Biodiversidade

Com o objetivo de conscientizar as pessoas a respeito da importância da diversidade biológica, e a necessidade da proteção da biodiversidade em todos os ecossistemas do planeta, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia internacional da Biodiversidade, comemorado em 22 de maio.

A data é ideal para refletirmos a respeito dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que tem como foco mobilizar esforços para que, até 2030, todas as ações sejam aplicadas universalmente, de modo que contribuam para o fim de todas as formas de pobreza, promovam a luta contra as desigualdades e combatam as alterações climáticas, assegurando que ninguém seja deixado para trás.

Para cumprir isso, é necessária uma parceria global entre governos, sociedade civil, setor privado, instituições de ensino, mídia e Nações Unidas. Além disso, em junho de 2016, a ONU reconheceu os Local SDG Pioneers, dez líderes empresariais e agentes de transformação de todo o mundo, que têm a missão de defender a sustentabilidade por meio de seus modelos de negócios, promover a mudança e mobilizar a comunidade empresarial em geral para que sejam tomadas medidas de apoio aos ODS.

Entre os selecionados, está Ulisses Sabará, presidente da Beraca, uma das unidades de negócios do Grupo Sabará. Ele foi escolhido devido aos seus esforços alinhados ao Objetivo número 15 – Vida Terrestre (Life on Land) -, dedicado a proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda da biodiversidade.

Em seu trabalho, entre outras ações, está o Programa de Valorização da Sociobiodiversidade®, criado no ano 2000 e que está baseado nos alicerces: “Rentabilidade Adequada”, “Preservação da Água e Biodiversidade” e “Desenvolvimento Humano de Forma Equilibrada”. Trata-se de um projeto que atua como uma ponte entre mais de 100 comunidades agroextrativistas espalhadas pelo Brasil, com mais de 2.500 famílias, e os principais fabricantes mundiais de cosméticos. Isso faz com que a empresa conecte a biodiversidade brasileira a milhares de consumidores por meio de uma relação de transparência, rastreabilidade e inovação.

O objetivo é que iniciativas como essas e dos demais “Local SDG Pioneers“ inspirem as organizações a reproduzir modelos de negócios mais transparentes, invistam na conduta empresarial e na criação de cadeias de produção comprometidas com o bem-estar das gerações atuais e futuras.

O primeiro passo para uma mudança sustentável é investir na criação de sistemas, processos e políticas. Essa é uma estratégia que ajudará a transformar a sociedade e a fortalecer o setor privado, pois o investimento no capital humano, a valorização das cadeias produtivas e a preservação dos recursos naturais são elementos essenciais para que possamos trilhar o caminho do crescimento em harmonia com a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento econômico e social.

* Thiago Terada é Gerente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da Beraca, líder global no fornecimento de ingredientes naturais provenientes da biodiversidade brasileira para as indústrias de cosméticos, produtos farmacêuticos e cuidados pessoais.

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Cerca de R$ 2 milhões em recursos, não-reembolsáveis, serão destinados para a recuperação de nascentes em bacias, responsáveis pelo abastecimento de água em regiões metropolitanas de cinco estados: Rio Grande do Norte, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia. A decisão, divulgada na quarta-feira (13),  é do Fundo Clima.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), os recursos serão liberados em três parcelas num prazo de 4 anos. Ainda não há definição de data.

A aplicação deste investimento deve contemplar três projetos, que estão em fase de análise. Ambos foram selecionados em edital elaborado por meio de parceria entre o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, o Fundo Nacional do Meio Ambiente, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal e a Agência Nacional de Águas (MMA), Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (Ministério da Justiça) e Fundo Socioambiental (CEF).

O comitê gestor do Fundo Clima garantiu, ainda, para 2017, recursos de R$ 1,5 milhão a serem aplicados em projetos já compromissados no ano passado, relacionados a manejo florestal, práticas adaptativas para desenvolvimento sustentável de semiárido e energia solar.

Para ações na modalidade reembolsável, coordenada pelo BNDES, foi aprovado o orçamento de mais de R$ 23 milhões para financiamento de Projetos para Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima.

Plano

Os projetos foram aprovados pelo Comitê no âmbito do Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAAR) para 2017. O secretário de Mudança do Clima e Florestas, Everton Lucero, que dirigiu a reunião do comitê, destacou a importância do plano.

Segundo ele, “o estabelecimento de prioridades é fundamental para a correta aplicação dos recursos”, ressaltou. O Plano aprovado consolida as diretrizes e as linhas de ação do Fundo Clima para este ano, adequando-as à Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil no contexto do Acordo de Paris.

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do MMA

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O Ministério do Meio Ambiente (MMA) informa que o Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão) deve ser renovado por mais cinco anos. Para isso, serão destinados R$ 135 milhões em recursos no período.

A iniciativa possibilitará que o investimento anual destinado ao segmento hídrico, por estado, seja ampliado para R$ 1 milhão. O anúncio foi feito pelo secretário executivo do MMA, Marcelo Cruz, na terça-feira (28), durante a abertura da 2ª Reunião para o Fortalecimento da Gestão dos Recursos Hídricos, realizada em Brasília.

Na ocasião, o secretário executivo destacou a importância da extensão da iniciativa. “Estaremos investindo, assim, para a gestão de recursos hídricos no País, de forma democrática e descentralizada, como determina a Lei 9.433 [Lei das Águas]”, declarou. A legislação completou, neste ano, 20 anos.

Outras políticas ambientais, com foco na gestão dos recursos hídricos, também foram apontadas no evento. O secretário executivo ressaltou o programa de Recuperação de Áreas de Preservação Permanente para Produção de Água, que promove a recuperação de vegetação nativa em nascentes. Serão R$ 48 milhões para recuperar uma área de 5,6 mil hectares. “Ações de recomposição da cobertura vegetal merecem destaque no combate à crise hídrica”, afirmou.

Mês da água

A reunião faz parte da programação do Mês das Águas, celebrado com diversas atividades desde o início de março. O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Jair Tannús, afirmou que a integração entre o governo federal, estados, municípios e sociedade é fundamental. “Os desafios reafirmam a importância de uma articulação planejada”, explicou.

Os trabalhos focaram ainda o planejamento do 8º Fórum Mundial da Água, que será realizado em março de 2018, em Brasília. Será a primeira vez que a maior reunião sobre o tema será realizada no Brasil.

“Nossa ambição é transformar o Fórum num momento de discussão global para o fortalecimento técnico, institucional e político do Sistema Nacional de Recursos Hídricos”, declarou o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu.

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do MMA

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É comum após o período de seca e a volta das chuvas, as pessoas pensarem que o estresse hídrico passou e que não mais é preciso planejar. Entretanto, quando os níveis dos reservatórios aumentam, já nos esquecemos e deixamos de nos preocupar. Valorizamos as ações de gestão de recursos hídricos apenas quando falta água, sendo que deveria ser ao longo de todo ano.

O semiárido nordestino vive essa crise hídrica há mais de 100 anos, e luta por políticas públicas que viabilizem o acesso à água de qualidade. Infelizmente, a temática da crise da água só teve destaque quando a necessidade de racionamento ou medidas técnicas, como a diminuição da pressão foram adotas em São Paulo, em função da representatividade econômica e populacional no cenário nacional. Minas Gerais, por exemplo, também já vinha e vem sendo castigada pela falta de água. Atualmente, temos a Capital federal também com necessidade de racionamento.

A outra preocupação é com os aquíferos do grupo Serra Geral, que são bastante utilizados e estudos mostram teores de ferro acima do permitido para consumo, além de outras práticas que deterioram essa qualidade, como aplicação de vinhaça no solo e herbicidas. Em Mato Grosso do Sul, nossa condição se torna favorável com o Aquífero Guarani, entretanto estudos apontam uma redução no volume disponível.

Vale ressaltar que nosso consumo proveniente de águas superficiais tem sido afetado em função do uso e ocupação do solo inadequado, com a falta de práticas conservacionistas, deteriorando a qualidade da água, tornando mais cara, pois embora haja volume disponível, o tratamento vem se tornando mais oneroso em função das dificuldades operacionais e de manutenção que aumentam.

Por isso, neste mês em que se comemora o Dia Mundial da Água, precisamos sim falar do uso consciente dessa riqueza natural chamada água e retomar a sua importância e relevância para nosso Estado. Afinal, quando pensamos em nossa matriz econômica, baseada em agronegócio, devemos refletir: qual o volume de água necessário para se produzir uma cabeça de gado ou uma saca de soja? O preço dessa água é embutido nesse valor? Qual o volume de água estamos exportando todos os anos?

O que está ao nosso alcance efetivo é se preocupar com desperdício desse bem natural em casa, no banheiro, como um banho mais demorado, enquanto nos ensaboamos a água cai sem uso efetivo, quando deixamos a torneira aberta no lavatório para escovar os dentes e fazer a barba, além do grande volume nas descargas dos sanitários.

Há desperdício também ao lavar a louça com a torneira aberta, a água do tanque ou da máquina de lavar roupa que jogamos no esgoto, ao invés de lavar pisos e janelas, ou irrigar o jardim. Gastamos muito quando lavamos o carro com a mangueira aberta, entre outras situações cotidianas. Entretanto, a pior é quando compactuamos de alguma forma com as fraudes e com irregularidades.

Além de fazermos a nossa parte no dia a dia, também precisamos de políticas públicas com redução de impostos para incentivar a população a tomar medidas de reuso da água utilizada. Como exemplo, temos ações simples, como a opção de captar e aproveitar a água de chuva e o que chamamos de água cinza, aquela do chuveiro, do banho, da máquina de lavar roupa que ao invés da instalação hidráulica estar conectada com o esgoto, permita que sistemas naturais de tratamento e reuso domiciliares possibilitem o uso.

Além dos incentivos fiscais é fundamental que as prefeituras e órgão responsáveis estejam atentos e tenham capacidade de fiscalizar, monitorar e garantir o incentivo a população que demonstra interesse, preocupação e toma a decisão acertada de fazer a gestão da água domiciliar garantindo a sustentabilidade. Usar água de forma consciente não sai da moda!

(*) Fernando Jorge Correa Magalhães Filho é coordenador dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia Sanitária e Ambiental da UCDB

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“Pode o homem construir, edificar, seguir adiante no progresso, a fim de facilitar a sua vida?
Pode. Mas, infelizmente, esqueceu-se da necessidade de conviver com os outros seres desse globo…
Destruindo a natureza, destrói também uma parte da fauna que repercutirá na flora, num ciclo sem fim. Felizmente, alguns poucos já iniciaram um processo de alerta, de reparação. É necessário ao homem, despertar, olhar para trás e aprender com os seus erros. Os pequenos gestos hoje, serão as grandes melhorias do amanhã. Coabitar significa respeitar os direitos alheios.  Através desse amor que passaremos a ter com o meio ambiente, nos tornaremos seres melhores, mais pacientes e conscientes.  Façamos, cada um de nós, a nossa pequena parte. ”

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Após a forte mobilização de 50 mil brasileiros e o apoio de mais de mil ONGs de todo o mundo, o presidente Michel Temer tomou a decisão correta e vetou o artigo 20 da Medida Provisória 735. De acordo com estimativas da própria Associação Brasileira de Carvão Mineral, o incentivo ofereceria R$5 bilhões em novos subsídios à geração de energia com carvão mineral. O veto já havia sido anunciado no último dia 11 em carta ao Ministro do Meio Ambiente José Sarney Filho, e hoje foi publicado no Diário Oficial.

O não ao artigo 20 é uma vitória importante para o Brasil e para o mundo. O carvão gera, sozinho, quase um terço das emissões mundiais de gases que causam as mudanças climáticas. É altamente poluente, levando a mais de 800 mil mortes prematuras por ano no mundo todo. No Brasil é ainda uma fonte cara de energia, impactando nas contas do governo e na renda da população, que paga mais por eletricidade suja.

O prazo para a decisão sobre o veto coincide com o período de realização da 22ª Conferência do Clima da ONU (COP22). O fato do Brasil dizer não ao carvão reforça a mensagem levantada por diversos governos e inúmeras organizações da sociedade civil durante as negociações: devemos honrar o Acordo de Paris e seguir adiante no enfrentamento às mudanças climáticas, aconteça o que acontecer.

No mundo todo, há um movimento cada vez mais forte apontando para o fim da geração de energia a carvão. O veto brasileiro a novos subsídios é um passo importante, mas é possível ir muito além. O Plano Decenal de Energia do governo federal ainda indica que nos próximos anos o Brasil pretende investir 70% dos investimentos aos combustíveis fósseis que geram o aquecimento global, como carvão e petróleo.

 

De acordo com a carta que Temer endereçou a Sarney, o apoio ao carvão foi vetado por “incompatibilidade com o interesse público, contrariando compromissos internacionais assumidos”.

 

Para cumprir plenamente com as metas estabelecidas, defender o interesse da sociedade e evitar que o mundo aqueça mais do que 1.5ºC – como indicado no Acordo de Paris -, precisamos avançar nos esforços e chegar ao ano de 2050 com 100% de energias renováveis, com uma rápida e firme mudança na direção de todos os recursos públicos destinados ao setor. Seguiremos buscando esta transição e atentos para resistir a iniciativas que apontem na direção contrária.

 

Muito obrigado a todas as pessoas que apoiam essa causa!