a água da torneira nos Estados Unidos, Europa, Indonésia, Índia, Líbano, Uganda, Equador e Brasil.

Segundo os pesquisadores, os microplásticos que contaminam nossas águas vêm de uma variedade de fontes, entre elas estão as roupas sintéticas, as poeiras de pneus e até mesmo plásticos encontrados em produtos de higiene e beleza, como pastas de dente e cosméticos. “Foram produzidos mais plástico nos últimos dez anos do que em todo o século passado”, alerta o relatório.

Microplástico presente em produtos esfoliantes | Foto: iStock by Getty Images

No estudo os Estados Unidos foram os recordistas com 94% de amostras com plástico na água da torneira. Os pesquisadores detectaram as fibras plásticas até mesmo na sede da Agência de Proteção Ambiental norte-americana, edifícios do Congresso e na Trump Tower em Nova York. Já o Líbano e a Índia apresentaram as maiores quantidades de contaminação. A Europa tinha o mínimo, porém, os plásticos foram encontrados em 72% das amostras lá.

No Brasil

Em parceria com a Orbi Media, o jornal à Folha também participou do estudo enviando 10 amostras de água da cidades de São Paulo. Segundo matéria publicada no site do jornal, 9 entre 10 amostras continham fragmentos de plástico com números semelhantes aos encontrados ao redor do mundo.

O texto enfatiza que apesar dos brasileiros não possuírem o hábito de beber água diretamente da torneira, ainda a utilizamos para cozinhar. Além disso, os pesquisadores alertam que os plásticos provavelmente já estão presentes em nossa comida.

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A Virada Sustentável deste ano, que em sua 7ª edição ocupará diversos pontos da cidade de São Paulo com mais de 500 atividades, traz em sua programação a série ContAí de rodas de conversa no Unibes Cultural, que acontecem na próxima quinta (24) e na sexta-feira (25).

A ideia do ContAí é convidar o público a refletir sobre o futuro comum das pessoas na cidade em bate-papos descontraídos com ativistas e especialistas. No dia 24, estão na pauta temas como ativismo 4.0mobilidade urbanaocupação do espaço públicoperiferia e recursos hídricos, sob a perspectiva da realização do próximo Fórum Mundial da Água. Já no dia 25, a proposta é trocar ideias com o público sobre autoconhecimentoSão Paulo para criançaseducação e áreas verdes urbanas. Todas as rodas acontecem no auditório do Unibes Cultural, na parte da tarde.

A Virada Sustentável, que vem reunindo mais de um milhão de pessoas a cada edição, ocupará de 24 a 27 de agosto pontos importantes como o Parque Ibirapuera, o Unibes Cultural, diversos espaços na região da avenida Paulista como o Conjunto Nacional e os parques Mario Covas e Trianon, unidades do SESC-SP e dezenas de outros locais da capital paulista. Esta edição paulistana é mais uma vez alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), uma agenda que tem como objetivo determinar o curso global de ações da sociedade, indivíduos e governos, para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar geral, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas, até 2030.

Agenda do ContAí

24/8 (quinta-feira)

14h |ContAí – Cidades – Ativismo 4.0 – O mundo andou para trás?

15h | ContAí – Cidades – Mobilidade Urbana – Acelera SP?

16h | ContAí – Cidades  – Ocupação do Espaço Público – Novo Modus Operandi

17h | ContAí – Cidades – Kebrada pra que te Kero

18h | ContAí – Água – Vem aí o Fórum Mundial. O que isso significa?

25/8 (sexta-feira)

14h | ContAí – Autoconhecimento

15h | ContAí – SP para Crianças

16h | ContAí – SP Educadora

17h | ContAí – SP +Verde

Confira a programação completa e detalhada: www.viradasustentavel.org.br