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Sabemos que nosso planeta está em risco pelo mau uso dos recursos naturais. Diante desse quadro, é papel de todos adotar ações de sustentabilidade e orientar nossas crianças e jovens.

“Esse é um meio para que possamos ter, no médio e no longo prazo, um planeta em condições adequadas para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana”, afirma Simone do Rocio Mocelin, assessora pedagógica do Colégio Bom Jesus Internacional Aldeia, formada em Ciências Biológicas e pós-graduada em Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Para ela, pensar e agir de forma sustentável contribui para que os recursos naturais necessários para as próximas gerações se mantenham.

“Temos de nos perguntar todos os dias: como podemos incutir nas crianças o apreço e o cuidado com o planeta que habitam?”, completa.

A consciência sobre a sustentabilidade precisa ser iniciada na mais tenra idade, tanto na família quanto na escola. E é do adulto o papel de se tornar exemplo de condutas sustentáveis no dia a dia para que a criança internalize a importância dessas atitudes para a conservação do meio ambiente. Veja 5 dicas sustentáveis e práticas para pais e filhos adotarem em casa.

1.Evite o desperdício de energia elétrica. Alerte as crianças sobre a necessidade de desligar os aparelhos que não estão em uso. É comum ver crianças deixando jogos eletrônicos, computadores e carregadores de celulares ligados desnecessariamente. Explique também a elas que deixar as luzes acesas traz um gasto alto de energia elétrica, sendo prejudicial ao planeta.

2.Ensine as crianças a não desperdiçar água. As crianças geralmente apreciam brincar com ela, não tendo a dimensão dos problemas de desperdício desse recurso natural precioso. Ensine que as torneiras devem estar completamente fechadas, mesmo durante a escovação dos dentes, abrindo somente para o enxágue da boca e da escova dental.

3.Habitue a criança a reciclar. Incentive-a a descartar corretamente os resíduos sólidos, a reaproveitar sacos plásticos, papéis e brinquedos. No momento de ir às compras, questione a criança sobre a real necessidade de ter mais um brinquedo, por exemplo. Além de poupar o meio ambiente, a criança aprenderá a consumir produtos com consciência. Lembre-se de que o termo “jogar fora” não existe.

4.Leia com as crianças informações sobre o meio ambiente e sobre como o estilo de vida da família pode impactar negativa ou positivamente na manutenção de nosso planeta. Ensine a elas o conceito da Terra como Casa Comum, termo utilizado pelo Papa Francisco na Carta Encíclica Laudato Si’, que nos convoca a cuidar de nosso planeta.

5.No website http://www.suapegadaecologica.com.br/ , é possível realizar um teste da Pegada Ecológica, que é o impacto, rastros ou as consequências deixadas pelas atividades humanas (comércio, indústria, agricultura, transportes, consumo) no meio ambiente. Quanto maior a pegada ecológica de uma atividade, mais danos causados ao meio ambiente. Após responder a algumas perguntas, é calculado se o estilo de vida do respondente está abaixo, dentro ou acima da capacidade natural de regeneração de recursos pelo planeta.

Sustentabilidade na escola

Na escola, a sustentabilidade tem um viés interdisciplinar e possibilita ao aluno refletir sobre práticas do seu dia a dia que possam contribuir para a conservação dos recursos naturais que diminuam o impacto dos seres humanos sobre o meio ambiente. As diversas áreas de conhecimento podem apresentar temas específicos por meio de debates, palestras e atividades externas que abordem o problema do consumismo e do desperdício, a poluição e a contaminação da água, o descarte adequado dos resíduos sólidos, a poluição do ar, o aquecimento global, entre outros. Cabe à escola conscientizar os alunos sobre práticas sustentáveis de modo que eles possam levar esses conhecimentos consigo e aplicá-los em vários âmbitos de sua vida.

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Ainda é muito comum empresas de grande, médio e pequeno porte a falta de compreensão d a importância do trabalho em Sustentabilidade. Para auxiliar neste entendimento, costumo indicar 7 benefícios estratégicos essenciais para organizações de todos os tamanhos. Abaixo detalho com mais profundidade cada um deles:

1 – Gerar economia e reduzir custos: Considerando não apenas o cenário atual, mas prospectando o futuro, infelizmente os recursos naturais tendem a escassear e tornarem-se cada vez mais caros. Temos visto isso acontecendo nos últimos anos com a água e com a energia, por exemplo, que vêm aumentando de preço gradativamente e causando um grande impacto nos negócios. Para muitas empresas, como a indústria de alimentos e bebidas – para citar apenas uma delas, que depende grandemente destes recursos no seu processo produtivo – desenvolver projetos de ecoeficiência torna-se essencial para a sua sobrevivência. No entanto, o foco aqui é mais amplo, e quando menciono a possibilidade de reduzir custos considero a importância de tornar mais eficiente o uso de matérias primas, otimizar o transporte e a logística dos produtos, fazer a gestão inteligente do uso dos espaços, entre diversas outras ações que geram economia efetivas para organizações de todos os tamanhos.

2 – Fortalecer a reputação e reduzir riscos: A reputação é um dos ativos mais importantes de qualquer empresa e vários casos ao longo da história demonstram como um ferimento reputacional pode ser fatal para entidades de qualquer natureza. Para citar apenas alguns exemplos, crises corporativas causaram impactos significativos e a redução do valor de mercado de empresas como a Enron, Parmalat, Camargo Correa, Odebrecht, Petrobrás, Daslu e tantas outras. O trabalho com Sustentabilidade, além de fortalecer a reputação da empresa – que é uma necessidade urgente principalmente considerando o item que será detalhado à seguir – quando bem realizado, contribui para mapear, gerir e reduzir riscos da organização. Para tanto, ferramentas como o processo de Materialidade e o diálogo com stakeholders são essenciais.

3 – Alinhar-se com Geração Y, Millennials e próximas gerações de consumidores: Observa-se uma tendência das novas gerações se preocuparem cada vez mais com a reputação das empresas e sua atuação perante a sociedade e o meio ambiente preferindo as marcas que promovem valores alinhados à sustentabilidade. Neste sentido, a pesquisa “Dossiê Universo Jovem 4” realizada com jovens brasileiros divulgada em 2008 pela MTV aponta algumas das ações que este público espera das empresas, são elas: Investimentos em projetos que façam a diferença para a comunidade; que convidem a comunidade para participar de suas ações, ensinando a população a agir; investimento em processos de produção e produtos com responsabilidade socioambiental; que primeiro façam as ações e só depois as divulguem, utilizando uma linguagem mais simples na sua comunicação (fonte: Instituto Akatu). Assim, uma atuação neste sentido é crucial tanto para atender os interesses dos novos públicos consumidores, como para não perder posição em um mercado cada vez mais competitivo.

4 – Atrair e reter talentos: E por falar em próximas gerações, esta mesma garotada que está aí (ou não tão “garotada” assim, já que eu mesma pertenço à chamada Geração Y, rs), deseja trabalhar em empresas alinhadas com os seus valores de contribuição para a sociedade, sustentabilidade e compromisso com a ética. Desta forma, um programa sólido de Sustentabilidade, que traga benefícios reais tanto para a organização quanto para a sociedade em que ela está inserida, traz como efeito colateral a retenção de talentos destas gerações. Além disso, mesmo para as gerações mais velhas, qual colaborador não prefere trabalhar em uma empresa na qual se orgulha, independente do seu porte?

5 – Gerar diferencial competitivo: É um fato. Marcas de referência na área de Sustentabilidade como Natura, Ben&Jerrys, Patagonia, Tesla, North Face e tantas outras são destaque em suas respectivas áreas porque inovaram, ousaram, fizeram diferente. Fazer muito bem o básico não vai destacar a sua organização, também não a tornará mais sustentável. Aqui, quando falamos de vantagem competitiva estamos tratando tanto do recurso tangível, como no exemplo da redução de custos, mas também de recursos intangíveis relacionados principalmente à reputação da empresa, sendo estes mais dificilmente imitados pelos concorrentes, o que permite diferenciar a sua organização do restante do mercado e agregar mais valor ao seu produto ou serviço.

6 – Desenvolver novos negócios: Ao longo da minha carreira tive a oportunidade de vivenciar diversas iniciativas de lançamento de novos produtos ou serviços mais sustentáveis que trouxeram um grande impacto positivo para os resultados dos negócios. Desde produtos concentrados – como amaciantes – que utilizam menos água no seu processo produtivo e reduzem os custos com embalagens, armazenamento e transporte, passando por tintas à base água, que trouxeram um benefício real de conforto olfativo para o consumidor e redução do impacto ambiental e hoje compõe a maior parte do mercado de tintas, até o desenvolvimento de setores inteiros como a indústria de carros elétricos e de energias renováveis. Isso sem falar nos inúmeros novos serviços desenvolvidos nos últimos anos como consultorias que auxiliam as empresas a detectarem e atuarem na redução do consumo e custos com água e energia, instituições certificadoras de edificações sustentáveis, empresas que prestam serviço de engenharia e logística reversa, recicladores de resíduos da construção civil e de produtos eletrônicos, organizações que oferecem serviços de neutralização de carbono, entre muitas outras iniciativas que a cada dia ganham mais mercado. Não importa o ramo de atuação da sua empresa, sempre é possível desenvolver um produto ou serviço mais sustentável que traga um retorno positivo para a sua organização, seja na forma de redução de custos, no fortalecimento reputacional, seja por meio da abertura de novos mercados consumidores.

7 – Gerar valor compartilhado: O conceito de Valor Compartilhado pressupõe a geração de valor econômico de forma a garantir também a geração de valor para a sociedade, por meio do desenvolvimento de negócios que propiciem o enfrentamento de suas necessidades e desafios. É uma nova forma de obter sucesso econômico que reconecta o sucesso da empresa ao progresso social. Neste sentido, no conhecido artigo de Michael Porter e Mark Kramer para a Harvard Business Review Valor Compartilhado “não é algo na periferia daquilo que a empresa faz, mas no centro”, ou seja, deve estar no seu core business. Este universo está mais próximo do que imaginamos quando vemos os esforços das “Empresas B”, organizações que, para dizer sucintamente, recebem uma certificação por, entre outros quesitos, resolverem “problemas sociais e ambientais a partir dos produtos e serviços oferecidos pelas próprias empresas”. São entidades como Natura, Ben & Jerrys e tantas outras organizações menores que, como eu costumo dizer, estão no chamado “setor 2 e meio”, ou seja, um híbrido entre uma empresa do segundo e do terceiro setores, organização privada com fins lucrativos, mas também com fins sociais. Neste sentido, as megatendências mundiais descritas brilhantemente por John Naisbitt, especialista na previsão de tendências globais, nos ajudam a apontar caminhos de novos mercados que estão ou muito em breve estarão em grande processo de expansão para o atendimento das questões da humanidade mais urgentes. Vale lembrar que as megatendências mais recentes que moldarão comportamentos, estilos de vida e consumo, são: Eficiência Energética, Mudanças Climáticas, Mobilidade Urbana, Mobilidade, Conectividade, Ascensão Social, Construções verdes, Inclusão Tecnológica, Mudanças demográficas, Economias interligadas, Escassez de recursos e Urbanização. As organizações que estiverem atentas à estes movimentos largarão na frente e terão mais tempo para se adaptar e prosperar neste novo cenário.

Em resumo, compreendendo que o trabalho de Sustentabilidade Corporativa é o alinhamento entre as necessidades do negócio, com as necessidades ambientais e da sociedade, fica mais claro o valor que ele traz justamente por atender e estar alinhado com estas demandas. Trata-se de um olhar mais amplo, sistêmico, inovador, que vai além do ambiente interno da organização, mas identifica e atua nos seus riscos, potenciais e oportunidades de gerar valor.

*Juliana Zellauy Feres é executiva da área de sustentabilidade, com passagens por diversas organizações e empresas 

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As organizações que demonstram compromisso com a responsabilidade social obtêm vantagens competitivas, ganhando a confiança do mercado, de clientes, investidores, consumidores e da comunidade local. Esse tipo de ação desencadeia uma onda de responsabilidade social corporativa que empresas espalhadas pelo mundo, de todos os tamanhos e setores, estão adotando e promovendo.

Compreender essa mudança é vital, pois o mercado está cada vez mais transparente e competitivo. É uma oportunidade para que as empresas programem práticas sustentáveis de gerenciamento não apenas para atender às exigências legais, mas também para melhor se colocar diante dos consumidores e concorrentes. É um erro entender que a sustentabilidade seja apenas restrita a aspectos de meio ambiente; da mesma forma, não se deve assumir que responsabilidade social se limite a ações em projetos sociais.

O administrador que pretenda que seu negócio seja perene deverá gerar valor nas dimensões econômicas, ambientais e sociais. As empresas são cobradas por uma atitude correspondente ao conceito da “cidadania corporativa global” que envolve sustentabilidade e responsabilidade social, dois conceitos que caminham juntos.

As organizações tornaram-se agentes transformadores que exercem uma grande influência sobre os recursos humanos, a sociedade e o meio ambiente em que estão inseridas. Os empresários tornam-se mais aptos a compreender e a participar das mudanças estruturais na relação de forças nas áreas ambiental, econômica e social.

Dois exemplos ilustram o assunto: o mercado parou de aceitar o descaso no tratamento dos recursos naturais e os consumidores estão interessados em produtos “limpos”; da mesma forma, a sociedade está muito mais atenta à inclusão de portadores de necessidades especiais no mercado de trabalho. O resultado é óbvio: a legislação tornou-se mais rígida, obrigando as empresas a encarar com mais seriedade a questão ambiental e a responsabilidade social em sua estratégia operacional.

Com essa nova postura vem a necessidade de adaptação e consequente direcionamento para novos caminhos. As empresas devem mudar seus paradigmas mudando sua visão empresarial, objetivos, estratégias de investimentos e de marketing, tudo voltado para o aprimoramento de seu produto. Companhias socialmente responsáveis e preocupadas com sustentabilidade conquistam resultados melhores e geram valor aos que estão próximos. A responsabilidade social e sustentabilidade deixaram de ser uma opção politicamente correta: é uma questão de visão estratégica e, muitas vezes, de sobrevivência.

A empresa é socialmente responsável e sustentável quando vai além da obrigação legal de pagar impostos e observar as condições adequadas de segurança e saúde para os trabalhadores ou preservar o meio ambiente. É preciso adotar nova postura: a organização que não adequar suas atividades a esses novos conceitos está destinada a perder competitividade em médio prazo.

É cada vez mais relevante para as empresas pensar em processo sucessório, sejam elas familiares ou não, portanto, é fundamental que o atual gestor invista, o quanto antes, em reflexões nesse sentido, para que assim, comece a preparar o caminho para seu sucessor.

 

 

Por Sérgio Lucchesi, sócio da Moore Stephens Auditores e Consultores

Aliança

A aliança busca construir parcerias em regiões onde a baixa oferta de água de qualidade compromete a saúde e o desenvolvimento local

 Pelos rios da Amazônia corre cerca de 13% de toda água doce do planeta. No entanto, é nessa região que a população mais sofre com a falta de água potável e com as doenças provocadas pelo consumo de água contaminada. As distâncias e a precariedade dos transportes são os principais obstáculos que o poder público enfrenta para chegar principalmente às populações ribeirinhas e comunidades mais distantes dos centros urbanos. Nessas áreas, é fundamental o apoio de alianças entre governos, iniciativa privada e sociedade civil. É o caso do programa Água+ Acesso, lançado pelo Instituto Coca-Cola Brasil, que procura construir parcerias com organizações sociais para levar saúde e qualidade de vida a milhares de pessoas. O foco é em ações que fortalecem o empoderamento das comunidades na solução de suas carências em água e saneamento básico.

A aliança Água+Acesso foi lançada em março de 2017, com suporte do Instituto Coca-Cola Brasil, em parceria com Banco do Nordeste, Fundación Avina, Instituto Trata Brasil, WTT (World-Transforming Technologies) e algumas das principais organizações que atuam com o tema água no Brasil, como SISAR Ceará, Projeto Saúde e Alegria e Fundação Amazonas Sustentável. Juntas, essas entidades trabalham em mais de duas mil comunidades.

Além do piloto já instalado em Caucaia (Ceará), que atende a 150 famílias e 500 pessoas, este ano o programa investir mais R$ 600 mil e beneficiará diretamente mais de 800 famílias e 3.200 pessoas. “Nossa proposta é fortalecer as iniciativas consolidadas na região e que já têm resultados para mostrar”, explica Rodrigo Brito, gerente de operações do Instituto Coca-Cola Brasil.


Rodrigo Brito, gerente de operações do Instituto Coca-Cola Brasil

O ponto de partida para esse grande processo colaborativo com organizações sociais é a percepção de que a água, principal insumo dos produtos da Coca-Cola Brasil, é também o principal fator para o desenvolvimento humano. “Queremos ampliar a colaboração e potencializar os modelos autossustentáveis em todo o Brasil”, diz Rodrigo, que define os pilares sobre os quais o projeto Água+ Acesso se assenta: integrar, inovar, impulsionar (que significa ampliar o impacto) e influenciar (governos, políticas públicas, comunidades).

Uma dessas organizações parceiras, que atua há mais de 20 anos na região do Rio Tapajós, com sua base em Santarém (Pará) é o Projeto Saúde & Alegria, que tem entre seus fundadores o médico Eugênio Scanavino. “Eu vim para a Amazônia pensando em cuidar da saúde das pessoas, trabalhar como médico”, explica. Mas a vida mostrou que os caminhos para cuidar da saúde na Amazônia não levam sempre aos ambulatórios. Para ele a experiência dos atendimentos nos postos de saúde era frustrante. “Todos os dias passava pela fila de pacientes perguntando quem tinha diarreia, e era quase todo mundo”. Esse choque de realidade levou à busca de caminhos alternativos, pois a constatação de que a falta de água de qualidade era o principal motivo de doenças na região e, principalmente, de morte de crianças, precisava de uma ação.

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Nos últimos dias, o debate sobre o decreto do Governo Federal que permitia que mineradoras privadas explorassem áreas de reserva na Amazônia aflorou e foi além das fronteiras brasileiras.

Ambientalistas, celebridades e políticos manifestaram-se contra o documento que extinguia os mais de 47.000 quilômetros quadrados da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca).

O governo recuou suspendendo o decreto, mas a mobilização social abriu espaço para reflexões e questionamentos que envolvem os hábitos de consumo da população – que está se conscientizando cada dia mais.

Conscientização: o novo comportamento do consumidor

Desde o manuseio da água até os alimentos que estão disponíveis nas prateleiras dos mercados: todas essas escolhas têm peso no que se refere à proteção ambiental e o futuro do planeta.

Reduzir o consumo de carnes, processados e industrializados são atitudes cada vez mais recorrentes, que proporcionam benefícios para a saúde e para o meio ambiente.

Nesse sentido, os consumidores estão exigindo selos de qualidade e dando preferência para produtos livres de conservantes e empresas que pensem além do lucro e tenham, de fato, responsabilidade social e ambiental.

Devido à crescente demanda por serviços e produtos saudáveis e sustentáveis, o mercado de produtos orgânicos tem se expandido por todo o mundo. Inclusive, essa conscientização dos consumidores tem ido além dos alimentos e alcançado a indústria química – eles querem saber a origem e a composição dos produtos de pele e dos cosméticos, por exemplo.

A indústria de Cosméticos se adapta

Os derivados de matérias-primas orgânicas ganharam impulso na indústria da beleza, com os cosméticos de base natural ou integralmente naturais. No Brasil, por exemplo, empresas do ramo estão investindo nesses nichos incorporando a tendência internacional de uso dos óleos essenciais.

Mas, vale ressaltar que, um produto de base natural é diferente de um natural. No caso dos cosméticos, por exemplo, é diferente um sabonete com óleo essencial de amêndoas de um que tem todo o seu processo de produção – passando pela obtenção de matéria-prima, pelo processamento até a embalagem – dentro das normas de certificação de produtos orgânicos.

A cadeia de produção desse tipo de produto é regida por normas específicas, o que não acontece com os produtos comuns que têm um ou outro ingrediente natural em sua fórmula.

Com isso, os consumidores têm a garantia e a segurança de que os mesmos são confeccionados com plantas isentas de agrotóxicos, corantes, conservantes ou aromas artificiais. Esse cuidado também estende-se as embalagens, com a utilização de materiais recicláveis de rápida decomposição no meio ambiente ou, através dos refis, que estimulam o uso da mesma embalagem.

A tecnologia como aliada

Além de agradar e conquistar cada vez mais consumidores, essa também é a oportunidade de contribuir com a preservação do planeta. Os empresários do segmento já perceberam todas essas mudanças comportamentais e estão se adequando cada vez mais.

A Teknisa oferece diversas soluções adaptadas para atender aos princípios da agência fiscalizadora, integrando vendas, expedição e controle de produção, possibilitando a otimização e a segurança na produção farmacoquímica.

As ferramentas permitem o controle gerencial para a manufatura laboratorial, desde a aquisição da matéria-prima até a liberação do produto final para os clientes, passando pela garantia de qualidade.

Com aplicações tecnológicas sofisticadas é possível obter um modelo operacional moderno e flexível voltado ao planejamento e controle completo do seu sistema produtivo e, ainda, garantir a matéria- prima ideal para a cadeia produtiva, possibilitando preços competitivos, minimizando perdas e maximizando a qualidade dos produtos.

Além dos processos que precedem a produção e as vendas, também é importante proporcionar a melhor experiência ao cliente. Para viabilizar isso, muitas empresas vêm revendo seus processos internos e investindo na automação comercial, com a implantação de sistemas modernos na frente de caixa e aplicativos, por exemplo.

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A sustentabilidade e suas metas construídas ao longo de décadas oferecem uma plataforma de conhecimentos que tem o potencial de alimentar 10 bilhões de pessoas e oferecer todos os benefícios de uma civilização tecnologicamente evoluída.

O início dos anos 2000 foram muito ricos em iniciativas de sustentabilidade de empresas e organizações sociais no Brasil. Muitos dos grandes pensadores da área, como Ignacy Sachs e Ray Anderson passaram um bom tempo em reuniões e encontros com executivos e empresários que sonharam com um país líder em Responsabilidade Social e em ações socioeducativas capazes de criar, aqui, os paradigmas de uma nova economia.

Foi um tempo em que as empresas e organizações colocaram como prioridade a adequação aos preceitos da Global Reporting Iniciative (GRI) quando anualmente preparavam seus Relatórios de Sustentabilidade. Organizações que propugnavam o respeito aos objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), aos Princípios do Equador tinham como sonho integrar a carteira do Índice de Responsabilidade Social (ISE) da BM&FBovespa.

Essas metas, diretrizes e sonhos sobrevivem em algumas empresas e organizações, certamente não foram completamente sufocadas por conta da crise institucional e econômica, mas refluíram grandemente em sua capacidade de avançar em direção à utopia de uma sociedade estruturada em uma economia sustentável, capaz de servir como paradigma para a economia global, o que é o sonho de economistas como Sachs e Ladislau Dowbor.

Baixas nas estruturas corporativas

As estruturas de sustentabilidade dentro de grandes empresas sofreram baixas e profissionais de primeira linha nos momentos de avanço hoje ou padecem de trabalhos meramente burocráticos, ou simplesmente não fazem mais parte das equipes. O cenário não é alentador se comparado a poucos anos trás, quando o sonho de transformações reunia nos mesmos salões os principais executivos nacionais de organizações como Greenpeace, WWF. Instituto Socioambiental, Repórter Brasil e outros, e gigantes do mundo corporativo, como Walmart Brasil, Unilever, Cargill e Maggi, entre outras organizações do mesmo porte.

As grandes conferências de organizações como Ethos e Cebds deixaram marcas na memória corporativa e dos profissionais que investiram pesadamente em capacitação para fazer frente às demandas de sustentabilidade que emergiam não apenas da sociedade, mas das próprias empresas. O governo também avançou, mas a sensação é de que nunca liderou o processo, veio, na maior parte das vezes a reboque.

Ao chegar à metade desta segunda década do século 21 a impressão que se tem é de que o esforço foi em vão. Ao final de 2015 a Organização das Nações Unidas conseguiu o consenso necessário para lançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que substituíram os ODM – Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Com 17 objetivos e 169 metas que devem ser alcançadas por todos os países até 2030. Sob o ponto de vista dos acordos e regulações internacionais houve um grande avanço na última década e meia, com as Conferências das Partes (COP) em diversas áreas, principalmente Clima, que com os estudos realizados pelo IPPC conseguiram derrubar muitas das argumentações apresentadas por céticos sobre o impacto das ações humanas em relação às mudanças no clima global. O problema não está mais no campo das leis e das regulações.

Retrocesso político e institucional

As maiores dificuldades são impostas agora pelos campos político e econômico. O avanço de setores ultraliberais e xenófobos nas principais economias do planeta está assegurando um retrocesso na implantação de políticas de inclusão social mais consistentes. No campo das empresas o retrocesso se dá pela busca ainda exacerbada da rentabilidade financeira em detrimento dos ganhos estruturantes da sustentabilidade. Muitos dos executivos mais comprometidos com os avanços socioambientais em paralelo aos ganhos econômicos foram afastados de seus cargos e substituídos por pessoas focadas em resultados, como se diz no meio corporativo.

Há ainda um esforço honesto de profissionais e organizações em direção à manutenção dos desejos de sustentabilidade demonstrados nos anos passados, no entanto é preciso um esforço adicional. Um reforço da importância dos princípios e objetivos da sustentabilidade em um planeta que caminha para 10 bilhões de habitantes ainda neste século.

Os diagnósticos estão feitos, sabe-se com grande margem de certeza que o atual meio de exploração dos recursos naturais, a produção linear e o descarte de resíduos no ambiente natural não podem continuar como padrão. A alimentação industrializada e o nível de desperdício relacionado ao consumo mostram uma sociedade ainda individualista e desligada dos problemas naturais e humanos, lembrando que essa separação entre natural e humano é artificial, uma vez que a humanidade é parte do ecossistema natural da Terra.

Plataforma para o futuro

A sustentabilidade e suas metas construídas ao longo de décadas de estudos e conferências internacionais oferecem uma plataforma de conhecimentos capazes de dar sustentação a uma economia que tem o potencial de alimentar 10 bilhões de pessoas com qualidade e, ainda, oferecer todos os benefícios de uma civilização tecnologicamente evoluída. Empresas, governos e organizações sociais estão perfeitamente habilitados a estabelecer suas metas e diretrizes em harmonia com o que há de mais avançado em conhecimento, ciência e utopia sustentável.

Mas… o que falta? Basicamente pressão popular, reforço institucional e decisão dentro de todos os nichos de poder, institucionais ou empresariais.

Para garantir que isso pode ser feito há um exército de profissionais qualificados à espera da oportunidade de fazer a diferença. Pessoas que construíram o boom da sustentabilidade nos últimos 20 anos, que estudaram gestão ambiental nas dezenas de cursos que surgiram no país, que atuaram e se capacitaram em centenas de atividades e que construíram seu conhecimento e diálogos e debates estimulados por mídias ambientais, de sustentabilidade e por jornalistas com atuação na mídia tradicional. (#Envolverde)

  • Dal Marcondes é jornalista com especialização em economia e meio ambiente e passagens por grandes redações da imprensa paulista, como Gazeta Mercantil, Agências France Presse, Dinheiro Vivo e Estado e revistas como IstoÉ e Exame. Atualmente é mestrando da ESPM-SP com pesquisa em Modelos de Negócios no Jornalismo Digital e Pós-Industrial.
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Morador do Rio de Janeiro, o consultor de empresas e economista Simon Salama sofre bastante com as altas temperaturas, que chegam a superar os 40ºC no verão. Até pouco tempo atrás, ele chegava a gastar entre R$ 800 e R$ 1 mil por mês na conta de luz, principalmente em razão do uso dos aparelhos de ar-condicionado.

Essa realidade começou a mudar quando ele decidiu investir em um sistema de energia solar fotovoltaica em sua casa. “Hoje estou pagando a metade da conta. A outra metade o sistema fotovoltaico está proporcionando. Precisamos aprender a pensar em longo prazo”, afirma.

Desde abril de 2012, quando entrou a vigor a Resolução Normativa Aneel nº 482/2012, os brasileiros têm a possibilidade de deixar de ser apenas consumidores de energia, passando também ao status de produtores. A chamada geração distribuída viabiliza, por exemplo, a instalação de placas solares em residências, o que gera economia na conta de luz e benefícios ambientais, pois o sol é uma fonte inesgotável e não poluente.

Em entrevista ao CORREIO Sustentabilidade, Colaferro listou um passo-a-passo sobre o que é preciso para instalar um sistema solar fotovoltaico em casa:

1) Fornecer os dados básicos descritos na conta de luz (endereço, consumo médio, etc) à empresa que vai instalar o sistema. “É na conta de luz que estão as principais informações, como o volume de energia consumido nos últimos meses; o tipo de cliente que ele é; o endereço, que nos ajuda a saber a disponibilidade de sol na região e a análise do telhado via Google Maps”, explica o especialista.

2) Visita técnica da empresa que vai instalar o sistema (quando necessário).

3) Investimento a partir de R$ 12 mil. O sistema mais completo e potente custa cerca de R$ 25 mil (valor estimado para um casal que consome cerca de 5 mil watts por ano, cerca de R$ 430 mensais). “O consumidor decidirá o tipo de financiamento que vai adotar, a forma de pagamento, etc”.

4) Uma vez comprado o sistema, o consumidor procura a concessionária de energia local e preenche um formulário com alguns dados. Algumas empresas instaladoras realizam esse serviço para o cliente.

5) Depois de instalado o sistema é preciso trocar o relógio de consumo. O novo aparelho, instalado pela Coelba (no caso da Bahia) não traz custo adicional para consumidores residenciais e será bidirecional – ele registrará a energia que entra e a que sai. “Você passa a receber créditos energéticos pela energia que gera a mais e paga apenas a diferença em relação ao que consumiu. Caso consiga produzir 100% da energia consumida, pagará somente um custo de disponibilidade, uma taxa em torno de R$ 40”, esclarece o especialista.

Investimento

Segundo Colaferro, embora o consumidor médio de energia no Brasil gaste bem menos, o cliente que costuma aderir à energia solar costuma ter um consumo mais alto, a partir de R$ 400 mensais.

“O sistema que custa cerca de R$ 25 mil atende melhor a esse público, porque é composto por mais placas e gera, proporcionalmente, o dobro de energia em relação ao de R$ 12 mil, o que possibilita uma economia de até 95% na conta”, ressalta Colaferro. A vida útil da tecnologia é de 30 anos.

O especialista defende mais financiamento para que a energia solar possa se popularizar no Brasil. “As instituições financeiras ainda não entenderam que este é um produto que deveria ser financiado a taxas muito mais baixas porque a inadimplência é pequena e ele realmente entrega o que promete, o que confere segurança”, argumenta.

O retorno do investimento em um estado como a Bahia, com alta incidência de sol e tarifa relativamente alta, vem entre quatro e seis anos, estima ele.

Entre os bancos que oferecem financiamento voltado à energia solar estão Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Santander. Todavia, a maioria das linhas são destinadas a empresas, e não a pessoas físicas.

Portaria

Uma medida que pode ajudar a tornar a energia solar mais acessível foi anunciada em agosto deste ano pelo Ministério das Cidades. A pasta prevê a criação de uma portaria que prevê a instalação dessa fonte alternativa nos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida.

Segundo o ministro Bruno Araújo, o projeto vai “impulsionar a indústria nacional, reduzir custos, viabilizar a redução da conta de energia das famílias de baixa renda e ajudar a tirar uma carga dos demais sistemas tradicionais de geração de energia”.

Bahia

A energia solar registra crescimento em solo baiano. Em junho deste ano, o CORREIO informou a entrada em operação do parque solar Lapa, considerado o maior do Brasil, localizado em Bom Jesus da Lapa, no Oeste baiano. O empreendimento é composto por duas usinas, com capacidade instalada total de 158 megawatts. A operação do parque é da Enel Green Power, subsidiária brasileira do grupo italiano Enel.

O Brasil deve chegar até o final de 2017 com cerca de 14 mil consumidores com micro ou minigeração distribuída, segundo a Aneel. A geração de energia solar fotovoltaica responde por 80,7% do total de instalações. O restante é dividido por sistemas de energia eólica, biogás, biomassa, hídrica e cogeração qualificada.

“É pouco, levando-se em conta que o País tem mais de 80 milhões de consumidores. A Alemanha conta com milhões de conexões já instaladas”, compara Colaferro.

A Bahia tem atualmente cerca de 230 sistemas em operação e ocupa a décima colocação no ranking nacional, que é liderado por Minas Gerais (2.263 instalações).

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Caso nada seja feito para melhorar as políticas de gestão da água, algumas regiões do mundo poderão ver as suas taxas de crescimento cair até 6% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas por um país – até 2050.

Esse alerta está em um relatório do Banco Mundial, intitulado High and Dry: Climate Change, Water and the Economy. Nele, o banco escreve que as alterações climáticas terão impacto, em primeiro lugar, no ciclo da água, com consequências na alimentação, energia, sistemas urbanos e ambientais.

O crescimento das populações, com maiores rendimentos e em cidades cada vez maiores, irá resultar num aumento exponencial das necessidades de água, mas a água disponível será mais errática e incerta, antecipa o relatório.

A redução da água doce disponível e a competição por parte de setores como a energia ou a agricultura poderão deixar as cidades em 2050 com até menos dois terços da água que tinham em 2015.

Segundo o Banco Mundial, se as políticas de gestão da água se mantiverem como estão e se os modelos climáticos se confirmarem, a escassez de água irá se estender a regiões onde atualmente não existe, como a África central e a Ásia oriental – e piorar gravemente onde já é uma realidade, como o Oriente Médio e o Sahel, na África.

Crescimento ameaçado

Estas regiões, prevê o relatório agora divulgado, poderão ver as suas taxas de crescimento econômico cairem em até 6% do Produto Interno Bruto até 2050, devido aos efeitos da escassez de água na agricultura, na saúde e nos rendimentos.

A boa notícia, revela o Banco Mundial, é que embora as más políticas possam exacerbar o impacto econômico negativo das alterações climáticas, as boas políticas podem ajudar a neutralizá-lo.

Algumas regiões poderão ver as suas taxas de crescimento aumentar até 6% com melhores práticas de gestão dos recursos aquáticos. Os autores do relatório recordam que os impactos da má gestão da água são particularmente sentidos pelos mais pobres, que têm maior probabilidade de depender da agricultura alimentada pela chuva e de viver em zonas mais suscetíveis a inundações, estando também mais vulneráveis ao risco de águas contaminadas e saneamento desadequado.

As mudanças na disponibilidade da água podem também induzir as migrações e incendiar conflitos civis, devido ao impacto que têm nos preços dos alimentos e no crescimento econômico, diz o estudo.

“É por isso que a gestão da água será crucial para o mundo alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as aspirações a uma redução da pobreza e a uma maior prosperidade partilhada”, ressalta o relatório.

“A água é a moeda comum que liga quase todos os ODS”, acrescenta o documento, numa referência aos objetivos definidos em 2015 pela comunidade internacional.

Otimizar a utilização da água através de melhor planejamento e incentivos, expandir a quantidade e disponibilidade de água, sempre que possível e reduzir o impacto dos extremos, da variabilidade e incerteza são as propostas do Banco Mundial para melhor gerir a água no futuro.

fonte: Agência Brasil

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Unindo sustentabilidade e tecnologia, BH recebe sua primeira árvore fotovoltaica. Funcionando a partir de energia solar, o dispositivo inovador é capaz de recarregar até seis celulares simultaneamente. A árvore, que fica no bairro Buritis, também disponibiliza sinal de Wi-Fi gratuito para os belo-horizontinos.

O projeto investe na utilização de energia renovável na capital. Construída com a tecnologia inovadora de filmes fotovoltaicos orgânicos da empresa mineira Sunew, a árvore, que possui um formato de palmeira, funciona com energia solar captada por um painel que não depende do ângulo de incidência do sol. Por isso, funciona com potência total por mais tempo.

Considerada uma tecnologia mais democrática e sustentável, a árvore fotovoltaica poderá ser utilizada pela população do Buritis para a recarga de celulares e como um ponto de acesso gratuito de Wi-Fi.

Quem quiser conhecer a árvore, pode passar pela sede da MRV (Av. Mário Werneck, 621 – Buritis) e conferir a novidade.

A ação é uma entre a MRV Engenharia e a Alsol.

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edital Ecoforte abriu, até o dia 2 de outubro, inscrições para projetos territoriais de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica. Os projetos inscritos devem ser voltados à intensificação das práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica.

Serão duas seleções. A primeira está voltada a novas propostas de redes ou à consolidação das já atendidas pelo Ecoforte de 2014, desde que integrem novos grupos ou organizações produtivas.

Serão investidos até R$ 18,5 milhões, sendo R$ 2,5 milhões destinados à consolidação e expansão de propostas já beneficiadas pelo Ecoforte, com aporte entre R$ 300 e 500 mil; e R$ 16 milhões para novas organizações, com projetos de valores entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão.

A outra seleção é uma chamada direta destinada à implantação e melhoria de empreendimentos econômicos coletivos de organizações já conveniadas pelo edital de 2014. Estão previstos até R$ 6,5 milhões para projetos de R$ 300 mil a R$ 500 mil. Desse total, R$ 5 milhões serão destinados ao apoio de projetos localizados na Amazônia Legal.

Os recursos provêm da Fundação Banco do Brasil, do Fundo Amazônia e do Fundo Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As inscrições deverão ser entregues pessoalmente à Fundação Banco do Brasil (FBB) mediante protocolo até as 18h de 2 de outubro ou postados até essa data.

A rede que se inscrever deverá ser composta por, no mínimo, três organizações de caráter produtivo da agricultura familiar (cooperativa ou associação de produtores). Os projetos devem promover benefícios a agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais ou indígenas.

Criado em 2013, o Ecoforte integra as organizações participantes e amplia a participação de agricultores familiares no processo de transição agroecológica. Outros benefícios da iniciativa são a inserção produtiva de jovens e mulheres, melhoria da capacidade de produção, articulação e realização de negócios solidários nas próprias redes.

A divulgação desse projeto contempla quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030: erradicação da pobreza; fome zero e agricultura sustentável; saúde e bem-estar; e redução das desigualdades.